Pesquisadores e professores lançam campanha “Conhecimento Sem Cortes”

08/07/2017 18:56

A ciência brasileira sofre com o acesso a recursos cada vez mais escassos, por conta dos cortes de orçamento promovido pelo Governo Federal. Em março, foi anunciado o contingenciamento de 44% do orçamento inicialmente previsto para o Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em 2017, o que deixou a Pasta com o pior orçamento dos últimos dez anos. Diante do cenário, foi lançado a campanha “Conhecimento Sem Cortes”, cujo objetivo é denunciar estes cortes e buscar o apoio da população para pressionar o governo federal a garantir condições plenas de funcionamento das instituições de ensino e pesquisa. Os cientistas, estudantes, professores, pesquisadores e técnicos que participaram do evento, realizado na Casa da Ciência, no Rio de Janeiro, ressaltaram que a sociedade precisa entender que estes cortes vão impactar a vida de todos e que seu apoio é fundamental para reverter essa situação.

A campanha é realizada pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (AdUFRJ), o Sindicato dos Institutos Federais do Rio de Janeiro (Sintifrj), a Associação dos Professores da Universidade Federal de Minas Gerais (Apubh) e a Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) em parceria com várias organizações, dentre elas a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que representam pesquisadores, técnicos e estudantes.

“É muito triste estarmos aqui para protestar por este motivo. A sociedade não foi consultada sobre os cortes. Queria estar aqui comemorando as vitórias do Brasil e não participando de um movimento para acordar aqueles que foram eleitos e que estão virando as costas para a sociedade”, disse a presidente da SBPC, Helena Nader.

Nader ressaltou ainda que é necessário reverter essa situação e, para isso, o diálogo com a sociedade é fundamental para que ela entenda o que está acontecendo. “A ciência é global. Quando o Brasil interrompe a sua ciência, os outros países continuam. Ficaremos para trás. Não é como interromper a construção de uma estrada, que podemos retomar do mesmo ponto. A interrupção da ciência é irreversível. E temos de deixar isso bem claro para a sociedade que estes cortes vão impactar o dia-a-dia dela”.
(mais…)

Rede Nacional disponibiliza nova ferramenta de acesso a conteúdo científico

05/07/2017 14:11

Os usuários das instituições pertencentes à comunidade acadêmica federada (CAFe), como a UFSC, têm acesso a diversos serviços, tanto os da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa  (RNP), quanto os oferecidos por outras organizações que participam da Federação e suas parceiras internacionais, como EduGAIN. O mais novo serviço disponibilizado da Federação é o EBSCOhost.

A plataforma EBSCOhost oferece o acesso a conteúdo científico e a pesquisa por meio de cinco recursos gratuitos disponíveis a todo pesquisador a qualquer momento, como o American doctoral dissertation, banco de dados de pesquisa com mais de 172 mil teses e dissertações. O EBSCOhost possui uma abrangente coleção de conteúdo, incluindo a indexação de assuntos, texto completo de alta qualidade e toda a coleção de bibliotecas da EBSCO information Services, oferecendo uma experiência de descoberta personalizável aos clientes.

Para acessar, você precisa estar na rede da UFSC, fisicamente, ou usando a VPN.

O link para acesso a ferramenta é em https://search.ebscohost.com.

Para mais informações, acesse https://www.rnp.br/noticias/novo-servico-disponivel-aos-clientes-cafe

Fonte: Notícias da UFSC

Membro do NUPPRE é candidata ao Prêmio Capes de Tese 2017

05/07/2017 14:09

Após análise da Comissão do Program de Pós-Graduação em Nutrição para avaliar as candidatas inscritas para concorrerem ao Prêmio de Tese CAPES, foi emitido o seguinte parecer:tendo em vista que o Prêmio CAPES DE TESE – edição 2017, através de seu Edital nº 18/2017, institui como critérios de premiação: a originalidade do trabalho, sua relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação, além do valor agregado pelo sistema educacional ao candidato, destaca-se, ainda, a contribuição para o desenvolvimento de regulações no que tange a rotulagem nutricional que trata a referida tese, bem como, de orientar políticas públicas para a promoção da saúde e nutrição. Por tudo o que foi relatado, recomenda-se a tese intitulada de “Informação nutricional complementar em rótulos de alimentos industrializados direcionados a crianças”, de autoria de Vanessa Mello Rodrigues, como representante do PPGN/UFSC.

