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  • Editora da UFSC relança o ‘homo academicus’ de Pierre Bourdieu

    Publicado em 05/12/2017 às 10:54

    ‘Um livro para queimar’? é o capítulo número um de “homo academicus”, livro que chega agora como uma das últimas novidades da Editora da UFSC e mostra a ousadia acadêmica de seu autor, Pierre Bourdieu.

    Parte da ideia inicial de que analisar cientificamente o mundo universitário significa eleger como objeto uma instituição que é socialmente reconhecida, que goza de toda legitimidade graças ao seu caráter nacional, que é vista como “mágica” e que se pretende objetiva e universal. Na obra, Bourdieu revela conflitos, contradições, crises, desilusões, interesses, relações de força, hierarquia de prestígios, ruptura de equilíbrios.

    Ao compreender o mundo universitário francês como um campo no qual se confrontam múltiplos poderes que correspondem às trajetórias sociais e escolares e também às produções culturais dos seus agentes, ele demonstra que a produção científica está longe de ser o resultado de uma forma de meritocracia que consagra os talentos individuais.

    A originalidade de sua tese, observa a professora Ione Ribeiro Valle, professora da UFSC e coordenadora do Laboratório de Pesquisas Sociológicas Pierre Bourdieu (LAPSB/CNPq), está em mostrar que as tomadas de posição dos intelectuais ou as políticas educacionais, tanto nos períodos de equilíbrio quanto em tempos de crise, são determinadas pelos mecanismos de reprodução de privilégios herdados. ”Bourdieu produz uma sociologia crítica que procura compreender as relações entre cultura, ciência, escola, mídia e reprodução social”.

    Pierre Félix Bourdieu(1930-2002) vem da École Normale Supérieur de Paris e dedica sua vida acadêmica desenvolvendo um trabalho científico de fôlego, regular, cotidiano, sistemático, persistente, sólido, polêmico. É dono de um estilo hermético, linguagem austera, marcas do filósofo, presentes em obras como A ontologia política de Martin Heidegger, de 1988, e Meditações pascalianas, de 1997).

    Para compreender homo academicus, avisa Ione Valle, é preciso lê-lo como marco de uma ruptura radical com os pressupostos tácitos do universo acadêmico no qual as dissensões aparentes mascaram o consenso profundo. É preciso lê-lo imaginando que a escola e a universidade são capazes de distribuir de maneira ampla e plena as aquisições científicas e culturais acumuladas e que o impossível possível, ao mesmo tempo rejeitado e reivindicado, pode prometer – e promover – um futuro para “crianças e povos sem futuro”.

    Mais informações em editora.ufsc.br ou facebook.com/editora.ufsc.

     

    Home academicus

    Pierre Bourdieu

    Editora da UFSC

    310 páginas

    2017 – 310 páginas – 2ª edição

    Preço R$ 42,00


  • Transgênicos estão com os dias contados, diz especialista da CTNBio — Rede Brasil Atual

    Publicado em 05/12/2017 às 10:48

    Professor da Unicamp afirma que a maioria dos fabricantes do setor vai falir porque a tecnologia é cara, tem vida curta e já nasce ultrapassada. “A lei da natureza é mais forte”

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    São Paulo – Para o professor e ex-diretor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Mohamed Ezz El-Din Mostafa Habib, o setor de biotecnologia – que basicamente projeta e desenvolve organismos geneticamente modificados, os transgênicos – está em decadência, o que pode alterar significativamente a atual situação, de ampla presença destas tecnologias sobretudo na agricultura.

    A certeza do cientista de 75 anos – egípcio naturalizado brasileiro, que chegou por aquil como refugiado no começo da década de 1970 depois de viver na Europa –, vem da leitura de aspectos econômicos, científicos, sociais e comportamentais em âmbito internacional sobre o setor.

    “A maior empresa de biotecnologia do planeta, a Monsanto, foi comprada pela Bayer. Os jornais chamam de fusão, venda, mas isso significa que a Monsanto faliu. Esses processos de fusão, em que uma empresa compra a outra, são na verdade tentativas de sobrevivência no setor”, afirma Habib.

    Ele lembra que até mesmo a Oxitec, empresa de origem britânica que desenvolveu os mosquitos transgênicos liberados no Brasil, foi comprada por um grupo maior, o Intrexon, dos Estados Unidos, depois de perder apoio da Universidade de Oxford, na Inglaterra, onde foi criada em uma incubadora de empresas. E que mesmo com a incorporação pelo grupo norte-americano, apresenta dados econômicos insatisfatórios – daí a pressão sobre políticos em diversos países para desovar os estoques dos famigerados mosquitos e atrair novos acionistas.

    E não é só. A maioria das companhias do setor, segundo ele, está mergulhada em dívidas. “Em situação crítica, correm risco de falências. Eles pagam caro para fazer modificações genéticas nas plantas para torná-las resistentes a pragas ou herbicidas e, cinco anos depois, a natureza vence. As pragas e as plantas daninhas tornam-se resistentes. Já são 17 as plantas chamadas invasoras que criaram resistência ao glifosato, coisa que nós já vínhamos alertando há muito tempo. E o que eles fazem? Voltam a repetir o mesmo ciclo: inventam novas moléculas contra as quais os insetos não têm resistência e vão jogando mais veneno na lavoura e na natureza, quando a promessa da transgenia era diminuir o uso de venenos. E logo a natureza reage com a resistência dos insetos e plantas invasoras”.

    A intensidade da adesão à tecnologia dos transgênicos chega a ser desoladora para quem se preocupa com a preservação ambiental e a saúde pública do país. Mais de 83% do milho plantado no Brasil é geneticamente modificado. Da soja, o percentual é ainda maior: 95%. E do algodão, 66%. Sem contar as versões transgênicas do feijão, do eucalipto e da cana, que já foram liberadas para produção e comercialização.

    Há ainda o Aedes aegypti – os chamados mosquitos transgênicos que há mais de dois anos vêm sendo liberados em Piracicaba (SP), mesmo sem comprovar eficácia na redução da população do animal original e selvagem – transmissor de infecções como dengue, chikungunya e zika – além das incertezas sobre ser seguro à saúde e ao meio ambiente. Por essas e outras, a tecnologia desenvolvida pela Oxitec está sendo questionada por entidades estrangeiras, como a britânica GeneWatch, que quer a proibição da soltura desse tipo de Aedes.

    Há também uma infinidade de outros projetos em curso dentro do setor, como da laranja e do fumo geneticamente modificada, em avaliação na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), colegiado criado para assessorar o governo federal em assuntos sobre transgênicos – e não para aprovar tudo sem critério científico algum, como sempre acontece.

    Se ainda fosse pouco, empresas do setor, como as transnacionais Basf, Bayer, Dow, Du Pont, Monsanto e Syngenta, que financiam grande parte das pesquisas e seus pesquisadores, e da maioria dos parlamentares no Brasil, exercem poderoso lobby. A ameaça da vez é o relaxamento na legislação que obriga os fabricantes a incluir o símbolo dos transgênicos no rótulo dos alimentos – O T preto dentro do triângulo amarelo.

    Apesar de não contemplar por completo os interesses da população, essa garantia de um mínimo de informação para que o consumidor possa fazer suas escolhas é uma pedra no sapato dos fabricantes, que não querem ter seus produtos visivelmente associados a uma biotecnologia envolta em riscos e incertezas que virou unanimidade entre os consumidores. Ninguém os quer justamente porque acha algo muito mal explicado.

    Mas, apesar disso tudo, a situação tem tudo para mudar “logo, logo”, segundo Mostafa Habib. O titular da cadeira na CTNBio reservada a especialistas em meio ambiente, onde cumpre seu primeiro mandato, está convicto: “Comecem a se animar, porque isso tudo vai mudar logo, logo”, afirma.

    Lei da natureza

    Segundo Habib, os laboratórios que desenvolvem plantas, sementes e outros tipos de organismos geneticamente modificados têm custos altíssimos. São altos também os riscos aos investidores nas diferentes fases, desde a pesquisa, o desenvolvimento, o uso e depois do uso. E há carências e fragilidades científicas envolvendo o risco inerente à biotecnologia e à biossegurança. Ou seja: não funcionar e ainda causar danos ambientais.

    Além disso, os recursos humanos envolvidos são altamente especializados, caríssimos, apesar de pobres no conhecimento das ciências básicas. Sem contar a disputa entre as empresas. “E apesar dos carteis, há o imenso risco de, ao ser lançado, o produto biotecnológico ser ultrapassado em pouquíssimo tempo, ou mesmo nem servir. Uma semente transgênica desenvolvida para ser resistente a herbicidas, ou as plantas transgênicas que contêm bactérias tóxicas, para matar os insetos que as atacam, têm vida muito curta, abreviada pela grande concorrência e sobretudo pela força da lei da natureza.”

    Uma lei, segundo ele, que determina que em quaisquer contatos constantes entre a população de qualquer ser vivo e um fator que a coloque em risco de vida, vai resultar em um desenvolvimento de resistência a esse fator. “Nessa lei da natureza, as plantas que são atacadas por agrotóxicos passam a ser resistentes a eles, por isso aumentam as quantidades e a toxicidade. Do mesmo modo, as toxinas das plantas transgênicas vão deixando de ser mortais para os insetos alvo.”

    O resultado é uma das consequências da ultra especialização das biotecnologias. Um problema, conforme Habib, porque ao mesmo tempo em que os pesquisadores dominam um conhecimento bastante específico, perdem a visão holística da ciência e de como a vida como um todo funciona.

    “O que acontece com essas indústrias é semelhante ao que acontece com a mídia comercial, que as apoia, inclusive. Elas perderam a credibilidade, e seguem pelo mesmo caminho”, diz, traçando paralelo entre dívidas gigantes com os governos, inclusive pela sonegação de impostos, como no caso da Globo, e escândalos envolvendo manipulações de informações, corrupção de outros crimes praticados por empresas de transgênicos e agrotóxicos, como a Monsanto, por exemplo. “Tudo isso seguido pela desvalorização da marca e das ações em bolsas de valores.”

