NUPPRE
  • A pequena produção mantém a biodiversidade e ajuda a população socialmente”, afirma Carlo Petrini, criador do movimento Slow Food

    Publicado em 12/11/2017 às 22:40

    A gastronomia vai além dos sabores. Em passagem por Florianópolis, o jornalista e sociólogo italiano Carlo Petrini, fundador do movimento internacional Slow Food, defende que alimentar-se vai muito além da saciedade ou do prazer de comer. É um ato político. Escolher o que se come, conhecer a origem dos alimentos e a forma como chegaram à mesa é também uma forma de incentivar pequenos produtores e a fomentar a economia e a tradição de uma região.

    Petrini palestrou na tarde desta terça-feira no auditório do Centro Socioeconômico da UFSC. Ele também participará do Seminário Alimentação Agricultura e Mudanças Climáticas, que ocorrerá na Assembleia Legislativa, às 13h30min, desta quarta-feira, dia 8 de novembro. No evento, o sociólogo falará sobre A Agricultura é causa é vítima ao mesmo tempo das mudanças climáticas. Caminhos, perspectivas e ferramentas.

    Petrini criou a filosofia Slow Food em 1986. O conceito principal é que a forma como nos alimentamos “tem profunda influência no que nos rodeia — na paisagem, na biodiversidade da terra e nas suas tradições”. Para ele, produtos artesanais, produzidos em pequena escala, geram menos impacto ambiental e social do que os industrializados. Outra defesa do slow food consiste no fato de dedicar um tempo para as refeições, tornando a alimentação um processo de degustação, o que melhora a qualidade de vida.

    Em uma conversa momentos antes da palestra na UFSC, Petrini falou em um portunhol bastante fácil de compreender. É a primeira vez que está em Florianópolis e disse que gostou muito da cidade. Já conheceu alguns dos produtos locais e mostrou um exemplar do livro A Arca do Gosto no Brasil –  Alimentos, Conhecimentos e Histórias do Patrimônio Gastronômico, no qual estão listados 200alimentos brasileiros que correm risco de extinção. Petrini garante que é possível comer bem com produtos locais e mantendo as tradições gastronômicas de cada região.

    Pesca artesanal em Santa Catarina – Foto Lucas Correia, Agência RBS

    O senhor conhece a gastronomia catarinense?
    É a primeira vez que venho a Santa Catarina. Já conhecia o Rio Grande do Sul. Conheci algumas especialidades pesqueiras e comunidades de pescadores que trabalham pela defesa da pesca artesanal. Também de produtos que são originários do trabalho dos imigrantes como queijos artesanais muito bons. Experimentei os queijos diamante e o colonial ontem (segunda-feira) que são produzidos aqui.

    Como está acontecendo a evolução do movimento Slow Food?
    Há uma grande batalha em nível econômico e produtivo contra a agroindústria e a pequena produção. A pequena produção mantém a biodiversidade e ajuda a população socialmente, pois ela tem uma comida preciosa, um patrimônio gastronômico muito forte. A agroindústria estuda uma maneira de vender produtos massivos que não são bons para a saúde e nem para a economia. Trabalha a concentração de poder em poucas mãos de toda a política alimentar. Essa batalha começou há muito tempo. Também acontece que há países que a legislação não é favorável a pequenos produtores, é muito mais favorável à agroindústria.É importante defender o direito dos pequenos e do meio ambiente, cuja legislação é muito trágica. Há muita química no solo que acabam nos alimentos que comemos todos os dias e há muita perda de biodiversidade.

    O senhor tem acompanhado as mudanças na legislação brasileira em relação ao agronegócio?
    É muito difícil mudar a legislação porque o agronegócio investiu no último ano 58 milhões de dólares em política e os pequenos produtores não têm dinheiro para investir nisso. Esse é o verdadeiro problema. Uma multinacional trabalha pela venda de comida massificada que provoca obesidade e diabete do tipo 2. Algumas vezes quando se fala de gastronomia se fala muito do sabor e não se reflete que o verdadeiro problema é a saúde. Não se vê que nos últimos 10 anos a obesidade aumentou em 100% no Brasil também para as crianças.

    E por que é difícil difundir o hábito de comer produtos da agricultura sustentável?
    A comida boa da agricultura sustentável não tem perspectiva porque não existe muita venda direta, há muitos intermediários que realizam especulações. Espero aqui (na palestra da UFSC) falar com os jovens, que são o futuro. Se o jovem não compreende isso é um verdadeiro desastre. Em qualquer parte do mundo teremos problema de urbanização(ocupação urbana desordenada), muita gente abandona o campo para trabalhar na cidade causando problemas sociais muito difíceis. O jovem não vai viver no campo se não se paga de forma justa, se não tem internet ou uma forma de socializar, sem qualidade de vida. Este é um problema social. Inverter o movimento de urbanização, que é um excesso de pessoas no meio urbano.

    Como as pessoas podem ajudar a reverter o problema do consumo de produtos ultraprocessados?
    Implantar um sistema de venda direta entre camponeses e cidadãos e comunidades de suporte, e preferir comidas de pequenos produtores. Esta pode ser a força verdadeira de uma multitude (agrupamento) de cidadãos. Não quero falar de consumidores, pois esta é uma palavra da Revolução Industrial. É preciso formar co-produtores, que compram produtos diretamente, ajudam o pequeno produtor e realizam uma verdadeira aliança entre cidadãos e produtos. Se essa aliança se realiza há uma troca socioeconômica muito importante.

    Fonte:Revista versar


  • Informativo da Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição 06 a 10 de novembro de 2017

    Publicado em 12/11/2017 às 22:36

    Notícia de Capa: Lançamento do Sistema de Micronutrientes

    No dia 3 de novembro de 2017, a Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição – CGAN/DAB lançou o Sistema de Micronutrientes, que possui 3 módulos:  I. Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A – PNSVA; II. Programa Nacional de Suplementação de Ferro – PNSF; III. Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes em Pó (vitaminas e minerais) – NutriSUS.

    O Sistema de Micronutrientes, assim como os outros sistemas da Atenção Básica, será acessado por meio do e-Gestor Atenção Básica (AB) disponível no link https://egestorab.saude.gov.br/. Para cada módulo/programa será necessário o cadastro de um Coordenador Municipal (que pode ser o mesmo para todos, porém deverá ser cadastrado em cada um dos módulos/programas). Esse cadastro deverá ser feito do mesmo modo que ocorre o cadastro de Coordenadores no e-Gestor AB, ou seja, o Gestor da Atenção Básica deve realizar o cadastro do Coordenador de cada um dos programas. (…)

    Para saber mais sobre o assunto:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1756; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).

    Nesta edição:

    • Lançamento do Sistema de Micronutrientes
    • Linhas de cuidado do sobrepeso e obesidade no Rio Grande do Sul
    • Senado discute melhoria dos rótulos de alimentos
    • Especialistas defendem aumento de tributos sobre bebidas açucaradas
    • Agência da ONU e revista especializada recebem artigos sobre políticas públicas de saúde
    • Agenda da CGAN
    • Espaço dos Estados
    • De olho na evidência
    • Implementando o Guia Alimentar para a População Brasileira – 5 Maneiras de melhorar seu café da manhã
    • Monitoramento Semanal de Programas Estratégicos da CGAN
    • Saiu na mídia

    A Segundeira da CGAN é o informativo semanal da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, na qual são apresentadas as principais notícias da semana, agendas previstas da Coordenação, além de trazer atualizações sobre evidências científicas, textos de apoio para a implementação das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e atividades realizadas nos municípios e estados relacionados à agenda de alimentação e nutrição no SUS e monitoramento de alguns programas.

    Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição

    Departamento de Atenção Básica

    Secretaria de Atenção à Saúde

    Ministério da Saúde

    Portal do Departamento de Atenção Básica: http://dab.saude.gov.br/portaldab/

    Comunidade de Práticas: https://www.facebook.com/comunidadedepraticas

    RedeNutri: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php


  • Boletim Caisan – 08/11/2017 – Caisan divulga compromissos para a Década de Ação para a Nutrição

    Publicado em 12/11/2017 às 22:32
                   Quarta-feira • 08 de novembro de 2017                                                         
    Foto: Lia de Paula/MDS

    Caisan divulga compromissos para a Década de Ação para a Nutrição 
    Publicação foi apresentada pelo governo federal na 44ª Sessão do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA), das Nações Unidas

    Foto: Walter Andrade/Consea Nacional

    Oficinas do Sisan promovem o fortalecimento da segurança alimentar

    Troca de experiências entre municípios de todas as regiões do país é o principal objetivo dos encontros 

    Foto: Ana Nascimento/MDS

    Painel técnico debaterá no próximo dia 9 rotulagem de alimentos

    Evento irá discutir propostas e estudos científicos relacionados à rotulagem nutricional frontal de alimentos

     
    Foto: Divulgação

    Programa de inclusão do milho guarani nas escolas ganha prêmio estadual 

    Itanhaém conquista primeira colocação no Prêmio Josué de Castro de Combate à Fome e à Desnutrição

     
    Foto : Sergio Amaral/MDS

    Mais 43 municípios aderem ao sistema de segurança alimentar e nutricional

    Com a participação no Sisan, prefeituras se comprometem a instituir um conselho para discutir ações da área com a sociedade civil 

    Foto: Ana Nascimento/MDS

    Site incentiva consumo consciente de hortaliças para evitar o desperdício

    Consolidar conhecimentos e disponibilizar informações foi o caminho trilhado pelo projeto “Hortaliça não é só salada”, coordenado pela Embrapa

    Foto: Divulgação

    MDS promove simpósio para incentivar compras públicas em Rondônia

    Encontro em Porto Velho reuniu agricultores familiares, cooperativas e representantes de órgãos públicos federais, estaduais e municipais 

    Anote na agenda

    14 de novembro

    • IX Reunião do Comitê Técnico de Povos e Comunidades Tradicionais – Brasília
    16 e 17 de novembro

    • Oficina de Trabalho sobre Desertos Alimentares no Brasil – Brasília
    21 de novembro

    • V Reunião do Comitê Técnico de Prevenção e Controle da Obesidade da Caisan – Brasília
    22 de novembro

    • 33ª Reunião do Pleno Executivo Caisan – Brasília
    28 a 30 de novembro

    • 5ª Reunião Plenária Ordinária da gestão 2017-2019 – Brasília
    30 de novembro e 1º de dezembro

    • II Encontro Nacional de Gestores de Bancos de Alimentos – Brasília

  • PanGea winners in Nature Magazine!