USP quer preparar pós-graduandos para a docência

05/07/2017 14:05

Falta de discussão e de valorização da carreira docente dificulta a formação de professores universitários.

A vocação docente está prevista como fim da pós-graduação desde o seu primeiro plano nacional, publicado em 1965. Mas, desde então, novas possibilidades de carreiras surgiram e tomaram o espaço da prática docente no mestrado e doutorado. É o que observa Carlos Gilberto Carlotti Jr., pró-reitor de Pós-Graduação da USP.

“Por isso, erroneamente questionam se o pós-graduando deve ter habilidades pedagógicas”, diz Carlotti. “Independentemente do seu ramo de atividade, o estudante deve ter uma formação didático-pedagógica, porque assim ele desenvolverá uma série de habilidades de raciocínio, contextualização e de apresentação de ideias.”

Para preencher a lacuna no ensino da docência aos mestrandos e doutorandos, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PRPG) da USP criou, no ano passado, um grupo de estudos para formular práticas de formação didático-pedagógicas aos alunos da pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado).
(mais…)

Aplicativo encontra artigo científico

05/07/2017 14:02

O físico Peter Vincent e o estudante Benjamin Kaube, ambos do Imperial College London, criaram um aplicativo para celulares e computadores chamado Canary Haz, que permite acessar com rapidez artigos em revistas científicas. Semelhante ao Spotify, aplicativo que facilita o acesso a milhões de músicas on-line, o Canary Haz conecta-se automaticamente a cerca de 5 mil publicações, a ferramentas de busca de trabalhos acadêmicos, como o Google Scholar, e a sites de bibliotecas universitárias para encontrar uma versão em PDF do artigo procurado. Se o pesquisador tiver acesso limitado a bases acadêmicas de dados, o aplicativo busca versões gratuitas do artigo em acervos de instituições ou em preprints. Kaube, um dos fundadores da startup Newsflo, que mede o impacto dos artigos científicos e foi comprada pela editora Elsevier, começou a pensar em desenvolver o aplicativo ao iniciar a redação de sua tese de doutorado e perceber a dificuldade de acesso a artigos. “Comparado ao Netflix e ao Spotify, é um processo antiquado”, ele comentou, em entrevista ao boletim do Imperial College de 30 de maio. “Os pesquisadores perdem horas pulando de um site para outro para vencer as barreiras das editoras e conseguir os artigos que desejam”, acrescentou Vincent. Os pesquisadores ressaltam que o aplicativo não promove a pirataria de artigos científicos de acesso fechado, como o site russo Scihub. Ele apenas facilita encontrar PDFs de trabalhos que estão escondidos em repositórios da internet.

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

Abrasco e Idec denunciam retrocessos e risco de aprovação-relâmpago de nova lei de planos de saúde

05/07/2017 13:58

Nesta terça-feira, 27 de junho, a Abrasco, o Idec e outras 13 organizações divulgaram um manifesto denunciando o risco de aprovação a toque de caixa de uma nova lei sobre planos de saúde com grandes retrocessos para o consumidor.

A proposta, que tramita em caráter de urgência, está em discussão em uma comissão especial na Câmara dos Deputados, que avalia mudanças na legislação que regulamenta o setor de saúde suplementar (Lei nº 9.656/1998) a partir de 140 projetos de lei que tratam do tema.

As organizações alertam que, pelo teor das audiências públicas já realizadas este mês, e a partir de declarações públicas de parlamentares da comissão e de empresários do setor, uma das mudanças pretendidas com essa reforma é afastar a aplicação do Código de Defesa do Consumidor (CDC) aos contratos de planos de saúde – proposta rechaçada no manifesto.

