NUPPRE
  • Informativo da Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição 16 a 20 jul 2018

    Publicado em 19/07/2018 às 19:50

    Notícia de Capa: CONSULTA PÚBLICA Nº 4

    Guia alimentar para crianças menores de 2 anos

     

    Chega a suas mãos a versão preliminar do Guia Alimentar para crianças menores de 2 anos. Essa nova versão está alinhada ao Guia Alimentar para a População Brasileira e está em Consulta Pública até o dia 25 de agosto.

    A nova edição do Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 Anos traz recomendações e informações sobre como alimentar crianças nos dois primeiros anos de vida para promover saúde, crescimento e desenvolvimento.

    Pretende ser um apoio à família no cuidado cotidiano à criança, tanto nos momentos de dúvida durante o aleitamento materno como no enfrentamento aos desafios cotidianos, no estímulo ao desenvolvimento de habilidades culinárias e do comer juntos […].

    Para saber mais sobre essa matéria e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1820 ; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).

     

    Nesta edição:

    • CONSULTA PÚBLICA Nº 4 – Guia alimentar para crianças menores de 2 anos
    • Reunião sobre redução do consumo de nutrientes críticos e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)
    • Saiba como atleta de fim de semana pode evitar lesões
    • Centro da ONU discute parcerias com a União Africana sobre alimentação escolar
    • Venda de bebida industrializada que contenha açúcar poderá ser proibida em escolas
    • Espaço dos Estados e Municípios
    • De Olho na Evidência
    • Implementando o Guia Alimentar para a População Brasileira: Férias Escolares – Atenção à Alimentação das Crianças
    • Monitoramento dos Programas
    • Saiu na Mídia

     

    A Segundeira da CGAN é o informativo semanal da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, na qual são apresentadas as principais notícias da semana, agendas previstas da Coordenação, além de trazer atualizações sobre evidências científicas, textos de apoio para a implementação das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e atividades realizadas nos municípios e estados relacionados à agenda de alimentação e nutrição no SUS e monitoramento de alguns programas.

     

    Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição

    Departamento de Atenção Básica

    Secretaria de Atenção à Saúde

    Ministério da Saúde

     

     

    Portal do Departamento de Atenção Básica: http://dab.saude.gov.br/portaldab/

    Comunidade de Práticas: https://www.facebook.com/comunidadedepraticas

    RedeNutri: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php


  • Assunto indigesto: produção com agrotóxicos.

    Publicado em 19/07/2018 às 19:48

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Foto: Felipe Carneiro/Diário Catarinense

    O Caderno Nós, publicado no Diário Catarinense no dia 15 de Julho destaca assuntos relacionados ao uso de agrotóxicos , como a contaminação das águas, o Brasil como um dos principais consumidores de veneno e o novo e polêmico projeto de lei. O caderno pode ser acessado pelo link: http://dc.clicrbs.com.br/sc/ultimas-noticias/tag/caderno-nos/

     


  • Abusivo Tudo Isso – Criança e Consumo

    Publicado em 19/07/2018 às 19:40

    Denuncie a publicidade abusiva do McLanche Feliz

    Diante do incentivo ao consumismo infantil e hábitos alimentares não saudáveis, é hora de dizer: #AbusivoTudoIsso

     

    Aconteceu em Brasília! Um cidadão, cansado de ver o McDonald’s desrespeitar a lei e a infância ao anunciar e vender sanduíches com brinquedos, denunciou a empresa ao Ministério Público.

    Inspirado por essa atitude, o Criança e Consumo convida você a também exigir o fim dessa prática. Mobilize-se com a gente enviando um e-mail para a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), com cópia para o McDonald’s. E, claro, chame mais gente para participar, usando a #AbusivoTudoIsso em suas redes.

     

    Por que ainda existe publicidade infantil?

    Apesar de a publicidade direcionada a crianças ser considerada abusiva e, portanto, ilegal pelo Código de Defesa do Consumidor, entendimento reforçado pela Resolução 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), algumas empresas simplesmente se colocam acima da lei e encontram subterfúgios para não cumpri-la, em claro desrespeito à infância. Essas condutas têm que ser denunciadas para que as empresas sejam responsabilizadas!

     

    Por que comida com brinquedo é um problema?

    A oferta de brinquedos para estimular o consumo excessivo e habitual de produtos alimentícios com altos teores de sódio, açúcar e gorduras é extremamente prejudicial à saúde das crianças. A obesidade infantil e as doenças crônicas associadas se tornaram um dos maiores problemas de saúde pública no país. Sem uma mudança de hábitos e práticas de mercado, em menos de uma década, a obesidade pode atingir 11,3 milhões de crianças no Brasil.

    Além disso, o fato de esses brinquedos serem exclusivos, efêmeros e colecionáveis faz com que a criança seja incentivada a consumir uma grande quantidade de “promoções” no curto espaço de tempo. Depois de conseguir o primeiro brinquedo da série, em geral, a criança quer completar a coleção. E depois a seguinte. E outra. A criança, assim, passa a ser uma promotora de venda da marca. E o apelo para que mãe, pai ou responsável compre os demais itens pode gerar estresse familiar.

    Não à toa, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, (STJ), Herman Benjamin, em julgamento de caso sobre publicidade direcionada a crianças, afirmou que: “a autoridade para decidir sobre a dieta dos filhos é dos pais. E nenhuma empresa comercial e nem mesmo outras que não tenham interesse comercial direto, têm o direito constitucional ou legal assegurado de tolher a autoridade e bom senso dos pais”.

     

    O que eu posso fazer?

    As famílias brasileiras são majoritariamente contra a publicidade direcionada a crianças, como mostrou essa pesquisa. Então, temos nas mãos a possibilidade de atuar em conjunto, para exigir que o McDonald’s pare de associar brinquedos a produtos alimentícios.

    Para isso, peça para a Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, atuar em defesa dos direitos das crianças!

    Preencha o formulário ao lado e encaminhe um e-mail  para a Senacon e para o McDonald’s!


  • FAO realiza concurso de receitas e negócios sustentáveis para mulheres rurais – ONU Brasil

    Publicado em 19/07/2018 às 19:37

    Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos reconhece contribuições das agricultoras para a produção sustentável de alimentos. Foto: FAO

    Estão abertas até 1º de agosto as inscrições para o concurso Saberes e Sabores: as Mulheres Rurais no resgate da alimentação tradicional saudável e na proteção à biodiversidade. É possível concorrer em duas categorias: receitas e saberes gastronômicos ou empreendimentos agrícolas. A iniciativa é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da ONU Mulheres.

    A premiação busca valorizar o papel das mulheres rurais na produção sustentável de alimentos saudáveis e nutritivos. Outro objetivo é reconhecer seus conhecimentos ancestrais e atividades de empreendedorismo que protegem a diversidade biológica. O prêmio é parte da campanha #MulheresRurais, Mulheres com Direitos, implementada pelas duas agências da ONU e parceiros do governo brasileiro.

    A inscrição na competição deve ser feita pelo blog Saberes e Sabores: http://www.saberesysabores.org/. Não existe limite de materiais enviados por pessoa ou organização.

    A convocatória terá dois resultados principais — a documentação multimídia de saberes gastronômicos e um catálogo de produtos e serviços desenvolvidos por mulheres rurais. O portal Saberes e Sabores divulgará as receitas e os negócios concorrentes, a fim de estimular a participação de mais mulheres.

    Sobre a iniciativa #MulheresRurais, Mulheres com Direitos

    #MulheresRurais, Mulheres com Direitos é uma campanha regional que a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário do Brasil (SEAD) organiza junto com a Reunião Especializada da Agricultura Familiar do Mercosul (REAF), a FAO, a ONU Mulheres, o Conselho Agropecuário Centro-Americano do Sistema de Integração Centro-Americano (CAC-SICA), bem como com a Diretoria Geral de Desenvolvimento Rural do Ministério de Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai (DGDR/MGAP).


  • A revista DEMETRA: Alimentação, Nutrição & Saúde publica nova edição

    Publicado em 19/07/2018 às 19:34

    SEÇÃO TEMÁTICA: “IMAGENS E DISCURSOS SOBRE CORPOS, FAMÍLIAS E SUBJETIVIDADES”
    ——–
    EXPERIÊNCIAS E ARRANJOS FAMILIARES NO CUIDADO E PRÁTICAS CORPORAIS EM CORONARIOPATAS (325-340) – Mayara Cassimira Souza, Jaqueline Teresinha Ferreira

    CONSTRUCCIÓN DEL MODELO DE ALIMENTACIÓN SALUDABLE Y SU IMPLICANCIA EN LA CONFIGURACIÓN DE LA SUBJETIVIDAD DE LA INFANCIA Y LA FAMILIA (341-361) – Pablo Gerardo Pereira Álvarez

    INTERFACES ENTRE A GORDOFOBIA E A FORMAÇÃO ACADÊMICA EM NUTRIÇÃO: UM DEBATE NECESSÁRIO (363-380) – Barbara Leone Silva,    Jacobina Rivas Cantisani

    IMAGEM CORPORAL NO CÁRCERE: PERCEPÇÕES DE MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE
    (381-393) – Ana Luísa Canário Carlos de Andrade,    Ana Paula Dias Inocêncio Barbosa,        Ursula Viana Bagni

    CONSTRUÇÃO IMAGÉTICO-DISCURSIVA DA BELEZA CORPORAL EM MÍDIAS SOCIAIS: REPERCUSSÕES NA PERCEPÇÃO SOBRE O CORPO E O COMER DOS SEGUIDORES (395-411) – Ana Flávia de Sousa Silva, Letícia dos Santos Neves, Camila Cremonezi Japur,  Thaís Rodrigues Penaforte, Fernanda Rodrigues Penaforte

    ARTIGOS DE TEMA LIVRE
    ——–
    ROTULAGEM E PROMOÇÃO COMERCIAL DE FÓRMULAS INFANTIS COMERCIALIZADAS NO BRASIL (413-425)- Mariana Morais Baldani, Grazieli Benedetti Pascoal, Ana Elisa Madalena Rinaldi

    ACESSO À FRUTAS E HORTALIÇAS EM ÁREAS PERIFÉRICAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO (427-446) – Mariana Tarricone Garcia,       Jessica Vaz Franco,     Christiane Gasparini Araújo Costa,  Cláudia Maria Bógus

