NUPPRE
  • Como (não) falar de comida quando a fome está de volta?

    Publicado em 10/09/2018 às 13:58

    O título desse artigo reproduz o tema do 8.º Encontro Nacional do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional que ocorrerá em novembro próximo, no Rio de Janeiro, por ocasião dos 20 anos de existência do Fórum. O título é quase auto-explicativo, dada a relevância da questão a que se refere – acentuada pela grave situação em que se encontra o Brasil. À crescente mobilização social para fazer frente aos problemas associados à má alimentação e aos danos dos sistemas alimentares predominantes, estamos novamente às voltas com o risco do retorno da fome como mazela social que imaginávamos superada.

    Pois é, voltamos a falar do risco da fome – isso mesmo, aquela associada à carência absoluta de alimentos – pois é provável que ela esteja novamente afetando parcela significativa da população brasileira. O agravamento da crise econômica iniciada em 2011 e, principalmente, a condução do governo saído do golpe institucional de 2016, jogaram o país num quadro de crescimento acelerado do desemprego e precarização das condições de trabalho, acompanhado da ofensiva desavergonhada contra direitos sociais praticada por elites insaciáveis. Chegamos a trombetear, em 2014, a saída do Brasil do Mapa da Fome – lançado todos os anos pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

    A comemoração era, sem dúvida, justíssima já que se tratava de conquista fruto de muita mobilização social e políticas públicas postas em prática a partir de 2003. Contudo, cá entre nós, é no mínimo constrangedor celebrar a saída de uma condição vergonhosa que perdurava em pleno século XXI, num país grande produtor de alimentos que chegou a ser a sexta maior economia do mundo. Seja como for, é urgente reconstruir as dinâmicas sociais e de políticas públicas, democráticas e participativas em sua essência, que permitiram aquele e outros notáveis avanços, com as revisões naturais de caminhos e procedimentos.

    Indo além da emergência, precisamos falar sobre o lugar central ocupado pelos alimentos e pela alimentação nas nossas vidas e na própria organização das sociedades. O que comemos ou deixamos de comer, as maneiras como nos alimentamos e os modos como os alimentos são produzidos e distribuídos estão entre os determinantes principais de uma vida digna e saudável, do bem estar e convívio social, e do respeito para com a natureza. O Fórum, assim como o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), têm mobilizado a sociedade brasileira pela “comida de verdade, no campo e na cidade”.

    Não sem razão, já que são muitos os problemas e malefícios associados à produção, distribuição e consumo de alimentos, dos quais o Brasil, lamentavelmente, oferece numerosos exemplos. Caminhamos aceleradamente para apresentar indicadores de sobrepeso e obesidade próximos aos dos campeões mundiais nessa matéria (Estados Unidos e México). Maus hábitos alimentares e ausência de atividades físicas aparecem como explicações. Porém, ressalte-se o crescente consumo de ultra-processados sob indução das grandes corporações e dos meios de comunicação, sempre resistentes à regulamentação da propaganda de alimentos que é parte substantiva do seu faturamento.

    Fala-se menos sobre a dieta nutricionalmente pobre, assentada em um pequeno número de bens primários e seus derivados, produzidos em larga escala por sistemas alimentares tidos como eficientes garantidores de nossa segurança alimentar e do mundo. O Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de produtos agroalimentares. A realidade, no entanto, é bem outra. Como se comprova facilmente, “comer mal custa mais barato”, sendo este o verdadeiro grande feito dos sistemas dominados pelas corporações, redes de supermercado e o incensado agronegócio. Isto acompanhado dos danos sociais e ambientais da expansão da monocultura e da pecuária de larga escala, e dos alimentos cheios de veneno que nos fornecem com farto apoio estatal na forma de crédito, infra-estrutura e pesquisa. Veneno são os agrotóxicos que recebem o nome higiênico de defensivos fitossanitários.

    O contraponto está em promover a disponibilidade de alimentos diversificados, acessíveis e respeitadores das culturas alimentares, começando por uma agricultura diversificada de base familiar que valorize a biodiversidade e adote métodos agroecológicos, e incluindo formas de comercialização que tornem esse tipo de alimentação acessível a todos os segmentos da população. Há tempos que o abastecimento alimentar da população brasileira está sob quase exclusiva regulação privada, com os governos federal, estaduais e municipais retraídos em sua função por excelência que é a regulação pública de atividades vitais.