    Publicado em 12/11/2017 às 22:31

    O Concurso Imagine Pangea, que teve entre os ganhadores a professora Greyce Luci Bernardo, membro do Nuppre e egressa do PPGN-UFSC, foi destaque na edição desta semana da revista Nature.

    O Imagine-PanGea, primeiro concurso de popularização científica de caráter multicultural e multilinguístico, é destaque da edição desta semana da revista Nature, um dos mais prestigiosos periódicos científicos do mundo, que acaba de completar 148 anos de existência. A competição, que envolveu estudantes de mestrado e doutorado de diferentes países em desenvolvimento, foi uma realização do Projeto Imagine (http://projetoimagine.ufsc.br/) da UFSC, em parceria com a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e duas redes internacionais de popularização da ciência, a RedPOP da América Latina e o African Gong da África.

    Acesse a matéria em www.facebook.com/UFSCProjetoImagine/ ou www.nature.com/articles/d41586-017-05731-0

    Assista os vídeos vencedores em http://bit.ly/2vFMjum


  • Chamada de artigos: IMAGENS E DISCURSOS SOBRE CORPOS, FAMÍLIAS E SUBJETIVIDADES

    Publicado em 12/11/2017 às 22:28

    DEMETRA: Alimentação, Nutrição & Saúde divulga chamada de artigos

    IMAGENS E DISCURSOS SOBRE CORPOS, FAMÍLIAS E SUBJETIVIDADES

    Publicada pelo Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de
    Janeiro, a revista DEMETRA: Alimentação, Nutrição e Saúde
    (www.demetra.uerj.br) prepara um número que privilegia o debate que busca
    articular imagens e discursos sobre corpos, famílias e subjetividades.

    Esta iniciativa é fruto das reflexões gestadas no âmbito dos Programas de
    Pós-graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde da UERJ, em
    Nutrição da UFRJ e em Ensino em Biociência e Saúde do Instituto Oswaldo
    Cruz (IOC) da Fiocruz por meio de intercâmbio de seus docentes e oferta de
    disciplinas em comum.

    Já se pode constatar um crescente interesse acadêmico pelos estudos que se
    voltam para temas como corpos, famílias e subjetividades por meio de
    imagens e/ou discursos, na medida em que estas categorias expressam um
    grande potencial na análise dos modos de funcionamento da sociedade.
    Contudo, entre esses esforços predominam abordagens isoladas em espaços
    distintos do saber, resultando sua integração ainda pouco comum no âmbito
    acadêmico, sobretudo no campo da saúde. Portanto, ainda permanece como um
    desafio para as pesquisas em alimentação e nutrição o acolhimento de
    diferentes perspectivas analíticas (sociológicas, antropológicas,
    históricas, psicológicas, etc.) que favoreçam a associação entre estas
    fecundas categorias.

    Esse número temático dirige seu foco para relações entre corpos,
    famílias e subjetividades como construções sociais presentes, tanto em
    experiências da vida cotidiana, como nos modos de fazer ciência. São aqui
    entendidos, enfim, como processos passíveis de análises a partir de
    diferentes orientações teóricas e metodológicas.

    Poderão integrar esta iniciativa pesquisas relacionadas à produção do
    conhecimento científico em diferentes cenários, incluindo a produção
    midiática, cinematográfica e as artes. São bem-vindos textos derivados de
    pesquisas empíricas, ensaios e/ou discussões teóricas que destacam o
    agenciamento pelos sujeitos da problemática dos corpos e das diversas
    expressões de família em seus aspectos históricos e socioculturais por
    meio de imagens e/ou discursos modeladores da subjetividade. Interessam as
    iniciativas que problematizam as normatizações, regulações,
    naturalizações e/ou idealizações do corpo com implicações para a
    existência individual e coletiva, a saber: discursos e imagens produtores
    de estigma e/ou preconceito com referência aos corpos
    femininos/masculinos/trans e às diversidades na constituição das
    identidades; análises de intervenções biomédica e/ou tecnológicas
    (medicamentosas, estéticas, dietéticas e de dispositivos online em seus
    usos lícitos/ilícitos) sobre os corpos e nas relações familiares e de
    gênero; legislações/normativas e suas repercussões nas experiências
    subjetivas.

    •       Os interessados devem encaminhar suas contribuições em inglês,
    português ou espanhol até 28 de fevereiro de 2018.
    •       A submissão deverá ser efetuada na página da nossa revista através
    do link
    http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/demetra/about/submissions#onlineSubmissions,
    informando seu direcionamento para a sessão ARTIGOS TEMÁTICOS.
    •       A comunicação aos Editores deverá mencionar a chamada temática
    “IMAGENS E DISCURSOS SOBRE CORPOS, FAMÍLIAS E SUBJETIVIDADES”.
    •       Dúvidas podem ser sanadas pelos e-mails demetra.uerj@gmail.com ou
    demetra@uerj.br.


  • Desemprego pode recolocar Brasil no Mapa da Fome, diz líder do órgão da ONU para alimentação

    Publicado em 06/11/2017 às 10:22

    Desemprego pode recolocar Brasil no Mapa da Fome, diz líder do órgão da ONU para alimentação.

    O brasileiro José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO, diz estar preocupado com a possibilidade de o Brasil voltar a ter a fome como um de seus problemas crônicos e estruturais.

    “Se o Brasil não conseguir retomar o crescimento econômico, gerar empregos de qualidade e ter um programa de segurança alimentar voltado especificamente para as zonas mais deprimidas, nós podemos, infelizmente, voltar a fazer parte do Mapa da Fome da FAO”, alerta, em entrevista por e-mail ao UOL, da sede mundial da instituição, em Roma (Itália).

    Matéria na íntegra aqui.

    Fonte: Notícia Uol


  • Você tem o direito de saber o que come

    Publicado em 06/11/2017 às 9:31


  • Obesidade cresce 11 vezes entre jovens

    Publicado em 05/11/2017 às 16:00

    O número de crianças e adolescentes obesos no mundo aumentou 11 vezes nas últimas quatro décadas (Lancet, 10 de outubro). Em 1975, havia 11 milhões de indivíduos com idade de 5 a 19 anos no mundo que estavam exageradamente acima do peso. Em 2016, as crianças e os jovens obesos eram 124 milhões, dos quais cerca de 60% eram do sexo masculino. Além disso, havia, também no ano passado, 213 milhões de pessoas dessa faixa etária com sobrepeso. A conclusão é de uma meta-análise coordenada por pesquisadores do Imperial College London e da Organização Mundial da Saúde. O trabalho analisou dados de 2.416 estudos epidemiológicos feitos em diferentes partes do globo desde meados dos anos 1970. Esses trabalhos forneceram informações sobre o peso e a altura de 130 milhões de indivíduos da faixa etária analisada.

    Para ler o trabalho completo clique aqui


  • Seminário Internacional sobre taxação de bebidas adoçadas está com inscrições abertas

    Publicado em 05/11/2017 às 15:59

    Evento terá a participação de representantes do Ministério da Saúde, pesquisadores e estudiosos do tema

    A Aliança, em parceria com a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), organiza no próximo dia 10 de novembro o seminário “Taxação de bebidas adoçadas para prevenção da obesidade” .

    O objetivo geral do evento é reunir conhecimentos e experiências sobre modelos de tributação de bebidas adoçadas e seus benefícios para a saúde, buscando direções sobre políticas públicas de taxação de bebidas para a prevenção da obesidade e outras doenças crônicas no Brasil.

    Participam do encontro membros do Ministério da Saúde, Ministério da Fazenda, pesquisadores nacionais e internacionais.Também foram convidados deputados e senadores envolvidos em projetos de lei sobre o tema.

    Para se inscrever, preencha o formulário.
    As vagas são limitadas.

    Data: 10 de novembro
    Horário: 9h às 17h
    Local: OPAS/OMS Brasil
    Setor de Embaixadas Norte, Lote 19, 70800-400 Brasília, DF, Brasil.