    INFLUÊNCIA DA MÍDIA SOBRE A APARÊNCIA DE PROFESSORAS DE SÃO PAULO (447-462) – Mariana Gori,   Renata Furlan Viebig

    COLOSTROTERAPIA: UMA REVISÃO DA LITERATURA (463-476) – Jéssica Blatt Lopes, Luciana Dias de Oliveira, Betina Soldateli

    DETERMINAÇÃO DO TEOR DE CAFEÍNA EM DIFERENTES TIPOS DE CAFÉS (477-484) – Cicero Jordan Rodrigues Sobreira da Silva,  Cicero Jonas Rodrigues Benjamim, Luana Barreto Carvalho, Elida Mara Braga Rocha, Edna Mori

    TRIAGEM NUTRICIONAL E RISCOS CARDIOMETABÓLICOS NOS FUNCIONÁRIOS DE UM RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO (485-502) – Ana Karina Furtado Mendes, Anne Karollyne Cavalcante Carvalho, Monalyza Guerra Justino, Lucia Helena Almeida Gratão,    Renata Junqueira Pereira

    DESENVOLVIMENTO E ACEITAÇÃO SENSORIAL DE KEFIR COM GELEIA DE GOIABA E AVALIAÇÃO DE COMPOSTOS BIOATIVOS (503-515) – Carollyne dos Santos Cavararo,  Jorge Pinho Silva Jr, Josiane Roberto Domingues, Claudete Corrêa de Jesus Chiappini

    ____________________________________
    Universidade do Estado do Rio de Janeiro
    Instituto de Nutrição
    http://www.demetra.uerj.br/
    demetra@uerj.br


  • Convites para Exame de Qualificação e Defesas de Mestrado e Doutorado

    Publicado em 13/07/2018 às 14:42

     

     


  • Consulta Pública

    Publicado em 13/07/2018 às 14:38

    O Ministério da Saúde abriu para consulta pública o Guia alimentar para crianças menores de 2 anos.

     

    O guia disponível para consulta pode ser acesso pelo link: http://portalms.saude.gov.br/audiencias-e-consultas-publicas/43839-consulta-publica-n-4-guia-alimentar-para-criancas-menores-de-2-anos


  • Doutoranda em Nutrição pesquisa a presença de ingredientes transgênicos nos alimentos

    Publicado em 05/07/2018 às 14:40

    A doutoranda em Nutrição da UFSC, Rayza Dal Molin Cortese, publicou o artigo A label survey to identify ingredients potentially containing GM organisms to estimate intake exposure in Brazil no periódico científico Public Health Nutrition. Sob orientação da professora Suzi Barletto Cavalli, o artigo analisa a presença de ingredientes transgênicos (derivados de soja, milho e algodão) nos alimentos mais consumidos pela população brasileira.

    Segundo a autora, o Brasil é o segundo país que mais planta alimentos transgênicos no mundo, ficando atrás apenas dos EUA. Do total de soja, milho e algodão cultivados no país, 96,5% da soja, 88,4% do milho e 78,3% do algodão são transgênicos, o que nos permite inferir que os produtos derivados de soja, milho ou algodão presentes nos alimentos comercializados no Brasil provém de culturas transgênicas.

    Foram identificamos 28 produtos derivados de soja, milho e algodão e uma levedura transgênica que podem estar presentes como ingredientes nos alimentos. Tais produtos podem aparecer nos rótulos com 101 nomenclaturas distintas como, por exemplo, maltodextrina (derivada do milho), gordura vegetal (pode ser derivada de soja, milho ou algodão) e ácido cítrico (pode ser derivado do milho) e 64,5% dos alimentos consumidos pelos brasileiros (segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares) podem conter algum desses ingredientes.

    A conclusão do trabalho identificou a presença de, pelo menos, um ingrediente possivelmente transgênico observado em mais da metade dos alimentos mais consumidos pela população brasileira.

    Mais informações pelo e-mail


  • Novo site da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e SAN

    Publicado em 04/07/2018 às 10:25

    Qual a importância da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional?

    A criação da RBPSSAN em 2016 e o seu fortalecimento em 2017 com seu encontro nacional constituem um importantíssimo reconhecimento da produção de conhecimento dessa temática no país, que ganha maior apoio a partir de 2003, quando a SAN enquanto política pública ganha prioridade na agenda nacional… Leia mais

    Silvia RigonProfessora do Departamento de Nutrição na Área de Nutrição em Saúde Coletiva e colaboradora do Programa de Pós-graduação em Alimentação e Nutricão da Universidade Federal do Paraná

    A Soberania e a Segurança Alimentar e Nutricional  são campos complexos de pesquisa e prática. Suas muitas dimensões proporcionam que profissionais de diferentes especialidades se envolvam… Leia mais

    Elisabetta RecinePresidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

    Acesse o site aqui


  •  Anvisa continuará a denunciar riscos do PL 6299/02

    Publicado em 04/07/2018 às 10:16

    Agência manifesta-se contrariamente ao Projeto de Lei aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados e que propõe que tais produtos não passem por avaliação sobre os riscos à saúde.

    Por: Ascom/Anvisa
    Publicado: 26/06/2018 17:09
    Última Modificação: 02/07/2018 17:10

    A Anvisa é contrária à proposta do substitutivo do Projeto de Lei (PL) 6299/02, que trata do registro, fiscalização e controle dos agrotóxicos no País e que retira da Agência, na prática, a competência de realizar reavaliação toxicológica e ambiental desses produtos. A Agência ressalta que a aprovação do texto, nesta segunda (25/06), se deu no contexto da Comissão Especial da Câmara dos Deputados destinada a proferir um parecer sobre o PL, que tem origem no Senado. Ou seja: ainda passará pelo crivo do Plenário da Câmara, e, caso aprovado, retornará aos senadores, que vão avaliar o substitutivo dos deputados. Só então iria para a sanção presidencial.

    “A Anvisa vai continuar mantendo sua posição de mostrar os prejuízos e riscos que esse PL, caso aprovado, trará para a saúde da população, até a última instância possível”, afirma o diretor-presidente da agência, Jarbas Barbosa.

    Para a Anvisa, o PL não contribui com a melhoria, disponibilidade de alimentos mais seguros ou novas tecnologias para o agricultor e nem mesmo com o fortalecimento do sistema regulatório de agrotóxicos, não atendendo, dessa forma, a quem deveria ser o foco da legislação: a população brasileira.

    A proposta do substitutivo, de autoria do deputado Luiz Nishimori (PR-PR), é de que não haja mais avaliação e classificação de produtos pelas áreas de saúde e meio ambiente, mas apenas uma “homologação” da avaliação realizada pelas empresas registrantes de produtos agrotóxicos.

    O texto do substitutivo prevê a centralização de competências de registro, normatização e reavaliação de agrotóxicos no Ministério da Agricultura, destituindo os órgãos federais da saúde e do meio ambiente destas funções, previstas na atual Lei de Agrotóxicos (Decreto nº 4.074/2002).

    No entanto, o uso de agrotóxicos afeta não somente a agricultura, mas traz claros riscos para a saúde humana e para o meio ambiente, devendo a competência de avaliação dos riscos provocados nessas áreas ser exercida pelos órgãos correlatos.

    Desta forma, o PL delega ao Ministério da Agricultura uma série de ações que são competências estabelecidas, atualmente, para os setores de saúde e de meio ambiente.

    Além disso, o substitutivo apresentado desvaloriza todo o trabalho de monitoramento realizado pela Anvisa e pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), que coleta alimentos nas redes atacadistas e varejistas, locais cujo escopo de atuação da agricultura não alcança, para verificar os níveis de agrotóxicos presentes nos alimentos consumidos pela população.

    Nesse sentido, uma das grandes contribuições do setor saúde é o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), que avalia continuamente os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos de origem vegetal que chegam à mesa do consumidor. Exemplo para os países da América Latina, o PARA é comparável aos programas existentes nos países desenvolvidos, tanto em termos de metodologia quanto em termos de divulgação. A exclusão dessa competência será um retrocesso no processo regulatório de agrotóxicos e afins e um risco para a garantia da segurança alimentar.

    O PL terceiriza, ainda, as responsabilidades pelas doenças e agravos à saúde do trabalhador e do consumidor; pelo monitoramento dos resíduos de agrotóxicos e do uso adequado; pelo acompanhamento sistemático das populações expostas e das intoxicações; e pelos planos de emergência nos casos de acidentes de trabalho, transporte e ambientais que possam advir da cadeia produtiva e logística do agrotóxico.

    No cenário atual, em que há uma tentativa de fragilizar o importante papel da Anvisa, que é de proteção da saúde da população – exercido, principalmente, pela mitigação dos riscos decorrentes do consumo de produtos sujeitos a seu controle, é importante ressaltar que a avaliação toxicológica realizada pela Agência, para fins de registro de um agrotóxico no Brasil, segue referências internacionais e a sua abordagem é semelhante ao arcabouço normativo utilizado na União Europeia.

    Qual o papel da Anvisa?

    A Anvisa se responsabiliza pela análise toxicológica dos agrotóxicos que pleiteiam registro ou alterações pós-registro e também pela reavaliação dos agrotóxicos, à luz de novos conhecimentos e alertas. A reavaliação toxicológica é realizada quando surgem novas informações que indiquem a necessidade de uma revisão de condições de uso, as quais possam desaconselhar o uso dos produtos já registrados.

    Com base na avaliação do risco dietético, a Anvisa estabelece o Limite Máximo de Resíduos (LMR) de agrotóxico para cada cultura agrícola. Esses limites são essenciais para garantir que os agrotóxicos estão sendo adequadamente utilizados. Além disso, esses limites são utilizados como referência para garantir a segurança alimentar dos produtos importados que são internalizados no Brasil.

    Apesar do LMR ser um parâmetro agronômico, ele é utilizado na avaliação do risco de forma a compor a avaliação da exposição pela via dietética e é um instrumento essencial na estratégia de monitoramento e fiscalização para garantir a segurança alimentar. Assim, o LMR deve ser estabelecido por meio de uma visão abrangente que considera também a toxicidade, aguda ou crônica, do resíduo remanescente no alimento.

