NUPPRE
  • Plenária indica a conselheira Elisabetta Recine para presidir o Consea

    Publicado em 24/05/2017 às 14:04

    A nutricionista, professora e pesquisadora Elisabetta Recine foi escolhida pelos integrantes do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) para presidir o órgão no período 2017-2019. O nome foi definido em consenso durante reunião plenária na manhã desta quinta-feira (19), em Brasília, com a presença de praticamente todos os conselheiros titulares e suplentes.

    A indicação agora será submetida ao presidente da República, Michel Temer, a quem compete a nomeação oficial. A presidência do Consea, de acordo com a lei 11.346/06, deve ser exercida por representante da sociedade civil.

    Caso seja confirmada a escolha, Elisabetta será a segunda mulher a ocupar a presidência do Consea, sucedendo no cargo a antropóloga Maria Emília Pacheco. O conselho foi criado em 1993, desativado em 1995 e recriado em 2003. Em ordem cronológica, os outros presidentes do Consea foram Dom Mauro Morelli, Luiz Marinho, Chico Menezes e Renato S. Maluf.
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  • NOTA ABRASCO ‘Fora Temer e Eleições diretas e gerais!’

    Publicado em 20/05/2017 às 1:54
    19 de maio de 2017
    Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco
    Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – Cebes
    Sociedade Brasileira de Bioética – SBB
    Associação Brasileira de Saúde Mental – Abrasme
    Associação Brasileira de Economia da Saúde – ABrES
    Associação Brasileira Rede Unida
    e outras. Leia mais aqui.

  • Demetra: novo prazo para envio de artigo em número temático

    Publicado em 03/05/2017 às 22:15

    Caros leitores,

    Atendendo a pedidos, o prazo para submissão de artigos para publicação no número temático “ENSINO, CIÊNCIA E SAÚDE: PERSPECTIVAS CRÍTICAS” foi prorrogado até dia 07 DE MAIO DE 2017.

    A revista DEMETRA: Alimentação, Nutrição e Saúde (www.demetra.br) propõe neste número temático a publicação de estudos sobre Ensino, Ciências e Saúde contemplando os mais variados temas de interesse entre docentes, pesquisadores e discentes.

    Por que este número temático?
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  • Marcha pela Ciência se espalha no mundo com pautas locais

    Publicado em 26/04/2017 às 11:27

    Em uma tentativa de mostrar que existem para além de seus laboratórios, integrantes da comunidade científica foram às ruas no sábado, 22 de abril, no que ficou conhecido como Marcha pela Ciência. Em vez de deslocamentos, na cidade de São Paulo a organização optou por atividades fixas no Largo da Batata, na zona oeste. O evento paulistano foi um das 25 programados no país e uma das cerca de 600 marchas satélites em todo o mundo, e foi organizado por um comitê formado principalmente por estudantes sob coordenação da bióloga Nathalie Cella, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP).

    Na grande praça por onde uma diversidade de pessoas circula todos os dias, foram armadas tendas para atividades de divulgação científica, como truques de mágicas com base em matemática, mostra de réplicas de fósseis de ancestrais humanos e debate a respeito de doenças virais transmitidas por mosquitos. Cada tenda recebeu o nome de um cientista brasileiro: César Lattes, Oswaldo Frota-Pessoa, Mário Festa e Suzana Herculano-Houzel foram alguns dos homenageados. Aziz Ab’Saber deu nome à barraca que recebeu a equipe do podcast SciCast. “Além de ter sido excelente professor e ajudado a pautar a geografia e a antropologia, ele advogava o papel social das ciências no auxílio aos movimentos de massa”, explica Fernando Malta, mais conhecido como Fencas, um dos apresentadores do SciCast e formado em relações internacionais e gestão ambiental.
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  • Um projeto de pesquisa bem escrito tem boas chances de ser contemplado com os recursos necessários para seu desenvolvimento

    Publicado em 26/04/2017 às 11:26

    Mapa da mina: Um projeto de pesquisa bem escrito tem boas chances de ser contemplado com os recursos necessários para seu desenvolvimento

    Para conseguir financiamento de uma agência de fomento à pesquisa, os pesquisadores antes precisam apresentar um projeto que é analisado por uma equipe de cientistas experientes. Propostas bem escritas, estruturadas e fundamentadas têm chances maiores de ser selecionadas e, entre essas, aquelas cujos proponentes demonstrem ser suficientemente qualificados para executar o que estão propondo. Estar atento aos detalhes ajuda o pesquisador a elaborar um projeto de pesquisa robusto, convincente e com possibilidades reais de conseguir os recursos necessários para seu desenvolvimento.

    Para ajudar os pesquisadores, existem hoje vários manuais com orientações sobre como escrever um projeto de pesquisa. É o caso da National Science Foundation (NSF), a principal agência de fomento à pesquisa dos Estados Unidos, e da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS).
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  • Más de cien artículos científicos retirados por fraude son una llamada de atención: o cambiamos el sistema o tendremos problemas

    Publicado em 26/04/2017 às 11:22

    Más de cien papers acaban de ser retractados de la revista Tumor Biology después de que se descubriera que los autores fingieron el proceso de revisión de pares. No es un hecho aislado: el año pasado cayeron otros 58 artículos científicos de los que 25 fueron de la misma revista.

    Pero, siendo sinceros, esto es solo una gota en el océano de problemas que arrastra la ciencia contemporánea. Hoy las debilidades del sistema de publicación científica afectan a la investigación del cáncer, pero si no buscamos una solución pronto las consecuencias pueden ser mucho más graves.
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  • O retrocesso no controle dos agrotóxicos no Brasil – artigo de Fernando Carneiro – ABRASCO

    Publicado em 26/04/2017 às 11:20

    O Brasil continua sendo o maior consumidor de agrotóxicos do planeta. Entre os anos de 2009 e 2012, as análises de resíduos de agrotóxicos em alimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) detectaram contaminação de 60 a 70% dos alimentos e pelo menos 30% de amostras impróprias para consumo humano, como analisado no ‘Dossiê Abrasco: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde’. Mas, de repente, em 2017, o Brasil virou o país dos “alimentos seguros”.

    Como a Anvisa colaborou para tamanha boa notícia? Simples: alterou seus métodos de análise e conclusões. Agora, 1,11% dos alimentos apresentam risco agudo, o que mesmo assim não é pouco. A cada 100 pessoas, uma pode passar mal intoxicada ao ingerir um dos produtos monitorados. Antes, a metodologia dava destaque as amostras impróprias para consumo humano, que nesse último relatório foram de 19,7% em média.
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  • Sugar, salt, and the limits of self regulation in the food industry in UK

    Publicado em 26/04/2017 às 11:18

    Globally, policies are shifting towards mandatory reformulation, subsidies, and taxation

    Veja aqui o artigo completo> bmj.j1709.full-2

     


  • Publicado em 26/04/2017 às 11:15

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  • “Dra. Fraude” se candidata para vaga de editora

    Publicado em 26/04/2017 às 11:13

    Representantes de conselhos editoriais de 360 revistas científicas de acesso aberto receberam em 2015 um e-mail de uma certa Anna Olga Szust, jovem professora do Instituto de Filosofia da Universidade Adam Mickiewicz, na Polônia. Na mensagem, ela se dispunha a atuar como editora das publicações, embora oferecesse escassas credenciais acadêmicas: no currículo, havia apenas alguns trabalhos apresentados em conferências e um capítulo de livro, cujo título sugeria que jovens mulheres nascidas na primavera seriam mais atraentes fisicamente do que as outras. Em pouco tempo, vieram respostas. Anna foi aceita como editora por 48 periódicos e quatro chegaram a convidá-la para assumir o posto de editora-chefe “sem responsabilidades”, como escreveu um dos interlocutores. Houve também uma oferta para ela ajudar a criar uma nova revista.