  • Notícia de Capa: CGAN participa de Reunião do Grupo Técnico Assessor do Sódio

    Publicado em 05/11/2017 às 15:57

    Nos dias 25 e 26 de outubro foi realizada a reunião do Grupo Técnico Assessor para a Redução do Consumo de Sódio nas América, na sede da Organização Pan Americana da Saúde, em Washington, Estado Unidos, dando continuidade à terceira fase de trabalhos do grupo para o período de 2016 a 2019. Em reconhecimento ao trabalho desenvolvido no Brasil, nesta nova fase do grupo o Coordenador Substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson, foi designado como vice-coordenador (co-chair) do grupo para a América do Sul e Central, trabalhando junto com a coordenadora Mary L’Abbe, da Universidade de Toronto, no Canadá, e as referências técnicas na Opas no planejamento e implementação das ações do grupo na região, assim como atuando como referência técnica para os países (…)

    Para saber mais sobre o assunto:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1755; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).


  • Nota pública sobre as Políticas (Nacional, Estadual e Municipal) de Erradicação da Fome e Promoção da Função Social dos Alimentos

    Publicado em 30/10/2017 às 15:34

    São Paulo, 26 de outubro de 2017

    A Aliança pela Alimentação Adequada e saudável manifesta seu repúdio a iniciativas recentes que, anunciadas como tendo os propósitos de erradicação da fome, redução de desperdício de alimentos e de promoção da função social do alimento, contrariam o direito humano à alimentação adequada, as políticas de Segurança Alimentar e Nutricional vigentes no país e as concepções de alimentação adequada e saudável que as orienta.

    Em oito de outubro de 2017, foi divulgada a sanção da Lei 16.704/2017 (PL 550/2016), que institui a Política Municipal de Erradicação da Fome e Promoção da Função Social dos Alimentos e também do programa “Alimento Para Todos”. Para este programa, segundo divulgado na imprensa e em outras mídias, foi estabelecida uma parceria entre a Prefeitura Municipal de São Paulo e a Plataforma Sinergia para a produção e distribuição de um produto à população em situação de fome e vulnerabilidade social, produzido a partir de produtos alimentícios próximos à data de vencimento ou fora do padrão de comercialização. A partir desse fato, tomamos conhecimento também de outros quatro projetos de lei com teor semelhante que se encontram em tramitação no País:

    • Assembleia Legislativa de São Paulo: PL 19/2017, autoria Deputada Célia Leão [Institui e estabelece diretrizes para a Política Estadual de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos no Estado de São Paulo – PFSA-SP]
    • Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro: PL 2388/2017, autoria Deputado Wagner Montes [institui e estabelece diretrizes para a Política Estadual de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos no Estado do Rio de Janeiro – PFSA-RJ, fundamentada em uma sociedade fraterna, justa e solidária]
    • Câmara Legislativa do Distrito Federal: PL 1465/2017, autoria Deputado Estadual Rodrigo Delmasso [institui e estabelece diretrizes para a Política Distrital de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos – PEFSA-DF]
    • Senado Federal: PLC 104/2017, autoria Deputado Arnaldo Jardim [Institui e estabelece diretrizes para a Política Nacional de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos (Pefsa), fundamentada em uma sociedade fraterna, justa e solidária]

    A lei sancionada no município de São Paulo, o Programa e os projetos de lei acima mencionados têm em comum as seguintes características: contrariam o direito humano à alimentação adequada, as políticas de Segurança Alimentar e Nutricional vigentes no país e a concepção de alimentação adequada e saudável que as orienta.

    Diante disso, apresentamos as seguintes considerações:

    O Direito Humano à Alimentação Adequada é um direito constitucional e deve ser garantido a partir de duas dimensões: i) estar livre da fome e da desnutrição e ii) ter acesso a uma alimentação adequada e saudável que respeite a dignidade, os valores humanos e culturais e que não esteja sujeita aos interesses de mercado.

    A alimentação adequada e saudável, segundo definição do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (2007), é “a realização de um direito humano básico, com a garantia ao acesso permanente e regular, de forma socialmente justa, a uma prática alimentar adequada aos aspectos biológicos e sociais dos indivíduos, de acordo com o ciclo da vida e as necessidades alimentares especiais, pautada pelo referencial tradicional local. Deve atender aos princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer (sabor), às dimensões de gênero e etnia, e às formas de produção ambientalmente sustentáveis, livre de contaminantes físicos, químicos e biológicos e de organismos geneticamente modificados.” O Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado em 2014,  que hoje orienta as políticas públicas de alimentação e nutrição e de Segurança Alimentar e Nutricional, apresenta definição muito semelhante a esta.

    – Na lei sancionada no município de São Paulo e nos projetos de lei acima mencionados, é colocado que “Não cumprem sua função social os alimentos considerados pela legislação vigente como aptos para o consumo humano que não tiverem tal destinação e que poderiam tê-la caso fossem submetidos a beneficiamento ou processamento adequados”. E, ainda, “Para garantir o cumprimento de sua função social, o alimento considerado pela legislação vigente como apto para o consumo humano deve ser submetido a técnicas adequadas de beneficiamento ou de processamento”. Ou seja, segundo esses documentos, o processamento (mínimo ou ultraprocessamento industrial) é condição necessária para que os alimentos estejam cumprindo sua “função social”. Essa perspectiva contraria os preceitos do Guia Alimentar para a População Brasileira. Segundo o Guia, uma alimentação adequada e saudável é baseada no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados.

    – Na lei sancionada no município de São Paulo e nos projetos de lei acima mencionados, ainda há a seguinte definição: “erradicação da fome: o combate aos diferentes níveis de insegurança alimentar da população, segundo as categorias da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar – EBIA”. Vale dizer que a  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2013, na qual foi utilizada a EBIA, apontou que, do total de domicílios, 3,2% foram classificados como Insegurança Alimentar Grave (IAG), ou seja, restrição alimentar na qual para pelo menos uma pessoa do domicílio foi reportada alguma experiência de fome no período investigado. Em 2004, a IAG era de 6,9% e as principais causas desta queda foram as políticas públicas de valorização do salário mínimo, de fortalecimento da agricultura familiar e de transferência condicionada de renda[1]. Ou seja, diferentemente de outras realidades agudas (por exemplo, guerras, catástrofes naturais), em que poderia caber uma estratégia de uso de produtos formulados, no Brasil, a fome é fruto de profundas injustiças e desigualdades sociais e sua superação pressupõe políticas públicas estruturantes.

    – O Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional 2016-2019, que concretiza as diretrizes da V Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, ocorrida em novembro de 2015, instância máxima do Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional, assume como desafio “Combater a insegurança alimentar e nutricional e promover a inclusão produtiva rural em grupos populacionais específicos, com ênfase em Povos e Comunidades Tradicionais e outros grupos sociais vulneráveis no meio rural”. Ele  prevê “a construção e a execução de políticas diferenciadas e específicas, com base nos princípios do etnodesenvolvimento, que respeitem as culturas, as formas de organização social, as especificidades étnicas, raciais e as questões de gênero, é o caminho a ser perseguido. É preciso assegurar a continuidade e o aperfeiçoamento das políticas que ampliam as condições de acesso à alimentação dos que ainda se encontram mais vulneráveis à fome, de forma a também superar a desnutrição nestes grupos”.

    – Referente aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Brasil assumiu compromissos referentes à Segurança Alimentar e Nutricional. O Objetivo 2 “Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável” é composto por 5 metas assumidas pelo Brasil. Entre elas, estão o acesso a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano, incentivos aos pequenos produtores de alimentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e pescadores. Ou seja, também nessa iniciativa mundial com a qual o Brasil se comprometeu, o caminho apontado é o de estratégias estruturantes e não o de medidas que não enfrentam os determinantes da fome.
    – Na lei sancionada no município de São Paulo e nos projetos de lei acima mencionados, a definição de segurança alimentar apresentada (“acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais”) suprime trechos da definição presente na Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Lei 11.346/2006) – Art. 3º: “A segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis”. A supressão destes trechos mutila preceitos fundamentais deste conceito orientador das políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional e pode implicar a implementação de estratégias que contrariem o Direito Humano à Alimentação Adequada.

    O conceito de função social tem sido usado no nosso ordenamento jurídico para limitar o exercício de direitos e bens, como, por exemplo, a propriedade, a fim de garantir que estes direitos e bens sejam usufruídos de acordo com todo nosso sistema jurídico e sem que haja violação de direitos de outras pessoas. O que os projetos de lei em questão fazem é facilitar o investimento de recursos públicos para evitar desperdício e prejuízo de empresários do ramo da alimentação, permitir renúncia fiscal e, de outro lado, promover a distribuição de produtos comestíveis, que não atendem ao que está determinado no nosso ordenamento jurídico como alimento adequado. Portanto, as leis que estão sendo aqui questionadas não promovem qualquer “função social” dos alimentos e estão em sentido contrário aos instrumentos e às normas internacionais, constitucionais, legais e administrativas que dispõem sobre alimentação como direito. Além disso, a dimensão da equidade deve ser primordialmente considerada nas políticas que se propõem a recomendar que a sociedade eticamente distribua os bens, neste caso, atribuir aos alimentos uma “função social”. O conceito de equidade se refere a prestar assistência aos indivíduos de acordo com suas necessidades, oferecendo mais a quem mais precisa, ou seja, reconhecer as diferenças nas condições de vida e saúde e nas necessidades das pessoas. Neste sentido, os indivíduos que seriam assistidos por essas políticas previstas nos projetos de lei aqui questionados já apresentam graves problemas em relação ao acesso a alimentos saudáveis e de qualidade. Portanto, à população em situação de fome e vulnerabilidade social deve-se garantir o direito humano à alimentação adequada e saudável, no intuito de reduzir as desigualdades. E, o que se entende por alimentação adequada e saudável, sabemos, de maneira alguma corresponde à distribuição de um produto produzido a partir de produtos alimentícios próximos à data de vencimento ou fora do padrão de comercialização.