    Dessa forma, à Anvisa cabe:

    • Avaliar e classificar toxicologicamente os agrotóxicos, seus componentes e afins;
    • Avaliar os agrotóxicos e afins destinados ao uso em ambientes urbanos, industriais, domiciliares, públicos ou coletivos, ao tratamento de água e ao uso em campanhas de saúde pública, quanto à eficiência do produto;
    • Realizar avaliação toxicológica preliminar dos agrotóxicos, produtos técnicos, pré-misturas e afins, destinados à pesquisa e à experimentação;
    • Estabelecer intervalo de reentrada em ambiente tratado com agrotóxicos e afins;
    • Conceder o registro, inclusive o RET, de agrotóxicos, produtos técnicos, pré-misturas e afins destinados ao uso em ambientes urbanos, industriais, domiciliares, públicos ou coletivos, ao tratamento de água e ao uso em campanhas de saúde pública atendidas as diretrizes e exigências dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente; e
    • Monitorar os resíduos de agrotóxicos e afins em produtos de origem animal.

    Publicado em: Portal Anvisa


  • Rotulagem Nutricional: Chegou a hora de a Anvisa ouvir a sua voz!

    Publicado em 04/07/2018 às 10:08
    Idec
    Após um longo processo de discussão sobre a necessidade de melhorias na rotulagem nutricional dos alimentos, está aberta a consulta pública técnica (tomada pública de subsídios) da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    Essa primeira etapa, que vai até 9 de julho, está direcionada tanto para o público em geral como para organizações da sociedade civil, pesquisadores, órgãos públicos e especialistas. Ou seja, toda a população pode (e deve!) contribuir com opiniões.

    PARTICIPE JÁ DA CONSULTA!Ou acesse já o questionário da consulta, clicando aqui.
    As contribuições devem ser enviadas pelo formulário on-line, que possui quatro seções:
    • Percepção da sociedade:
      Todos devem contribuir dizendo que a rotulagem atual NÃO permite entender quando um alimento pode ser prejudicial à saúde e, SIM, a rotulagem precisa ser alterada com urgência. Saiba mais >
    • Análise do impacto regulatório:
      Para contribuições de pesquisadores do tema, acadêmicos, profissionais do setor e órgãos governamentais. Saiba mais >
    • Design gráfico e comunicação:
      Para contribuições de designers, profissionais de comunicação, comportamento humano e outros relacionados. Saiba mais >
    • Prazo de adequação:
      Todos devem contribuir, cobrando o menor prazo possível para implementação das mudanças, pois é urgente o acesso à informação sobre nutrientes que podem fazer mal à saúde. Saiba mais >
    Essa não será a única consulta pública na qual você poderá contribuir para esse processo, mas é importante que você dê a sua opinião desde já.

    Após anos de pesquisa e diálogos com setores interessados, é hora de a Anvisa ouvir o que nós temos a dizer sobre os rótulos dos alimentos que consumimos diariamente.

    Contamos com você!
    Ana Paula Bortoletto
    Líder do programa de alimentos do Idec


  • Saiba por que o Pacote do Veneno é ruim para o Brasil

    Publicado em 04/07/2018 às 10:07

    Desprezando os danos ambientais e à saúde, os ruralistas repetem que o Brasil precisa de mais agrotóxicos para alimentar o mundo. Se o mundo está banindo esses produtos, quem vai comprar a produção?

    São Paulo – A comissão especial da Câmara que analisa mudanças propostas para afrouxar as regras para toda a cadeia dos agrotóxicos, aumentando assim sua produção e consumo realiza nesta segunda-feira (25), a partir das 12 horas, reunião extraordinária. O objetivo da presidenta, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), do relator Luiz Nishimori (PR-PR) e dos demais ruralistas, maioria, é finalmente conseguir colocar em votação o polêmico Pacote do Veneno.

    A tramitação da proposta, que começou sem estardalhaço, sendo discutida a princípio apenas entre especialistas e ativistas de saúde e meio ambiente, vem ganhando cada vez mais repercussão. Intelectuais, artistas, chefs de cozinha, cozinheiros famosos e celebridades até internacionais, como Gisele Bündchen, aderiram à campanha #ChegaDeAgrotóxicos e participam de manifestações pelas redes sociais às vésperas de cada reunião da comissão. Outras, como Paola Carosella, Bela Gil e Bel Coelho, entre outros, comparecem à sala de reuniões na Câmara, em Brasília.

    “Nós sabemos que o nosso Brasil fornece alimento para o mundo inteiro. Agora, quem ‘tá’ com dúvida (de que o alimento é envenenado ou não) não come”, deputado Professor Victório Galli (PSL-MT), a favor do Pacote

    Ansiosos pela aprovação, os ruralistas e seu trator, representado pela presidenta, que preside também a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), estão sendo brecados pela minoria. Deputados do PT, PCdoB, Psol, PSB, PDT e Solidariedade têm conseguido ganhar tempo ao forçar o debate com obstruções e requerimentos – o que nas palavras dos defensores do Pacote significa “atrasar o Brasil”.

    O que tem pesado contra a poderosa bancada, alinhada com os interesses não só do agronegócio como das indústrias de agrotóxicos é justamente a falta de argumentos – o que os deputados opositores têm de sobra.

    Convicção

    “Com toda a convicção (do voto por um requerimento apresentado na reunião da comissão), porque o nós sabemos que o nosso Brasil fornece alimento para o mundo inteiro. Agora, quem ‘tá’ com dúvida (de que o alimento é envenenado ou não) não come”, disse nesta terça-feira (19) o deputado Professor Victório Galli (PSL-MT), defensor da aprovação do Pacote.

    Primeiro vice-presidente da comissão especial, o ruralista Valdir Colatto (MDB-SC) é autor do polêmico Projeto de Lei 6268/16, que propõe a liberação da caça e venda de animais silvestres. Agrônomo, como faz questão de sublinhar em todas as suas intervenções, para dar credibilidade ao que pensa, se limita a citar uma nota da Embrapa, que defende alguns pontos do Pacote, como a necessidade de aprovar produtos mais modernos. E a mencionar dados da edição de 2016 do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    “É preciso, sim, usar defensivos agrícolas para podermos produzir e para alimentar os brasileiros e 7 bilhões de pessoas no mundo. E quem quiser ficar sem defensivos, com os orgânicos, é muito simples: procura o restaurante ou casa de produtos orgânicos e vai almoçar lá”, deputado Valdir Colatto (MDB-SC), defensor do Pacote

    “Em 2016, a Anvisa fez uma análise, um relatório do seu programa de análise de resíduos de agrotóxicos em alimentos, que analisou mais de 12 mil amostras. Mais de 99% eram seguras. O que quer dizer? Nós estamos levando, sim, alimento seguro para a mesa dos brasileiros. Eu acho que a Embrapa tinha de estar aqui mostrando as pesquisas que faz, e mostrando para os brasileiros que é preciso, sim, usar defensivos agrícolas para podermos produzir e para alimentar os brasileiros e 7 bilhões de pessoas no mundo. E quem quiser ficar sem defensivos, com os orgânicos, é muito simples: procura o restaurante ou casa de produtos orgânicos e vai almoçar lá”, disse, sem completar a frase por causa do microfone cortado pelo tempo excedido.

    Divulgado em novembro de 2016, o relatório do PARA foi contestado por entidades e órgãos públicos de todo o país, que acusaram a Anvisa de manipular e negligenciar dados de interferência direta na saúde da população brasileira, além de desconsiderar o efeito crônico da contaminação por agrotóxicos, potencialmente relacionados a agravos como câncer, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico, entre outras doenças degenerativas.

    Dúvidas

    “Permanecem  dúvidas na sociedade a respeito do entendimento da comunidade científica, que não teve audiência devida nesse embate entre representantes que querem de toda maneira empurrar os seus produtos altamente nocivos à saúde e impedindo inclusive que agricultores possam ter alternativas de combate a pragas. Nesse sentido, nós achamos importante que tenhamos um debate mais apurado, mais aprofundado”, defendeu o deputado Augusto Carvalho (SD-DF).

    Único deputado do Distrito Federal a votar a favor do impeachment, sem crime de responsabilidade, da presidenta Dilma Rousseff, Augusto Carvalho é a prova de que a defesa de um debate mais amplo sobre um tema de interesse social tão grande, como o Pacote do Veneno, está longe de ser questão meramente ideológica. A questão chegou a ser explorada pela campanha dos ruralistas intensificada a partir desta semana nas redes sociais. Coincidência ou não, os defensores do pacote tornaram-se mais ativos também em grupos de WhatsApp desde que Nizan Guanaes assumiu o comando da publicidade pró-Pacote do Veneno, no meio da semana.

    “Permanecem  dúvidas na sociedade a respeito do entendimento da comunidade científica, que não teve audiência devida nesse embate entre representantes que querem de toda maneira empurrar os seus produtos altamente nocivos à saúde e impedindo inclusive que agricultores possam ter alternativas de combate a pragas”, deputado Augusto Carvalho (SD-DF), contrário ao Pacote

    Agricultor do sudoeste do Paraná, o deputado Assis do Couto (PDT-PR), já mexeu muito com agrotóxicos. Ou “pesticidas”, como o relator Luiz Nishimori  passou a chamar em seu novo substitutivo o até então “defensivo fitossanitário” do Pacote do Veneno original. “Já tenho situações familiares gravíssimas”, disse, referindo-se a pessoas com câncer na família devido à exposição a esses produtos.

    Uma das vozes contrárias ao Pacote dentro de sua legenda, o parlamentar entende que o pretexto usado para a flexibilização das regras da cadeia dos agrotóxicos é o mesmo utilizado na criação da Lei de Biossegurança, que ele votou contra, para legalizar as plantas transgênicas introduzidas no Brasil por meio de contrabando ainda na década de 1990: a redução do uso. “Reduzir o uso dos pesticidas, ou dos venenos, dos agrotóxicos… Mas a realidade mostra que só aumentou, de forma absurda, encarecendo a produção, o que não é bom para os agricultores”, disse.

    Nova agenda

    Para o parlamentar, em vez do Pacote, os deputados deveriam estar discutindo uma nova agenda agroalimentar, em substituição à atual, sob hegemonia da produção em escala, com distância entre o produtor e o consumidor, com custo de transporte e a péssima qualidade dos alimentos que estão sendo rejeitados no mundo inteiro e no Brasil.