O texto destaca que o CDC representa hoje uma “tábua de salvação” para os consumidores de planos de saúde, que enfrentam problemas crescentes com a prestação do serviço – com negativas de cobertura, barreiras de acesso para idosos e doentes crônicos e reajustes proibitivos, por exemplo -, e conseguem na Justiça atendimento adequado.

Graças ao Código, a maioria das decisões judiciais contra planos de saúde hoje é favorável ao consumidor.
(mais…)

Revisores imortalizados em escultura

26/06/2017 14:04

A exemplo da escultura em homenagem ao escritor anônimo instalada no Castelo de Vajdahunyad, em Budapeste, Hungria, um monumento inaugurado na Rússia homenageou um personagem improvável: os revisores ad hoc, pesquisadores que avaliam artigos submetidos para publicação. Desvelado em 26 de maio durante cerimônia que contou com a presença de mais de 100 pessoas nas dependências da Escola Superior de Economia da Universidade Nacional de Pesquisa de Moscou, o monumento de 1,5 tonelada é resultado de uma campanha de financiamento coletivo que atraiu apoio de diversos pesquisadores. O bloco de pedra tem a forma de um dado, exibindo em cada lado os resultados possíveis de uma revisão por pares: aceito, alterações mínimas, mudanças importantes, revisto e reenviado e rejeitado. A ideia para o monumento surgiu em 2016, quando o diretor da instituição pediu sugestões do que fazer com um bloco de pedra próximo à entrada da escola. A proposta de se fazer um monumento em homenagem aos revisores partiu de Igor Chirikov, sociólogo da instituição. Além de estampar os resultados possíveis do processo de revisão por pares, as faces do bloco de pedra trazem impressos os títulos de artigos de pesquisadores que contribuíram para a campanha. “A revisão por pares na academia é uma história de amor e ódio, mas os revisores são heróis invisíveis no mundo da ciência”, disse Chirikov à revista Nature.

FONTE: Revista Pesquisa FAPESP

Manual busca popularizar compostagem

25/06/2017 22:07

Disponível gratuitamente na Internet, publicação orienta sobre a prática em ambiente doméstico, comunitário e institucional.

Por WALESKA BARBOSA

Os orgânicos representam cerca de 50% dos resíduos urbanos gerados no Brasil. Apesar disso, apenas 1% desse total é destinado a compostagem. Para popularizar a prática e disseminar conhecimento sobre a reprodução do ciclo dos resíduos orgânicos, está disponível gratuitamente na Internet a publicação Compostagem Doméstica, Comunitária e Institucional de Resíduos Orgânicos: Manual de Orientação.

O manual é o primeiro resultado do Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2015 entre a Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, o Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc/SC) e o Centro de Estudo e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro). A parceria tem por objetivo estabelecer intercâmbio de experiências, informações, material técnico, metodologias e tecnologias referentes à gestão comunitária e institucional de resíduos orgânicos, associada à agricultura urbana e à educação ambiental.

Com linguagem acessível e ilustrações lúdicas, o manual traz técnicas de compostagem doméstica, comunitária e institucional de resíduos orgânicos e aborda o “Método UFSC” (em referência à Universidade Federal de Santa Catarina, onde foi mais estudado e adaptado às condições brasileiras), que consiste em uma estratégia segura e de baixo custo.
(mais…)

Vídeo apresentando parte de tese de Nutrição da UFSC sobre Habilidades Culinárias de estudantes universitários vence competição de divulgação científica internacional (Imagine PanGea)

22/06/2017 14:59

Um vídeo apresentando parte do estudo desenvolvido na tese de doutorado  de Greyce Luci Bernardo, professora do Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC, ficou entre os três melhores na classificação geral do concurso Imagine-PanGea.  O Projeto Imagine, em parceria com a SBPC, RedPOP e African Gong, organizou a primeira competição de comunicação científica multilinguística e multicultural, que teve como foco os públicos da América Latina, Caribe e África. A competição Imagine-PanGea teve por objetivo buscar a aproximação entre os pesquisadores e as populações vulneráveis de diferentes países em desenvolvimento, por meio da divulgação da ciência. Para participar, os candidatos deveriam gravar um vídeo, de até 3 minutos, explicando sobre sua pesquisa em uma linguagem que pudesse ser compreendida por todos.