    É inegável que o desperdício de alimentos é um problema de grande magnitude no país e no mundo e ocorre em todas as etapas do sistema alimentar, não só no processamento dos alimentos. Programas que atuam no nível do consumo e que se mostram bem sucedidos, como os bancos de alimentos e os restaurantes populares, precisam ser fortalecidos e expandidos.

    Diante do exposto, em nome da rede de pesquisadores, trabalhadores e representantes de associações civis que compõem a Aliança para Alimentação Adequada e Saudável, manifestamos nosso repúdio a essas iniciativas, uma vez que contrariam os marcos legais e as diretrizes que hoje orientam as políticas de Segurança Alimentar e Nutricional. Reiteramos nosso compromisso com o direito humano à alimentação adequada, com o conceito de alimentação adequada e saudável que hoje orienta as políticas públicas no Brasil, com as políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional vigentes no País, nelas incluído o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional 2016-2019.

    [1] FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). O estado da segurança alimentar e nutricional no Brasil. 2015. Disponível em: www.fao.org.br/download/SOFI_p.pdf


  • Epi2017 vetou refrigerantes, frituras e alimentos ultraprocessados

    Publicado em 22/10/2017 às 13:58

    A preocupação da comissão organizadora para que os participantes tivessem acesso à alimentação saudável e de qualidade resultou em acordos com os estabelecimentos no local do evento: entre os dias 8 e 11 de outubro foi vetada a venda de bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos industrializados, frituras e alimentos ultraprocessados. Além disso, o cardápio do restaurante era balanceado, com abundância de frutas e verduras. Marcela Veiros, professora do departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e membro da comissão organizadora, explica para a TV Abrasco:

     


  • Nota do Consea sobre o projeto “Alimento para todos”

    Publicado em 22/10/2017 às 13:05

    O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão consultivo e de assessoramento da Presidência da República, tem recebido consultas nos últimos dias sobre o chamado Projeto “Alimento para Todos”, lançado em 8 de outubro do corrente ano pela Prefeitura de São Paulo e a Plataforma Sinergia, conforme notícias veiculadas nos meios de comunicação.

    Pelas informações disponíveis, o Poder Público Municipal pretende distribuir a grupos sociais em situação de vulnerabilidade um produto alimentar processado a partir de alimentos em vias de perda de validade de consumo e/ou fora de padrões de comercialização, resultando em um granulado com composição ainda não divulgada.

    A Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006), regida pelo princípio do Direito Humano à Alimentação Adequada, explicita que todas e todos devem estar livres da fome por meio de uma alimentação adequada. A dignidade e respeito aos valores humanos e culturais são condições inegociáveis em qualquer ação desta natureza.

    Somando-se a isto o Guia Alimentar, publicação oficial do Ministério da Saúde com as diretrizes sobre alimentação saudável, enfatiza que a dimensão cultural e social da alimentação é fundamental para o exercício e expressão da cidadania de todas e todos e recomenda que os alimentos in natura ou minimamente processados sejam a base da alimentação de brasileiros e brasileiras.

    O Consea defende as linhas e diretrizes do Guia Alimentar, bem como o conceito de “comida de verdade”, construído com ampla participação social e consolidado na 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, encontro que teve a participação de 2 mil pessoas em Brasília, em novembro de 2015.

    Na 5ª Conferência, os delegados e as delegadas participantes aprovaram um “Manifesto à Sociedade Brasileira” sobre aquilo que avaliam como “Comida de Verdade”. Segundo o documento, “a comida de verdade é saudável, garante o direito à alimentação de qualidade, promove hábitos alimentares saudáveis e não está sujeita a interesses de mercado” (clique aqui para o Manifesto).

    Assim sendo, considerando esses aspectos e tendo em vista a urgência que o assunto requer, o Consea solicitou à Secretaria do Trabalho e Empreendedorismo  da Prefeitura de São Paulo, responsável pela Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, e ao Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional informações, documentos oficiais e técnicos sobre este Programa, de maneira a exercer sua função legítima e institucional de controle social e monitoramento das políticas públicas, e convoca a todas e todos a analisarem o atendimento aos princípios da dignidade humana e realização do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e da Segurança Alimentar e Nutricional nesta ação.

    Brasília (DF), 13 de outubro de 2017


  • Palestra “Como evitar o colapso da ciência brasileira?”

    Publicado em 22/10/2017 às 13:03

    Como Evitar o Colapso da Ciência Brasileira?, será ministrada pela Profª. Helena B. Nader, presidente de honra da SBPC, no dia 24 de outubro de 2017, às 18h30, no Auditório da Reitoria.


  • Vídeos dos vencedores do concurso Imagine-PanGea traduzidos para nove idiomas

    Publicado em 11/10/2017 às 17:47

    Os vídeos vencedores do primeiro concurso de divulgação científica multilinguístico do mundo, o Imagine-PanGea, estão disponíveis no YouTube do Projeto Imagine em nove idiomas: português, inglês, espanhol, francês, italiano, grego, árabe, changana (idioma nativo de Moçambique, África do Sul e outros países africanos), e guarani (idioma indígena do Brasil).

    Graças ao esforço de voluntários, tradutores e editores de vídeo, os quatro vídeos que foram premiados com os três primeiros lugares gerais e mais o campeão da África podem ser vistos com o áudio original (há vídeos em português, espanhol e francês) e com legendas nos nove idiomas listados. Dentre os vencedores, dois são vinculados à UFSC: Greyce Bernardo, da Nutrição e Ricardo Gutiérrez da Geografia.Traduzir pode ser mais complicado do que parece, ainda mais para idiomas tradicionais pouco influenciados pelo vocabulário acadêmico. Foi o caso do Guarani, que ficou a cargo de Joana Mongelo, a primeira Mestre Guarani do sul do Brasil, formada em Educação pela UFSC. Ela conta que vários termos usados nos vídeos não existem em sua língua materna e por isso acabaram tendo que ser mantidos em português. As traduções para o Changana ficaram a cargo de Ezra Chambal, doutoranda em Linguística na UFSC e Docente na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. A notícia do lançamento das legendas em idioma africano foi vista por mais de três mil pessoas e recebeu mais de duzentas curtidas, principalmente em Moçambique. Já as legendas em árabe fizeram muito sucesso no Marrocos e na Argélia.

    O objetivo do concurso Imagine-PanGea foi democratizar o conhecimento e despertar o gosto pela ciência em pessoas que teriam pouco ou nenhum acesso ao universo científico, com foco em públicos da América Latina, Caribe e África. Os concorrentes eram estudantes de Mestrado ou Doutorado matriculados em alguma instituição de ensino destas três regiões. Os interessados enviaram um vídeo de três minutos, explicando seu tema de pesquisa de forma que pessoas simples e de qualquer lugar compreendessem. O concurso foi uma realização do Projeto Imagine, em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a RedPOP e o African Gong, e os vencedores podem ser acessados neste link.

    As traduções continuam sendo feitas, para mais idiomas, como por exemplo o alemão, o iorubá (falado na Nigéria e com forte influência no português falado no Brasil), o umbundo e o kimbundo (falados em Angola). Novos voluntários para novos idiomas são muito bem vindos. A primeira edição do concurso aconteceu sem patrocínio, só com base no voluntariado. Para o ano que vem, os organizadores esperam encontrar entidades públicas ou privadas interessadas em financiar a iniciativa.

    Os demais tradutores são: Ana Ramos Hrybe, Mauro Ramirez, Ingrid Wolin (espanhol), Rafaella Dantas (francês), Fernanda Matos (inglês), Fouad Amraoui (árabe), Dimitrios Karkagkelis e Anderson Bosio (grego), Lucia Ruocco (italiano) e Guilherme Carqueja (alemão).


  • Publicação do material de rotulagem nutricional no Portal da Anvisa

    Publicado em 11/10/2017 às 17:42

    Rotulagem de alimentos: qual é a proposta

    Rótulos devem ganhar novo modelo para tornar a vida do consumidor mais fácil.

    O trabalho técnico da Anvisa para melhorar o rótulo dos alimentos deve ser transformado em uma proposta de padronização ainda este ano. O objetivo é facilitar o entendimento dos consumidores sobre as informações nutricionais nas embalagens de alimentos.

    No último mês de agosto, a Anvisa realizou uma reunião com os membros do Grupo de Trabalho que discute o tema e que apresentaram propostas para melhorar a rotulagem. Os modelos de rotulagem frontal, que viriam na frente da embalagem, são adaptações dos padrões utilizados no Reino Unido e no Chile, principalmente. No Reino Unido é utilizado um sistema de semáforo nutricional, enquanto o Chile adota o modelo de advertências. Porém há ainda outros modelos que podem ser usados no Brasil.