    “Há movimento forte na sociedade por alimentos mais saudáveis, com mais segurança. Só não vê isso quem não quer, quem está fascinado não sei por qual interesse nesta ideia maluca de hegemonia do uso desenfreado de agrotóxicos. E esta nova agenda vai ter de estar pautada neste país que vai ter eleições gerais em outubro. Por isso não entendo essa pressa de votar isso agora. Aqui teríamos de tratar de questões estruturantes, como a inspeção sanitária animal e também vegetal”, disse.

    “Há movimento forte na sociedade por alimentos mais saudáveis, com mais segurança. Só não vê isso quem não quer, quem está fascinado não sei por qual interesse nesta ideia maluca de hegemonia do uso desenfreado de agrotóxicos. E esta nova agenda vai ter de estar pautada neste país que vai ter eleições gerais agora em outubro. Por isso não entendo essa pressa de votar isso agora”, deputado Assis do Couto (PDT-PR), contrário ao Pacote

    Para Assis do Couto, o substitutivo de Luiz Nishimori deveria inserir a questão da inspeção sanitária. E lembrando a utilização de produtos contrabandeados, sem o mínimo controle, em regiões próximas às divisas com outros países, advertiu que os excessos no uso de agrotóxicos deveria ser motivo de preocupação, e também para o fortalecimento da inspeção vegetal no Brasil.

    Em novembro, a União Europeia renovou a licença do glifosato por cinco anos, mas a pressão da sociedade pelo banimento é grande. De todo modo, França vai banir em 2021.

    “O país não pode se preocupar apenas com a venda de matéria prima para o mundo, como se isso fosse sustentável. Estamos enfrentando essa situação, com o embargo da Europa ao frango. O nosso sistema de inspeção animal está em xeque. Tanto que um comissário chegou a dizer ao ministro da Agricultura Blairo Maggi sobre a necessidade de uma auditoria externa ao nosso sistema. O ministro chegou a concordar com algumas reformas, mas nada se faz, não queremos mexer na nossa ferida. A inspeção sanitária não é só animal. Também é vegetal. Os defensores aqui do agro vão logo, logo, ver embargos aos grãos do Brasil em alguns mercados do mundo por conta do descuido, da ânsia e da ganância de algumas indústrias de venenos que querem vender mais e mais no Brasil. E logo poderemos ter embargo à soja, ao milho, por mercados importantes. Não vamos brincar com uma coisa tão séria”.

    Gasolina na fogueira

    Assis advertiu ainda: “A aprovação desse projeto vai prejudicar as nossas exportações. Estamos aqui para tratar de interesses de produtores rurais brasileiros, consumidores, e enfrentando lobistas de produtores que querem vender mais veneno e ganhar cada vez mais, lucrar mais. Para onde vamos? É sustentável isso? Acho uma temeridade votar esse projeto; a sociedade vai se revoltar contra isso, que não é um tema de esquerda, de direita, não é ideológico. É de saúde pública, de meio ambiente. Quem conseguir aprovar esse projeto com certeza terá arrependimento, porque está mexendo com a vida de muita gente, com o nosso mercado internacional, que pode agora estar de luz amarela, quase vermelha, alertando para os perigos ao nosso tão rico agronegócio brasileiro. Estamos ateando gasolina para tentar apagar uma fogueira. Ninguém aqui que conseguir aprovar o projeto vai sair ganhando. Vai perder o país, vai perder o agro”.

    @|EuropeF24/Flickrmanifestação França
    Em novembro, a União Europeia renovou a licença do glifosato por cinco anos. De todo modo, França vai banir em 2021

    Cortina de fumaça

    Pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integrante da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, o agrônomo Gabriel Bianconi Fernandes tem críticas ao vídeo em defesa do Pacote do Veneno que circulou esta semana. Conforme destaca, os ruralistas se utilizam de argumentos sem respaldo em dados disponíveis nas pesquisas mais recentes. “Servem mais como cortina de fumaça para encobrir os reais interesses que estão por trás da aprovação desse pacote do veneno”, afirmou.

    Entre esses interesses, segundo ele, está o aumento do lucro das empresas de agrotóxicos e as empresas associadas ao modelo industrial de agricultura, como alguns setores de máquinas e o sistema financeiro de crédito. Nesse contexto, ele inclui as recentes mega fusões entre as grandes multinacionais de transgênicos e agrotóxicos. É o caso da Bayer e Monsanto, Dow e DuPont e também da Chem China com a Syngenta, que avançam cada vez mais sobre setores da agricultura.

    “É a própria profecia da concorrência que leva ao monopólio. Um dos argumentos dos ruralistas é a necessidade de uma nova lei para poder informatizar os processos de registro de agrotóxicos no Brasil, que não tem o menor cabimento. É só a gente pensar, por exemplo, no caso do Judiciário brasileiro, em que hoje em dia os processos são eletrônicos. Não foi necessário criar um novo Código do Processo Civil para garantir que os processos que tramitam na Justiça brasileira sejam hoje informatizados. Então a gente não pode aceitar esse argumento falacioso que é preciso uma lei completamente nova para que os processos de registro de agrotóxicos passem a ser informatizados ou tramitem com mais celeridade no Brasil”, explicou.

    “Entre 2007 e 2013 dobrou o uso de agrotóxicos no Brasil. No entanto, nesse mesmo período, a área cultivada cresceu apenas 20%. “Então não está sendo usado mais agrotóxicos no Brasil porque aumentou a área cultivada. O que esses dados estão mostrando é que predomina no país um modelo agrícola baseado em monoculturas, em transgênicos que, sim, está demandando uma aplicação mais intensiva por unidade de área. Ou seja, mais litros, ou quilos de agrotóxicos por hectare de plantação”, Gabriel Fernandes, agrônomo

    Clima tropical

    Outro dado falso dos ruralistas, segundo Fernandes, diz respeito ao que eles chamam de uso eficaz dos agrotóxicos no Brasil para tentar justificar o maior uso de agrotóxico no Brasil por causa do clima tropical, com mais incidência de pragas que em vários outros países. E também que o Japão, a Inglaterra e assim por diante, têm uso mais intensivo por unidade de área plantada.

    “Ao dizer isso, eles estão escondendo o fato de que, em 2002, a comercialização de agrotóxicos no Brasil era equivalente a 2,7 quilos por hectare de lavoura. Dez anos depois, em 2012, esse número chegou a 6,9, segundo dados do IBGE, de 2015. Cresceu muito.”

    Monoculturas e transgênicos

    Conforme o agrônomo, outro dado bastante importante, que derruba esse “argumento falacioso” do uso eficaz de agrotóxicos vem do próprio Ministério da Saúde, segundo o qual, entre 2007 e 2013 dobrou o uso de agrotóxicos no Brasil. No entanto, nesse mesmo período, a área cultivada cresceu apenas 20%. “Então não está sendo usado mais agrotóxicos no Brasil porque aumentou a área cultivada. O que esses dados estão mostrando é que predomina no país um modelo agrícola baseado em monoculturas, em transgênicos que, sim, está demandando uma aplicação mais intensiva por unidade de área. Ou seja, mais litros, ou quilos de agrotóxicos por hectare de plantação.”

    É importante notar ainda que a atual legislação não impede a aprovação e registro dos produtos considerados mais eficientes. O argumento dos ruralistas quanto à necessidade de produtos mais modernos no Brasil, segundo ele, pode não coincidir com o interesse das empresas fabricantes de agrotóxicos no Brasil. “Será que têm de fato interesse em introduzir esses produtos no Brasil ou vão continuar seguindo a política de usar o Brasil para vender aqueles agrotóxicos que já foram proibidos em outros países, como já acontece bastante hoje? Aqui se vende a sobra daqueles produtos que não podem mais ser comercializados na Europa e assim por diante.”

    “A atual lei permite o registro de novos produtos, basta seguir os trâmites legais, apresentar os estudos quanto aos potenciais impactos ao meio ambiente e à saúde e à eficácia para a agricultura. Ao pressionar por uma nova lei, os ruralistas estão tentando reeditar no Brasil o que acontece no caso dos transgênicos. Ou seja, criar uma lei para dispensar os estudos, por meio de uma comissão técnica criada para legitimar esse processo”

    Glifosato

    No caso dos transgênicos é a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) que legitima a aprovação de transgênicos, sempre dispensando a realização de estudos de impacto ambiental.

    No caso dos agrotóxicos, estão propondo uma CTNFito – Comissão Técnica Nacional de Fitossanidade. Na avaliação do agrônomo isso é bastante grave do ponto de vista da saúde e do meio ambiente. O Randup, herbicida mais vendido no Brasil, é comercializado há mais de 40 anos e só mais recentemente que as pesquisas feitas pelo próprio governo do Estados Unidos estão começando a confirmar que há ingredientes do Randup que são mais tóxicos, com mais impactos às células humanas do que o seu próprio princípio ativo, o glifosato.

    “Acontece que os modelos regulatórios as atenções estão voltadas para a molécula do ingrediente ativo do agrotóxico. E as avaliações de risco nos estudos toxicológicos não consideram os outros ingredientes do produto. E são produtos que estão há décadas no mercado. Há portanto a confirmação de que existem outros ingredientes que passam batido pelo crivo dos registros de agrotóxicos e que podem ter mais efeitos adversos à saúde e ao meio ambiente”, disse.

    Portanto, as mudanças necessárias na lei têm de ir no sentido de garantir que o sistema de registro, de avaliação e reavaliação de agrotóxicos no Brasil passe a considerar também a composição em geral dos agrotóxicos, e não só os ingredientes ativos. E para isso é necessário informação cientifica recente, de qualidade, que sustente esse tipo de posição. “Como mostra o vídeo dos ruralistas, a agricultura brasileira precisa de menos e não mais agrotóxicos. E para conseguir isso a gente precisa de mais agroecologia e não mais liberação facilitada de agrotóxicos como eles estão propondo.”

    Fonte: Rede Brasil Rural


  • Armadilhas que geram casos de má conduta

    Publicado em 01/07/2018 às 22:43

    Em um artigo de opinião publicado na revista Nature, a advogada C. K. Gunsalus, diretora do Centro Nacional de Ética Profissional e de Pesquisa  da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, Estados Unidos, enumerou armadilhas que frequentemente levam estudantes e pesquisadores a tomar decisões equivocadas e se envolver em episódios de má conduta científica – e exortou líderes acadêmicos a construir soluções para manter a situação sob controle.