    A facilidade com que a inexperiente e desconhecida professora foi atendida já seria grave. O caso, porém, revela algo muito pior: Anna Olga Szust não existe. A inicial do nome do meio e o sobrenome, juntos, formam a palavra polonesa oszust, que pode ser traduzida como fraudador ou trapaceiro. A personagem foi criada por pesquisadores de universidades da Polônia, da Alemanha e do Reino Unido, que a apelidaram de “Dra. Fraude”, numa investigação sobre o modo de operar das chamadas revistas predatórias, como são conhecidas as publicações que divulgam papers sem submetê-los a uma genuína revisão por pares – basta pagar para ver o artigo publicado.
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  • Conflito de Interesse

    Publicado em 26/04/2017 às 11:07
    A Biblioteca Nacional de Medicina começou a adicionar informações sobre os conflitos de interesse (ou falta de) para os resumos no PubMed!
     
    *78.000 resumos já têm informações nessa linha (principalmente "nenhum conflito relatado"). 
    
    Em uma pesquise coloque, por exemplo, Merck Research Lab. na caixa de pesquisa principal, ou digite Coca-Cola e os artigos com financiamento das empresas aparece
    Ou insira coca-cola [cois] para encontrar papéis nos quais a empresa está listada na seção de COI.
    As informações serão prospectivas e não serão adicionadas aos resumos publicados anteriormente.
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  • Symposium on ‘Cooking as a ritual: Cuisine and Culture in the globalized 21st Century World’ in Lyons, France, JUne 28-29

    Publicado em 26/04/2017 às 10:55
    Symposium & Workshop
    COOKING AS A RITUAL
    Cuisine and culture in the globalized 21st century world.
    28th – 29th June 2017
    Cooking is one of the most interesting characteristic of one culture
    It gathers indeed material aspects (ingredients, tools, places) and symbolic values(representation, type of meals) that are often shared by social groups, while varying a lot at a global point of view. 
    From this perspective, cooking can be considered as ritual. 
    The cook has indeed to respect codes and rules (regarding places, technics and materials) that are linked to specific representation, to create a product that eater(s) will believe can be eaten – that’s to say incorporated, physically and symbolically. 
    However, food – and de facto cooking is deeply impacted by the increase of global exchanges that characterize globalization
    acculturation of new products, sharing of recipes, modification of food patterns… 
    The aim of this symposium will thus be to question 
    the evolution of cooking perceived as a ritual in a globalized world.  

  • VAGA SESI SC

    Publicado em 17/04/2017 às 23:54
    Vaga para atuar em projeto de pesquisa junto ao SESI-SC
     
    SESI-SC está selecionando profissional da área da saúde com mestrado para atuar em projeto de pesquisa.
     
    Informações:
    – Candidato precisa ter conhecimento consolidado em excel.
    – O projeto tem uma previsão de duração até dezembro de 2017;
    – Inicio das atividades imediato;
    – O pesquisador será remunerado com bolsa no valor de R$ 2.000,00.

  • Projeto de Lei da Política Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica (PMAPO)

    Publicado em 17/04/2017 às 23:53
    VEREADOR EXPLICA PROJETO DE LEI QUE APOIA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS EM FLORIANÓPOLIS: “TRANSCENDE DIREITA OU ESQUERDA”

    “Essa política precisa discutir o direito à cidade, o uso da terra, a função social da  propriedade, discutir qual é a cidade que queremos. Discutir o plano diretor, a especulação imobiliária, formas organizativas de produzir alimentos.” Com essa declaração, o vereador Marcos José de Abreu (PSOL), o Marquito, sintetiza um dos propósitos do projeto de lei que apresentou no último mês na Câmara Municipal de Florianópolis.

    O PL propõe instituir a Política Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica (PMAPO), que prevê a implementação de mecanismos de incentivo aos produtores e à agricultura familiar, como: demarcação de áreas rurais dentro da cidade; criação de feiras orgânicas em mais bairros; regulamentação de terrenos baldios para a produção de alimentos; garantia e ampliação dos 30% de alimentos da merenda escolar municipal vindos de agricultura familiar, como já previsto em lei nacional; entre outras medidas.

    Diferente da agricultura convencional, as práticas agroecológicas visam a produção de alimentos integrada à preservação do meio ambiente, respeitando seus ciclos e unindo vários ramos da ciência aos saberes dos povos tradicionais. Esse elo também engloba a preocupação e a responsabilidade social em estabelecer novas formas sustentáveis de relação entre a sociedade e a natureza, tornando-se uma forma de resistência da agricultura familiar frente ao agronegócio.

    Segundo vereador mais votado na capital, Marquito fez campanha com foco no incentivo à agroecologia.

    Segundo vereador mais votado na capital, Marquito fez campanha com foco no incentivo à agroecologia. Foto: Divulgação

    No mesmo dia em que protocolou o projeto na Câmara Municipal, em 14 de março, o vereador e sua equipe inauguraram um Espaço Agroecológico aberto ao público dentro do gabinete onde trabalham diariamente. Sementes crioulas, chás, sacos de adubo orgânico, um minhocário para compostagem de resíduos orgânicos e até um exemplar de banheiro seco se encontram dispostos na sala verde, que tem as portas forradas com chitas coloridas. O espaço pretende demonstrar o que, se aprovada, a política municipal visa instalar pela cidade: centros de fomento que ofereçam cursos, sementes e adubo a quem quiser plantar.

    Eleito com 5.448 votos na sua primeira candidatura, Marquito foi o segundo vereador mais votado nas últimas eleições em Florianópolis. Engenheiro Agrônomo e mestre em Agrossistemas, também é presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Santa Catarina (CONSEA/SC) e idealizador do projeto de compostagem comunitária de resíduos orgânicos no bairro Monte Cristo, a Revolução dos Baldinhos.

    O Maruim conversou com o vereador para entender melhor como essa política municipal pode impactar os produtores e consumidores da cidade.

    MARUIM: O que é a Política Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica?

    Marquito: É uma “política guarda-chuva” que consegue amparar todas as ações que estão acontecendo ou necessitam acontecer na cidade, sejam do governo ou da sociedade civil no âmbito da cadeia produtiva de alimentos, desde a produção, manutenção, comercialização e o consumo. Resumidamente, ela vai dar diretrizes e orientações para que se tenha uma política pública municipal de estado – não de governo, não de um vereador e sim que transcenda gestões – que consiga dar apoio e suporte às ações da sociedade civil e do governo, para que tenhamos uma produção de alimentos agroecológicos e orgânicos no município, desde a produção até o consumo final.