    Um dos desafios do trabalho é avaliar o que funciona melhor na hora em que o consumidor olha para a embalagem e precisa decidir o que levar para casa. Atualmente, não há estudos científicos publicados que comparem a efetividade dos modelos neste aspecto da compreensão e promoção das escolhas alimentares mais adequadas para a população brasileira.

    Transparência

    Como está o processo

    Os documentos que tratam da revisão da rotulagem estão sendo publicados para que os interessados no tema possam acompanhar o processo, antes mesmo da abertura da Iniciativa Regulatório e da Consulta Pública que acontecerão em breve.

    Conheça o material

    Resultados das atividades desenvolvidas e próximas ações – Este documento traz um detalhamento do que já foi feito, as propostas existentes até o momento e as próximas etapas.

    Relatório Completo do Grupo de Trabalho sobre Rotulagem Nutricional – Traz o detalhamento completo das atividades feitas pelo GT de Rotulagem.

    Consulte o processo completo – Processo de tramitação do tema na Anvisa.

    Quer saber as notícias da Anvisa em primeira mão? Siga-nos no Twitter @anvisa_oficial e Facebook @AnvisaOficial


  • Tese do PPGN-UFSC no âmbito do NUPPRE ganha menção honrosa no Prêmio Capes de Teses 2017

    Publicado em 11/10/2017 às 17:39

    Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

    Coordenação dos Órgãos Colegiados

     

    Brasília, 10 de outubro de 2017.

    É com grande honra e satisfação que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) outorga a VANESSA MELLO RODRIGUES, Menção Honrosa do Prêmio Capes de Tese 2016 da área de NUTRIÇÃO pela tese “INFORMAÇÃO NUTRICIONAL COMPLEMENTAR EM RÓTULOS DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS DIRECIONADOS A CRIANÇAS”, defendida no ano de 2016, sob a orientação de GIOVANNA MEDEIROS RATAICHESCK FIATES, do Programa de Pós-Graduação em NUTRIÇÃO da UFSC.

    Sua contribuição certamente será de extrema valia para o desenvolvimento e aprimoramento da área, bem como para o avanço da pós-graduação e do conhecimento científico de qualidade no Brasil.

    O resultado foi publicado no Diário Oficial da União de 10 de outubro de 2017, seção 1, páginas 9 a 14, Portaria n° 199, de 06 de outubro de 2017, disponível no link http://capes.gov.br/CECOL/PortariaOutorgaPCT2017.pdf. A Menção Honrosa constitui-se de certificado, conforme especificado no Edital nº 18/2017, publicado no DOU de 17/05/2017.

    O evento de entrega dos prêmios acontecerá em Brasília, no dia 07 de dezembro de 2017, no Centro Internacional de Convenções do Brasil – CICB, às 17 horas. Durante o evento, os outorgados com menção honrosa serão destacados.

     


  • Convite: Exame de Qualificação de Mestrado – Data alterada

    Publicado em 10/10/2017 às 16:02


  • CGAN participa das comemorações dos 80 anos do INCA

    Publicado em 09/10/2017 às 11:12

    Na oportunidade das comemorações dos 80 anos do INCA, a Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição participou da programação no dia 28 de outubro com mesas voltadas às discussões sobre alimentação e câncer, aspectos da promoção da saúde e das práticas corporais pertinentes à gestão pública e o papel do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária na promoção da alimentação saudável. (…)

    Para saber mais sobre o assunto e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1749; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).

    Nesta edição:

    • CGAN participa das comemorações dos 80 anos do INCA
    • Participação do MS nas discussões do Grupo Multidisciplinar para Enfrentamento da Obesidade na Saúde Suplementar
    • PSE e Inep disponibilizam questionário sobre quantidade de casos de gravidez na adolescência junto à retificação do Censo Escolar 2017
    • Epidemia da obesidade e ações regulatórias em alimentação e nutrição no Congresso de Epidemiologia
    • Inscrições abertas para o curso Amamenta e Alimenta Brasil
    • Experimenta! – Comida, saúde e cultura
    • Espaço dos estados
    • De olho na evidência
    • Implementando o Guia Alimentar para a População Brasileira
    • Monitoramento Semanal de Programas Estratégicos da CGAN
    • Saiu na mídia

    A Segundeira da CGAN é o informativo semanal da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, na qual são apresentadas as principais notícias da semana, agendas previstas da Coordenação, além de trazer atualizações sobre evidências científicas, textos de apoio para a implementação das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e atividades realizadas nos municípios e estados relacionados à agenda de alimentação e nutrição no SUS e monitoramento de alguns programas.


  • Relatório OXFAM – A distância que nos une

    Publicado em 05/10/2017 às 12:05

    A Oxfam Brasil lança seu relatório “A distância que nos une: um retrato das desigualdades brasileiras.” com o objetivo de alimentar um necessário e urgente debate público sobre a redução das distâncias dentro da sociedade brasileira, em direção a um país mais justo e solidário.

    Precisamos falar sobre desigualdades. No mundo, oito pessoas detêm o mesmo patrimônio que a metade mais pobre da população. Ao mesmo tempo, mais de 700 milhões de pessoas vivem com menos de US$ 1,90 por dia. No Brasil, a situação é pior: apenas seis pessoas possuem riqueza equivalente ao patrimônio dos 100 milhões de brasileiros mais pobres. E mais: os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95%. Por aqui, uma trabalhadora que ganha um salário mínimo por mês levará 19 anos para receber o equivalente aos rendimentos de um super-rico em um único mês.

    É nesse cenário de desigualdades extremas que a Oxfam Brasil lança seu relatório “A distância que nos une”. Buscamos, com ele, alimentar um necessário e urgente debate público sobre a redução das distâncias dentro da sociedade brasileira, em direção a um País mais justo e solidário. Tal debate é especialmente urgente nos tempos atuais. Não somente pelos níveis extremos de desigualdades que são eticamente inaceitáveis e nos transformam em uma sociedade onde uma parte da população passa a valer mais que outra, mas também pelos recentes
    e preocupantes retrocessos em direitos, nunca vistos desde a reabertura democrática no Brasil.

    A desigualdade e a pobreza não são inevitáveis. São, antes de mais nada, produtos de escolhas políticas injustas que refletem a desigual distribuição de poder nas sociedades. Mudar essa realidade requer novas escolhas políticas, reiteradas ao longo do tempo, e sustentadas por uma sociedade com igual acesso à democracia

    Contato OXFAM Brasil: contato@oxfam.org.br.

    Continue a leitura clicando na imagem:

    Campanha contra as desigualdades. Site OXFAM Brasil.


  • Divulgação de Cartilha para auxiliar na Compra Institucional via PAA

    Publicado em 02/10/2017 às 18:04
    Estamos divulgando a nossa Cartilha “Agricultura Familiar: Manual de Operacionalização – Compra Institucional via Programa de Aquisição de Alimentos – PAA”
    Para baixá-la acesso o site www.obaas.com.br
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  • VITÓRIA DOS NUTRICIONISTAS NO STF

    Publicado em 02/10/2017 às 9:30

    O Supremo Tribunal Federal (STF) acaba julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 803, cujo objetivo era declarar a inconstitucionalidade da expressão “privativas”, contida no caput do artigo 3º da Lei nº 8.234/991, que regulamenta a profissão de nutricionista. A Asbran acompanhou o julgamento, representada por sua diretora Zaíra Salerno, juntamente com várias lideranças da categoria: Sindicato de GO – Eva Camila Vieira Dorneles; FNN – Fátima Fuhro; Assessoria jurídica da FNN – Dr. João Paulo Souza e Dra. Manoela Martins; Crn-8 – Dr. Paulo Marcelo Seixas; CFN – nutricionistas Albaneide Peixinho, Rosane Nascimento, Rosângela Carvalho e o advogado Dr. Leandro Coelho; CRN-5 – Dr. Fabio Silva Freire; CRN-1 – Dr. Mateus Machado.

    Assim, permanecem como privativas dos nutricionistas as atividades de direção, coordenação e supervisão de cursos de graduação em nutrição; planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação de serviços de alimentação e nutrição; planejamento, coordenação, supervisão e avaliação de estudos dietéticos; ensino das matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição; ensino das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e outras afins; auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética; assistência e educação nutricional e coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições públicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética; assistência dietoterápica hospitalar, ambulatorial e a nível de consultórios de nutrição e dietética, prescrevendo, planejando, analisando, supervisionando e avaliando dietas para enfermos


  • Informativo da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição/Min Saúde

    Publicado em 28/09/2017 às 14:34

    Notícia de Capa: Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição realiza oficina para discussão de metas de redução de açúcar em bebidas adoçadas

    A Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN/MS) organizou reunião com o setor produtivo com o objetivo de conhecer os desafios tecnológicos, discutir metodologias de análises e discutir metas de redução de açúcar em bebidas adoçadas. (…)

    Para saber mais sobre o assunto e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1746; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).