    Parte dos problemas se relaciona a maus costumes praticados por quem exerce poder. Uma das armadilhas, que Gunsalus batizou de “pressão do grupo ou da autoridade”, consiste em fazer vista grossa para irregularidades praticadas por líderes de pesquisa – como, por exemplo, executar instruções diferentes das aprovadas em protocolos clínicos –, imaginando que, afinal, o chefe do laboratório é experiente e sabe o que está fazendo. Outra armadilha apontada é a “tentação”, o ímpeto de participar de arranjos atraentes, mas viciados, a exemplo de aceitar ter o nome incluído em um artigo mesmo sem ter contribuído de forma significativa para a pesquisa. Gunsalus menciona um caso real, em que um estudante de pós-graduação que apenas havia checado os dados de um manuscrito já concluído teve seu nome adicionado como autor pelo chefe do laboratório e ficou lisonjeado, sem saber que se tratava de uma manobra do autor para reapresentar um artigo rejeitado porque a revista estranhara haver apenas uma assinatura em um trabalho complexo.

    O rol de armadilhas também inclui comportamentos antiéticos que, por envolverem aspectos secundários da pesquisa, acabam vistos como toleráveis. Um deles é excluir um único dado desfavorável do conjunto de resultados – e não mais do que isso. Outro é manipular, por exemplo, imagens, sabendo que isso não tem impacto nas conclusões do experimento. A lista segue com hábitos ligados à inexperiência, como cometer erros por se sentir constrangido a admitir desconhecimento sobre práticas corriqueiras; ou acreditar de forma temerária na veracidade de um resultado apenas porque trabalhou duro para obtê-lo; ou ainda imaginar que um experimento deu resultado negativo porque o pesquisador necessariamente cometeu um equívoco em sua execução.

    O repertório de armadilhas se completa com dois comportamentos bastante conhecidos: cometer exageros na divulgação de achados de pesquisa ou fatiar os resultados de um experimento para gerar vários artigos. Segundo Gunsalus, dirigentes de universidades podem controlar esses problemas com duas estratégias. Uma é avaliar de forma prática até que ponto sua cultura de pesquisa realmente valoriza a integridade. “A segunda é o desenvolvimento de uma educação em ética de pesquisa relevante e integrada à forma como os estudantes aprendem a fazer ciência”, recomendou ela.


  • Convite Pre-AgUrb 2018

    Publicado em 01/07/2018 às 22:30

    Entre os dias 17 e 21 de setembro de 2018 acontecerá a III Conferência Internacional “Agriculture and Food in an Unrbanizing Society”, na UFRGS, em Porto Alegre.(http://agricultureinanurbanizingsociety-com.umbler.net/pt/agurb-br/).

     

    A Profa. Julia Guivant, a doutoranda Julia Coelho (PPGICH) e eu (bolsista de PNPD) estamos coordenando as atividades preparatórias em Florianópolis (20 e 28 de junho e 09 de agosto), já que a proposta da Conferência é de estimular o debate em várias cidades com eventos prévios, dentro do tema da conferência: “Alimentos saudáveis, sociobiodiversidade e sistemas agroalimentares sustentáveis: inovações do consumo a produção”

     

    Gostaríamos de convidá-l@s a prestigiar e somar à discussão entorno da temática: “Consumo alimentar: práticas de transição para sustentabilidade”.

     

    O ciclo de debates terá 3 encontros conforme descrito:

     

    Primeira Mesa – 20 de junho (próx. Quarta-feira)

    * Teve que ser adiada em razão da greve dos caminhoneiros e acontecerá nesta quarta (20 de junho).

    Palestrantes: 

    Prof. Dr. Oscar Rover (Agroecossistemas/UFSC)

    Vereador Marcos José de Abreu (Marquito) – Câmara Municipal de FLorianópolis

    Doutoranda Mariana Oliveira Ramos (PGDR/UFRGS)

     

    Coordenação: Dra. Manuela Diamico (IRIS/UFSC)

    Horário: 18:30h

    Local: Auditório do CFH

     

     

    Segunda Mesa – 28 de junho

     

    Palestrantes:

    Prof. Luiz Fernando Scheibe (Geografia/PPGICH/UFSC)

    Dra.Potira Preiss – Coordenadora Executiva III AgUrb (UFRGS)

    Doutorando Marcelo Venturi (Geografia/UFSC)

     

    Coordenação: Profa. Dra. Julia Guivant – IRIS – UFSC

     

    Horário: 18:30h

    Local: Auditório do CFH

     

    Terceira Mesa – 09 de agosto

     

    Palestrantes:

    Profa. Dra. Suzi Barletto Carvali  (Nutrição/UFSC)

    Mra. Priscila Porrua (CECANE-SC)

    Profa. Dra. Marcia Grisotti (PPGSP e PPGICH/UFSC

    Dra. Manuela Diamico (PPGICH/UFSC)

     

    Coordenação: Profa. Dra. Julia Guivant – IRIS – UFSC

     

    Horário: 18:30h

    Local: Auditório bloco E

     


  • Audiência pública enfatiza importância da ciência para um projeto de nação soberana e civilizada

    Publicado em 01/07/2018 às 22:20
    Audiência pública sobre CT&I, na Alesc, é marcada pela representatividade

    Discutir o futuro da ciência em Santa Catarina e no Brasil teve forte apelo junto à sociedade e trouxe muitos interessados para a Audiência Pública nesta quarta-feira, 20 de junho, na “casa do povo” e com apoio dos agentes políticos que têm o papel de legislar e fiscalizar. Além dos que compareceram ao Plenarinho da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), houve participação massiva do público pela internet, televisão e rádio, e o interesse das pessoas pela causa fortalece a mobilização que busca saídas para a crise sem precedentes que atinge os sistemas brasileiro e catarinense de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I).

    Na condução da audiência, os deputados estaduais, Cleiton Salvaro – presidente da comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia da Alesc -, Dirceu Dresch – vice-presidente -, e Fernando Coruja, o embaixador do Estado de Israel, Yossi Shelley, os professores da UFSC, André Ramos – secretário regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC-SC) -, e Sergio Luiz Gargioni – presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), e os presidentes da SBPC Nacional, Ildeu de Castro Moreira, e da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich.

    Embaixador de Israel (centro), parlamentares e pesquisadores compuseram a mesa da Audiência Pública na Alesc

    A representatividade marcou a reunião. Na plateia, instituições de ensino – públicas e privadas -, lideranças, parlamentares, cientistas e estudantes. Da UFSC, a presença da vice-reitora Alacoque Lorenzini Erdmann, do pró-reitor de pesquisa Sebastião Roberto Soares, do secretário de Inovação Claudio José Amante, dos diretores dos centros de ensino, Alexandre Verzani Nogueira (CCB), Irineu Manoel de Souza (CSE), Edson Roberto De Pieri (CTC), Miriam Furtado Hartung (CFH), Cátia Regina Silva de Carvalho Pinto (campus Joinville), da presidente da Andes-SN Adriana D’Agostini, do diretor-financeiro da Apufsc-Sindical Flávio da Cruz, dos docentes de Antropologia, Sônia Weidner Maluf e Carmen Silvia Rial, e da Geociências, Luiz Fernando Scheibe. Os alunos de graduação e de pós-graduação participaram com falas e expuseram cartazes “Cadê os 2%?”, “Queremos o progresso da ciência”, “Ciência para todos” e um assinado pelo CALF-DCE “Ciência e tecnologia para a soberania nacional popular”, o que demonstra que os jovens e futuros pesquisadores também se preocupam com a problemática.

    A quebra de protocolo ficou por conta do embaixador de Israel, Yossi Shelley, que juntamente com a sua comitiva, contribuiu para o evento no sentido de mostrar como Israel se tornou o primeiro do mundo em Inovação e conquistou 12 prêmios Nobel. De forma descontraída, citou a importância que o país confere à Educação. “É onde tudo começa” e “22% do orçamento do estado são investidos na área e 4,5% em pesquisa e desenvolvimento”. “Fazemos muitos investimentos na cabeça”, comentou.

    André Ramos

    “A ciência não é supérflua, não é luxo, não se faz com que se sobra, pelo contrário, é um bem público, de fundamental importância para qualquer projeto de nação soberana e civilizada”, expõe o professor André Ramos, que lidera o movimento no estado. Em sua apresentação tão aguardada fez uma breve análise da situação do nosso estado e da ciência nele produzida.

    Explicou que “a diversidade de Santa Catarina, tanto a geográfica quanto a humana, assim como a nossa ciência possui um valor intrínseco que, por si só, já merece ser defendido”. Pontou que a indústria catarinense é a mais diversificada do Brasil e que somos um dos estados mais inovadores. “De onde vem essa pujança senão do conhecimento, este gerado por uma complexa rede de pessoas e instituições que são frutos de um processo de investimento crescente e ininterrupto que atravessa gerações”, enfatizou. E mais “a interrupção desse processo pode destruir essa rede de conhecimento e ocasionar prejuízos econômicos e sociais incalculáveis”.

    O secretário regional da SBPC mostrou que o estado, a exemplo do restante do país, sofre com uma política de subfinanciamento e, mais recentemente, com os cortes orçamentários de grandes proporções. Os 2% das receitas do estado que devem ser destinados à pesquisa científica e tecnológica, garantidos pela constituição estadual de 1989 não estão sendo respeitados. Somente neste ano, segundo dados fornecidos à SBPC pela Secretaria da Fazenda, houve uma redução de 45% no orçamento global destinado à CT&I em relação a 2017. Nota-se que as ações orçamentárias já estavam abaixo dos 0,8%, sendo que o valor do repasse efetivamente realizado em 2017 para CT&I foi 0,16% da receita e, portanto, da despesa orçamentária de SC.

    Alertou para a necessidade de mobilização: “precisamos mudar esta situação, não apenas para evitar o pior, mas principalmente para criar as condições para que o enorme potencial de desenvolvimento científico e tecnológico de SC se torne, enfim, realidade e para que nossa vocação natural e humana deixe de ser reprimida e desperdiçada”.