    MARUIM: Na sua opinião, bandeiras como a da agroecologia e do meio ambiente são vistos ainda hoje, por muitos, como pauta exclusivamente da esquerda?

    Marquito: Eu acho que hoje, a alimentação agroecológica transcende esse espaço demarcado de direita ou esquerda, tanto é que tem muita gente ideologicamente de direita consumindo e aplaudindo essas ações. Às vezes ser colocado num campo desses cria barreiras, pelos estereótipos que nos colocam. Somos declaradamente oposição a esse governo, pois eles têm uma visão de mundo que difere completamente da nossa. Quando eles fazem uma ação, eles desconsideram completamente a participação social, desconsideram que as políticas públicas devem ser construídas através da sociedade. Temos essa visão declarada, que as coisas são construídas através da sociedade, das relações comunitárias. Agora o tema como da agroecologia e produção orgânica pode ser facilmente apropriado, dentro dessa lógica de governança que o atual governo tem. Mas essa apropriação ocorre dentro de uma visão segmentada, o importante pra nós é que seja mantida e preservada essa visão sistêmica, que ela é uma política necessária pra sociedade civil, pras comunidades, pras organizações dos bairros, pros setores públicos. Mas ela precisa ser vista de forma amplificada, e não como um projetinho pontual de hortinhas, pra maquiar um problema. Essa política precisa discutir o direito a cidade, o uso da terra, a função social da  propriedade, discutir qual é a cidade que queremos, discutir o plano diretor, a especulação imobiliária, formas organizativas de produzir alimentos. Discutir o modelo agroalimentar que nós temos, a questão dos resíduos. Enfim, toda essa discussão política por trás é muito importante.

    Esses são temas centrais hoje no modelo econômico vigente. A gente tem um papel reativo das políticas como pressão, mas também tem uma visão de mundo, de sociedade, de cidade próspera, socializada. Menos o ter e mais o ser. Temos essa visão de que é a mais importante você poder ter um tempo pra produzir e comer seu próprio alimento do que viver como uma máquina, trabalhando pra poder ir no mercado comprar comida. Essa visão de você se sentir parte daquele lugar que tu vive. Às vezes essas coisas que são uma visão de mundo muito mais socialistas acabam te colocando nesse campo de “é um projeto de esquerda”, mas não é por isso, a gente tem uma visão muito mais coletiva, menos individualizada. Não é a cidade para aquele grupo empresarial, não é a cidade para um interesse individual, partido x, partido y. É a cidade para as pessoas o que nós queremos.

    MARUIM: Existe alguma Política Nacional de Produção Orgânica ou semelhante?

    Marquito: Sim. Existe a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e dentro dela o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, constituído através de um conselho nacional e que define diversas ações. Dentro dessa política nacional existe também a indicação para que se faça as políticas estaduais e as municipais alinhadas com esse contexto. Em alguns municípios é praticamente inédita uma política municipal e aqui nós ainda temos uma característica bem diferente: a construção do projeto de lei foi uma demanda da sociedade. Através da Rede Semear de Agricultura Urbana, órgãos e servidores públicos municipais de várias secretarias que já vêm discutindo essa questão há um tempo é que essa demanda chegou. Tanto de uma política para a agroecologia quanto para a agricultura urbana.

    MARUIM: Como foi a elaboração desse projeto de lei?

    Marquito:Como mandato, nós pegamos a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, uma minuta de uma Política Municipal de Agricultura Urbana e fundimos. Para a parte da agricultura urbana ela prevê: quintais produtivos, hortas comunitárias, escolares, em centros de saúde e nos Centros de Referência de Assistência Social, além de ocupar áreas verdes e produzir alimentos em espaços de unidades de conservação, em parques, em áreas públicas. Somamos isso à parte da política nacional, que é o incentivo de produção nas áreas rurais, incentivo às feiras agroecológicas, à questão do comércio justo, ao associativismo, a um sistema de certificação participativa dos produtos. A Política Nacional está acontecendo, ela é muito importante hoje para a agroecologia da agricultura familiar mas fala pouco de agricultura urbana. Os estados estão produzindo suas políticas estaduais mas em municípios é praticamente inédita.

    MARUIM: Quais demandas ela visa suprir?

    Marquito: A gente vê surgindo na cidade um movimento da sociedade organizada em coletivos, em redes, em ONGs, promovendo hortas comunitárias em espaços públicos como escolas, postos de saúdes e praças. Precisamos amparar essas atividades. Há várias reivindicações nesse sentido, como pela regulamentação de terrenos baldios onde as pessoas possam fazer o uso da terra para a agricultura – numa cidade onde a especulação imobiliária é alta. Queremos um desenho no plano diretor que integre um mosaico com agricultura e áreas urbanas, já que a cidade vai crescendo e não são previstas áreas verdes junto a esse crescimento, além da manutenção das zonas rurais, uma vez que a cidade se urbaniza e a terra fica cara. A Política Municipal também prevê suprir a criação de centros de difusão que consigam apoiar as pessoas com sementes, adubo orgânico, cursos e oficinas; e o incentivo e facilitação para instalar as feiras agroecológicas pra comercialização direta dos produtos orgânicos, além de um maior investimento público para as hortas institucionais, como em escolas e centros de saúde.

    Outra reivindicação que está prevista na lei é a de aquisição de alimentos agroecológicos para a alimentação escolar. Hoje existe uma lei nacional (Programa Nacional de Alimentação Escolar) que prevê que, no mínimo, 30% deve ser adquirida de forma direta da agricultura familiar, preferencialmente agroecológica e queremos incentivar isso em Florianópolis. Há também um problema na regulamentação da feira de sábado aqui do centro, onde alguns produtores não conseguem vender porque não têm a Declaração de Aptidão do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), cujo não conseguem obter pois estão inseridos em uma área urbana. Esse tipo de conflito que inviabiliza o setor acontece porque não temos os marcos legais. E um dos marcos é esse: a cidade reconhecer que temos macro áreas rurais e aí a  tributação é diferente, no IPTU, a energia elétrica é subsidiada e com esses subsídios a agricultura familiar conseguiria se manter em melhores condições.

    MARUIM: O Projeto de Lei prevê quais medidas para incentivar o consumo desses alimentos orgânicos?

    Marquito: Uma das diretrizes é o incentivo às feiras agroecológicas do município em diferentes bairros. Especialmente para não elitizar esse consumo. Hoje nós temos poucas feiras e os produtores encontram várias dificuldades, como a questão dos alvarás. Cada feirante precisa ter um alvará e a gente defende que as feiras agroecológicas tenham um único alvará e que a organização da feira consiga selecionar quem participa, segundo os critérios agroecológicos. O agricultor agroecológico de Florianópolis, hoje, não consegue ir no banco e pegar uma linha de financiamento da Pronaf pra comprar um caminhãozinho, por exemplo. São políticas públicas federais mas que não englobam esse agricultor. Esse projeto, se aprovado, vai ser muito importante porque ele demarca a produção de alimento na área urbana. Olha a fragilidade da nossa cidade: tudo o que nós consumimos de alimento entra e sai por aquela ponte. Se a ponte quebra, em 5 dias acabou a comida aqui dentro.