    Nesta edição:

    • Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição realiza oficina para discussão de metas de redução de açúcar em bebidas adoçadas
    • Guia Alimentar da População Brasileira é tema de roda de conversa
    • ONU: após uma década de queda, fome volta a crescer no mundo
    • Disponível o tutorial do Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF) no Ambiente UNIVERSUS
    • TelessaúdeRS-UFRGS lança novo curso EAD de Nutrição APS
    • Espaço dos estados
    • De olho na evidência
    • Implementando o Guia Alimentar para a População Brasileira
    • Monitoramento Semanal de Programas Estratégicos da CGAN
    • Saiu na mídia

    A Segundeira da CGAN é o informativo semanal da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, na qual são apresentadas as principais notícias da semana, agendas previstas da Coordenação, além de trazer atualizações sobre evidências científicas, textos de apoio para a implementação das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e atividades realizadas nos municípios e estados relacionados à agenda de alimentação e nutrição no SUS e monitoramento de alguns programas.

     

    Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição

    Departamento de Atenção Básica

    Secretaria de Atenção à Saúde

    Ministério da Saúde

    Portal do Departamento de Atenção Básica: http://dab.saude.gov.br/portaldab/

    Comunidade de Práticas: https://www.facebook.com/comunidadedepraticas

    RedeNutri: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php


  • Galhos e raízes da árvore da ciência

    Publicado em 28/09/2017 às 14:32

    Em 2017, cerca de 4,5 milhões de pessoas, como estudantes, professores e pesquisadores com currículos registrados na Plataforma Lattes, poderão identificar por meio de uma busca na internet as árvores genealógicas acadêmicas às quais pertencem, reconstituindo laços entre orientadores e seus pupilos construídos nos últimos 75 anos. Uma versão piloto de um sistema web está sendo criada por pesquisadores das universidades Federal do ABC (UFABC) e de São Paulo (USP), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além do Lattes, o sistema será abastecido por outras duas fontes: o banco de teses e dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com mais de 600 mil documentos, e uma lista de membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC). “Estamos fazendo o cruzamento de dados de pesquisadores para complementar informações e evitar possíveis registros duplicados”, explica Jesús Pascual Mena-Chalco, professor do Centro de Matemática, Computação e Cognição da UFABC e coordenador do projeto.

    A genealogia acadêmica organiza os vínculos entre gerações de pesquisadores. O orientador é considerado o “pai” dos mestres e doutores que ajudou a formar. Esses, por sua vez, poderão gerar “netos” acadêmicos e assim por diante. A abordagem ganhou expressão com o lançamento de plataformas internacionais disponíveis na internet, como o Mathematics Genealogy Project e o Neurotree Project, que permitem mapear ancestrais acadêmicos em matemática e neurociência. O projeto brasileiro tem a ambição de ser mais amplo e abranger pesquisadores do país em todas as áreas do conhecimento. Segundo Mena-Chalco, isso é possível graças à Plataforma Lattes, que se tornou fonte de informações para pesquisadores que buscam dados sobre a ciência brasileira a fim de estudar seus fenômenos e tendências (ver Pesquisa FAPESP nº 233). “O Brasil é o único país com uma plataforma que registra as atividades de toda a sua comunidade científica”, diz.

    Continue a leitura aqui


  • Público do Congresso de Agroecologia 2017 prestigia tenda Alimentação Saudável

    Publicado em 28/09/2017 às 14:30

    Quem passou pela tenda Alimentação Saudável, organizada Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e parceiros, durante o X Congresso Brasileiro de Agroecologia, aprendeu mais sobre hortas orgânicas, sucos funcionais e a importância da agricultura familiar e da sociobiodiversidade, entre outros temas. Por dia, mais de 300 pessoas circularam no espaço.

    A colombiana Linda Nataly Vasquez, 29 anos, está no Brasil há um ano e meio. Ela é agrônoma e faz mestrado em recursos genéticos na Universidade Federal de Santa Catarina. Viu no congresso a oportunidade de saber mais sobre os recursos naturais brasileiros para inclui-los nos seus estudos. Na tenda Alimentação Saudável, o tema cultura alimentar da Amazônia foi o que mais a surpreendeu.

    “Fiquei muito feliz de encontrar um espaço que discute esse assunto. Achei as discussões sobre alimentação saudável muito ricas, principalmente sobre a cultura alimentar da Amazônia. Na oficina do Slow Food, aprendi mais sobre o que é um comércio justo e agrobiodiversidade”.

    A agricultora familiar Ana Policena Rosa, 41 anos, gostou de aprender novas receitas com jaca. Ela é acampada do Movimento Sem Terra em Planaltina, a 38 quilômetros de Brasília. Planta hortaliças, abóboras, maxixe e maracujá. “O que mais gostei foi a conversa sobre Comer Pra Quê? Vi muita gente que está tentando mudar de vida e comer melhor. Eu também quero fazer isso. Também gostei da conversa sobre a biodiversidade, respeitar a natureza e o tempo certo de colher. As pessoas demoraram para acordar para esse assunto”.

    A coordenadora-geral de Monitoramento das Ações de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Carmem Priscila Bocchi, destacou que o objetivo da tenda foi mostrar o que é a alimentação saudável, um tema que ainda gera muito debate.

    “Percebemos que muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é de fato a alimentação saudável. No espaço, conseguimos mostrar, com o apoio dos nossos parceiros, a experiência das comunidades de agricultores, o que é cultura alimentar e como aproveitar melhor os alimentos, por exemplo”.

    A tenda Alimentação Saudável foi organizada pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), coordenada pelo MDS. No espaço, foram promovidos painéis, oficinas, rodas de conversa em parceria com Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Saúde, Consea, Emater-DF, Slow Food Brasil, CSA Brasília, Fiocruz, UnB e Idec.

    Fonte: Boletim Caisan


  • CARTA AGROECOLÓGICA DO CERRADO – Congresso Brasileiro de Agroecologia

    Publicado em 28/09/2017 às 14:24

    CARTA AGROECOLÓGICA DO CERRADO

    Em Brasília – DF, inspirados no tema: “Agroecologia na Transformação dos Sistemas Agroalimentares na América Latina: Memórias, Saberes e Caminhos para o Bem
    Viver”, nos dias 12 a 15 de setembro de 2017, durante o VI Congresso Latino-Americano de Agroecologia, o X Congresso Brasileiro de Agroecologia e o V Seminário do Distrito Federal e entorno, semeamos a CARTA AGROECOLÓGICA DO CERRADO. Esta carta sintetiza nossas discussões e expressões de RESISTÊNCIA e LUTA no campo agroecológico e serve de alerta à sociedade para as graves ameaças que hoje comprometem a garantia da soberania e segurança alimentar e os demais direitos da humanidade, dos demais seres vivos e os bens-comuns, incluindo a terra, a água e a biodiversidade, e que, portanto, comprometem o bem-viver. Nesse bonito processo, conseguimos reunir mais de 5 mil pessoas, expressando a diversidade de nossas identidades e saberes através da participação ativa e criativa de 25 países e de todos os estados brasileiros, incluindo pesquisadoras e pesquisadores; estudantes; educadoras e educadores; técnicas e técnicos extensionistas, camponesas e camponeses, agricultoras e agricultores familiares, povos indígenas; quilombolas; povos e comunidades tradicionais; artistas populares; gestores públicos e outras identidades da sociedade civil ligada ao tema da agroecologia e a luta e construção do Bem viver. Esse congresso expressou a riqueza da agroecologia também no campo metodológico. Um rico cardápio de metodologias participativas foi utilizado.

    Para continuar a leitura clique: Carta Politica do Cerrado ABA agroecologia-1 (1)


  • Como a Grande Indústria Viciou o Brasil em Junk Food

    Publicado em 28/09/2017 às 14:18

    À medida que o crescimento diminui nos países ricos, as empresas de alimentos ocidentais se expandem acintosamente nos países em desenvolvimento, contribuindo para obesidade e problemas de saúde.

     

    Gritos de crianças soavam na manhã quente e úmida, enquanto uma mulher empurrava um carrinho branco e reluzente pelas ruas esburacadas e repletas de lixo espalhado. Ela fazia entregas em algumas das casas mais pobres desta cidade litorânea, levando sobremesas lácteas, biscoitos e outros alimentos industrializados aos clientes situados em seu trajeto.

    Celene da Silva, 29, é uma de milhares de revendedoras porta a porta da Nestlé que ajudam o maior conglomerado de alimentos industrializados do mundo a expandir seu alcance para 250 mil casas nos recantos mais longínquos do país.

    Enquanto entregava várias embalagens da sobremesa láctea Chandelle, de Kit-Kats e do cereal infantil Mucilon, algo chamava a atenção sobre seus clientes: muitos estavam visivelmente acima do peso, incluindo as crianças pequenas.

    Ela apontou para uma casa e sacudiu a cabeça ao lembrar o modo como o chefe da família, um homem com obesidade grave, morreu na semana anterior: “ele comeu um pedaço de bolo e morreu enquanto dormia”, recordou.

    Da Silva, ela mesma com quase 100 quilos, descobriu recentemente que tem hipertensão, um problema que reconhece estar relacionado ao seu fraco por frango frito e pela Coca-Cola que toma em todas as refeições, incluindo o café da manhã.