    MARTINHO CAIRES/AGÊNCIA SOCIAL DE NOTÍCIASmohamed.jpg
    Mohamed Habib: ‘Transgênicos são tecnologias que nascem mortas, fracassadas, repetidoras de erros da revolução verde, mas em nova embalagem’

    A máscara caiu

    “Os anúncios de novas invenções, que prometem uma planta capaz de ser resistente a mais de um herbicida e ainda sintetizar toxinas que combatem pragas, isso tudo é conversa para boi dormir. Não adianta criar inventos com múltiplas ações, que não resolve. Não pensem que, ao se adicionar mais um gene a uma semente de uma espécie vegetal, que tem mais de 40 mil genes, estaremos criando uma outra espécie, que vai durar para sempre. A natureza é mais forte do que a intervenção humana, que tem a pretensão de ser mais fortes do que a natureza.”

    Todos esses fatores, conforme o professor, indicam que a máscara dessas indústrias caiu. “E isso precisa ficar claro para todos nós. Hoje em dia, em vários estados brasileiros, cresce o número de agricultores que está abandonando os transgênicos. E daqueles que nunca usaram essas sementes, agora é que não querem mesmo usar. Está mais do que provado que a transgenia é uma tecnologia que já nasceu morta, fracassada, que repete erros cometidos anteriormente e que não funciona. O que muda é a embalagem, a apresentação. Tanto é um fracasso comprovado que essas empresas vivem à procura de alternativas. O problema é: quem vai pagar esse estrago todo?”

    Ao fracasso da tecnologia em aumentar a produtividade, que leva à sua rejeição entre os agricultores, e os riscos à saúde e ao meio ambiente, que levam manifestantes às ruas na Europa e nos Estados Unidos e Canadá, apontam para o sistema agrícola tão antigo quanto a humanidade. E fortalecem o conhecimento ancestral, dos povos tradicionais, que passa de geração em geração.

    “Nós vamos aprender a cultivar em nossos quintais, como foi feito nas piores crises do Império Romano. Foi o conhecimento tradicional, das técnicas mais antigas, que sustentou a todos, e ainda hoje sustenta famílias de refugiados quando chegam a outros países. Foi assim comigo, quando deixei o Egito, há mais de 50 anos. Não é o trabalho intelectual, especializado, de engenheiro, advogado. Não sobrevivi trabalhando como professor universitário em um país que quando cheguei ainda não sabia falar o idioma, mas sim pelas habilidades manuais”, conta o professor.

    Para Mohamed Habib, nunca é demais dizer que a agricultura com base altamente tecnológica e mecanizada não produz a comida que chega à mesa das pessoas em todo o mundo. “Só serve pra produzir matéria prima e energia. Só. Essas tecnologias não produzem arroz e feijão. Hortaliças? Não. Então, nós vamos sobreviver sim. Eles é que vão desaparecer. A inviabilidade econômica de um produto, para eles, é suficiente para saírem do mercado.”

    E como essas biotecnologias são criadas unicamente para ganhar dinheiro, ele não tem dúvida de que uma crise prolongada pode até antecipar o fim do império dos transgênicos. “Eu não tenho dúvidas de que, com esse cenário de resistência crescente ao transgênicos e agrotóxicos, e a persistência de dificuldades econômicas no Brasil, eles deixarão o barco como fazem os ratos, que abandonam o navio que afunda. Serão os primeiros a ir embora”.

    Fonte: Rede Brasil atual


  • Site mostra que pós-graduação brasileira publica em 485 periódicos predatórios

    Publicado em 05/12/2017 às 10:41

    Pelo menos 485 periódicos acusados de recorrer a más práticas editoriais são usados no Brasil por professores, pesquisadores e pós-graduandos, registra o site Preda Qualis, lançado neste mês por três docentes da USP, Unesp e UFABC. Essas publicações estão na plataforma de dados online Qualis Periódicos, do governo federal, que reúne e classifica cerca de 26,5 mil títulos e serve para orientar pesquisadores, professores e pós-graduandos a escolher de revistas acadêmicas para publicar seus trabalhos.

    O objetivo do Preda Qualis, afirmam os autores da iniciativa, é “contribuir para o aperfeiçoamento dos critérios de avaliação dos programas de pós-gradução e do sistema Qualis”, que integra as atividades de avaliação da pós-graduação brasileira pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação.

    Dos 485 periódicos “potencialmente predatórios”, 67% foram classificados nos estratos A e B do Qualis, em vez de serem listados no nível C, destinado a publicações consideradas inadequadas, afirmam os autores da iniciativa, Paulo Inácio Prado, do Instituto de Biociências da USP, Roberto André Kraenkel, do Instituto de Física Teórica da Unesp, e Renato Mendes Coutinho, do Centro de Matemática, Computação e Cognição da UFABC.

    Embora considerem “baixa” a proporção de periódicos predatórios do Qualis – os 485 títulos detectados correspondem a 1,8% dos 26.477 registrados na plataforma –, os criadores do novo site entendem que “há uma grande vulnerabilidade do sistema de avaliação da CAPES à invasão por este tipo de publicação”.

    Ponderações

    Logo no início de sua apresentação, os criadores do Preda Qualis advertem que sua lista de títulos potencialmente predatórios “não é uma palavra final e está em constante revisão, devendo ser usada como subsídio para avaliações caso a caso e a critério dos autores e instituições”. E acrescenta:

    O fato de um artigo ser publicado em uma revista potencialmente predatória não significa que este artigo seja de má qualidade. Um dos prejuízos causados pelos periódicos predatórios é justamente potencialmente afetar a credibilidade de tais artigos.

    Preda Qualis, está aberto para sugestões de leitores, afirmam Prado, Kraenkel e Coutinho, que também pedem para serem informados sobre quaisquer problemas encontrados no site.

    Os periódicos predatórios são revistas editadas por empresas que exploram sem rigor científico o modelo de publicação de artigos acadêmicos em acesso livre, que é mantido por meio da cobrança de taxas de autores ou pelo custeio por parte de instituições científicas.

    Tanto no acesso livre como no modelo tradicional, mantido por assinaturas anuais ou pela cobrança por artigo baixado pela internet, os periódicos considerados “legítimos” demoram meses e até mais de um ano para analisar e aceitar artigos, ou rejeitá-los. Os publishers predatórios não só reduzem a poucas semanas o intervalo entre a apresentação e a aceitação de artigos, mas também são menos seletivos e rigorosos nesse processo.

    “Quanto mais artigos eles aceitam e publicam, mais dinheiro eles fazem. A prática de autores que fazem pagamentos aos periódicos criou muita corrupção na publicação acadêmica”, afirmou para a Folha em 2015 o biblioteconomista Jeffrey Beall, professor da Universidade do Colorado em Denver, que lançou em 2011 sua lista de “potenciais, possíveis ou prováveis publishers predatórios” em seu blog Scholarly Open Accessdesativado em janeiro deste ano.

    ‘Acontecimento auspicioso’

    “Acho essa iniciativa excelente! Espero que seja bem sucedida. O Qualis efetivamente funciona como uma ‘lista branca’. Por isso, é uma grande responsabilidade ter certeza de que exclua periódicos predatórios”, afirmou Jeffrey Beall. “Esses cientistas estão efetivamente defendendo a ciência”, disse ele sobre os criadores do novo site.

    “Acho que os autores estão oferecendo um ótimo serviço, ajudando o Qualis a melhorar”, afirmou Beall referindo-se ao Preda Qualis. “O número [detectado] 485, ou 1,8%, é pequeno, mas não demora para que pouco veneno arruine um poço”, acrescentou.

    Para o geógrafo Marcos Pedlowski, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), um dos raros pesquisadores brasileiros a se posicionar frequentemente sobre o problema dos predatórios, o lançamento do Preda Qualis é  um acontecimento auspicioso para a comunidade científica brasileira, pois no oferece uma primeira ferramenta para saber mais sobre esse tipo de publicação acadêmica.

    “Alguns poderão dizer que este não seria o melhor momento para o lançamento deste tipo de ferramenta, na medida em que enfrentamos uma grave crise de financiamento que afeta a capacidade dos pesquisadores brasileiros de seguir publicando nos mesmos níveis da última década. Eu já penso que este é o melhor momento, na medida em que teremos como ter escolhas claras de onde não publicar pesquisas que custam bastante aos contribuintes brasileiros”, afirmou Pedlowski.

    “Ao mesmo tempo, poderemos nos mover da falsa dicotomia entre quantidade e qualidade na publicação de artigos científicos para nos concentrar em publicar nas melhores revistas, sejam elas de editoras tradicionais ou de acesso aberto”, acrescentou.

    “Minha expectativa é que os colegas que estão lançando o Preda Qualis não se desanimem com as eventuais críticas e mesmo oposição ao seu trabalho. É que os desafios que estão sendo postos no enfrentamento ao crescimento exponencial das revistas predatórias não podem esperar mais para serem atacados de frente”, disse o professor da UENF.

    Quase nada a declarar

    Questionada por Direto da Ciência por meio de sua assessoria de imprensa, a Capes laconicamente respondeu com a nota transcrita a seguir em sua íntegra.

    São classificados no estrato C os periódicos predatórios identificados na maioria das áreas para que o título permaneça visível e dessa forma deixamos claramente sinalizado para os programas, que a produção publicada nesse tipo de periódico não será considerada.

    Saiba mais sobre o tema desta reportagem lendo as matérias de Direto da Ciênciacom a tag periódicos predatórios.

    Site: Diretoria da Ciência

  • São Paulo e Brasília “comem veneno” acima do permitido, diz Greenpeace

    Publicado em 05/12/2017 às 10:36
    Testes feitos a pedido da ONG apontam resíduos de agrotóxicos e irregularidades no uso de pesticidas
    Na Câmara, tramita projeto para tirar Anvisa e Meio Ambiente da aprovação das substâncias

    Uma análise realizada pelo Laboratório de Resíduos de Pesticidas do Instituto Biológico de São Paulo mostrou que diversos alimentos à venda em São Paulo e Brasília contêm resíduos de agrotóxicosacima do limite máximo permitido. Muitos chegam ao consumidor com a presença de mais de um tipo de pesticida, levando ao chamado efeito coquetel das substâncias químicas. E em outros tantos, foi detectada a presença de resíduos de substâncias não permitidas para aquele alimento e até de agrotóxicos que são proibidos no Brasil.

    Consumidor escolhe legumes em um supermercado de São Paulo.

    A avaliação foi feita à pedido da ONG Greenpeace com mais de 100 quilos de alimentos como arroz, feijão, frutas, verduras e legumes. Os resultados compõem um dossiê da organização sobre agrotóxicos divulgado nesta terça-feira. “Percebemos que o problema dos agrotóxicos está em todos os lugares”, diz Marina Lacôrte, especialista do Greenpeace em agricultura e alimentação. “Ou seja, não é uma questão geográfica. E para mostrarmos isso escolhemos alimentos de São Paulo e Brasília”. Para ela, não há níveis seguros para o consumo de agrotóxicos a longo prazo. “Estamos comendo veneno. Os agrotóxicos estão na nossa rotina”.