    MARUIM: Há um histórico do partido ou de algum grupo para tentar colocar essa pauta na agenda da CMF ou é algo totalmente novo?

    Marquito: Essa visão de um projeto amplo é inédita. Alguns vereadores já propuseram alguns projetos de leis, mas as situações eram bem específicas, como a implementação de uma horta em um determinado bairro, por exemplo. Projetos soltos. Nessa visão sistêmica, ampliada, como uma política de estado e não um projeto de um governo ou de um vereador, é bem inédita. Inclusive é um dos desafios que a gente vai ter: o de sensibilizar e educar tantos outros vereadores e até mesmo o próprio executivo pra uma ideia tão sistêmica, já que muitos estão acostumados com padrinhos, com projetos pra beneficiar sua gestão e que depois não são continuados, práticas nesse sentido.

    MARUIM: A partir do momento em que é protocolado, qual o trâmite interno?

    Marquito: Agora ele está na procuradoria da câmara, onde ela faz um parecer e depois é encaminhado para as Comissões: de Justiça, de Meio Ambiente, Trabalho, Emprego e de Desenvolvimento Econômico. Depois das comissões ele vai a plenário para ser aprovado. Cada comissão tem o limite de 60 dias para apreciar a matéria e dar um parecer, mas em caso de dúvidas elas podem pedir consultas às secretarias, por isso pode ser rápido ou lento. Mandando para consulta o prazo volta a zerar. Esse processo pode ser mais rápido se houver pressão popular.

    MARUIM: Como a sociedade pode apoiar?

    Marquito: Ter em mente os princípios desse projeto: o primeiro é que não é “o projeto do vereador Marquito”, é o projeto que foi construído no âmbito da sociedade civil, com servidores públicos municipais que vêm trabalhando com diversas secretarias. Segundo que é um projeto intersetorial, nessa visão sistêmica e que abrange várias ações, o que é muito melhor que projetinhos picados. E terceiro é entender bem o projeto para apoiá-lo, seja através de campanha com mais pessoas ou de ligar e mandar e-mail para os vereadores demonstrando conhecimento e apoio. Forçar e reforçar isso com os vereadores e com as secretarias. Escrever, dizer que apoia, conhecer, ler, contribuir.

    Todos os projetos de lei protocolados podem ser acessados no site da Câmara Municipal dos Vereadores de Florianópolis, disponível na aba tramitação de matérias.

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  • For children’s health, the government has to treat sugar like cigarettes

    Publicado em 17/04/2017 às 23:49

    Let us not get our hopes up. Public Health England (PHE) is in a very difficult position. Faced with unprecedented levels of obesity and diabetes, with a nation that keeps getting fatter and sicker, the agency clearly has to act. The obesity and diabetes epidemics represent a “slow-motion disaster,” as Margaret Chan, director general of the World Health Organization, phrased it. So inaction is unacceptable.

    Yet virtually everything PHE does now is likely to be either too little – unlikely to have any meaningful effect on the prevalence of obesity and diabetes – or too much, in that the industries that may indeed be responsible for the problem are likely to fight it. While the Treasury develops a levy for sugary soft drinks, PHE hopes to induce the producers of sugary foods to reduce the sugar in their products by 20%. If they can reformulate the product, all the better. If not, they should shrink the size of the product itself.

    Commendable as PHE’s initiative is, reasons to be pessimistic abound. The programme is based on the idea that sugar does its damage to the body and to children merely through the calories it contains. As such there’s nothing particularly unique – either toxic or addictive – about sugar, as I and others have been arguing. We just consume too much of it.

    On the one hand, it’s hard to win a legal battle with an industry when the best you can argue is that we like their products a little too much for our own good. Some rigorous research targeted at answering the question of whether sugar has toxic qualities independent of its calories would help enormously here, even if it took years to complete.

    On the other hand is the simple question of how much we can expect a 20% reduction in sugar to help. Will it curb the epidemics? Avert the slow-motion disaster? PHE predicts that this voluntary sugar reduction program will result in 200,000 fewer tonnes of sugar consumed in 2020 than are consumed today, and so 20% fewer overweight children as well. As Ernest Hemingway’s Jake Barnes might have put it in The Sun Also Rises, “Isn’t it pretty to think so?”

    Even if a 20% reduction in sugar consumption is achieved in three years (and that alone may be unprecedented) it pales in comparison to what health officials imply is necessary to get children eating more healthily. UK guidelines now suggest that children should be consuming a maximum of 24-30g of sugar per day – six to seven sugar cubes. Even less for kids under six. According to a recent PHE survey, that’s one-third of what they’re actually consuming (much of which apparently comes in the morning as part of what their parents think of as a healthy breakfast).

    So now, assuming industry goes along with this voluntary programme, and assuming that kids don’t respond to smaller portions or sugar-reduced formulations by eating more, both of which are possible, what’s the chance that we’ll see a significant curbing of the epidemics, even if the 20% goal is reached?

    Let’s use cigarettes and lung cancer as our pedagogical example, confident, as we are, that cigarettes cause lung cancer. Cigarette consumption in the UK peaked in the mid-1970s when half of all men smoked and over 40% of women. Together they averaged 17 cigarettes a day. Now let’s imagine that we didn’t get those smokers to quit, but we managed to cut their consumption by 20%. Instead of 17 cigarettes a day, they’re averaging 14.

    Would we expect to see a decrease in lung cancer prevalence? Would we expect that the lung cancer epidemic would be curbed at all, let alone within a few years of peak consumption? I would wager that even the PHE authorities would acknowledge that such a change would have little effect. Reasons here, too, would abound. Among them that it takes lung-cancer risk 20 years to return to baseline after the smoker quits. So these 14-a-day smokers would still be at high risk, albeit perhaps not quite as high.

    Indeed, in the US, per capita smoking began to decline in the mid-1960s, immediately after the surgeon general’s landmark Report on Smoking and Health. Lung cancer rates stopped rising only 30 years later. By then, per capita consumption had dropped by almost 50%. More importantly, when it comes to cigarettes, public health authorities don’t target the number of cigarettes smoked, but the number of smokers. Cut that number significantly, as we did, and lung cancer rates fall.

    We see an overweight child with a chocolate bar and our tendency is to think that the chocolate bar is the proximate cause. Get rid of that chocolate bar, or shrink it in size, and we have a child who never gets overweight to begin with. But these epidemics of obesity and diabetes have been in the works since the late 19th century, cooking along, quite likely passed down from sugar-eating mothers to their children even in the womb. If so, our kids are getting fatter not just because they’re eating sugar, but because they’re programmed – epigenetically, in the scientific lingo – before they’re even born.

    This epidemic has deep roots and may require drastic action to curb. That PHE is acting is admirable. But maybe we should treat this like cigarettes: aim to curb the number of sugar consumers, rather than the amount of sugar they consume. It will still take time to see an effect, but the odds of success will rise.