    Por último, leu a “Carta dos Catarinenses sobre Ciência, Tecnologia e Inovação”, que foi repassada para assinatura dos participantes da audiência e uma versão separada às instituições. O documento é resultante de várias reuniões abertas, realizadas na capital e no interior. Em seu teor consta as reivindicações para evitar esse processo de desmonte e elevar o estado a um novo patamar de desenvolvimento científico e tecnológico. São elas:

    Na esfera federal, defende:

    – o retorno de um ministério dedicado exclusivamente a CT&I;

    – a revogação ou alteração da emenda constitucional nº 95, que congelou pelos próximos 20 anos os investimentos em CT&I a valores historicamente baixos e nitidamente insuficientes;

    – a recuperação do nível orçamentário de investimento em CT&I ao valor máximo do período 2009-2014 e o fim dos contingenciamentos em qualquer nível;

    – o compromisso com a liberdade acadêmica, requisito indispensável para o avanço da ciência.

    No âmbito estadual, solicita:

    – o cumprimento do artigo 193 da Constituição do Estado de SC que determina a destinação de pelo menos 2% das receitas do estado à pesquisa científica e tecnológica;

    – o fim dos contingenciamentos em qualquer nível que resultaram em quedas drásticas e sistemáticas nos já reduzidos orçamentos para CT&I;

    – o efetivo funcionamento do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação – o Concit – instituído pela Lei Complementar nº 381/2007 como formulador e avaliador da política estadual de CT&I, sendo responsável por estabelecer suas diretrizes e prioridades;

    – a revisão do Decreto nº 965/2012, que define a composição do Conselho Superior da Fapesc, de forma a aumentar a representatividade da comunidade acadêmica que na atual composição tem proporção minoritária em relação aos setores eminentemente político e empresarial;

    – a criação de uma Secretaria de Estado de CT&I como política a ser seguida a partir do próximo governo eleito;

    – a criação de um grupo de trabalho na Assembleia Legislativa com representantes da comunidade acadêmica na missão de promover, em parceria com a Escola do Legislativo, ações de popularização científica e fóruns de discussão envolvendo a sociedade civil, setor empresarial, parlamentares, representantes do poder executivo, contribuindo assim para que a ciência se torne tema estratégico permanente nos debates políticos do estado;

    – a elaboração de políticas que visem ao fortalecimento da pesquisa em todas as regiões do estado de forma integrada e multidisciplinar por meio de fomento as atividades conjuntas de geração e disseminação do conhecimento buscando corrigir o grande desequilíbrio existente entre a capital e o interior.

    Ildeu de Castro Moreira

    O presidente da SBPC, Ildeu de Castro Moreira, ressaltou a presença de muitos jovens pesquisadores que, segundo ele, podem mudar o atual quadro. Demonstrou que em vários aspectos da área de Ciências, SC é exemplo de liderança para o país, mas nesses momentos difíceis certamente tem que se unir e discutir políticas públicas e prioridades. Ildeu tem discutido a questão pelo país, em reuniões já realizadas no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco e Ceará. Para ele, como este é um ano eleitoral “é nossa responsabilidade pensar políticas públicas adequadas para o momento que estamos vivendo”. E dessas articulações, citou a do último ano, no Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, em que a SBPC insistiu que os cortes drásticos na ciência brasileira não são admissíveis para um país que quer soberania e almeja melhorar a qualidade de vida do povo. Enquanto que outros países no mundo que enfrentam crise econômica apostam primeiramente em Ciência e Tecnologia, “a gente dá um tiro no pé”.

    Trouxe os dados nacionais, como o valor do orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) para investimento em custeio de Ciência e Tecnologia – 3.5 bilhões -, que é 1\3 do que havia sido há oito anos. Dois terços do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) estão congelados em uma reserva de contingência e a liberação para recursos reembolsáveis das universidades está extremamente baixa comparada ao valor obtido nos anos anteriores. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do ano passado para este, vivenciou um corte de 20%, o que é dramático para a pós-graduação brasileira, a qual inseriu o Brasil em 13º lugar do mundo em produção científica. O país também desponta como 69º no Índice Global de Inovação. “Temos que mudar este cenário, iniciativas como o marco legal foram importantes, mas certamente tem que haver um investimento maior e mais qualificado em CT&I”, exclamou.

    Luiz Davidovich

    A SBPC está discutindo a questão no país inteiro, principalmente por ser um ano eleitoral. Foram organizados oito seminários temáticos, com muitos encaminhamentos aos candidatos ao governo federal, estaduais e ao legislativo, exigindo pontos que são fundamentais como, por exemplo, a Emenda Constitucional nº 95/2016. Frisou que a SBPC é uma entidade apartidária, mas não apolítica. Para ele, a mobilização em SC é um modelo importante para o Brasil. “Nós temos o direito e o dever de cobrar dos poderes públicos que se cumpram as prioridades, as políticas públicas e, indiscutivelmente, a constituição”.

    E adiantou que discute-se no Congresso Nacional para que se acrescente no texto da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) que não seja permitido contingenciamento de recursos para CT&I, em particular o FNDCT, e que a reserva de contingência não seja repetida”.

    Luiz Davidovich, da ABC, reforçou que a questão estadual tem de fato uma dimensão nacional. “O que acontece em SC é extremamente relevante para o Brasil e, por isso, seguimos com muita atenção essa crise no estado. Quando se tem uma constituição que diz que tem que empregar 2% da arrecadação em CT&I e se utiliza uma pequena fração, estamos diante de uma crise, financeira e também política e constitucional. Lei tem que ser respeitada! E outro desrespeito é o contingenciamento de recursos”.

    Com uma visão mais abrangente, Luiz levantou outra polêmica que diz respeito ao FNDCT. Esclareceu que a arrecadação do fundo vem a principio de fundos setoriais, alimentados pelos impostos coletados de empresas. Para ele, a queda nos recursos do Fundo é um desvio de finalidade, pois se recolhe para apoio à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico e se emprega parte deste recurso para amortizar a dívida pública. Essas irregularidades demonstram – baseada em sua experiência na interlocução com autoridades governamentais – “uma total insensibilidade da equipe econômica em relação ao papel da ciência e da inovação tecnológica na agenda nacional de desenvolvimento”.

    Mais informações: (48) 3721-5153 / e-mail Esta imagem contém um endereço de e-mail. É uma imagem de modo que spam não pode colher.

    Rosiani Bion de Almeida/Agecom/UFSC

    Fotos: Jair Quint/Agecom/UFSC


  • Notícia de Capa: Reunião Técnica Internacional de Avaliação Econômica em Saúde com Foco na Obesidade

    Publicado em 25/06/2018 às 10:17

    Nos dias 11 e 12 de junho a Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição – CGAN/DAB/SAS, em parceria com a OPAS e com o IDEC como membro da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, realizou uma reunião técnica em Brasília-DF. O objetivo do evento foi identificar e discutir metodologias para avaliar e estimar o impacto de medidas regulatórias para frear o crescimento da obesidade e otimizar os investimentos do Sistema Único de Saúde, considerando quatro principais linhas de ação: rotulagem nutricional, publicidade de alimentos, taxação de alimentos ultraprocessados e regulação de venda de alimentos em cantinas escolares.

    Participaram do evento representantes de outras instituições parceiras no Governo Federal, representantes da sociedade civil e pesquisadores nacionais e internacionais que trabalham nas áreas de saúde e de economia. […]

    Para saber mais sobre essa matéria e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1814; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).

    Nesta edição:

    • Reunião técnica internacional de avaliação econômica em saúde com foco na obesidade
    • Oficina Regional para a Redução do Consumo de Sódio na América Central
    • Mesa Técnica Ampliada 2018 – Oficinas de Trabalho Interfederativo e Intersetorial do Cadastro Único e Programa Bolsa Família
    • CGAN participa do Fórum Regional do CRN-3 – São José do Rio Preto
    • Tomada Pública de Subsídios (TPS) para Rotulagem Nutricional de Alimentos
    • Participe da elaboração de material auxiliar para o aprimoramento de profissionais no tratamento da obesidade
    • OPAS/OMS apoia o Brasil em eventuais medidas como taxação de bebidas açucaradas
    • Mercosul terá rótulo frontal de alerta em alimentos
    • Saiu nas redes sociais do Ministério da Saúde
    • Mercosul terá rótulo frontal de alimentos
    • Espaço dos Estados e Municípios
    • Implementando o Guia Alimentar para a População Brasileira
    • Monitoramento dos Programas
    • Saiu na Mídia

    A Segundeira da CGAN é o informativo semanal da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, na qual são apresentadas as principais notícias da semana, agendas previstas da Coordenação, além de trazer atualizações sobre evidências científicas, textos de apoio para a implementação das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e atividades realizadas nos municípios e estados relacionados à agenda de alimentação e nutrição no SUS e monitoramento de alguns programas.

    Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição

    Departamento de Atenção Básica

    Secretaria de Atenção à Saúde

    Ministério da Saúde

     Portal do Departamento de Atenção Básica: http://dab.saude.gov.br/portaldab/

    Comunidade de Práticas: https://www.facebook.com/comunidadedepraticas

    RedeNutri: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php


  • Food for thought

    Publicado em 25/06/2018 às 10:12

    What should we eat in order to stay healthy and avoid disease? Nutrition is one of the biggest drivers of chronic diseases, including obesity and diabetes, yet the answer to this seemingly simple question remains a subject of heated debate.

    This collection brings together some of the world’s most thoughtful and influential voices in the field of nutrition and health, representing a range of backgrounds and perspectives, to help make sense of the state of current knowledge, the quality of the evidence on key issues, the extent and implications of potential disagreements between experts, and the agenda for further research.