    Segundo o documento, três das quatro amostras de mamão pesquisadas apresentaram o efeito coquetel, com quatro tipos diferentes de resíduos. Em uma delas havia um pesticida que não é permitido para o uso neste tipo de fruta. Em outra, também foi encontrado uma substância com valores muito acima do permitido: nove vezes a mais. Ainda, duas amostras desta fruta continham um pesticida que é proibido no Brasil desde fevereiro do ano passado, o procloraz.

    Além disso, banana e laranja vieram com níveis de agrotóxicos acima do limite máximo permitido pela Anvisa. Amir Gebara explica que, teoricamente, existem margens de segurança para o consumo destas substâncias, mas na prática estes níveis são questionáveis. “Depende da frequência com que você se alimenta daquele produto”, diz. “Mas isso é uma roupagem, a verdade do quanto pode fazer mal para o consumidor é desconhecido”. Para ele, as regras que giram em torno dos pesticidas no Brasil são flexíveis demais.

    O laboratório onde Gebara trabalha realiza este tipo de análise para verificar a quantidade de resíduos de agrotóxicos rotineiramente. E ele explica que os níveis encontrados não estão diminuindo com o passar do tempo. “Já encontramos, inclusive, agrotóxicos em alimentos orgânicos”, diz. “Não é comum. A cada cinco amostras, uma apresenta [alguma substância]. Mas via de regra são produtos permitidos e em dosagem bem baixa”.

    Ainda assim, Marina Lacôrte recomenda que quem tem acesso ao alimento orgânico compre estes produtos. “É um pedido que não dá para fazer a todo mundo”, reconhece. Isso porque os alimentos orgânicos costumam custar em torno de 30% a 40% a mais que os convencionais. Quem não puder comprar orgânicos, a dica é lavar muito bem os alimentos e esfregar com uma escova quando possível, inclusive as cascas das frutas que são consumidas sem casca, como a melancia e a laranja. Pimentão, alface, tomate, mamão, pêssego, figo, couve, goiaba e laranja são, de acordo com Gebara, os alimentos que normalmente apresentam mais resíduos de agrotóxicos (lembrando que auxilia na retirada somente de agrotóxicos de superfície e não sistêmicos, e esses são a minoria dos agrotóxicos utilizados; informação adicionada por nós à reportagem).

    O Greenpeace enviou para o laboratório 113 quilos de alimentos adquiridos em diferentes estabelecimentos comerciais de São Paulo e Brasília em setembro. Os alimentos analisados foram: arroz branco e integral, feijão preto e carioca, mamão formosa, tomate, couve, pimentão verde, laranja, banana nanica e prata e o café. De todos os alimentos, as amostras de café foram as únicas que não apresentaram nenhum resíduo. As demais, em ao menos um tipo ou espécie em pelo menos uma das duas cidades estavam contaminadas.

    Gebara lembra, porém, que o laboratório não tem função fiscal. “Não temos o que fazer com os desdobramentos destas conclusões”, diz ele. “Normalmente não acontece nada [com os produtores de alimentos fora do padrão permitido]”. Para ele, é importante que a sociedade cobre medidas e que existam mais programas de monitoramento. “O nosso laboratório é o único que faz este tipo de trabalho em todo o Estado de São Paulo”, lembra ele.

    “Pacote do veneno”

    O Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo. E as políticas em torno deste tema neste momento devem ajudar a manter o país no pódio. Tramita na Câmara um projeto de lei (PL 6299/2002) de autoria do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que altera as regras da lei do uso, pesquisa, produção e comercialização dos agrotóxicos. Chamado pelos ambientalistas de “pacote do veneno”, o projeto propõe, por exemplo, tirar o ministério do Meio Ambiente e a Anvisa do processo de aprovação das substâncias que podem ser usadas, deixando somente o ministério da Agricultura responsável por isso. Também propõe que os agrotóxicos passem a ser denominados “defensivos fitossanitários”, dentre outras mudanças. O projeto já foi aprovado pelo Senado. “Se hoje já somos o maior consumidor de agrotóxico do mundo, [se esta lei for aprovada] o país vai virar um mar de veneno”, diz Marina Lacôrte.

    Por outro lado, aguarda aprovação da Câmara o projeto de lei que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara). O texto propõe, basicamente, reduzir gradualmente o uso de agrotóxicos na agricultura e estimular e promover a agricultura agroecológica. “É preciso pressionar para que a Pnara seja aprovada”, diz Lacôrte. Ela reconhece que o atual momento político não favorece a aprovação deste tipo de lei, e lembra que existe uma petição online para tentar pressionar o Congresso, a plataforma Chega de agrotóxico. “O cenário é o pior possível. A nossa saúde e outras agendas estão virando moeda de troca barata”, diz ela. “Comer comida no Brasil hoje é uma loteria, mas ninguém quer ganhar, porque o prêmio não é bom”.

    FOnte: El País


  • As fotos que mostram o açúcar oculto em sua comida

    Publicado em 05/12/2017 às 10:27

    Um iogurte de frutas da marca Danone “0%” tem quatro cubos de açúcar. Uma caixa de 200 mililitros de molho de tomate, a mesma quantidade. Um copo de suco “veggie”, sete cubos. E um café Mocha Branco Venti do Starbucks, com chantili e calda de chocolate, a prodigiosa quantidade de 20 cubos de açúcar.

    Quando consumimos qualquer um desses alimentos, raramente temos ideia da grande quantidade de açúcar que estamos ingerindo, açúcar que pode criar dependência e cujo abuso leva ao excesso de pesodiabetes, cárie dentária ou risco cardiovascular. Ou não lemos os rótulos onde a quantidade é indicada, ou não entendemos exatamente as quantidades indicadas. Essa cegueira é o que levou Antonio Rodríguez Estrada a criar o SinAzúcar.org, uma iniciativa para divulgar imagens nas quais os produtos são acompanhados pela quantidade de açúcar que contêm, medida em uma unidade familiar e compreensível para todos: o cubo de açúcar.

    “Uma das causas da atual epidemia de obesidade é o abuso de produtos industrializados na alimentação diária”, afirma este fotógrafo, entusiasta da alimentação saudável. “O SinAzúcar.org pretende visualizar o açúcar oculto nesses alimentos processados de uma forma simples e gráfica para que possam ser facilmente compartilhados por meio das redes sociais. É meu grãozinho de areia para melhorar os hábitos de consumo.”

    Embora a ideia não seja muito original — o site norte-americano Sugar Stacks e a conta de Instagram @dealerdesucre vêm fazendo algo semelhante há um tempo—, o projeto apresenta duas novidades: os produtos são vendidos no mercado espanhol e as imagens, brilhantes e polidas, imitam deliberadamente a estética publicitária com a qual costumam ser anunciados. “A indústria alimentícia apresenta seus produtos de forma brilhante para seduzir o consumidor. Se quisermos lutar contra este marketing, devemos ser capazes de nos nivelarmos a eles e usar suas próprias armas para criar imagens atraentes que comuniquem de forma eficaz”, disse o fotógrafo, que terminou há alguns meses um curso de nutrição esportiva no Instituto de Ciências da Nutrição e Saúde.

    Rodríguez Estrada começou postando fotos de produtos com grandes quantidades de açúcar, tais como bebidas açucaradas. Mas então percebeu que os alimentos que mais surpreendiam eram aqueles nos quais este ingrediente é mais inesperado, como um molho de tomate ou iogurte para bebês. Por isso, decidiu dar prioridade à denúncia desse tipo de alimentos em relação aos que o consumidor baixa a guarda mais facilmente, especialmente quando alegam ser saudáveis, como “0%”, ou são recomendados por sociedades médicas sem muitos escrúpulos.

    Para calcular a quantidade de açúcar, o fotógrafo utiliza a informação fornecida pelo próprio fabricante no rótulo. No caso de alimentos mais genéricos como torradas, bolo de queijo, donuts de chocolate ou doces, escolhe uma marca de referência e aplica o mesmo padrão. Cada um dos cubos de açúcar das fotos pesa quatro gramas.

    Algumas imagens da iniciativa nos levam a pensar duas vezes antes de dar certos alimentos prontos para crianças ou ingerirmos uma bebida “energética”, alguns biscoitos ou cereais. Mas como nos tornamos tão insensíveis a tais quantidades de sacarose? “Uma das consequências do abuso do açúcar é o aumento do limiar de sabor doce”, explica Rodríguez Estrada. “Precisamos cada vez mais para que o sabor nos agrade. Se educamos nosso paladar desde pequenos com vitaminas, iogurtes açucarados ou refrigerantes, quando somos adultos um café com 20 com cubos de açúcar parece delicioso.”

    Como era previsível, o SinAzúcar.org tem sido apoiado por vários nutricionistas nas redes sociais, os quais o fotógrafo espera ajudar na luta por uma melhor alimentação e contra as práticas nocivas da indústria de alimentos. Por outro lado, entre as marcas representadas nas imagens, por enquanto reina o silêncio. “Nenhuma ainda me contatou”, disse Rodríguez Estrada, ironicamente, “mas, cada vez que entro no Starbucks, noto que fazem cara feia”.

    Fonte: El País


  • Desperdiçômetro calcula alimentos descartados pelo Restaurante Universitário da UFSC

    Publicado em 05/12/2017 às 10:22

    Estimativa do desperdício de alimentos do Restaurante Universitário (RU) da UFSC, o Desperdiçômetro está com uma novidade desde o início de novembro: cascas de frutas e ossos, como não são comestíveis, não são mais pesados. Além de saber a quantidade de alimento descartada, a ideia é criar o hábito da separação para um futuro programa de compostagem.

    Desperdiçômetro não contabiliza mais o peso de cascas e ossos. Foto: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

    Desde então, as estagiárias de Nutrição, responsáveis pelo RU 360, tentam conscientizar os usuários do restaurante a realizar esta separação, tanto com cartazes como pessoalmente. Entretanto, não é fácil: muitas pessoas ignoram e há até quem as xingue. “As pessoas estão cada vez mais ligadas, mas é preciso de muito tempo para conscientizar”, diz a estagiária Maria Carolina Barcelos.