Concorreram 57 candidatos de diferentes países avaliados por um júri internacional. O melhor de cada continente e os três melhores da classificação geral receberão o certificado de Comunicador Científico de Excelência e terão seus vídeos traduzidos para mais de dez idiomas e divulgados nas redes que apoiam o concurso.

A tese intitula-se “Programa de intervenção sobre habilidades culinárias: adaptação, aplicação e avaliação do impacto nas práticas alimentares de estudantes universitários no Brasil” e a defesa será realizada em 07 de julho próximo, a partir das 14 horas, no Laboratório de Ensino à Distância da UFSC. O projeto é coordenado pela professora Rossana Pacheco da Costa Proença, orientadora da tese, e está inserido no Núcleo de Pesquisas de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE-UFSC). Conta ainda com a parceria da professora Margaret Condrasky, da Clemson University, Carolina do Sul (EUA), local no qual a doutoranda realizou seu estágio de doutorado sanduíche com bolsa da Capes.

Link para o vídeo (em português)

https://www.youtube.com/watch?v=rpSwj5TFsUU&feature=youtu.be

 As informações atualizadas sobre a divulgação dos vídeos em outras línguas podem ser acompanhadas nos links abaixo:

www.imagine-pangea.com
www.facebook.com/UFSCProjetoImagine/

 Esses são os 4 vencedores do Imagine-PanGea 2017:

Imagem inline 1

Festa Junina Livre de Transgênicos 2017

22/06/2017 14:57

 

O GT Sementes Livres mais uma vez traz a campanha da Festa Junina Livre de Transgênicos (FJLT) para a rede Slow Food. Esta é uma Festa que visa alertar a população para os perigos da produção e consumo de transgênicos (e outros Organismos Geneticamente Modificados) e a necessidade de fortalecer a resistência pelas sementes crioulas.

A FJLT é um quebra cabeça de várias partes.
Promova uma festa própria com essa proposta ou ocupe uma barraca na quermesse da cidade, o tamanho e formato pode variar muito. O importante é alertar as pessoas sobre a problemática dos transgênicos.

Não podendo fazer ela completa, faça o melhor que puder, do tamanho que der, com as peças que conseguir reunir:

Cadastre sua festa junina aqui: https://goo.gl/forms/AlLTbo3NmSJXU6sG2
(mais…)

CEPAGRO CONVIDA PARA SEMINÁRIO SOBRE COMPOSTAGEM NO INÍCIO DE JULHO

22/06/2017 14:40

O Seminário A Compostagem de Pequeno Porte como Solução para os municípios de Santa Catarina acontece no dia 3 de julho, no Auditório Antonieta de Barros da Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Promovido em parceria pela Fapesc, Cepagro, Comcap, Fapesc e Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (LACAF-UFSC), o evento marca o lançamento da publicação Critérios Técnicos para Elaboração de Projeto,Operação e Monitoramento de Pátios de Compostagem de Pequeno Porte, elaborado por essas instituições. O evento é gratuito e aberto ao público.

Na programação, haverá também painéis sobre Experiências de Gestão de Resíduos Orgânicos e também da Política Nacional de Resíduos Sólidos e iniciativas no Estado de Santa Catarina, com representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Prefeitura Municipal de Florianópolis e do Ministério Público de Santa Catarina. Além disso, o professor Rick Miller, do Centro de Ciências Agrárias da UFSC, falará sobre o Método UFSC de Compostagem.

Para participar, faça sua inscrição pelo email seminariocompostagem@gmail.com.
(mais…)

Centro de Ciências Agrárias é referência na produção de conhecimento para a Agroecologia

16/06/2017 14:39

A Agroecologia é mais do que técnicas de cultivo no campo. Para pequenos produtores, é um movimento de resistência aos interesses das grandes corporações que atuam no setor, e de combate às relações desiguais de comercialização e consumo dos produtos agrícolas. “É um conceito de vida que prioriza a relação com a natureza, que repensa o consumismo e promove o cuidado e atenção ao próximo” diz a agricultora Sônia Jendiroba, moradora do bairro Ratones, em Florianópolis, e participante da feira orgânica do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC.