    Series articles

    Editorials
    • Food for thoughthttps://www.bmj.com/food-for-thought
    Navjoyt Ladher, Paul Simpson, Fiona Godlee


    Analysis
    • History of modern nutrition science—implications for current research, dietary guidelines, and food policy
    Dariush Mozaffarian, Ricardo Uauy

    • Dietary fat and cardiometabolic health: evidence, controversies, and consensus for guidance
    Nita G Forouhi, Ronald M Krauss, Gary Taubes, Walter Willett

    • Dietary carbohydrates: role of quality and quantity in chronic disease
    David S Ludwig, Frank B Hu, Luc Tappy, Jennie Brand-Miller

    • Food based dietary patterns and chronic disease prevention
    Matthias B Schulze, Miguel A Martínez-González, Teresa T Fung, Alice H Lichtenstein, Nita G Forouhi

    • Dietary and nutritional approaches for prevention and management of type 2 diabetes
    Nita G Forouhi, Anoop Misra, Viswanathan Mohan, Roy Taylor, William Yancy

    • Role of the gut microbiota in nutrition and health
    Ana M Valdes, Jens Water, Eran Segal, Tim D Spector

    • Personalised nutrition and health
    Jose M Ordovas, Lynnette R Ferguson, E Shyong Tai, John C Mathers

    • Hunger and malnutrition in the 21st century
    Patrick Webb, Gunhild Anker Stordalen, Sudvir Singh, Ramani Wijesinha-Bettoni, Prakash Shetty, Anna Lartey

    • Nutrition disparities and the global burden of malnutrition
    Rafael Perez-Escamilla, Odilia Bermudez, Gabriela Santos Buccini, Shiriki Kumanyika, Chessa K Lutter, Pablo Monsivais, Cesar Victora

    • Why would a leading global reinsurer be interested in nutrition?
    John Schoonbee, Emile Elefteriadis

    • The role of government policy in nutrition – barriers and opportunities for healthier eating
    Dariush Mozaffarian, Juan Rivera, Sonia Angell, Tim Lang

    • Obesity and weight management
    Mike Lean, Susan Roberts, Arne Astrup


  • Edital vai apoiar a modernização de bancos de alimentos de Estados e municípios

    Publicado em 25/06/2018 às 9:54

    O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) está lançando um edital de seleção pública em apoio aos bancos de alimentos públicos do país. O edital nº 01/2018 foi publicado no Diário Oficial da União no dia 15 de junho e é destinado a melhorar as estruturas mantidas por Estados e municípios com mais de 100 mil habitantes e que estejam em funcionamento há mais de um ano.

    De acordo com a diretora da Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan), Patrícia Gentil, o montante a ser disponibilizado por meio do edital será de R$ 4 milhões.  “O valor (por projeto) pode ser entre R$ 250 mil e R$ 500 mil. Nossa expectativa é apoiar de 15 a 20 bancos de alimentos nas grandes cidades, ou melhor, nas cidades acima de 100 mil habitantes”, afirma.

    No país, há hoje 220 bancos de alimentos. Essas estruturas foram criadas para combater o desperdício e dar oportunidade a entidades socioassistenciais de ter acesso a  mantimentos, na perspectiva do Direito Humano à Alimentação Adequada. Cabe ainda aos bancos de alimentos receber e apoiar a logística dos alimentos comprados pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do MDS.

    Com os recursos previstos no edital, é permitido ampliar a capacidade de atendimento das unidades já existentes, bem como adequar as estruturas físicas às exigências da vigilância sanitária. Ainda é possível empregar recursos para aquisição de veículos para transporte de alimentos e câmaras frigoríficas, além de financiar despesas de custeio, como a compra de equipamentos e material de consumo. O período de inscrição para projetos vai de 19 de junho até 29 de julho de 2018.

    Alcance – Desde 2016, o MDS mantém uma iniciativa para fortalecer a gestão dessas estruturas – a Rede Brasileira de Bancos de Alimentos. Segundo monitoramento dessa Rede, em 2018 foram reaproveitados para alimentação humana 62,2 mil toneladas de produtos alimentícios, beneficiando 4,5 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

    *Por Adriano Barcelos

    Informações sobre os programas do MDS:
    0800 707 2003

    Informações para a imprensa:
    Ascom/MDS
    (61) 2030-1505 / 99229-6773
    www.mds.gov.br/area-de-imprensa


  • ONU cria Dia da Gastronomia Sustentável

    Publicado em 19/06/2018 às 10:47
    Com novo dia mundial, ONU quer estimular práticas sustentáveis na gastronomia. Foto: PexelsCom novo dia mundial, ONU quer estimular práticas sustentáveis na gastronomia. Foto: Pexels

    A partir de 2017, a Nações Unidas lembrarão o 18 de junho como o Dia da Gastronomia Sustentável. A data, que deverá ser celebrada mundialmente, foi criada por uma resolução da Assembleia Geral da ONU adotada ao final de novembro (23). A decisão reconhece a gastronomia como uma manifestação das diferentes sociedades associada à diversidade natural e cultural do planeta.

    Na resolução, países concordam que modos sustentáveis de preparação dos alimentos podem ajudar a comunidade internacional a cumprir a Agenda 2030 da ONU. A deliberação da Assembleia indica que a gastronomia ambientalmente responsável pode promover o desenvolvimento agrícola e a produção consciente de alimentos, além de fortalecer a conservação da biodiversidade e a segurança alimentar das comunidades.

    A ONU convida os Estados-membros, suas agências e outros organismos internacionais e regionais a observarem a data. Uma recomendação é de que países alinhem as atividades para o Dia às prioridades nacionais.

    A resolução da Assembleia Geral também convida a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) a promoverem iniciativas para o 18 de junho.

    Fonte: Nações Unidas


  • Revista de Nutrição – Divulgação

    Publicado em 19/06/2018 às 10:39

    Informamos que o volume 31, número 2 de 2018 da Revista de Nutrição já se encontra disponível no site da SciELO.

     Veja a última edição da Revista no link abaixo:

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_issuetoc&pid=1415-527320180002&lng=pt&nrm=iso


  • III Encontro Nacional do Programa Academia da Saúde

    Publicado em 19/06/2018 às 10:34

    III Encontro Nacional do Programa Academia da Saúde

     Dias 5 e 6 de junho foi realizado em Brasília o III Encontro Nacional do Programa Academia da Saúde. Participaram referências de 17 estados, representante da organização Pan-Americana no Brasil, representantes da Secretaria de Vigilância em Saúde, das áreas de saúde do adolescente, do idoso e do homem do Ministério da Saúde.

    O encontro foi marcado por discussões sobre o fortalecimento do cuidado na Atenção Básica por meio do Programa Academia da Saúde, a inclusão de crianças e jovens nas ações do Programa e a importância de serem considerados os determinantes sociais da saúde no desenvolvimento dos serviços oferecidos pela iniciativa nos municípios. […].

    Para saber mais sobre essa matéria e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1813; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).

    Fonte: Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição. Departamento de Atenção Básica. Secretaria de Atenção à Saúde. Ministério da Saúde


  • Guia Alimentação Saudável nas Escolas

    Publicado em 19/06/2018 às 10:33
    O Idec acaba de lançar o livro Alimentação Saudável nas Escolas – Guia para municípios, com o objetivo de promover a saúde e o bem-estar a partir de ações que se iniciam nas instituições de ensino e refletem em toda a sociedade.

    A publicação apresenta experiências de projetos que estão sendo aplicados em escolas municipais e estaduais do País, como medidas que restringem a compra e a distribuição de alimentos não saudáveis nas escolas (refrigerantes, salgadinhos, néctares de frutas e biscoitos recheados).

    Idec

    BAIXE AGORA
    Por ser um espaço de formação de indivíduos, o ambiente escolar é um dos locais mais importantes para a promoção da alimentação saudável e adequada. Por isso, o Guia é o primeiro livro da Coleção Escolas Saudáveis, que terá mais publicações para discutir o tema.

    Saiba mais sobre a coleção por aqui.


  • Alimentos com muito açúcar, sódio e gorduras terão alerta para consumidor

    Publicado em 19/06/2018 às 10:28

    Notícia de Capa: Alimentos com muito açúcar, sódio e gorduras terão alerta para consumidor

     

    A política brasileira para conter o avanço da obesidade foi um dos temas do discurso que o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, proferiu na última terça-feira (22), em Genebra (Suíça), na plenária da 71ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS), promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil apresentou proposta de nova rotulagem de alimentos e acordo com a indústria para redução de açúcar em alimentos ultraprocessados. As medidas visam facilitar a compreensão do consumidor e trazer orientações claras para escolhas mais saudáveis.

    “Estamos engajados na adoção de políticas concretas e efetivas para conter o avanço da obesidade. O Brasil adotará medidas para alertar sobre o excesso de açúcar no rótulo de alimentos processados, e, assim, os consumidores poderão fazer escolhas mais saudáveis. Também estamos estruturando medidas para reduzir o açúcar nesses alimentos”, afirmou […].

    Para saber mais sobre essa matéria e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS:

    http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1810; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).

    Fonte: Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição. Departamento de Atenção Básica. Secretaria de Atenção à Saúde. Ministério da Saúde


  • Dietary guidelines and health—is nutrition science up to the task?

    Publicado em 19/06/2018 às 10:23

    A ciência nutricional é metodologicamente inferior a outros campos? O conhecimento nutricional não é estável o suficiente para ser útil?

    Segundo Dariush Mozaffarian e Nita Forouhi, apesar das críticas e controvérsias, a ciência nutricional pode ser usada para melhorar nossa compreensão de comida e saúde.  Para examinar essas questões,  os autores consideraram a evolução da ciência nutricional moderna e a confiabilidade da evidência nutricional em comparação com outras disciplinas.

    Essas discussões são apresentadas no artigo Dietary guidelines and health—is nutrition science up to the task? publicado em março da 2018 na revista científica BMJ e pode ser acessado clicando no link: Mozafarian 2018

     


  • Ciclo de Diálogos – Auditório CFH UFSC

    Publicado em 22/05/2018 às 12:03


  • Rede Ibero-americana de Universidades Promotoras da Saúde (Riups)

    Publicado em 22/05/2018 às 11:59

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é, agora, integrante da Rede Ibero-americana de Universidades Promotoras da Saúde (Riups). O certificado de adesão foi entregue durante o I Encontro da Rede Brasileira de Universidades Promotoras da Saúde (Rebraups), realizado na Universidade de Brasília (UnB), de 25 a 27 de abril.

    Paulo Eduardo Botelho, diretor do Departamento de Atenção à Saúde (DAS), vinculado à Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Prodegesp/UFSC), enfatiza que o certificado ratifica a disposição da universidade de fixar um compromisso com as ações de saúde dentro da instituição, fortalecendo aquelas que já são desenvolvidas.