    O Desperdiçômetro surgiu após pesquisa de aluno da Engenharia Sanitária e Ambiental, em parceria dos estagiários do RU do 10º semestre de Nutrição. “Eles pesaram todo o desperdício de alimentos: o dos alunos mais a sobra dos balcões”, diz a nutricionista do RU Melina Valério dos Santos. Ela diz que ficou assustada com o total de orgânicos descartado, centenas de quilos diariamente. “A partir dali, com a ajuda dos estagiários, iniciamos uma pesagem frequente, que passou a ser diária”.

    Em seguida, a preocupação foi com diminuir o desperdício do balcão, de onde os frequentadores do RU servem os alimentos. Depois que são disponibilizados aos usuários, não podem, por lei, serem reutilizados. Então, a reposição passou a ser realizada de maneira mais criteriosa – no início das pesagens, o desperdício do balcão era de 90 quilos, e com o maior controle, chegou a 20.

    Há outro um problema de conscientização, este dos frequentadores: os utensílios utilizados para servir são um pouco maiores dos que as pessoas estão acostumadas em suas casas. “Se a gente coloca um pequeno, a fila aumenta e a fila aumenta. O importante é que o aluno perceba o tamanho para colocar a quantidade que irá consumir”, conta a nutricionista.

    No refeitório, a variação é maior porque também depende do tipo de alimento – a aceitação do prato pode ser maior ou menor, incluindo também o tipo de preparo do alimento. Na média, o RU do campus Trindade serve 7 mil almoços e 2,8 mil jantares – número que pode variar em até mil refeições, dependendo do dia. “É um desafio diário servir um almoço dessa qualidade, a esse preço, para tanta gente”, diz Melina.

    RU 360

    O Projeto RU 360 foi criado por estagiárias da 10ª fase do curso de Nutrição da UFSC, em 2016, com o objetivo de aproximar os usuários e ampliar o olhar sobre o Restaurante Universitário da UFSC, indo desde o funcionamento até informações nutricionais.

    Presente no Instagram e Facebook, o RU 360 não é um canal de comunicação oficial da instituição, mas mostra em informações, fotos e vídeos, iniciativas e o cotidiano do restaurante, como a horta do RU, o trabalho da cozinha, a paradinha na fila para facilitar o fluxo junto ao balcão, entre outras.

    Texto: Caetano Machado/Jornalista da Agecom/UFSC

    Fotos: Ítalo Padilha/Agecom/UFSC

    Fonte: Notícias UFSC


  • A pequena produção mantém a biodiversidade e ajuda a população socialmente”, afirma Carlo Petrini, criador do movimento Slow Food

    Publicado em 12/11/2017 às 22:40

    A gastronomia vai além dos sabores. Em passagem por Florianópolis, o jornalista e sociólogo italiano Carlo Petrini, fundador do movimento internacional Slow Food, defende que alimentar-se vai muito além da saciedade ou do prazer de comer. É um ato político. Escolher o que se come, conhecer a origem dos alimentos e a forma como chegaram à mesa é também uma forma de incentivar pequenos produtores e a fomentar a economia e a tradição de uma região.

    Petrini palestrou na tarde desta terça-feira no auditório do Centro Socioeconômico da UFSC. Ele também participará do Seminário Alimentação Agricultura e Mudanças Climáticas, que ocorrerá na Assembleia Legislativa, às 13h30min, desta quarta-feira, dia 8 de novembro. No evento, o sociólogo falará sobre A Agricultura é causa é vítima ao mesmo tempo das mudanças climáticas. Caminhos, perspectivas e ferramentas.

    Petrini criou a filosofia Slow Food em 1986. O conceito principal é que a forma como nos alimentamos “tem profunda influência no que nos rodeia — na paisagem, na biodiversidade da terra e nas suas tradições”. Para ele, produtos artesanais, produzidos em pequena escala, geram menos impacto ambiental e social do que os industrializados. Outra defesa do slow food consiste no fato de dedicar um tempo para as refeições, tornando a alimentação um processo de degustação, o que melhora a qualidade de vida.

    Em uma conversa momentos antes da palestra na UFSC, Petrini falou em um portunhol bastante fácil de compreender. É a primeira vez que está em Florianópolis e disse que gostou muito da cidade. Já conheceu alguns dos produtos locais e mostrou um exemplar do livro A Arca do Gosto no Brasil –  Alimentos, Conhecimentos e Histórias do Patrimônio Gastronômico, no qual estão listados 200alimentos brasileiros que correm risco de extinção. Petrini garante que é possível comer bem com produtos locais e mantendo as tradições gastronômicas de cada região.

    Pesca artesanal em Santa Catarina – Foto Lucas Correia, Agência RBS

    O senhor conhece a gastronomia catarinense?
    É a primeira vez que venho a Santa Catarina. Já conhecia o Rio Grande do Sul. Conheci algumas especialidades pesqueiras e comunidades de pescadores que trabalham pela defesa da pesca artesanal. Também de produtos que são originários do trabalho dos imigrantes como queijos artesanais muito bons. Experimentei os queijos diamante e o colonial ontem (segunda-feira) que são produzidos aqui.

    Como está acontecendo a evolução do movimento Slow Food?
    Há uma grande batalha em nível econômico e produtivo contra a agroindústria e a pequena produção. A pequena produção mantém a biodiversidade e ajuda a população socialmente, pois ela tem uma comida preciosa, um patrimônio gastronômico muito forte. A agroindústria estuda uma maneira de vender produtos massivos que não são bons para a saúde e nem para a economia. Trabalha a concentração de poder em poucas mãos de toda a política alimentar. Essa batalha começou há muito tempo. Também acontece que há países que a legislação não é favorável a pequenos produtores, é muito mais favorável à agroindústria.É importante defender o direito dos pequenos e do meio ambiente, cuja legislação é muito trágica. Há muita química no solo que acabam nos alimentos que comemos todos os dias e há muita perda de biodiversidade.

    O senhor tem acompanhado as mudanças na legislação brasileira em relação ao agronegócio?
    É muito difícil mudar a legislação porque o agronegócio investiu no último ano 58 milhões de dólares em política e os pequenos produtores não têm dinheiro para investir nisso. Esse é o verdadeiro problema. Uma multinacional trabalha pela venda de comida massificada que provoca obesidade e diabete do tipo 2. Algumas vezes quando se fala de gastronomia se fala muito do sabor e não se reflete que o verdadeiro problema é a saúde. Não se vê que nos últimos 10 anos a obesidade aumentou em 100% no Brasil também para as crianças.

    E por que é difícil difundir o hábito de comer produtos da agricultura sustentável?
    A comida boa da agricultura sustentável não tem perspectiva porque não existe muita venda direta, há muitos intermediários que realizam especulações. Espero aqui (na palestra da UFSC) falar com os jovens, que são o futuro. Se o jovem não compreende isso é um verdadeiro desastre. Em qualquer parte do mundo teremos problema de urbanização(ocupação urbana desordenada), muita gente abandona o campo para trabalhar na cidade causando problemas sociais muito difíceis. O jovem não vai viver no campo se não se paga de forma justa, se não tem internet ou uma forma de socializar, sem qualidade de vida. Este é um problema social. Inverter o movimento de urbanização, que é um excesso de pessoas no meio urbano.

    Como as pessoas podem ajudar a reverter o problema do consumo de produtos ultraprocessados?
    Implantar um sistema de venda direta entre camponeses e cidadãos e comunidades de suporte, e preferir comidas de pequenos produtores. Esta pode ser a força verdadeira de uma multitude (agrupamento) de cidadãos. Não quero falar de consumidores, pois esta é uma palavra da Revolução Industrial. É preciso formar co-produtores, que compram produtos diretamente, ajudam o pequeno produtor e realizam uma verdadeira aliança entre cidadãos e produtos. Se essa aliança se realiza há uma troca socioeconômica muito importante.

    Fonte:Revista versar


  • Informativo da Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição 06 a 10 de novembro de 2017

    Publicado em 12/11/2017 às 22:36

    Notícia de Capa: Lançamento do Sistema de Micronutrientes

    No dia 3 de novembro de 2017, a Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição – CGAN/DAB lançou o Sistema de Micronutrientes, que possui 3 módulos:  I. Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A – PNSVA; II. Programa Nacional de Suplementação de Ferro – PNSF; III. Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes em Pó (vitaminas e minerais) – NutriSUS.

    O Sistema de Micronutrientes, assim como os outros sistemas da Atenção Básica, será acessado por meio do e-Gestor Atenção Básica (AB) disponível no link https://egestorab.saude.gov.br/. Para cada módulo/programa será necessário o cadastro de um Coordenador Municipal (que pode ser o mesmo para todos, porém deverá ser cadastrado em cada um dos módulos/programas). Esse cadastro deverá ser feito do mesmo modo que ocorre o cadastro de Coordenadores no e-Gestor AB, ou seja, o Gestor da Atenção Básica deve realizar o cadastro do Coordenador de cada um dos programas. (…)

    Para saber mais sobre o assunto:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1756; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).

    Nesta edição:

    • Lançamento do Sistema de Micronutrientes
    • Linhas de cuidado do sobrepeso e obesidade no Rio Grande do Sul
    • Senado discute melhoria dos rótulos de alimentos
    • Especialistas defendem aumento de tributos sobre bebidas açucaradas
    • Agência da ONU e revista especializada recebem artigos sobre políticas públicas de saúde
    • Agenda da CGAN
    • Espaço dos Estados
    • De olho na evidência
    • Implementando o Guia Alimentar para a População Brasileira – 5 Maneiras de melhorar seu café da manhã
    • Monitoramento Semanal de Programas Estratégicos da CGAN
    • Saiu na mídia

    A Segundeira da CGAN é o informativo semanal da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, na qual são apresentadas as principais notícias da semana, agendas previstas da Coordenação, além de trazer atualizações sobre evidências científicas, textos de apoio para a implementação das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e atividades realizadas nos municípios e estados relacionados à agenda de alimentação e nutrição no SUS e monitoramento de alguns programas.

    Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição

    Departamento de Atenção Básica

    Secretaria de Atenção à Saúde

    Ministério da Saúde

    Portal do Departamento de Atenção Básica: http://dab.saude.gov.br/portaldab/

    Comunidade de Práticas: https://www.facebook.com/comunidadedepraticas

    RedeNutri: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php


  • Boletim Caisan – 08/11/2017 – Caisan divulga compromissos para a Década de Ação para a Nutrição

    Publicado em 12/11/2017 às 22:32
                   Quarta-feira • 08 de novembro de 2017                                                         
    Foto: Lia de Paula/MDS

    Caisan divulga compromissos para a Década de Ação para a Nutrição 
    Publicação foi apresentada pelo governo federal na 44ª Sessão do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA), das Nações Unidas

    Foto: Walter Andrade/Consea Nacional

    Oficinas do Sisan promovem o fortalecimento da segurança alimentar

    Troca de experiências entre municípios de todas as regiões do país é o principal objetivo dos encontros 

    Foto: Ana Nascimento/MDS

    Painel técnico debaterá no próximo dia 9 rotulagem de alimentos

    Evento irá discutir propostas e estudos científicos relacionados à rotulagem nutricional frontal de alimentos

     
    Foto: Divulgação

    Programa de inclusão do milho guarani nas escolas ganha prêmio estadual 

    Itanhaém conquista primeira colocação no Prêmio Josué de Castro de Combate à Fome e à Desnutrição

     
    Foto : Sergio Amaral/MDS

    Mais 43 municípios aderem ao sistema de segurança alimentar e nutricional

    Com a participação no Sisan, prefeituras se comprometem a instituir um conselho para discutir ações da área com a sociedade civil 

    Foto: Ana Nascimento/MDS

    Site incentiva consumo consciente de hortaliças para evitar o desperdício

    Consolidar conhecimentos e disponibilizar informações foi o caminho trilhado pelo projeto “Hortaliça não é só salada”, coordenado pela Embrapa

    Foto: Divulgação

    MDS promove simpósio para incentivar compras públicas em Rondônia

    Encontro em Porto Velho reuniu agricultores familiares, cooperativas e representantes de órgãos públicos federais, estaduais e municipais 

    Anote na agenda

    14 de novembro

    • IX Reunião do Comitê Técnico de Povos e Comunidades Tradicionais – Brasília
    16 e 17 de novembro

    • Oficina de Trabalho sobre Desertos Alimentares no Brasil – Brasília
    21 de novembro

    • V Reunião do Comitê Técnico de Prevenção e Controle da Obesidade da Caisan – Brasília
    22 de novembro

    • 33ª Reunião do Pleno Executivo Caisan – Brasília
    28 a 30 de novembro

    • 5ª Reunião Plenária Ordinária da gestão 2017-2019 – Brasília
    30 de novembro e 1º de dezembro

    • II Encontro Nacional de Gestores de Bancos de Alimentos – Brasília

  • PanGea winners in Nature Magazine!

    Publicado em 12/11/2017 às 22:31

    O Concurso Imagine Pangea, que teve entre os ganhadores a professora Greyce Luci Bernardo, membro do Nuppre e egressa do PPGN-UFSC, foi destaque na edição desta semana da revista Nature.

    O Imagine-PanGea, primeiro concurso de popularização científica de caráter multicultural e multilinguístico, é destaque da edição desta semana da revista Nature, um dos mais prestigiosos periódicos científicos do mundo, que acaba de completar 148 anos de existência. A competição, que envolveu estudantes de mestrado e doutorado de diferentes países em desenvolvimento, foi uma realização do Projeto Imagine (http://projetoimagine.ufsc.br/) da UFSC, em parceria com a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e duas redes internacionais de popularização da ciência, a RedPOP da América Latina e o African Gong da África.

    Acesse a matéria em www.facebook.com/UFSCProjetoImagine/ ou www.nature.com/articles/d41586-017-05731-0

    Assista os vídeos vencedores em http://bit.ly/2vFMjum


  • Chamada de artigos: IMAGENS E DISCURSOS SOBRE CORPOS, FAMÍLIAS E SUBJETIVIDADES

    Publicado em 12/11/2017 às 22:28

    DEMETRA: Alimentação, Nutrição & Saúde divulga chamada de artigos

    IMAGENS E DISCURSOS SOBRE CORPOS, FAMÍLIAS E SUBJETIVIDADES

    Publicada pelo Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de
    Janeiro, a revista DEMETRA: Alimentação, Nutrição e Saúde
    (www.demetra.uerj.br) prepara um número que privilegia o debate que busca
    articular imagens e discursos sobre corpos, famílias e subjetividades.

    Esta iniciativa é fruto das reflexões gestadas no âmbito dos Programas de
    Pós-graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde da UERJ, em
    Nutrição da UFRJ e em Ensino em Biociência e Saúde do Instituto Oswaldo
    Cruz (IOC) da Fiocruz por meio de intercâmbio de seus docentes e oferta de
    disciplinas em comum.

    Já se pode constatar um crescente interesse acadêmico pelos estudos que se
    voltam para temas como corpos, famílias e subjetividades por meio de
    imagens e/ou discursos, na medida em que estas categorias expressam um
    grande potencial na análise dos modos de funcionamento da sociedade.
    Contudo, entre esses esforços predominam abordagens isoladas em espaços
    distintos do saber, resultando sua integração ainda pouco comum no âmbito
    acadêmico, sobretudo no campo da saúde. Portanto, ainda permanece como um
    desafio para as pesquisas em alimentação e nutrição o acolhimento de
    diferentes perspectivas analíticas (sociológicas, antropológicas,
    históricas, psicológicas, etc.) que favoreçam a associação entre estas
    fecundas categorias.

    Esse número temático dirige seu foco para relações entre corpos,
    famílias e subjetividades como construções sociais presentes, tanto em
    experiências da vida cotidiana, como nos modos de fazer ciência. São aqui
    entendidos, enfim, como processos passíveis de análises a partir de
    diferentes orientações teóricas e metodológicas.

    Poderão integrar esta iniciativa pesquisas relacionadas à produção do
    conhecimento científico em diferentes cenários, incluindo a produção
    midiática, cinematográfica e as artes. São bem-vindos textos derivados de
    pesquisas empíricas, ensaios e/ou discussões teóricas que destacam o
    agenciamento pelos sujeitos da problemática dos corpos e das diversas
    expressões de família em seus aspectos históricos e socioculturais por
    meio de imagens e/ou discursos modeladores da subjetividade. Interessam as
    iniciativas que problematizam as normatizações, regulações,
    naturalizações e/ou idealizações do corpo com implicações para a
    existência individual e coletiva, a saber: discursos e imagens produtores
    de estigma e/ou preconceito com referência aos corpos
    femininos/masculinos/trans e às diversidades na constituição das
    identidades; análises de intervenções biomédica e/ou tecnológicas
    (medicamentosas, estéticas, dietéticas e de dispositivos online em seus
    usos lícitos/ilícitos) sobre os corpos e nas relações familiares e de
    gênero; legislações/normativas e suas repercussões nas experiências
    subjetivas.

    •       Os interessados devem encaminhar suas contribuições em inglês,
    português ou espanhol até 28 de fevereiro de 2018.
    •       A submissão deverá ser efetuada na página da nossa revista através
    do link
    http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/demetra/about/submissions#onlineSubmissions,
    informando seu direcionamento para a sessão ARTIGOS TEMÁTICOS.
    •       A comunicação aos Editores deverá mencionar a chamada temática
    “IMAGENS E DISCURSOS SOBRE CORPOS, FAMÍLIAS E SUBJETIVIDADES”.
    •       Dúvidas podem ser sanadas pelos e-mails demetra.uerj@gmail.com ou
    demetra@uerj.br.


  • Desemprego pode recolocar Brasil no Mapa da Fome, diz líder do órgão da ONU para alimentação

    Publicado em 06/11/2017 às 10:22

    Desemprego pode recolocar Brasil no Mapa da Fome, diz líder do órgão da ONU para alimentação.

    O brasileiro José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO, diz estar preocupado com a possibilidade de o Brasil voltar a ter a fome como um de seus problemas crônicos e estruturais.

    “Se o Brasil não conseguir retomar o crescimento econômico, gerar empregos de qualidade e ter um programa de segurança alimentar voltado especificamente para as zonas mais deprimidas, nós podemos, infelizmente, voltar a fazer parte do Mapa da Fome da FAO”, alerta, em entrevista por e-mail ao UOL, da sede mundial da instituição, em Roma (Itália).

    Matéria na íntegra aqui.

    Fonte: Notícia Uol


  • Você tem o direito de saber o que come

    Publicado em 06/11/2017 às 9:31


  • Obesidade cresce 11 vezes entre jovens

    Publicado em 05/11/2017 às 16:00

    O número de crianças e adolescentes obesos no mundo aumentou 11 vezes nas últimas quatro décadas (Lancet, 10 de outubro). Em 1975, havia 11 milhões de indivíduos com idade de 5 a 19 anos no mundo que estavam exageradamente acima do peso. Em 2016, as crianças e os jovens obesos eram 124 milhões, dos quais cerca de 60% eram do sexo masculino. Além disso, havia, também no ano passado, 213 milhões de pessoas dessa faixa etária com sobrepeso. A conclusão é de uma meta-análise coordenada por pesquisadores do Imperial College London e da Organização Mundial da Saúde. O trabalho analisou dados de 2.416 estudos epidemiológicos feitos em diferentes partes do globo desde meados dos anos 1970. Esses trabalhos forneceram informações sobre o peso e a altura de 130 milhões de indivíduos da faixa etária analisada.

    Para ler o trabalho completo clique aqui


  • Seminário Internacional sobre taxação de bebidas adoçadas está com inscrições abertas

    Publicado em 05/11/2017 às 15:59

    Evento terá a participação de representantes do Ministério da Saúde, pesquisadores e estudiosos do tema

    A Aliança, em parceria com a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), organiza no próximo dia 10 de novembro o seminário “Taxação de bebidas adoçadas para prevenção da obesidade” .

    O objetivo geral do evento é reunir conhecimentos e experiências sobre modelos de tributação de bebidas adoçadas e seus benefícios para a saúde, buscando direções sobre políticas públicas de taxação de bebidas para a prevenção da obesidade e outras doenças crônicas no Brasil.

    Participam do encontro membros do Ministério da Saúde, Ministério da Fazenda, pesquisadores nacionais e internacionais.Também foram convidados deputados e senadores envolvidos em projetos de lei sobre o tema.

    Para se inscrever, preencha o formulário.
    As vagas são limitadas.

    Data: 10 de novembro
    Horário: 9h às 17h
    Local: OPAS/OMS Brasil
    Setor de Embaixadas Norte, Lote 19, 70800-400 Brasília, DF, Brasil.