Método UFSC de Compostagem

O CCA é referência na produção de conhecimento de técnicas agroecológicas no país, e esse reconhecimento não é recente, é desde que começou a discutir a Agroecologia como meio produtivo no país” diz Walter Quadros Seiffert, diretor do do Centro de Ensino. De fato, o CCA tem papel importante na produção de pesquisas e desenvolvimento de tecnologias a exemplo do “Método UFSC de Compostagem”, que é uma adaptação de outro modelo mais tradicional que possibilita empilhar matéria orgânica diariamente em uma estrutura alongada conhecida como Leiras. Diferentemente de outros métodos, no da UFSC as leiras não são reviradas ou não tem uma aeração forçada, isso facilita a proliferação microrganismos que são biofungicidas naturais e podem eliminar pragas fungicidas nas plantas, como o fungo verticillium dahliae, que afeta as plantações de tomates. A consequência é a dispensa de defensivos para este tipo de fungo. Os métodos de compostagem podem ser utilizados para qualquer sistema de plantio, no agroecológico ou no convencional.
(mais…)

Lei que proíbe venda de alimentos industrializados em escolas faz parte de educação nutricional, defende professor da UFSC

16/06/2017 14:35

Mais da metade dos brasileiros tem sobrepeso. E 18,5% da população do país é obesa. Na última década, esse problema cresceu 60% no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Entre as crianças menores de cinco anos, o índice de sobrepeso é de 7,3%, conforme números da Organização Mundial da Saúde (OMS). E a obesidade é fator de risco para doenças graves, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos, que figuram entre as principais causas de morte entre adultos. Ainda assim, nem todo mundo se convence de que nutrição é coisa séria.

Em reportagem publicada na quarta-feira, o DC mostrou a venda irregular de salgadinhos e doces em escolas do Estado, contrariando uma legislação de 2001, que foi feita com o objetivo de melhorar a nutrição e a saúde das crianças. O professor da UFSC Francisco de Assis Guedes de Vasconcelos fala sobre a importância da lei e sobre o cenário atual da obesidade no país. 
(mais…)

VI Seminário Universidade e Escolas: O Guia Alimentar e os Novos Paradigmas de Comer e Educar

16/06/2017 14:32

Acontece, dia 24 de junho, a sexta edição do Seminário Universidade e Escolas, que tem como tema “O Guia Alimentar e os Novos Paradigmas de Comer e Educar”. A organização do evento é do Núcleo Interdisciplinar de Prevenção de Doenças Crônicas na Infância, da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, e da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável.

A programação, que pode ser conferida abaixo, inclui a mesa-redonda sobre o Guia Alimentar para a População Brasileira e o lançamento do livro Criança e Consumo – 10 Anos de Transformação, do Instituto Alana.

Mais informações AQUI, ou pelo e-mail: prevencaoinfancia-prorext@ufrgs.br

As inscrições devem ser realizadas de 12 a 22 de junho através do link: https://goo.gl/DGq9CA
Ou no local, das 8h às 9h, durante o evento.

*Não será cobrada Taxa de Inscrição
**Certificados pela Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS

Visibilidade imprevisível

16/06/2017 14:30

Algumas das recompensas perseguidas pelos pesquisadores – reconhecimento dos resultados da pesquisa, oportunidades de parcerias e financiamento para projetos – têm chances maiores de se tornar viáveis se estiverem ligadas à publicação de artigos em revistas com alto fator de impacto (FI). No entanto, não basta ter artigos aceitos nos periódicos de maior prestígio para receber obrigatoriamente mais citações, assim como fazê-lo em revistas com FI mais baixo não implica um destino irrelevante para o trabalho do cientista. A disseminação dos resultados das pesquisas e sua recepção pela comunidade científica dependem também de outros fatores.