  • Divulgação do III ENPSSAN

    Publicado em 17/04/2017 às 23:46
    Acontecerá o III Encontro Nacional de Pesquisa em SSAN, nos dias 8, 9 e 10 de Novembro
    LOCAL: Curitiba – PR
    Submissão de resumos: até 10 de Junho de 2017. 
    Divulgação dos trabalhos aprovados: 01 de Agosto de 2017.
     
    NORMAS PARA SUBMISSÃO E APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS clique aqui
    FORMULÁRIO PARA APRESENTAÇÃO DE RESUMO clique aqui
    Em caso de dúvida, o endereço do evento é enpssan@gmail.com 

  • Editais em comemoração ao aniversário do PNAE

    Publicado em 17/04/2017 às 23:41

    Em comemoração ao aniversário do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), no dia 31 de março, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) lançou dois editais que visam chamar a atenção para as ações de educação alimentar nutricional (EAN) nas escolas e a aquisição de produtos da agricultura familiar. São eles:

    1. Boas Práticas de Agricultura Familiar para a Alimentação Escolar: consiste na seleção, divulgação e publicação de Boas Práticas da Agricultura Familiar para a Alimentação Escolar relatadas por gestores, nutricionistas, agricultores familiares, assistentes técnicos de extensão rural, conselheiros de alimentação escolar, pesquisadores e comunidade acadêmica e demais atores envolvidos na ação. O objetivo é valorizar e selecionar as experiências exitosas realizadas nos municípios, estados e no Distrito Federal  que irão compor um Caderno intitulado “Boas Práticas de Agricultura Familiar para a Alimentação Escolar: criatividade e inovação na aplicação da Lei nº 11.947/2009”, edição 2017, a ser lançado no mês de outubro/2017.
    2. Jornada de Educação Alimentar e Nutricional nas Escolas de Educação Infantil Atendidas pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar: consiste na seleção, divulgação e publicação das ações de EAN executadas nas escolas públicas de educação infantil em atividade (creches e pré-escolas). O objetivo da Jornada é incentivar o debate e a prática das ações de EAN no ambiente escolar e dar visibilidade àquelas já desenvolvidas nas escolas públicas de educação infantil, tendo como eixo norteador a promoção da alimentação saudável e a prevenção da obesidade infantil no ambiente escolar. É composta por 6 (seis) etapas (temas pré-definidos), devendo cada etapa ter uma breve descrição da ação executada, conforme roteiro e a inserção de uma fotografia que comprove a realização das atividade e, ao final, a inserção de um vídeo de, no máximo, 1 (um) minuto elucidando o que foi realizado em cada etapa. Ao final da Jornada, serão selecionadas  atividades que irão compor o “Caderno de Atividades de EAN na Educação Infantil”, a ser publicado em 2018.

     Para acesso aos editais: 

    http://www.fnde.gov.br/programas/alimentacao-escolar/concurso-melhores-receitas/jornada-ean

     

    http://www.fnde.gov.br/programas/alimentacao-escolar/concurso-melhores-receitas/boas-práticas-de-agricultura-familiar-para-a-alimentação-escolar

     


  • Desafios Além da Carne Fraca. Evento dia 18/04

    Publicado em 17/04/2017 às 23:35

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  • Saiba os tipos e para que servem os aditivos que vão na sua comida

    Publicado em 17/04/2017 às 23:30

    Ácido ascórbico, nitrito e nitrato de potássio, ácido sórbico. A recente polêmica em torno do uso dessas substâncias por frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca trouxe dúvidas para quem ficou surpreso ao saber que tais “ingredientes” são, em certos limites, permitidos (e amplamente usados): afinal, o que mais é adicionado aos alimentos industrializados?

    A resposta vem da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), responsável por regular o uso dos chamados “aditivos alimentares”.

    Veja a notícia completa aqui.
    Nesse sentido a professora Suzi Cavalli, do Departamento de Nutrição da UFSC e membro do NUPPRE alerta: para aditivos alimentares, gorduras trans, agrotóxicos e transgênicos, os limites máximos considerados positivos para a saúde, não possuem respaldo científico, não usam métodos que possam ser reproduzidos ou comparados, nem são explicados de onde saíram, surgem de forma “cabalística”, óbvio que não consideram o consumo a longo prazo e o consumo pertinente, de uma ingestão mista e complexa.
    Outra questão é a fiscalização, quando é realizada, onde estão os resultados de análises realizadas de forma contínua, feita por laboratórios independentes?! A alimentação hoje é uma “caixa preta”…

  • NOVA DATA DE SUBMISSÃO DE ARTIGOS AO NÚMERO TEMÁTICO “ENSINO, CIÊNCIA E SAÚDE: PERSPECTIVAS CRÍTICAS:30/04/2017

    Publicado em 17/04/2017 às 23:24
    Caros leitores,
    O PRAZO PARA SUBMISSÃO DE ARTIGOS PARA PUBLICAÇÃO NO NÚMERO TEMÁTICO “ENSINO, CIÊNCIA E SAÚDE: PERSPECTIVAS CRÍTICAS” FOI PRORROGADO ATÉ DIA 30 DE ABRIL DE 2017.

    Lembramos que a submissão deverá ser efetuada na página da revista através do link
    http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/demetra/about/submissions#onlineSubmissions.

    É necessário informar seu direcionamento para a sessão ARTIGOS TEMÁTICOS.  Ademais, a comunicação aos editores deverá mencionar a temática “ENSINO, CIÊNCIA E SAÚDE: PERSPECTIVAS CRÍTICAS”.

    Dúvidas podem ser sanadas pelos endereços demetra.uerj@gmail.com ou demetra@uerj.br.

    A revista DEMETRA: Alimentação, Nutrição e Saúde (www.demetra.br) propõe neste número temático a publicação de estudos sobre Ensino,
    Ciências e Saúde contemplando os mais variados temas de interesse entre docentes, pesquisadores e discentes.


  • Veja o resultado da pesquisa sobre Alimentos Integrais

    Publicado em 17/04/2017 às 23:18
    Idec
    PESQUISA SOBRE ALIMENTOS INTEGRAIS CONFIRA OS RESULTADOS
    Muito obrigado!

    Você e mais de 900 pessoas participaram da pesquisa sobre Alimentos Integrais realizada pelo Idec, que teve como intuito conhecer a opinião dos consumidores sobre o tema e levar os resultados à Anvisa. As informações obtidas no questionário vão auxiliar na regulamentação do termo “integral” em embalagens de alimentos à base de cereais, e você faz parte disso. Sua contribuição foi essencial para concluirmos essa pesquisa!

    Percentual mínimo de cerais integrais para o produto ser chamado de integral
    Gráfico
    Entre os resultados, 85,5% dos participantes afirmam que um produto só deve utilizar o termo “integral” no rótulo se possuir no mínimo 50% de cereais integrais em sua composição. Desses consumidores, 48,6% consideram aceitável que o produto contenha entre 50% e 90% deste tipo de ingrediente e 36,9% acreditam que 100% dos cereais deveriam ser integrais.

    Além das recomendações entregues para a ANVISA, o resultado da pesquisa também deu origem a uma matéria da Revista do Idec, edição n° 210.