    Essas ações, acrescenta Paulo Botelho, são a base de um conceito ampliado de saúde e envolvem a preocupação com o cuidado nutricional, o projeto pedagógico dos cursos ou as licitações, para citar alguns exemplos. “Temos, como universidade, uma grande responsabilidade em definir políticas públicas que ajudem a promover a saúde e a qualidade de vida das comunidades interna e externa”.

    A proposta da Rede Brasileira de Universidades Promotoras de Saúde é integrar as instituições de ensino superior do país que atuem promoção da saúde, articular entidades, compartilhar experiências e identificar potencialidades nessa área.

    “Trata-se de uma visão mais holística sobre a promoção da saúde nessas instituições”, argumenta Marcela Boro Veiros, chefe do Departamento de Nutrição da UFSC. “Essa é uma questão que envolve toda a comunidade universitária e é uma construção coletiva”, completa a médica do trabalho, Andréa Benincá de Almeida.

    O encontro em Brasília reuniu representantes de Instituições de Ensino Superior de várias regiões do Brasil e outros países para discutir sobre caracterização, gestão e integração de Universidades Promotoras de Saúde por meio da Rede Rebraups.

    Já a Mostra de Experiências Promotoras de Saúde, que fez parte da agenda do evento, exibiu trabalhos, produtos e experiências em torno do tema “Equidade, Sustentabilidade, Inovação e Participação Social”, na perspectiva da promoção da saúde, principalmente no contexto das universidades.

    Equipe Agecom/UFSC


  • VIII Congreso Iberoamericano de Investigação Qualitativa na Saúde

    Publicado em 22/05/2018 às 11:37

    O VIII Congresso Iberoamericano de Pesquisa Qualitativa em Saúde será realizado em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil de 04 a 07 de setembro de 2018.

    O objetivo deste congresso é promover a investigação qualitativa em saúde na Ibero-América como aconteceu nos eventos anteriores realizados no México (2003), na Espanha (2005), em Porto Rico (2008), no Brasil (2010), em Portugal (2012), na Colômbia (2014) e na Espanha (2016).

    Agora, de volta ao Brasil, é a vez da Ilha da Magia se encher de alegria para receber pesquisadoras e pesquisadores da Iberoamerica, comprometidos com o fortalecimento e a difusão da pesquisa qualitativa em saúde. Será realizado em Florianópolis, capital de Santa Catarina, situada em uma ilha – a Ilha da Magia, no sul do Brasil.

    Nosso desejo é que possamos fortalecer a identidade e as redes de colaboração ibero-americanas. Esse é o tema central do nosso Congresso.

    Por isso, sua logo é uma mandala. A mandala, cujo termo em sânscrito significa “círculo” ou “completude”, simboliza o Universo, bem como representa a procura pela paz interior, procura essa que é representada pelos padrões entrelaçados; expressão de nossa incompletude; nosso desejo de ser-mais, de ser-no-mundo; de busca pela conscientização. Por isso, eternos aprendizes. Aprender é conscientizar-se de si-no-mundo e para aprender é preciso estar-no-mundo.

    Como diz Paulo Freire, ninguém muda o mundo sozinho. É preciso estar junto, construir parcerias, trabalhar em rede. E rede se constrói tecendo fios – de relações, de respeito, de tolerância, de compreensão, de empatia.

    Esperamos por vocês em setembro de 2018, para juntos, tecermos fios de colaboração e parcerias

    As inscrições estão disponíveis com preço promocional até: 30/05/2018

    O prazo do terceiro lote para envio de trabalhos é até: 30/05/2018.

    Mais informações, visite  http://www.ciics2018.com

     

     


  • MDS amplia rede de entidades que podem receber produtos da agricultura familiar

    Publicado em 22/05/2018 às 11:28

    Brasília – Os alimentos comprados por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) poderão chegar a um maior número de entidades que atendem a população em vulnerabilidade social e em insegurança alimentar. A partir de agora, as instituições que estiverem cadastradas nos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Pessoa Idosa poderão receber os produtos adquiridos nas modalidades executadas com recursos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). É o que determina a Resolução 81 publicada no Diário Oficial da União.

    Anteriormente, só as unidades da rede privada e pública da Assistência Social e cadastradas nos conselhos municipais – além de escolas, hospitais, restaurantes e cozinhas comunitárias – que poderiam receber os produtos da agricultura familiar. A diretora substituta do Departamento de Apoio à Aquisição e à Comercialização da Produção Familiar do MDS, Andressa Jordão, explica que a resolução tem o objetivo de ampliar o público atendido e garantir uma alimentação de qualidade para a população.

    “O PAA é um programa de fomento à agricultura familiar e também um programa de segurança alimentar. A resolução deixa claras as regras para as entidades receberem os produtos adquiridos por meio do PAA. Ampliamos a quantidade de conselhos que podem cadastrar as entidades para que estes produtos cheguem a um maior número de famílias”, afirmou. Em 2017, o Programa de Aquisição de Alimentos investiu mais de R$ 357,5 milhões na compra de alimentos, leite e sementes da agricultura familiar em todo o país.

    A nova resolução também fortalece a Rede Brasileira de Bancos de Alimentos, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Social. Ao solicitar que as unidades que distribuem os alimentos se cadastrem na rede, os Bancos de Alimentos ganham em gestão e acompanhamento das ações das entidades que recebem os alimentos – o governo federal pode avaliar onde há demanda por alimentos e onde deve ser investido na construção e modernização dos bancos. A partir de agora os Bancos de Alimentos também poderão cadastrar novas unidades para recebimento dos produtos.

    No Brasil, 218 bancos estão em funcionamento e compõem a rede nacional – desses, 107 unidades são coordenadas pelos governos estaduais e municipais.

     

    *Por André Gomes

    Informações sobre os programas do MDS:
    0800 707 2003

    Informações para a imprensa:
    Ascom/MDS
    (61) 2030-1505
    www.mds.gov.br/area-de-imprensa


  • A internacionalização na prática no Programa de Pós-Graduação em Nutrição: Projeto VEG+

    Publicado em 02/05/2018 às 17:24

    Na última semana, o Centro de Ciências da Saúde (CCS) recebeu comitiva da  Bournemouth University (Reino Unido), composta pelos professores Heather Hartwell e Jeffery  Bray, bem como pela secretária executiva Natalia Lavrushkina.

    As atividades com docentes e alunos do Programa de Pós-Graduação em Nutrição (PPGN) e do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) estão relacionadas à política de internacionalização, no âmbito do projeto de pesquisa “VEG+: Aumentando o consumo de vegetais entre jovens adultos por meio de cadeias curtas de comercialização, estímulo de habilidades culinárias e arquitetura de escolha em restaurantes”.

    Dentre as atividades realizadas, destacam-se:

    – Ministração de palestras para mais de 60 pessoas no 1º Ciclo de Palestras do Projeto VEG+, realizado dia 26 de abril de 2018 no Auditório do CCS-UFSC.

    – Participação em aula da disciplina “Brasilian Cuisine” ministrada para estudantes de graduação de universidades estadunidenses no âmbito do University Studies Abroad Consortium (USAC).

    – Participação de reuniões de discussão científica com a equipe do projeto VEG+,

    – Visita de reconhecimento a estruturas brasileiras produtoras e comercializadoras de alimentos e refeições: Direto do Campo, Célula de Consumo Responsável, Feira Agroecológica do Centro de Ciências Agrárias da UFSC, Restaurante Universitário da UFSC, Sítio Flor de Ouro, restaurantes vizinhos ao Campus Universitário da UFSC – Trindade.

    Resultado de parceria iniciada em 2012, o projeto conta com suporte financeiro do British Council/Newton Funds Institutional Links e Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), destacando-se que a internacionalização é um dos itens avaliados nos programas de pós-graduação pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

     


  • Shoyu produzido no Brasil é feito à base de milho

    Publicado em 02/05/2018 às 17:19

    Boa parte do shoyu produzido no Brasil tem alto teor de milho

    Amostras analisadas tinham, em média, menos de 20% de soja em sua composição

    No mundo todo, o principal componente do shoyu, condimento fundamental da culinária asiática, é a soja. No Brasil, é diferente. Aqui, muitas empresas substituem, ou trocam, a soja pelo milho. A conclusão é de um grupo de pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), ambos da Universidade de São Paulo (USP), que analisou a composição química de 70 amostras de shoyu de marcas comercializadas no país.

    Em países como Japão, China e Coreia do Sul, o molho shoyu é feito de soja com proporções pequenas de outros cereais como trigo ou cevada. “O que a indústria brasileira oferece ao consumidor não é shoyu propriamente dito, é um molho escuro e salgado elaborado a partir de milho, que deveria ter outro nome”, destaca a bióloga Maristela Morais, uma das coordenadoras do grupo, ao lado do engenheiro agrônomo Luiz Antonio Martinelli. Ambos são do Cena-USP.

    Para identificar os ingredientes usados na elaboração do molho, os pesquisadores mediram a proporção de duas variantes do elemento químico carbono encontradas nas amostras. Soja, arroz e trigo são plantas que absorvem o gás carbônico da atmosfera e, sob a luz solar, realizam reações químicas que geram moléculas de açúcar contendo três átomos de carbono – é o chamado sistema de fotossíntese C3. Já o milho é uma planta de via fotossintética C4, por produzir açúcares com quatro carbonos. Esses açúcares continuam a existir nos alimentos, mesmo depois de os grãos serem processados, e funcionam como uma assinatura química de sua origem.

    Ao analisar as amostras, os pesquisadores verificaram que o milho era o principal componente do shoyu comercializado no Brasil (Journal of Food Composition and Analysis, 3 de abril). Em média, as amostras analisadas tinham menos de 20% de soja em sua composição. Acredita-se que o uso de milho na produção do condimento esteja relacionado ao preço do grão, consideravelmente mais barato que o da soja. Entre 2007 e 2017, o preço médio da soja foi o dobro do preço médio do milho no Brasil. “O uso de milho na produção de shoyu não é ilegal, já que a legislação brasileira não especifica qual deve ser a proporção de cereais usados na sua fabricação”, afirma Maristela.

    Artigo científico
    MORAIS, M.C. et alStable carbon isotopic composition indicates large presence of maize in Brazilian soy sauces (shoyu). Journal of Food Composition and Analysis. v. 70, p. 18-21. abr. 2018.

    FONTE: Revista Fapesp