“A publicação em revistas muito concorridas não garante que os artigos sejam necessariamente mais citados”, ressalta Gilson Volpato, professor aposentado da Universidade Estadual Paulista e especialista em metodologia e redação científica. O advento da internet mudou profundamente a maneira como os papers são disseminados na comunidade científica. Por um lado, periódicos impressos passaram a publicar seus conteúdos on-line, mas com acesso restrito, garantido por assinatura ou remuneração por artigo acessado. Por outro, a internet abriu uma via para a criação de publicações de acesso aberto que só existem on-line, como a PLOS ONE, e de repositórios de preprints, como arXiv e bioRxiv, que disponibilizam manuscritos para leitura e comentários antes de serem submetidos aos periódicos para publicação (ver Pesquisa FAPESP nº 254).
(mais…)

Chantagem e propostas antiéticas

09/06/2017 13:43

O Committee on Publication Ethics (Cope), fórum de editores científicos com sede em Londres que é referência em temas ligados à integridade científica, detectou o que pode ser um tipo emergente de golpe: a ação fraudulenta de empresas e instituições que se propõem a ajudar pesquisadores a publicar artigos científicos ou prestam consultoria sobre ética na pesquisa. O Cope está pedindo a pesquisadores de todo o mundo que enviem relatos de eventuais chantagens e constrangimentos impostos por tais organizações. “Não vamos investigar casos individualmente, mas gostaríamos de compreender a extensão do problema”, informou um anúncio publicado no site do fórum.

O alerta foi dado em março, num texto publicado no site Retraction Watch por um grupo de quatro pesquisadores liderado por Chris Graf, vice-presidente do Cope, que apresentou várias denúncias. Uma delas envolvia uma empresa chinesa de redação científica que propôs a Richard Holt, editor da revista Diabetic Medicine, um “negócio colaborativo” – ele receberia US$ 1 mil por artigo aceito para publicação. O e-mail da empresa argumentava que era difícil para médicos chineses publicarem em revistas de prestígio, em virtude das barreiras linguísticas, e pedia que Holt usasse sua influência para facilitar o caminho dos manuscritos. O editor respondeu que a proposta era antiética e a comunicaria ao Cope.

Em outro caso, Tamara Welschot, diretora de integridade científica da editora Springer Nature, relatou a reclamação de um pesquisador chinês que foi alvo de ameaças. Ele recebeu um e-mail de uma organização “que trabalha na promoção da ética na pesquisa científica”, alertando que haviam sido encontradas evidências de falsificação em imagens publicadas num artigo de autoria do pesquisador e insinuando que o Ministério da Educação e a Academia Chinesa de Ciências se interessariam em saber do caso. O pesquisador não respondeu, mas logo recebeu outra mensagem, com chantagem explícita. “Você decidiu ignorar o nosso e-mail. Antes de investigar todas as suas publicações, gostaríamos de lhe dar uma chance”, dizia o remetente, que exigia o pagamento de US$ 2 mil num prazo máximo de dois dias. Uma investigação mostrou que o site da entidade era falso.

Por fim, Matt Hodgkinson, coordenador de integridade científica da editora Hindawi, recebeu um e-mail de alguém que se apresentava como um negociante de papers da Rússia e parecia não ter ideia de como funciona a revisão por pares em revistas científicas. Informava que sua empresa tinha a meta de publicar entre 500 e 1.500 papers em 2017 e oferecia“artigos pré-selecionados de alta qualidade” que poderiam“ser escritos pelos principais cientistas da Rússia”. A certa altura, perguntava: “Quais são as condições e prazos? Aceita pagamentos via PayPal?”, referindo-se ao sistema de transferência de dinheiro que passa ao largo dos cheques e dos boletos bancários. Hodgkinson também enviou o caso ao Cope.

Fonte: Revista Pesquisa FAPESP

UFSC Explica: o que é Coleta Seletiva?