  • Notícia de Capa: CGAN participa de Reunião do Grupo Técnico Assessor do Sódio

    Publicado em 05/11/2017 às 15:57

    Nos dias 25 e 26 de outubro foi realizada a reunião do Grupo Técnico Assessor para a Redução do Consumo de Sódio nas América, na sede da Organização Pan Americana da Saúde, em Washington, Estado Unidos, dando continuidade à terceira fase de trabalhos do grupo para o período de 2016 a 2019. Em reconhecimento ao trabalho desenvolvido no Brasil, nesta nova fase do grupo o Coordenador Substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Nilson, foi designado como vice-coordenador (co-chair) do grupo para a América do Sul e Central, trabalhando junto com a coordenadora Mary L’Abbe, da Universidade de Toronto, no Canadá, e as referências técnicas na Opas no planejamento e implementação das ações do grupo na região, assim como atuando como referência técnica para os países (…)

    Para saber mais sobre o assunto:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1755; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).


  • Nota pública sobre as Políticas (Nacional, Estadual e Municipal) de Erradicação da Fome e Promoção da Função Social dos Alimentos

    Publicado em 30/10/2017 às 15:34

    São Paulo, 26 de outubro de 2017

    A Aliança pela Alimentação Adequada e saudável manifesta seu repúdio a iniciativas recentes que, anunciadas como tendo os propósitos de erradicação da fome, redução de desperdício de alimentos e de promoção da função social do alimento, contrariam o direito humano à alimentação adequada, as políticas de Segurança Alimentar e Nutricional vigentes no país e as concepções de alimentação adequada e saudável que as orienta.

    Em oito de outubro de 2017, foi divulgada a sanção da Lei 16.704/2017 (PL 550/2016), que institui a Política Municipal de Erradicação da Fome e Promoção da Função Social dos Alimentos e também do programa “Alimento Para Todos”. Para este programa, segundo divulgado na imprensa e em outras mídias, foi estabelecida uma parceria entre a Prefeitura Municipal de São Paulo e a Plataforma Sinergia para a produção e distribuição de um produto à população em situação de fome e vulnerabilidade social, produzido a partir de produtos alimentícios próximos à data de vencimento ou fora do padrão de comercialização. A partir desse fato, tomamos conhecimento também de outros quatro projetos de lei com teor semelhante que se encontram em tramitação no País:

    • Assembleia Legislativa de São Paulo: PL 19/2017, autoria Deputada Célia Leão [Institui e estabelece diretrizes para a Política Estadual de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos no Estado de São Paulo – PFSA-SP]
    • Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro: PL 2388/2017, autoria Deputado Wagner Montes [institui e estabelece diretrizes para a Política Estadual de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos no Estado do Rio de Janeiro – PFSA-RJ, fundamentada em uma sociedade fraterna, justa e solidária]
    • Câmara Legislativa do Distrito Federal: PL 1465/2017, autoria Deputado Estadual Rodrigo Delmasso [institui e estabelece diretrizes para a Política Distrital de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos – PEFSA-DF]
    • Senado Federal: PLC 104/2017, autoria Deputado Arnaldo Jardim [Institui e estabelece diretrizes para a Política Nacional de Erradicação da Fome e de Promoção da Função Social dos Alimentos (Pefsa), fundamentada em uma sociedade fraterna, justa e solidária]

    A lei sancionada no município de São Paulo, o Programa e os projetos de lei acima mencionados têm em comum as seguintes características: contrariam o direito humano à alimentação adequada, as políticas de Segurança Alimentar e Nutricional vigentes no país e a concepção de alimentação adequada e saudável que as orienta.

    Diante disso, apresentamos as seguintes considerações:

    O Direito Humano à Alimentação Adequada é um direito constitucional e deve ser garantido a partir de duas dimensões: i) estar livre da fome e da desnutrição e ii) ter acesso a uma alimentação adequada e saudável que respeite a dignidade, os valores humanos e culturais e que não esteja sujeita aos interesses de mercado.

    A alimentação adequada e saudável, segundo definição do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (2007), é “a realização de um direito humano básico, com a garantia ao acesso permanente e regular, de forma socialmente justa, a uma prática alimentar adequada aos aspectos biológicos e sociais dos indivíduos, de acordo com o ciclo da vida e as necessidades alimentares especiais, pautada pelo referencial tradicional local. Deve atender aos princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer (sabor), às dimensões de gênero e etnia, e às formas de produção ambientalmente sustentáveis, livre de contaminantes físicos, químicos e biológicos e de organismos geneticamente modificados.” O Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado em 2014,  que hoje orienta as políticas públicas de alimentação e nutrição e de Segurança Alimentar e Nutricional, apresenta definição muito semelhante a esta.

    – Na lei sancionada no município de São Paulo e nos projetos de lei acima mencionados, é colocado que “Não cumprem sua função social os alimentos considerados pela legislação vigente como aptos para o consumo humano que não tiverem tal destinação e que poderiam tê-la caso fossem submetidos a beneficiamento ou processamento adequados”. E, ainda, “Para garantir o cumprimento de sua função social, o alimento considerado pela legislação vigente como apto para o consumo humano deve ser submetido a técnicas adequadas de beneficiamento ou de processamento”. Ou seja, segundo esses documentos, o processamento (mínimo ou ultraprocessamento industrial) é condição necessária para que os alimentos estejam cumprindo sua “função social”. Essa perspectiva contraria os preceitos do Guia Alimentar para a População Brasileira. Segundo o Guia, uma alimentação adequada e saudável é baseada no consumo de alimentos in natura ou minimamente processados.

    – Na lei sancionada no município de São Paulo e nos projetos de lei acima mencionados, ainda há a seguinte definição: “erradicação da fome: o combate aos diferentes níveis de insegurança alimentar da população, segundo as categorias da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar – EBIA”. Vale dizer que a  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2013, na qual foi utilizada a EBIA, apontou que, do total de domicílios, 3,2% foram classificados como Insegurança Alimentar Grave (IAG), ou seja, restrição alimentar na qual para pelo menos uma pessoa do domicílio foi reportada alguma experiência de fome no período investigado. Em 2004, a IAG era de 6,9% e as principais causas desta queda foram as políticas públicas de valorização do salário mínimo, de fortalecimento da agricultura familiar e de transferência condicionada de renda[1]. Ou seja, diferentemente de outras realidades agudas (por exemplo, guerras, catástrofes naturais), em que poderia caber uma estratégia de uso de produtos formulados, no Brasil, a fome é fruto de profundas injustiças e desigualdades sociais e sua superação pressupõe políticas públicas estruturantes.

    – O Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional 2016-2019, que concretiza as diretrizes da V Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, ocorrida em novembro de 2015, instância máxima do Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional, assume como desafio “Combater a insegurança alimentar e nutricional e promover a inclusão produtiva rural em grupos populacionais específicos, com ênfase em Povos e Comunidades Tradicionais e outros grupos sociais vulneráveis no meio rural”. Ele  prevê “a construção e a execução de políticas diferenciadas e específicas, com base nos princípios do etnodesenvolvimento, que respeitem as culturas, as formas de organização social, as especificidades étnicas, raciais e as questões de gênero, é o caminho a ser perseguido. É preciso assegurar a continuidade e o aperfeiçoamento das políticas que ampliam as condições de acesso à alimentação dos que ainda se encontram mais vulneráveis à fome, de forma a também superar a desnutrição nestes grupos”.

    – Referente aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Brasil assumiu compromissos referentes à Segurança Alimentar e Nutricional. O Objetivo 2 “Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável” é composto por 5 metas assumidas pelo Brasil. Entre elas, estão o acesso a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano, incentivos aos pequenos produtores de alimentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e pescadores. Ou seja, também nessa iniciativa mundial com a qual o Brasil se comprometeu, o caminho apontado é o de estratégias estruturantes e não o de medidas que não enfrentam os determinantes da fome.
    – Na lei sancionada no município de São Paulo e nos projetos de lei acima mencionados, a definição de segurança alimentar apresentada (“acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais”) suprime trechos da definição presente na Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Lei 11.346/2006) – Art. 3º: “A segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis”. A supressão destes trechos mutila preceitos fundamentais deste conceito orientador das políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional e pode implicar a implementação de estratégias que contrariem o Direito Humano à Alimentação Adequada.

    O conceito de função social tem sido usado no nosso ordenamento jurídico para limitar o exercício de direitos e bens, como, por exemplo, a propriedade, a fim de garantir que estes direitos e bens sejam usufruídos de acordo com todo nosso sistema jurídico e sem que haja violação de direitos de outras pessoas. O que os projetos de lei em questão fazem é facilitar o investimento de recursos públicos para evitar desperdício e prejuízo de empresários do ramo da alimentação, permitir renúncia fiscal e, de outro lado, promover a distribuição de produtos comestíveis, que não atendem ao que está determinado no nosso ordenamento jurídico como alimento adequado. Portanto, as leis que estão sendo aqui questionadas não promovem qualquer “função social” dos alimentos e estão em sentido contrário aos instrumentos e às normas internacionais, constitucionais, legais e administrativas que dispõem sobre alimentação como direito. Além disso, a dimensão da equidade deve ser primordialmente considerada nas políticas que se propõem a recomendar que a sociedade eticamente distribua os bens, neste caso, atribuir aos alimentos uma “função social”. O conceito de equidade se refere a prestar assistência aos indivíduos de acordo com suas necessidades, oferecendo mais a quem mais precisa, ou seja, reconhecer as diferenças nas condições de vida e saúde e nas necessidades das pessoas. Neste sentido, os indivíduos que seriam assistidos por essas políticas previstas nos projetos de lei aqui questionados já apresentam graves problemas em relação ao acesso a alimentos saudáveis e de qualidade. Portanto, à população em situação de fome e vulnerabilidade social deve-se garantir o direito humano à alimentação adequada e saudável, no intuito de reduzir as desigualdades. E, o que se entende por alimentação adequada e saudável, sabemos, de maneira alguma corresponde à distribuição de um produto produzido a partir de produtos alimentícios próximos à data de vencimento ou fora do padrão de comercialização.

    É inegável que o desperdício de alimentos é um problema de grande magnitude no país e no mundo e ocorre em todas as etapas do sistema alimentar, não só no processamento dos alimentos. Programas que atuam no nível do consumo e que se mostram bem sucedidos, como os bancos de alimentos e os restaurantes populares, precisam ser fortalecidos e expandidos.