    CONFIRA OS RESULTADOS NA ÍNTEGRA NA REVISTA DO IDEC
    ACESSAR A MATÉRIA

    APROVEITE PARA CONHECER O APLICATIVO DO MAPA DE FEIRAS ORGÂNICAS DO IDEC
    O aplicativo Mapa de Feiras Orgânicas é mais uma iniciativa do programa do Idec sobre alimentação saudável e sustentável para facilitar a vida dos consumidores. O app é gratuito e também reúne receitas com alimentos regionais. Clique aqui para baixar ou em feirasorganicas.org.br para saber mais.
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    Alimentação Saudável é coisa séria. Com 30 reais por mês (R$ 1,00 por dia) você ajuda o Idec a promover a Alimentação Saudável e Sustentável e a monitorar as ações do mercado de alimentos contra os abusos da indústria dos ultraprocessados e do uso de agrotóxicos. Associe-se agora e faça parte desta luta. Juntos somos mais fortes.

  • Certificação de produtos orgânicos no Brasil é bem avaliada

    Publicado em 30/03/2017 às 13:21

    Enquanto país vive crise com a Operação Carne Fraca, plantio de alimentos orgânicos cresce e modelos de fiscalização são considerados eficientes pela Associação Brasileira de Agroecologia

     Em meio a polêmica envolvendo a qualidade da carne no Brasil, a fiscalização dos produtos orgânicos é, em geral, bem avaliada, mesmo com o grande aumento da área plantada registrado nos últimos três anos.

    A regulamentação da agricultura orgânica no país é recente. Foi iniciada apenas em 2003, com a Lei de Produção Orgânica (nº 10.831), seguida pelas regras de certificação e fiscalização estabelecidas no Decreto presidencial nº 6.323, de 2007. Poucos anos depois, em 2011, foi criado o Selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg).

    Desde então, há dois modelos de certificação em vigor no Brasil: por auditoria e pelo sistema participativo. No primeiro, a certificação é realizada por uma empresa credenciada no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). No segundo modelo, a certificação é feita por meio de um Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade (Opac), formado por agricultores, consumidores, comerciantes e organizações públicas ou privadas que atuam na produção orgânica. Igualmente credenciado no ministério, o Opac se caracteriza pelo controle social exercido pelos membros do grupo, com o intuito de fortalecer a garantia de que os produtos orgânicos estejam adequados para a comercialização.

    “A partir do cadastro dos produtores no Ministério da Agricultura, o acompanhamento na certificação se dá desde o plantio até a chegada ao consumidor final”, explica a agrônoma Inês Claudete Burg, vice-presidente Regional Sul da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA). “Ao ministério cabe a fiscalização do trabalho das certificadoras, tanto nas empresas por auditagem como nos Opacs.  Visitas periódicas são feitas ao agricultor após a certificação inicial para verificar o cumprimento das normas”, afirma Inês.

    Ao contrário dos alimentos vendidos nos mercados, onde o selo Orgânico Brasil concedido tanto pelas empresas de auditoria quanto pelos Opacs é obrigatório, nas 600 feiras de venda direta ao consumidor existentes no país o selo não é exigido. Nesse caso, a comprovação ocorre por meio de uma declaração de cadastro de conformidade orgânica, concedida pelo Ministério da Agricultura, e que deve estar disponível para a verificação do cliente. Para conseguir a declaração, os agricultores também precisam ser vinculados a uma Organização de Controle Social (OCS).

    “A fiscalização está funcionando bem e ocorrem auditorias sistemáticas por parte do ministério. São realizadas duas por ano, no campo de produção, na sede da unidade de produção, bem como em feiras, lojas e supermercados. Portanto, a princípio, o aumento do número de unidades de produção não representa riscos. Mas é óbvio que deve haver continuidade nas políticas públicas de apoio a assistência técnica, custeio e investimentos, bem como na contratação de fiscais que atuam pelo ministério”, analisa Inês Burg.

    A vice-presidenta regional Sul da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) pondera que os estabelecimentos comerciais que anunciam o uso de alimentos orgânicos, como restaurantes, bares e hotéis, devem identificar em lista o nome do produtor ou fornecedor, assim como dos ingredientes utilizados, e colocar à disposição dos consumidores e da fiscalização. “As certificadoras credenciadas no Ministério da Agricultura são responsáveis pela avaliação, acompanhamento e fiscalização da produção. São elas que darão as garantias da conformidade orgânica. Certificadoras e produtores não adequados à legislação são passíveis de multas e descredenciamento junto ao ministério”, aponta a agrônoma.

    O olhar do consumidor

    Especialista em políticas públicas e gestão governamental da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), Suiá Kafure da Rocha acredita que o próprio consumidor tem papel importante no controle dos produtos orgânicos. Como exemplo de ação possível, ela lembra que o cliente das feiras pode exigir ver o certificado do produtor na banca e checar sua validade. Para quem compra em mercados, ela observa a importância de conferir se o selo exposto é o oficial Orgânico Brasil. E para quem tiver disponibilidade, Suiá da Rocha sugere ir na propriedade do agricultor ou mesmo conversar com outros produtores. “Aqueles que estão realmente interessados em vender produtos orgânicos denunciam os que não estão. Eles também se fiscalizam entre eles”, afirma.

    Ela cita que em Santa Catarina há um programa de monitoramento que detecta apenas 5% de fraude. “Então, você pode realmente confiar”, avalia, destacando haver punições para quem comercializa de forma irregular, como perda do certificado, exclusão do cadastro nacional de produtores de orgânicos e multas.

    Apesar do controle e dos diferentes modelos de certificação e fiscalização, a especialista em políticas públicas da Sead considera “uma injustiça” o pequeno agricultor ter que provar que cultiva alimento orgânico enquanto o produtor que usa agrotóxico não tem a obrigação de explicar nada. “Há uma grande inversão de valores, há uma injustiça evidente”, critica Suiá da Rocha. “Se fosse o contrário, seria muito melhor, quem produz com agrotóxico ser obrigado a informar.”

    Ela inclusive lamenta que até o selo de produtos transgênicos estejam querendo retirar das embalagens, ao lembrar do projeto de lei de autoria do deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), aprovado pela Câmara em 2015 e, desde então, em análise no Senado.

    Fonte: Rede Brasil Atual


  • Pesquisa capixaba aponta agrotóxico em peixes e até em vinhos

    Publicado em 30/03/2017 às 13:15

    Foram analisados 150 rótulos nacionais e internacionais e vinhos, além de 80 amostras de tilápia de todo o país

    Uma pesquisa realizada no Espírito Santo com produtos de todo o Brasil e até do exterior mostrou a presença de agrotóxicos acima do permitido em vinhos e até mesmo em peixes. Segundo o estudo, coordenado pelo professor doutor Rodrigo Scherer, da UVV, cerca de 15% das amostras de vinhos coletadas e 5% das amostras de peixes estavam contaminadas.

    VINHOS

    Os pesquisadores analisaram mais de 150 rótulos de vinhos tintos do Uruguai, Argentina, Chile e Brasil, incluindo dois rótulos de vinhos de Santa Teresa no Espírito Santo.