09/06/2017 13:41

No Dia do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, será lançada a primeira etapa da campanha “Coleta Solidária na UFSC”. Nesta edição do UFSC Explica, às vésperas da comemoração desse dia de conscientização e de proposição de novos comportamentos, a engenheira sanitarista e ambiental da Prefeitura Universitária (PU/UFSC), Sara Meireles, responde perguntas que contemplam o cenário da coleta seletiva no Brasil, dados sobre os resíduos gerados na universidade, informações sobre destinação adequada e sobre o trabalho dos catadores de materiais recicláveis, além de dicas para começar hoje mesmo a separar o lixo e informações em primeira mão sobre a campanha.

Sara é mestre em Engenharia Ambiental na área de Gestão e Gerenciamento de Resíduos Sólidos na UFSC, responsável-técnica pelo Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da universidade e presidente da Comissão para a Coleta Seletiva Solidária da UFSC. Também colaboraram para essa edição a engenheira sanitarista e ambiental da PU, Branda Vieira, e as bolsistas do Projeto de Extensão “Educação Ambiental para a Implementação da Coleta Seletiva Solidária na Universidade Federal de Santa Catarina” do Núcleo de Educação Ambiental (Neamb), Bruna Moraes Vicente e Natália Silvério.

1. O que é coleta seletiva solidária?

Coleta seletiva é o recolhimento de resíduos sólidos recicláveis, previamente segregados na fonte, para promover sua valorização, por reciclagem, compostagem, reutilização, recuperação, ou outra forma de destinação final ambientalmente adequada. A UFSC implantará a “Coleta Seletiva Solidária” para promover essa valorização com a inclusão social e econômica dos catadores.
(mais…)

Prática da agricultura urbana é regulamentada em Florianópolis

08/06/2017 13:54

A geografia da cidade, a ocupação e uso do solo e a “vocação” dos habitantes fazem de Florianópolis uma cidade ideal para o desenvolvimento da agricultura urbana. Esta é a visão da Rede Semear, entidade composta por secretarias municipais, organização civil e grupos autogestionados, responsável pela elaboração do Programa Municipal de Agricultura Urbana, sancionado pelo prefeito Gean Loureiro nesta segunda, 5 de junho. O programa é fruto de estudos e trabalhos da rede ao longo dos últimos três anos e envolve diversos setores da sociedade.

De acordo com Francisca Daussy, da Secretaria Municipal de Saúde e da Rede Semear, a proposta é consolidar a gestão dos resíduos sólidos, estimular hábitos de vida saudáveis, o cultivo e uso de fitoterápicos e a manutenção de terrenos limpos, livres de vetores de doenças.

– Queremos utilizar como espaço de horta comunitária os terrenos baldios que têm descarte irregular de lixo e se transformam em criadouros do Aedes Aegypti. Outro aspecto é o fomento à compostagem, que retira os resíduos orgânicos dos aterros sanitários e dá uma destinação mais adequada. Junto disso, as hortas e as compostagens podem ser geradoras de renda para muitas famílias – afirma.

Na prática, o programa estabelece apenas diretrizes para ações agroecológicas que envolvam produção, agroextrativismo, coleta, transformação e prestação de serviços, de forma segura. Com a sanção do prefeito, as atenções se voltam para a busca por recursos que permitam o desenvolvimento do programa.

– O decreto dá visibilidade para a agricultura urbana e concilia várias ações que já acontecem na cidade, mas não trata das questões orçamentárias. É importante que a prefeitura coloque a agricultura urbana como um pilar de desenvolvimento da cidade e invista nisso, senão o programa não se transformará em ações práticas – pondera o vereador Marcos José de Abreu (PSOL), um dos idealizadores do projeto.

O prefeito Gean Loureiro reforçou a importância de investir em práticas sustentáveis, que condigam com as mudanças sociais.

– Esse programa nos ajuda a alcançar o objetivo de tornar Florianópolis uma das cidades mais criativas e inteligentes do mundo – disse o prefeito.
(mais…)

Encontro destaca hortaliças não convencionais

05/06/2017 13:19

Profissionais apresentam uso e novas possibilidades para plantas alimentícias no Brasil. Evento ocorre até sexta-feira (02/06), em Brasília.