    Diante do exposto, em nome da rede de pesquisadores, trabalhadores e representantes de associações civis que compõem a Aliança para Alimentação Adequada e Saudável, manifestamos nosso repúdio a essas iniciativas, uma vez que contrariam os marcos legais e as diretrizes que hoje orientam as políticas de Segurança Alimentar e Nutricional. Reiteramos nosso compromisso com o direito humano à alimentação adequada, com o conceito de alimentação adequada e saudável que hoje orienta as políticas públicas no Brasil, com as políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional vigentes no País, nelas incluído o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional 2016-2019.

    [1] FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). O estado da segurança alimentar e nutricional no Brasil. 2015. Disponível em: www.fao.org.br/download/SOFI_p.pdf


  • Epi2017 vetou refrigerantes, frituras e alimentos ultraprocessados

    Publicado em 22/10/2017 às 13:58

    A preocupação da comissão organizadora para que os participantes tivessem acesso à alimentação saudável e de qualidade resultou em acordos com os estabelecimentos no local do evento: entre os dias 8 e 11 de outubro foi vetada a venda de bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos industrializados, frituras e alimentos ultraprocessados. Além disso, o cardápio do restaurante era balanceado, com abundância de frutas e verduras. Marcela Veiros, professora do departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC e membro da comissão organizadora, explica para a TV Abrasco:

     


  • Nota do Consea sobre o projeto “Alimento para todos”

    Publicado em 22/10/2017 às 13:05

    O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão consultivo e de assessoramento da Presidência da República, tem recebido consultas nos últimos dias sobre o chamado Projeto “Alimento para Todos”, lançado em 8 de outubro do corrente ano pela Prefeitura de São Paulo e a Plataforma Sinergia, conforme notícias veiculadas nos meios de comunicação.

    Pelas informações disponíveis, o Poder Público Municipal pretende distribuir a grupos sociais em situação de vulnerabilidade um produto alimentar processado a partir de alimentos em vias de perda de validade de consumo e/ou fora de padrões de comercialização, resultando em um granulado com composição ainda não divulgada.

    A Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006), regida pelo princípio do Direito Humano à Alimentação Adequada, explicita que todas e todos devem estar livres da fome por meio de uma alimentação adequada. A dignidade e respeito aos valores humanos e culturais são condições inegociáveis em qualquer ação desta natureza.

    Somando-se a isto o Guia Alimentar, publicação oficial do Ministério da Saúde com as diretrizes sobre alimentação saudável, enfatiza que a dimensão cultural e social da alimentação é fundamental para o exercício e expressão da cidadania de todas e todos e recomenda que os alimentos in natura ou minimamente processados sejam a base da alimentação de brasileiros e brasileiras.

    O Consea defende as linhas e diretrizes do Guia Alimentar, bem como o conceito de “comida de verdade”, construído com ampla participação social e consolidado na 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, encontro que teve a participação de 2 mil pessoas em Brasília, em novembro de 2015.

    Na 5ª Conferência, os delegados e as delegadas participantes aprovaram um “Manifesto à Sociedade Brasileira” sobre aquilo que avaliam como “Comida de Verdade”. Segundo o documento, “a comida de verdade é saudável, garante o direito à alimentação de qualidade, promove hábitos alimentares saudáveis e não está sujeita a interesses de mercado” (clique aqui para o Manifesto).

    Assim sendo, considerando esses aspectos e tendo em vista a urgência que o assunto requer, o Consea solicitou à Secretaria do Trabalho e Empreendedorismo  da Prefeitura de São Paulo, responsável pela Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, e ao Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional informações, documentos oficiais e técnicos sobre este Programa, de maneira a exercer sua função legítima e institucional de controle social e monitoramento das políticas públicas, e convoca a todas e todos a analisarem o atendimento aos princípios da dignidade humana e realização do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e da Segurança Alimentar e Nutricional nesta ação.

    Brasília (DF), 13 de outubro de 2017


  • Palestra “Como evitar o colapso da ciência brasileira?”

    Publicado em 22/10/2017 às 13:03

    Como Evitar o Colapso da Ciência Brasileira?, será ministrada pela Profª. Helena B. Nader, presidente de honra da SBPC, no dia 24 de outubro de 2017, às 18h30, no Auditório da Reitoria.


  • Vídeos dos vencedores do concurso Imagine-PanGea traduzidos para nove idiomas

    Publicado em 11/10/2017 às 17:47

    Os vídeos vencedores do primeiro concurso de divulgação científica multilinguístico do mundo, o Imagine-PanGea, estão disponíveis no YouTube do Projeto Imagine em nove idiomas: português, inglês, espanhol, francês, italiano, grego, árabe, changana (idioma nativo de Moçambique, África do Sul e outros países africanos), e guarani (idioma indígena do Brasil).

    Graças ao esforço de voluntários, tradutores e editores de vídeo, os quatro vídeos que foram premiados com os três primeiros lugares gerais e mais o campeão da África podem ser vistos com o áudio original (há vídeos em português, espanhol e francês) e com legendas nos nove idiomas listados. Dentre os vencedores, dois são vinculados à UFSC: Greyce Bernardo, da Nutrição e Ricardo Gutiérrez da Geografia.Traduzir pode ser mais complicado do que parece, ainda mais para idiomas tradicionais pouco influenciados pelo vocabulário acadêmico. Foi o caso do Guarani, que ficou a cargo de Joana Mongelo, a primeira Mestre Guarani do sul do Brasil, formada em Educação pela UFSC. Ela conta que vários termos usados nos vídeos não existem em sua língua materna e por isso acabaram tendo que ser mantidos em português. As traduções para o Changana ficaram a cargo de Ezra Chambal, doutoranda em Linguística na UFSC e Docente na Universidade Eduardo Mondlane, em Moçambique. A notícia do lançamento das legendas em idioma africano foi vista por mais de três mil pessoas e recebeu mais de duzentas curtidas, principalmente em Moçambique. Já as legendas em árabe fizeram muito sucesso no Marrocos e na Argélia.

    O objetivo do concurso Imagine-PanGea foi democratizar o conhecimento e despertar o gosto pela ciência em pessoas que teriam pouco ou nenhum acesso ao universo científico, com foco em públicos da América Latina, Caribe e África. Os concorrentes eram estudantes de Mestrado ou Doutorado matriculados em alguma instituição de ensino destas três regiões. Os interessados enviaram um vídeo de três minutos, explicando seu tema de pesquisa de forma que pessoas simples e de qualquer lugar compreendessem. O concurso foi uma realização do Projeto Imagine, em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a RedPOP e o African Gong, e os vencedores podem ser acessados neste link.

    As traduções continuam sendo feitas, para mais idiomas, como por exemplo o alemão, o iorubá (falado na Nigéria e com forte influência no português falado no Brasil), o umbundo e o kimbundo (falados em Angola). Novos voluntários para novos idiomas são muito bem vindos. A primeira edição do concurso aconteceu sem patrocínio, só com base no voluntariado. Para o ano que vem, os organizadores esperam encontrar entidades públicas ou privadas interessadas em financiar a iniciativa.

    Os demais tradutores são: Ana Ramos Hrybe, Mauro Ramirez, Ingrid Wolin (espanhol), Rafaella Dantas (francês), Fernanda Matos (inglês), Fouad Amraoui (árabe), Dimitrios Karkagkelis e Anderson Bosio (grego), Lucia Ruocco (italiano) e Guilherme Carqueja (alemão).


  • Publicação do material de rotulagem nutricional no Portal da Anvisa

    Publicado em 11/10/2017 às 17:42

    Rotulagem de alimentos: qual é a proposta

    Rótulos devem ganhar novo modelo para tornar a vida do consumidor mais fácil.

    O trabalho técnico da Anvisa para melhorar o rótulo dos alimentos deve ser transformado em uma proposta de padronização ainda este ano. O objetivo é facilitar o entendimento dos consumidores sobre as informações nutricionais nas embalagens de alimentos.

    No último mês de agosto, a Anvisa realizou uma reunião com os membros do Grupo de Trabalho que discute o tema e que apresentaram propostas para melhorar a rotulagem. Os modelos de rotulagem frontal, que viriam na frente da embalagem, são adaptações dos padrões utilizados no Reino Unido e no Chile, principalmente. No Reino Unido é utilizado um sistema de semáforo nutricional, enquanto o Chile adota o modelo de advertências. Porém há ainda outros modelos que podem ser usados no Brasil.

    Um dos desafios do trabalho é avaliar o que funciona melhor na hora em que o consumidor olha para a embalagem e precisa decidir o que levar para casa. Atualmente, não há estudos científicos publicados que comparem a efetividade dos modelos neste aspecto da compreensão e promoção das escolhas alimentares mais adequadas para a população brasileira.

    Transparência

    Como está o processo

    Os documentos que tratam da revisão da rotulagem estão sendo publicados para que os interessados no tema possam acompanhar o processo, antes mesmo da abertura da Iniciativa Regulatório e da Consulta Pública que acontecerão em breve.

    Conheça o material

    Resultados das atividades desenvolvidas e próximas ações – Este documento traz um detalhamento do que já foi feito, as propostas existentes até o momento e as próximas etapas.

    Relatório Completo do Grupo de Trabalho sobre Rotulagem Nutricional – Traz o detalhamento completo das atividades feitas pelo GT de Rotulagem.

    Consulte o processo completo – Processo de tramitação do tema na Anvisa.

    Quer saber as notícias da Anvisa em primeira mão? Siga-nos no Twitter @anvisa_oficial e Facebook @AnvisaOficial


  • Tese do PPGN-UFSC no âmbito do NUPPRE ganha menção honrosa no Prêmio Capes de Teses 2017

    Publicado em 11/10/2017 às 17:39

    Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

    Coordenação dos Órgãos Colegiados

     

    Brasília, 10 de outubro de 2017.

    É com grande honra e satisfação que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) outorga a VANESSA MELLO RODRIGUES, Menção Honrosa do Prêmio Capes de Tese 2016 da área de NUTRIÇÃO pela tese “INFORMAÇÃO NUTRICIONAL COMPLEMENTAR EM RÓTULOS DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS DIRECIONADOS A CRIANÇAS”, defendida no ano de 2016, sob a orientação de GIOVANNA MEDEIROS RATAICHESCK FIATES, do Programa de Pós-Graduação em NUTRIÇÃO da UFSC.

    Sua contribuição certamente será de extrema valia para o desenvolvimento e aprimoramento da área, bem como para o avanço da pós-graduação e do conhecimento científico de qualidade no Brasil.