    Mais de 15% das amostras de vinhos apresentaram presença de pelo menos um agrotóxico. Os principais produtos encontrados foram ditiocarbamatos, e o mais preocupante, elevados índices de azoxitrombina (913 µg/L), um fungicida de classificação toxicológica classe III (mediamente tóxico), que é utilizado no cultivo das uvas.

    Ainda segundo o estudo, não existe limite de resíduos de agrotóxicos no vinho, apenas nas uvas. Neste caso, o limite é de 500 µg/kg. Importante ressaltar que os vinhos Brasileiros foram os mais contaminados, entretanto, os vinhos de Santa Teresa (Cantina Mattielo e Tabocas) não apresentaram nenhum resíduo de agrotóxico.

    PEIXES

    O estudo analisou 80 amostras de tilápias coletadas nos principais polos produtores do Brasil. Os resultados mostraram que 5% das amostras apresentaram agrotóxico, com valores entre 100 e 240 µg/kg de piraclostrobina, que é um fungicida classificado como altamente tóxico pela OMS. “Apesar de 5% ser uma quantidade pequena, agrotóxicos Classe II de toxicidade são muito perigosos para saúde, e isso nos deixa preocupados”, escreveu o professor no relatório.

    VEGETAIS

    Além do peixe e do vinho, mais de 200 amostras de vegetais foram coletadas no CEASA-ES, incluindo morango, abobrinha, mamão, tomate, couve, pepino entre outras.

    Em resumo, a pesquisa revelou que as amostras de couve, tomate e mamão apresentaram os resultados mais críticos. No mamão chegou a ser encontrado a presença de quatro agrotóxicos em uma mesma amostra. Para as amostras de tomate, foram encontrados dois agrotóxicos, um deles não autorizado e outro em quantidade 10 vezes maior que o permitido.

    Na couve foi encontrado o agrotóxico profenofós em níveis exorbitantes, chegando a 3360 µg/kg. O profenofós, apesar de proibido para cultura da couve, é permitido em outras culturas como repolho, cujo valor máximo que poderia ser encontrado é de 50 µg/kg, ou seja, chegando a mais de 60 vezes a quantidade permitida.

    O profenofós é um inseticida muito utilizado no controle de pragas, mas em altas concentrações, é tóxico também em seres humanos. Há relatos de que podem ser fatais em caso de intoxicação.

    Fonte: Gazeta Online


  • Professor brasileiro ganha mais importante prêmio científico do Canadá

    Publicado em 30/03/2017 às 13:12

    O professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Cesar Victora, de 65 anos, está entre os sete cientistas que receberam nesta terça-feira (28) a mais importante premiação científica do Canadá, o Prêmio Gairdner.

    Leia mais sobre aqui


  • Atrasado, Censo Agropecuário corta questões relacionadas à agricultura familiar

    Publicado em 30/03/2017 às 13:09

    Diretor do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE afirma que perguntas sobre agrotóxicos foram retiradas

    O questionário do Censo Agropecuário 2017, que deve ser realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em outubro deste ano, cortará questões relacionadas à agricultura familiar. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do instituto (ASSIBGE) afirma que a modificação prejudicará séries históricas de dados. A pesquisa estava originalmente prevista para 2015.

    “Nós tivemos acesso ao questionário. Há uma redução brutal do tamanho do questionário em relação ao feito em 2007, com referência a 2006”, diz o diretor da ASSIBGE Cassius de Brito.

    Brito diz que questões de outras áreas também foram cortadas, mas que o redimensionamento da pesquisa “afeta principalmente as informações à respeito da agricultura familiar”. Segundo ele, perguntas sobre “agrotóxicos, valor e quantidade da produção” foram eliminadas.

    Cassius defende que as mudanças prejudicam a sistematização de dados em relação ao setor primário: “Tem um impacto claro. Quebra a série histórica de algumas informações importantes”.

    “O pessoal está chamando de ‘censo cadastro’. Reduziu o questionário, o número de recenseadores a serem contratados. Cortou muita coisa”, resume ele. De acordo com a assessoria de imprensa do IBGE, 80 mil recenseadores temporários foram originalmente pensados para a pesquisa. Apenas 26 mil devem ser contratados.

    Segundo outras fontes do sindicato que não se identificaram, a versão preliminar do questionário teria dez páginas. Em 2007, tinha 24. O IBGE não respondeu às perguntas da reportagem em relação ao tamanho do questionário.

    Cortes

    De acordo com o instituto, os cortes no questionário primaram pela “exequibilidade” da pesquisa. Além da redução do questionário, outras adequações foram realizadas, como a ampliação de três para cinco meses de levantamento. A assessoria do IBGE afirma ainda que as alterações ocorrem devido ao montante do orçamento liberado para a pesquisa: R$ 505 milhões, abaixo da metade do que seria necessário.

    O estabelecido para a exclusão de perguntas que está sendo seguido, segundo o instituto, é o de garantir informações básicas, de acordo com recomendações internacionais e, devido ao prazo da pesquisa, eliminar a necessidade de mais de uma visita ao mesmo estabelecimento e estabelecer a média de três locais/dia por recenseador.

    Questionada se a versão preliminar do questionário prejudicava alguma área de forma especial, a assessoria de imprensa do IBGE não respondeu diretamente, afirmando que as perguntas ainda estão em discussão, em um debate que envolve outras instituições.

    Fonte Revista GGN


  • 10º Congresso de Epidemiologia – prazo final para submissão de trabalhos

    Publicado em 30/03/2017 às 13:02
    Termina nesta quinta-feira, dia 30 de março, o prazo para submissão dos resumos ao 10º Congresso Brasileiro de Epidemiologia. O encontro tem como tema a “Epidemiologia em defesa do SUS: formação, pesquisa e intervenção” e acontecerá de 7 e 11 de outubro, em Florianópolis, Santa Catarina.
    Os resumos somente poderão ser submetidos pela internet, por meio do site do Congresso. Após preencher o formulário de inscrição, você poderá enviar o seu trabalho, acompanhar todo o processo de avaliação. Cada participante poderá submeter no máximo dois resumos vinculados à sua inscrição. Não há limite para participação em coautoria de trabalhos inscritos por outros participantes.
    Não é necessário efetuar o pagamento da inscrição no momento do cadastramento e/ou submissão dos resumos. Entretanto, caso o trabalho seja aprovado, o pagamento da inscrição deverá ser realizado até 15 de julho.

  • Agricultura familiar e reforma agrária são os maiores produtores de orgânicos no Brasil

    Publicado em 30/03/2017 às 12:59

    Regulamentação e incentivos para o cultivo agroecológico e orgânico tiveram início em 2003. Região Sudeste é a maior produtora do país, com 333 mil hectares.

    São Paulo – Agricultores familiares e assentados da reforma agrária são os dois principais grupos responsáveis pelo aumento da produção de alimentos orgânicos no Brasil, que neste ano deve ultrapassar os 750 mil hectares registrados em 2016. Segundo a Coordenação de Agroecologia (Coagre) da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no ano passado foram registradas 15,7 mil unidades com plantio orgânico no país, mais do que o dobro das 6,7 mil computadas em 2013.