LETÍCIA VERDI

“Precisamos levar para as nossas casas novos sabores, novos aromas! Temos a maior biodiversidade do planeta, mas a nossa produção de alimentos é de espécies importadas.” Assim, o consultor do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Lidio Coradin, incitou os presentes a conhecer as plantas nativas do Brasil, durante o I Encontro Nacional de Hortaliças não Convencionais (HortPanc), em Brasília.

O encontro fez parte da XII Semana dos Alimentos Orgânicos, que vai até 4 de junho, no Distrito Federal. O evento reuniu profissionais interessados no tema, também conhecido como “hortaliças tradicionais”, com o objetivo de estimular a produção e o consumo e promover a construção de laços entre produtores, profissionais de gastronomia, pesquisadores e professores.

Segundo o consultor do MMA, Lidio Coradin, o estímulo ao consumo da variedade de PANCs existente no Brasil ajudaria a substituir produtos ultra processados oferecidos pela indústria alimentícia. “Três cereais – arroz, milho e trigo – são responsáveis por 50% da nossa energia. Daí, vemos a fragilidade do sistema alimentar mundial, com impactos muito negativos na saúde, gerando obesidade e carência nutritiva”, ressaltou.

“Temos a maior biodiversidade do planeta, mas a base da nossa agricultura são espécies exóticas. Isso é um paradoxo”, questionou o consultor. “O grande desafio é criar um mercado consumidor de PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais). Se a população soubesse que o buriti e o tucumã, nativos do Cerrado, têm muito mais vitamina A do que a cenoura; ou que o camu camu e a mangaba ganham, de longe, da laranja em vitamina C, quem sabe mudaria de hábitos”.

LIVRO

Ainda neste mês, o MMA lançará o livro, de mais de mil páginas, Espécies Nativas da Flora Brasileira, Plantas para o Futuro, em que estão mapeadas 173 espécies da região Centro-Oeste, com as principais características de cada espécie do ponto de vista alimentar e terapêutico. Trata-se do segundo volume de uma coleção das regiões brasileiras. O primeiro volume, lançado em 2011, abordou a região Sul.

O Ministério do Meio Ambiente também coordena o projeto Biodiversidade para Alimentação e Nutrição (BFN), por meio da Secretaria de Biodiversidade, que tem como agências implementadoras o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

PANCs

Estão entre as Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs) as seguintes espécies: beldroega, azedinha, anredera, vinagreira, muricato, amaranto, caruru, taioba, serralha, peixinho, jambu, capuchinha, fisális, maxixe-do-reino, mangarito, major-gomes, cará-do-ar, ora-pro-nóbis, almeirão-de-árvore e bertalha.

O evento em Brasília foi organizado pela Embrapa Hortaliças, com a parceria dos Ministérios do Meio Ambiente, da Saúde e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), além da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) do Distrito Federal e de Minas Gerais e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae).

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227

Egressa do PPGN e membro do NUPPRE vai fazer pós-doutorado na OMS

05/06/2017 13:15

Nathalie Kliemann, Nutricionista e Mestra em Nutrição pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), membro do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE), está finalizando Doutorado Pleno na University College London (UCL), Inglaterra, com bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Sob orientação das professoras Rebecca Beeken e Fiona Johnson do departamento de Ciências do Comportamento e da Saúde da UCL, a tese teve como objetivo investigar o papel das habilidades de autorregulação do comportamento alimentar no controle do peso e da dieta em adultos. Dentre os quatro estudos que compõem a tese, Nathalie avaliou o efeito da intervenção ‘Ten Top Tips for weight loss (10TT)‘, desenvolvida pelo ‘Cancer Research UK’, na capacidade de autorregulação de indivíduos obesos e o impacto do aprimoramento da autorregulação na perda de peso.

Dando continuidade a esse estudo, Nathalie foi selecionada para realizar pós-doutorado fellowship na Agência Internacional de Pesquisa em Câncer da Organização Mundial da Saúde (IARC/WHO), em Lyon, França. Nos próximos dois anos ela avaliará o impacto da perda de peso promovida pelo 10TT e por outras intervenções comportamentais, na redução de risco de Câncer Colorretal.