    O exército de vendas diretas da Nestlé faz parte de uma mudança mais ampla na estratégia das indústrias alimentícias, que inclui a entrega de junk food e bebidas açucaradas consumidas no Ocidente até os rincões mais isolados da América Latina, África e Ásia. Enquanto suas vendas caem nos países mais ricos, as multinacionais do gênero alimentício, como Nestlé, PepsiCo e General Mills, aumentam sua presença de forma acintosa nos países em desenvolvimento, comercializando seus produtos tão ostensivamente que chegam a transtornar os hábitos alimentares tradicionais do Brasil, Gana e Índia.

    O New York Times analisou os registros de empresas, estudos epidemiológicos e relatórios governamentais, assim como realizou entrevistas com vários nutricionistas e especialistas em saúde do mundo todo que revelam uma mudança radical na maneira como os alimentos são produzidos, distribuídos e anunciados em grande parte do mundo. Isso, segundo especialistas em saúde pública, está contribuindo para uma nova epidemia de diabetes e problemas cardíacos; doenças crônicas associadas às elevadas taxas de obesidade de regiões que há apenas uma década lutavam para combater a fome e a desnutrição.

    A nova realidade pode ser compreendida com um único e incontestável fato: no mundo todo, o número de obesos superou o de indivíduos com baixo peso. Simultaneamente, a disponibilidade crescente de alimentos altamente calóricos e pobres em nutrientes está gerando um novo tipo de desnutrição, caracterizada por um número cada vez maior de pessoas com sobrepeso que, ao mesmo tempo, tem uma nutrição precária.

    “A história vigente é que este é o melhor dos mundos possíveis: alimentos baratos e amplamente disponíveis. Se você não analisa a questão a fundo, faz sentido”, afirmou Anthony Winson, que estuda política econômica de nutrição na Universidade de Guelph, em Ontário. Um olhar mais cuidadoso, entretanto, revela uma história muito diferente, conclui. “Para deixar claro: a forma como estamos nos alimentando está nos matando”.

    Até mesmo alguns críticos dos alimentos processados reconhecem que há vários fatores relacionados ao aumento da obesidade, incluindo genética, urbanização, renda crescente e aumento do sedentarismo. Os executivos da Nestlé afirmam que seus produtos ajudaram a diminuir a fome e a fornecer nutrientes essenciais, e que a empresa diminuiu a quantidade de sal, gordura e açúcar de milhares de itens para torná-los mais saudáveis. Porém, Sean Westcott, chefe de pesquisa e desenvolvimento de alimentos da Nestlé, admitiu que a obesidade foi um efeito colateral inesperado surgido depois que alimentos processados de baixo custo se tornaram mais acessíveis.

    “Não sabíamos qual seria o impacto”, disse ele.

    Parte do problema, acrescentou, é a tendência natural que as pessoas têm de comer demais quando podem comprar mais alimentos. A Nestlé, afirmou ele, se esforça para educar os consumidores quanto ao tamanho adequado das porções e para produzir e comercializar alimentos que equilibrem “prazer e nutrição”.

     Hoje há mais de 700 milhões de pessoas obesas no mundo, sendo 108 milhões crianças, de acordo com uma pesquisa publicada recentemente no New England Journal of Medicine. A prevalência da obesidade dobrou em 73 países desde 1980, contribuindo para 4 milhões de mortes prematuras, segundo o estudo.

    O problema se refere tanto à economia quanto à nutrição. À medida que as multinacionais avançam nos países em desenvolvimento, elas alteram a agricultura local, estimulando agricultores a trocar as culturas de subsistência por commodities mais rentáveis, como cana-de-açúcar, milho e soja: a base de muitos produtos alimentícios industrializados.

    É um ecossistema econômico que atrai lojas familiares, grandes varejistas, fabricantes e distribuidores de alimentos e pequenos vendedores como da Silva.

    Em lugares tão distantes como a China, África do Sul e Colômbia, o crescente poder das grandes empresas de alimentos também se traduz em influência política, o que impede que autoridades em saúde pública consigam taxar refrigerantes ou criar leis destinadas a restringir os impactos dos alimentos processados na saúde.

    Para um número crescente de nutricionistas, a epidemia da obesidade está intrinsecamente ligada às vendas de alimentos industrializados, que cresceram 25% no mundo todo de 2011 a 2016, em comparação com 10% nos Estados Unidos, de acordo com a Euromonitor, uma empresa de pesquisa de mercado. Uma mudança ainda mais drástica ocorreu em relação aos refrigerantes carbonatados: as vendas na América Latina dobraram desde 2000, ultrapassando o consumo na América do Norte em 2013, segundo a Organização Mundial da Saúde.

    A mesma tendência se reflete no mercado de fast food, que obteve um crescimento mundial de 30% no mundo de 2011 a 2016, comparado com 21% nos Estados Unidos, de acordo com a Euromonitor. A Domino’s Pizza, por exemplo, abriu, em 2016, 1.216 lojas – uma “a cada sete horas”, segundo seu relatório anual – todas, com exceção de 171, fora dos Estados Unidos.

     “Em uma época em que o crescimento ocorre de forma mais moderada nas economias estabelecidas, acredito que a postura mais enérgica no mercado emergente irá prevalecer”, afirmou recentemente o diretor-executivo da Nestlé a investidores. Os mercados em desenvolvimento hoje são responsáveis por 42% das vendas da empresa.

    Para algumas empresas do ramo, isso significa mirar especificamente no público jovem, como Ahmet Bozer, presidente da Coca-Cola, descreveu a investidores em 2014. “Metade da população mundial não tomou uma Coca nos últimos 30 dias”, disse. “Há 600 milhões de adolescentes que não tomaram uma Coca na última semana. Então temos uma enorme oportunidade”.

    Aqueles que defendem a indústria afirmam que os alimentos processados são essenciais para alimentar um mundo cada vez maior e mais urbanizado de pessoas, muitas delas com renda crescente e que demandam praticidade.

    “Não vamos acabar com todas as fábricas e voltar a cultivar apenas grãos. Isso não faz sentido. Não vai dar certo”, disse Mike Gibney, professor emérito de alimentação e saúde na University College Dublin e consultor da Nestlé. “Se eu pedisse para 100 famílias brasileiras que parem de consumir alimentos processados, teria que me perguntar: o que elas comerão? Quem as alimentará? Quanto isso vai custar?”

    De muitas formas, o Brasil é um microcosmo de como rendimentos crescentes e políticas governamentais fizeram com que a população vivesse mais tempo e com mais qualidade e também serviram para erradicar amplamente a fome. Mas, agora o Brasil enfrenta um novo e difícil desafio de nutrição: na última década, a taxa de obesidade do país quase dobrou para 20%, e a parcela de pessoas com sobrepeso praticamente triplicou, indo para 58%. A cada ano, 300 mil pessoas são diagnosticadas com diabetes tipo II, uma doença relacionada à obesidade.

    Também chama a atenção, no Brasil, a habilidade política da indústria. Em 2010, uma coalizão de empresas de alimentos e bebidas brasileiras destruiu uma série de medidas que buscavam limitar anúncios de junk food destinados a crianças. A última ameaça veio do presidente Michel Temer, um político de centro favorável ao setor empresarial cujos aliados conservadores do Congresso estão procurando impedir essa série de regulações e leis cuja intenção é estimular uma alimentação mais saudável.

    “O que temos é uma guerra entre dois regimes alimentares, uma dieta tradicional com alimentos de verdade, produzidos por agricultores locais, e os produtores de alimentos ultraprocessados, feitos para serem consumidos em excesso e que, em alguns casos, viciam”, explicou Carlos A. Monteiro, professor de nutrição e saúde pública na Universidade de São Paulo.

    “É uma guerra”, afirmou, “mas um dos regimes alimentares tem um poder desproporcionalmente maior ao do outro”.

    Entrega de porta em porta

    Da Silva chega aos consumidores das favelas de Fortaleza, muitos dos quais não têm acesso imediato a supermercados. Ela defende o produto que vende, exaltando as informações nutricionais dos rótulos que se vangloriam de acrescentar vitaminas e minerais aos produtos.

    “Todo mundo aqui sabe que os produtos da Nestlé são bons”, assegurou ao apontar para latas de Mucilon, um mingau para bebês cujo rótulo diz: “contém cálcio e niacina”, e também para as de Nescau 2.0, um achocolatado em pó altamente açucarado.

    Ela tornou-se vendedora da Nestlé dois anos atrás, quando sua família de cinco pessoas lutava para sobreviver. Embora o marido ainda esteja desempregado, a situação está melhorando. Com os cerca de 570 reais por mês que ganha com a venda dos produtos Nestlé, conseguiu comprar uma geladeira nova, uma televisão e um fogão a gás para a casa de três quartos da família, que fica à beira de um manguezal fétido.


  • Palestra Prof. Dr. Charles Feldman – Programas de Alimentação Escolar Americano e Brasileiro: principais diferenças e perspectivas

    Publicado em 21/09/2017 às 15:04


  • Indústria omite presença de transgênicos em carnes e derivados

    Publicado em 18/09/2017 às 14:09

    Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina encontrou soja e milho em metade dos produtos analisados. Contrariando a lei, nenhum deles indicava presença de componentes geneticamente modificados.