    “Os assentados da reforma agrária têm uma clara preferência em incentivar a produção orgânica. A ideia deles é produzir alimento com qualidade e preço acessível, não é uma visão elitista”, afirma Suiá Kafure da Rocha, especialista em políticas públicas e gestão governamental da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead).  Segundo ela, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está para se tornar o maior produtor de orgânicos do país, tendo como companhia a agricultura familiar. “O perfil dos agricultores familiares se encaixa com a agricultura orgânica. Junto com os assentados, são os dois pilares da revolução orgânica, é o público que mais produz.”

    Criado em 2013, o Cadastro Nacional de Agricultores Orgânicos (CNPO) conta com cerca de 15 mil produtores inscritos, sendo quase 80% deles classificados como agricultores familiares. O sistema, entretanto, não permitir diferenciar quais são ligados a assentamentos da reforma agrária. “O cadastro dos produtores melhorou o acesso às informações sobre o número existente. Muitos agricultores vinham num processo de transição e adequação para a produção orgânica e agroecológica, e o aumento no número foi consequência do alcance do objetivo”, avalia a agrônoma Inês Claudete Burg, vice-presidente Regional Sul da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA).

    Além dos assentados e dos agricultores familiares, completam o perfil dos produtores de alimentos orgânicos no Brasil os integrantes de ecovilas, normalmente formadas por jovens urbanos que vão para o meio rural, e a agricultura urbana e periurbana, desenvolvida por grupos que promovem hortas urbanas. Os diferentes perfis são unidos pelo desejo da alimentação saudável, combinada com uma visão de mundo comum. “Há também o discurso de voltar à terra, contra a semente transgênica e a agricultura industrializada, uma produção muito diferente do agronegócio, que é de monocultura, degrada a terra e os recursos naturais”, explica Suiá da Rocha.

    De acordo com a Coagre, a região Sudeste é a que mais produz alimentos orgânicos, totalizando 333 mil hectares e 2.729 registros de produtores no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO). Na sequência estão as regiões Norte (158 mil hectares), Nordeste (118,4 mil), Centro-Oeste (101,8 mil) e Sul (37,6 mil).

    As razões do crescimento

    Na opinião da especialista em políticas públicas e gestão governamental da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), a explicação do grande aumento da produção de alimentos orgânicos no Brasil é consequência de uma série de ações, sendo a principal a preocupação com a alimentação saudável. “O principal fator é a saúde, tanto do trabalhador rural quanto dos consumidores. Do trabalhador, pelo uso de agrotóxicos; para os produtores, há esse estímulo, e os consumidores também passaram a ter uma desconfiança dos alimentos produzidos de modo tradicional e que causam uma série de doenças”, afirma Suiá da Rocha.

    Para a agrônoma Inês Claudete Burg, o aumento é fruto de um longo trabalho, tanto em relação à prestação de assistência técnica especializada, como também às conquistas de políticas públicas que incentivam a produção orgânica e agroecológica. “Os consumidores de forma geral têm sido alertados da importância do consumo de alimentos produzidos em sistemas orgânicos e agroecológicos, pelos benefícios à saúde e ao meio ambiente, contribuindo assim com o aumento do consumo e da demanda na produção e diversificação da oferta”, explica a agrônoma.

    A lei 10.831/2003, sancionada ainda no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, regulamenta a produção orgânica no país. A partir da lei, diversas ações começaram a ser colocadas em prática para estimular a produção de alimentos orgânicos, como a criação, em 2007, do Sistema Brasileiro de Avaliação da Agricultura Orgânica e, principalmente, a instituição da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo), em 2012, já no governo da ex-presidenta Dilma Rousseff.

    No ano seguinte, o lançamento do 1º Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Planapo 2013-2015) investiu cerca de R$ 2,5 bilhões, com 125 ações e beneficiando em torno de 600 mil agricultores. “O Plano é a concretização de muita luta e representa a articulação das diversas frentes que trabalham com a produção agroecológica e orgânica no país”, afirma a representante da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA).

    Atualmente, está em execução o 2º Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, que abrangerá o período de 2016 a 2019, com programas e ações que tem como objetivo contribuir para o aumento da oferta. A meta é alcançar até um milhão de produtores agroecológicos, com assistência técnica e extensão rural.

    “Os consumidores a cada dia têm mais preocupação com a qualidade de vida e uma alimentação saudável”, analisa Suiá da Rocha, destacando a relação entre oferta e demanda, responsável por existir hoje em torno de 600 feiras semanais de produtos orgânicos no país todo, além da maior entrada dos alimentos nos mercados. “Existem várias formas de comercialização, esse produto não fica parado, inclusive falta mais oferta, porque a demanda é muito grande.”

    Compra garantida

    Além do crescimento das feiras e do aumento das vendas nos mercados, os grandes incentivos à produção de alimento orgânico no Brasil são o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Ambos consistem em sistemas de compras institucionais do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDS) e os produtos orgânicos podem ter um acréscimo de até 30% em seu valor. O PAA é exclusivo para agricultores familiares, enquanto no Pnae esse índice é de 30%. “São programas que privilegiam a agricultura familiar e, portanto, a produção de base agroecológica”, explica Suiá da Rocha, especialista em políticas públicas e gestão governamental da Sead. “É a garantia da venda. Esses produtos vão para bancos de alimentos e pessoas com insegurança alimentar, tendo como destino creches, orfanatos, asilos, restaurantes populares.”

    Apesar da importância dos dois programas no estímulo à produção de alimento orgânico no Brasil, o governo de Michel Temer efetuou um corte de 30% no orçamento de ambos para 2017, em comparação com o orçamento de 2016. “É uma pena que o PAA tenha tido um corte de 30% na lei orçamentária desse ano”, avalia Suiá da Rocha, lembrando que já havia ocorrido corte em 2015, mas o de agora foi superior. Antes de 2015, o valor investido vinha sendo maior a cada ano.

    FONTE: Rede Brasil Atual


  • Concurso Público – Departamento de Nutrição UFMG

    Publicado em 30/03/2017 às 12:55
    Concurso Público para Professor Efetivo do Departamento de Nutrição da UFMG. O edital está bem aberto e pretendemos selecionar um docente, independente da área, com perfil para ingresso na Pós-graduação.
    O edital foi divulgado no DOU de 20/03/2017
    Mais informações nos links abaixo:

  • Mais que Ideias: Não se engane! A indústria está interessada no Marketing, não na Ciência.

    Publicado em 28/03/2017 às 10:24

    Marion Nestle é professora no Departamento de Nutrição, Estudos Alimentares e Saúde Pública da Universidade de Nova Iorque. Nestle é autora de nove livros, incluindo Política dos alimentos: Como a indústria de alimentos influencia a Nutrição e a Saúde.

    Em entrevista, Nestle fala sobre como e por que a indústria de alimentos investe na ciência da nutrição.

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  • Indian Food Composition Tables

    Publicado em 24/03/2017 às 8:40

    Tabela de composição de alimentos da India, publicada pelo Instituto Nacional de Nutrição, contém informações de aproximadamente 500 alimentos está disponível para download no link: http://www.ifct2017.com/