    O resultado foi publicado no Diário Oficial da União de 10 de outubro de 2017, seção 1, páginas 9 a 14, Portaria n° 199, de 06 de outubro de 2017, disponível no link http://capes.gov.br/CECOL/PortariaOutorgaPCT2017.pdf. A Menção Honrosa constitui-se de certificado, conforme especificado no Edital nº 18/2017, publicado no DOU de 17/05/2017.

    O evento de entrega dos prêmios acontecerá em Brasília, no dia 07 de dezembro de 2017, no Centro Internacional de Convenções do Brasil – CICB, às 17 horas. Durante o evento, os outorgados com menção honrosa serão destacados.

     


  • Convite: Exame de Qualificação de Mestrado – Data alterada

    Publicado em 10/10/2017 às 16:02


  • CGAN participa das comemorações dos 80 anos do INCA

    Publicado em 09/10/2017 às 11:12

    Na oportunidade das comemorações dos 80 anos do INCA, a Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição participou da programação no dia 28 de outubro com mesas voltadas às discussões sobre alimentação e câncer, aspectos da promoção da saúde e das práticas corporais pertinentes à gestão pública e o papel do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária na promoção da alimentação saudável. (…)

    Para saber mais sobre o assunto e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1749; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).

    Nesta edição:

    • CGAN participa das comemorações dos 80 anos do INCA
    • Participação do MS nas discussões do Grupo Multidisciplinar para Enfrentamento da Obesidade na Saúde Suplementar
    • PSE e Inep disponibilizam questionário sobre quantidade de casos de gravidez na adolescência junto à retificação do Censo Escolar 2017
    • Epidemia da obesidade e ações regulatórias em alimentação e nutrição no Congresso de Epidemiologia
    • Inscrições abertas para o curso Amamenta e Alimenta Brasil
    • Experimenta! – Comida, saúde e cultura
    • Espaço dos estados
    • De olho na evidência
    • Implementando o Guia Alimentar para a População Brasileira
    • Monitoramento Semanal de Programas Estratégicos da CGAN
    • Saiu na mídia

    A Segundeira da CGAN é o informativo semanal da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, na qual são apresentadas as principais notícias da semana, agendas previstas da Coordenação, além de trazer atualizações sobre evidências científicas, textos de apoio para a implementação das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e atividades realizadas nos municípios e estados relacionados à agenda de alimentação e nutrição no SUS e monitoramento de alguns programas.


  • Relatório OXFAM – A distância que nos une

    Publicado em 05/10/2017 às 12:05

    A Oxfam Brasil lança seu relatório “A distância que nos une: um retrato das desigualdades brasileiras.” com o objetivo de alimentar um necessário e urgente debate público sobre a redução das distâncias dentro da sociedade brasileira, em direção a um país mais justo e solidário.

    Precisamos falar sobre desigualdades. No mundo, oito pessoas detêm o mesmo patrimônio que a metade mais pobre da população. Ao mesmo tempo, mais de 700 milhões de pessoas vivem com menos de US$ 1,90 por dia. No Brasil, a situação é pior: apenas seis pessoas possuem riqueza equivalente ao patrimônio dos 100 milhões de brasileiros mais pobres. E mais: os 5% mais ricos detêm a mesma fatia de renda que os demais 95%. Por aqui, uma trabalhadora que ganha um salário mínimo por mês levará 19 anos para receber o equivalente aos rendimentos de um super-rico em um único mês.

    É nesse cenário de desigualdades extremas que a Oxfam Brasil lança seu relatório “A distância que nos une”. Buscamos, com ele, alimentar um necessário e urgente debate público sobre a redução das distâncias dentro da sociedade brasileira, em direção a um País mais justo e solidário. Tal debate é especialmente urgente nos tempos atuais. Não somente pelos níveis extremos de desigualdades que são eticamente inaceitáveis e nos transformam em uma sociedade onde uma parte da população passa a valer mais que outra, mas também pelos recentes
    e preocupantes retrocessos em direitos, nunca vistos desde a reabertura democrática no Brasil.

    A desigualdade e a pobreza não são inevitáveis. São, antes de mais nada, produtos de escolhas políticas injustas que refletem a desigual distribuição de poder nas sociedades. Mudar essa realidade requer novas escolhas políticas, reiteradas ao longo do tempo, e sustentadas por uma sociedade com igual acesso à democracia

    Contato OXFAM Brasil: contato@oxfam.org.br.

    Continue a leitura clicando na imagem:

    Campanha contra as desigualdades. Site OXFAM Brasil.


  • Divulgação de Cartilha para auxiliar na Compra Institucional via PAA

    Publicado em 02/10/2017 às 18:04
    Estamos divulgando a nossa Cartilha “Agricultura Familiar: Manual de Operacionalização – Compra Institucional via Programa de Aquisição de Alimentos – PAA”
    Para baixá-la acesso o site www.obaas.com.br
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  • VITÓRIA DOS NUTRICIONISTAS NO STF

    Publicado em 02/10/2017 às 9:30

    O Supremo Tribunal Federal (STF) acaba julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 803, cujo objetivo era declarar a inconstitucionalidade da expressão “privativas”, contida no caput do artigo 3º da Lei nº 8.234/991, que regulamenta a profissão de nutricionista. A Asbran acompanhou o julgamento, representada por sua diretora Zaíra Salerno, juntamente com várias lideranças da categoria: Sindicato de GO – Eva Camila Vieira Dorneles; FNN – Fátima Fuhro; Assessoria jurídica da FNN – Dr. João Paulo Souza e Dra. Manoela Martins; Crn-8 – Dr. Paulo Marcelo Seixas; CFN – nutricionistas Albaneide Peixinho, Rosane Nascimento, Rosângela Carvalho e o advogado Dr. Leandro Coelho; CRN-5 – Dr. Fabio Silva Freire; CRN-1 – Dr. Mateus Machado.

    Assim, permanecem como privativas dos nutricionistas as atividades de direção, coordenação e supervisão de cursos de graduação em nutrição; planejamento, organização, direção, supervisão e avaliação de serviços de alimentação e nutrição; planejamento, coordenação, supervisão e avaliação de estudos dietéticos; ensino das matérias profissionais dos cursos de graduação em nutrição; ensino das disciplinas de nutrição e alimentação nos cursos de graduação da área de saúde e outras afins; auditoria, consultoria e assessoria em nutrição e dietética; assistência e educação nutricional e coletividades ou indivíduos, sadios ou enfermos, em instituições públicas e privadas e em consultório de nutrição e dietética; assistência dietoterápica hospitalar, ambulatorial e a nível de consultórios de nutrição e dietética, prescrevendo, planejando, analisando, supervisionando e avaliando dietas para enfermos


  • Informativo da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição/Min Saúde

    Publicado em 28/09/2017 às 14:34

    Notícia de Capa: Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição realiza oficina para discussão de metas de redução de açúcar em bebidas adoçadas

    A Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN/MS) organizou reunião com o setor produtivo com o objetivo de conhecer os desafios tecnológicos, discutir metodologias de análises e discutir metas de redução de açúcar em bebidas adoçadas. (…)

    Para saber mais sobre o assunto e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1746; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).

    Nesta edição:

    • Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição realiza oficina para discussão de metas de redução de açúcar em bebidas adoçadas
    • Guia Alimentar da População Brasileira é tema de roda de conversa
    • ONU: após uma década de queda, fome volta a crescer no mundo
    • Disponível o tutorial do Programa Nacional de Suplementação de Ferro (PNSF) no Ambiente UNIVERSUS
    • TelessaúdeRS-UFRGS lança novo curso EAD de Nutrição APS
    • Espaço dos estados
    • De olho na evidência
    • Implementando o Guia Alimentar para a População Brasileira
    • Monitoramento Semanal de Programas Estratégicos da CGAN
    • Saiu na mídia

    A Segundeira da CGAN é o informativo semanal da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, na qual são apresentadas as principais notícias da semana, agendas previstas da Coordenação, além de trazer atualizações sobre evidências científicas, textos de apoio para a implementação das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e atividades realizadas nos municípios e estados relacionados à agenda de alimentação e nutrição no SUS e monitoramento de alguns programas.

     

    Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição

    Departamento de Atenção Básica

    Secretaria de Atenção à Saúde

    Ministério da Saúde

    Portal do Departamento de Atenção Básica: http://dab.saude.gov.br/portaldab/

    Comunidade de Práticas: https://www.facebook.com/comunidadedepraticas

    RedeNutri: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php


  • Galhos e raízes da árvore da ciência

    Publicado em 28/09/2017 às 14:32

    Em 2017, cerca de 4,5 milhões de pessoas, como estudantes, professores e pesquisadores com currículos registrados na Plataforma Lattes, poderão identificar por meio de uma busca na internet as árvores genealógicas acadêmicas às quais pertencem, reconstituindo laços entre orientadores e seus pupilos construídos nos últimos 75 anos. Uma versão piloto de um sistema web está sendo criada por pesquisadores das universidades Federal do ABC (UFABC) e de São Paulo (USP), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Além do Lattes, o sistema será abastecido por outras duas fontes: o banco de teses e dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com mais de 600 mil documentos, e uma lista de membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC). “Estamos fazendo o cruzamento de dados de pesquisadores para complementar informações e evitar possíveis registros duplicados”, explica Jesús Pascual Mena-Chalco, professor do Centro de Matemática, Computação e Cognição da UFABC e coordenador do projeto.

    A genealogia acadêmica organiza os vínculos entre gerações de pesquisadores. O orientador é considerado o “pai” dos mestres e doutores que ajudou a formar. Esses, por sua vez, poderão gerar “netos” acadêmicos e assim por diante. A abordagem ganhou expressão com o lançamento de plataformas internacionais disponíveis na internet, como o Mathematics Genealogy Project e o Neurotree Project, que permitem mapear ancestrais acadêmicos em matemática e neurociência. O projeto brasileiro tem a ambição de ser mais amplo e abranger pesquisadores do país em todas as áreas do conhecimento. Segundo Mena-Chalco, isso é possível graças à Plataforma Lattes, que se tornou fonte de informações para pesquisadores que buscam dados sobre a ciência brasileira a fim de estudar seus fenômenos e tendências (ver Pesquisa FAPESP nº 233). “O Brasil é o único país com uma plataforma que registra as atividades de toda a sua comunidade científica”, diz.

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