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    Metade das carnes e derivados contém em sua composição ingredientes transgênicos e o consumidor nem desconfia. É o que sugere uma pesquisa do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) divulgada durante o Agroecologia 2017 – 6º Congresso Latino-Americano de Agroecologia, 10º Congresso Brasileiro de Agroecologia e 5º Seminário de Agroecologia do Distrito Federal e Entorno.

    Dos 496 produtos analisados, 49,2% continham pelo menos um ingrediente derivado de soja ou milho.  A maior concentração foi encontrada nos subgrupos de peito de peru e patês. A proteína de soja, detectado em 217 alimentos do grupo (43,7%), foi o ingrediente mais usado.  (43,7%), seguido do amido de milho, que estava em 27 itens (5,4%).

    Do total, 209 alimentos continham ingredientes derivados de soja, 18 deles continham derivados de milho e outros 21, derivados de ambos.

    Os ingredientes derivados de milho e soja identificados na tabela dos rótulos destes alimentos são a proteína de soja, o amido de milho, lecitina de soja, óleo de milho, farinha de soja, farinha de milho, óleo de soja, xarope de milho, molho de soja e dextrose de milho.Suzi 1.jpg

    As lavouras brasileiras de soja e milho são, em sua maioria, geneticamente modificadas. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), os organismos geneticamente modificados (OGM) estão cada vez mais presentes na alimentação da população mundial, seja como alimento ou como ingrediente de alimentos industrializados.

    O Brasil é o segundo país que mais planta transgênicos no mundo e desde 2003 têm aprovado para cultivo e consumo soja, milho, algodão e, mais recentemente, um feijão transgênico, que ainda não está disponível para consumo. Atualmente, 94% da soja, 85% do milho e 73% do algodão cultivados no Brasil são transgênicos.

    “Tais cultivos dão origem a subprodutos que são utilizados pela indústria alimentícia como constituintes de muitos alimentos.  Considerando a crescente produção de alimentos transgênicos no Brasil, presume-se uma grande possibilidade de que os ingredientes derivados de milho e soja, presentes nesses produtos, também sejam transgênicos”, afirmou a professora da UFSC e líder da pesquisa, Suzi Barletto Cavalli.

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    94% da soja e 85% do milho cultivados no Brasil são transgênicos

    Mais agrotóxicos

    Essa notícia é ruim porque plantas transgênicas recebem muito mais agrotóxicos durante seu cultivo. Sem contar outros riscos à saúde e ao meio ambiente que sequer foram dimensionados.

    No Brasil, o Decreto no 4.680/2003 estabelece que todos os alimentos e ingredientes alimentares que contenham ou sejam produzidos a partir de transgênicos, com presença acima de 1% do produto, devem ser rotulados.

    Contudo, estudos brasileiros revelaram a presença destes ingredientes em alimentos com quantidade superior a 1% sem, no entanto, informar a presença destes componentes no rótulo, apesar da legislação de rotulagem.

    Para chegar a essas conclusões, as pesquisadoras Rayza Dal Molin Cortese, Suellen Secchi Martinelli, Rafaela Karen Fabri e Rossana Pacheco Proença, do Núcleo de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE/UFSC), analisaram os rótulos das embalagens de carnes e preparações à base de carnes comercializados em um grande supermercado do Brasil pertencente a uma das dez maiores redes brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

    Foram registradas informações como denominação, nome comercial, marca, fabricante e país de origem. Todos os rótulos foram fotografados para posterior identificação, transcrição e análise da lista de ingredientes e a presença do símbolo “T” referente à identificação de transgênicos na rotulagem. As carnes foram classificadas em subgrupos e analisadas por meio de um software específico.

    Origem

    Foram considerados subprodutos de soja e milho aqueles ingredientes que continham a determinação da origem, como óleo de milho, proteína de soja. Ingredientes como óleo vegetal ou amido não foram considerados, se não contivessem essa especificação. Também foi analisada a frequência dos ingredientes, com o intuito de verificar quais ingredientes derivados de soja e/ou milho estavam entre os mais frequentes nos alimentos analisados.

    Do total de carnes e preparações à base de carnes analisadas, 49,2% traziam em sua composição pelo menos um ingrediente derivado de soja ou milho, sendo que a maioria dos subgrupos apresentava mais da metade dos alimentos com esses componentes.

    Em apenas dois subgrupos (caviar e charque) não havia nenhum alimento contendo ingredientes derivados de soja e/ou milho. Os subgrupos que continham mais alimentos com ingredientes passíveis de serem transgênicos foram os subgrupos 13 – peito de peru; 14 – patês; 11 – preparações de carnes com farinhas ou empanadas e 1 – almôndegas a base de carnes.

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    Os achados são semelhantes aos de estudos internacionais e nacionais, que demonstraram a utilização de proteína de soja pela indústria alimentícia como um ingrediente em produtos processados à base de carne.

    Estudos apontaram a presença de soja transgênica em carnes como presunto, mortadela de frango e steak de frango; outra, em 12 de 50 amostras de alimentos derivados de mortadela, salsichas, salame, patê, linguiça, frios e rocambole de carne, e em 11 de 30 amostras de salsichas contendo soja.

    No caso de carnes e preparações à base de carnes, as proteínas de soja são amplamente utilizadas por suas propriedades de ligação de água, ligação de gordura, textura e capacidade emulsionante, além das características organolépticas como aparência, firmeza e corte.

    No estudo catarinense, nenhum dos alimentos analisados continha identificação da presença de transgênicos no rótulo. Contudo, estudos brasileiros identificaram a presença de soja e milho em diversos alimentos, incluindo carne processada e produtos à base de soja em quantidade superior a 1% sem, no entanto, declarar a presença de transgênicos no rótulo, conforme a legislação de rotulagem.

    “Assim, considerando que 94% da soja e 85% do milho cultivados no país são transgênicos, é provável que os ingredientes derivados de soja e milho identificados no presente estudo também o sejam”, disse Suzi Cavalli.

    Segundo ela, esses resultados são preocupantes porque, segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, 24,5% da quantidade per capita média diária de consumo da população brasileira são provenientes de produtos de origem animal, incluindo carnes, leite e derivados e ovos.

    Além da grande quantidade de ingredientes possivelmente transgênicos adicionados pela indústria alimentícia em carnes e preparações a base de carnes, animais alimentados com ração produzida com milho e/ou soja transgênicas também podem constituir fonte de transgênicos na alimentação humana.

    Outro lado

    A Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) informou à redação, por meio de nota, que é bastante clara quanto a esse tema e recomenda às suas associadas o pleno cumprimento do Decreto 4.680/03, que determina a rotulagem de alimento ou ingrediente alimentício com a presença de Organismos Geneticamente Modificados (OGM). E que nos casos em que houver comprovação efetiva de desacordo com a legislação vigente estarão sujeitos às penalidades aplicadas pelas autoridades competentes.

    Fonte: Rede Brasil Atual


  • Edital concurso professor UFBA

    Publicado em 18/09/2017 às 14:04

    DEPARTAMENTO IMS/UFBA

    O REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA (UFBA), no uso de suas atribuições estatutárias, torna público que estarão abertas as inscrições para o Concurso Público para cargos da Carreira do Magistério Superior da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

    DEPARTAMENTO IMS/UFBA

    Área de Conhecimento: Alimentação Coletiva
    Classe: A Denominação: Adjunto A RT: DE Vagas: 01
    Titulação: Graduação em Nutrição e Doutorado em: Nutrição ou Ciências da Saúde ou Ciências da Nutrição ou Nutrição
    Humana ou Ciência dos Alimentos ou Alimentos, Nutrição e Saúde ou áreas que tenham correlação com
    Alimentação Coletiva.
    Tipos de Prova: Escrita, Didática, Títulos e Defesa de Memorial.
    Período de inscrição: 15/09/2017 a 16/10/2017

    ESCOLA DE NUTRIÇÃO
    DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO
    Área de Conhecimento: Ciência da Alimentação e Nutrição e Ciência da Saúde Pública
    Classe: A Denominação: Adjunto A RT: DE Vagas: 01
    Titulação: Graduação em Nutrição, com título de Doutor na Área de Alimentação e Nutrição ou Nutrição Humana ou
    Saúde Coletiva ou Saúde Pública ou Política Pública ou Administração Pública ou Ciências Sociais e
    Humanas, com tese defendida nas subáreas de Políticas Públicas e/ou Políticas Sociais e/ou Políticas de Saúde
    e/ou Políticas de Alimentação e Nutrição e/ou Segurança Alimentar e Nutricional.
    Tipos de Prova: Escrita, Didática, Títulos e Defesa de Memorial.
    Período de inscrição: 15/09/2017 a 16/11/2017

    DEPARTAMENTO DE BIORREGULAÇÃO

    Área de Conhecimento: Fisiologia dos Órgãos e Sistemas
    Classe: A Denominação: Adjunto A RT: 40 H Vagas: 02
    Titulação: Graduação em Ciências da Saúde ou Ciências Biológicas ou Medicina Veterinária e Doutorado stricto sensu
    em Ciências Biológicas ou Ciências da Saúde ou Multidisciplinar (Saúde e Biologia).
    Tipos de Prova: Escrita, Didática, Títulos e Defesa de Memorial.
    Período de inscrição: 15/09/2017 a 16/10/2017

    Para mais informações consulte o edital: http://www.concursos.ufba.br/docentes.html