    Os problemas mencionados e outros mais não incidem igualmente sobre todos os setores sociais. Como é característico da sociedade brasileira, a alimentação também expressa as iniquidades que faz do Brasil uma das sociedades mais desiguais do mundo. Alimentação de má qualidade e carências nutricionais incidem desigualmente nos mais pobres, nas mulheres, nas populações negras e indígenas, nas crianças e em territórios determinados, quase sempre na forma de uma combinação desses fatores revelando que a má alimentação tem sexo, cor/etnia, idade e residência.

    No contexto pré-eleitoral em que nos encontramos, é decepcionante, mas não surpreendente, constatar que questões como as aqui ressaltadas estejam quase ausentes do debate eleitoral. Cabe resistir ao retrocesso e investir nesse debate. Longe de mim subestimar a gravidade da violência física que grassa no país e a complexidade de seu enfrentamento, porém, em lugar do porte de armas, polícias e magistrados ocuparem o centro das atenções, a segurança que eu gostaria de ver também debatida, com o mesmo destaque, é a de uma vida digna e saudável, com emprego, valorizadora da diversidade cultural e socioambiental. Estou certo de que a questão alimentar desempenha papel de relevo nessa direção, mas ela não admite baboseiras, platitudes e demagogias.

     

    Renato Maluf é professor do CPDA/UFRRJ.

    4 de Setembro de 2018


  • Mulheres na ciência: a diversidade torna o sistema mais eficiente

    Publicado em 10/09/2018 às 13:51

    O evento “Mulheres na Ciência-SC” realizado nesta terça-feira, 28 de agosto, no Centro Tecnológico (CTC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), abriu o ciclo de seminários e no final deixou um convite para o próximo encontro que será no dia 3 de setembro, na Biblioteca Universitária (BU). Este, mesmo sendo aberto a todas e todos, as mulheres foram a maioria no auditório Teixeirão para as apresentações de dois nomes da academia  – Marcia Cristina Bernardes Barbosa, do Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que discorreu sobre “Mulheres na Ciência: uma verdade inconveniente” e Rafaela Falaschi, do Departamento de Biologia Estrutural, Molecular e Genética da Universidade Estadual da Ponta Grossa (UEPG), sobre “Quem são as mulheres na ciência?”.

    Marcia, já de início, falou do motivo que a trouxe a Santa Catarina, mostrar evidências sobre a importância de se ter mulheres atuando na ciência. Para incitar a discussão, mostrou duas fotos da Conferência de Solvay, a de 1927 e a de 2011. Os dois momentos, mesmo tão distantes no tempo, aproximam-se por um detalhe bem sutil, a baixa participação feminina.

    No retrato mais antigo, tirado em Bruxelas, na Bélgica, posaram alguns dos maiores gênios da ciência do século 20, como Albert Einstein, Niels Bohr, Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg, Paul Langevin, Wolfgang Pauli, Paul Dirac, Max Born, Hendrik Lorentz, Paul Ehrenfest e Max Planck, e apenas uma única mulher, Marie Curie. A cientista polonesa, naturalizada francesa, produziu trabalhos na área de radioatividade, também se destacou em meio aos homens, por ter sido a única da fotografia a receber dois prêmios Nobel.

    Na edição de 2011, mais de 90 anos depois, mesmo tendo a participação de “duas mulheres” não chegou a ser um diferencial. Para Marcia, o tempo acentuou o padrão estabelecido e evidenciou um problema muito sério nas ciências exatas. Anos antes este fato já havia sido percebido e, em 2000, na União Internacional de Física, os representantes começaram a questionar o baixo índice de mulheres na ciência. A partir daí, um comitê internacional foi criado para analisar o contexto. Marcia, integrante deste grupo, representou o Brasil na “1ª Conferência Internacional de Mulheres na Física”, realizada em Paris, em 2002. O evento reuniu mulheres de 75 países para discutir a problemática e o que poderia ser feito para mudar aquela situação.

     

    Da análise mundial, a professora explicou que “na graduação em Física, as mulheres são um pouco mais de 20%, no mestrado e doutorado este percentual diminui, e quando chega no meio profissional sofre mais uma queda”. A diminuição do número de mulheres nos níveis mais elevados da carreira é denominada “efeito tesoura”. Nas demais áreas, o panorama é semelhante: “na graduação, mestrado e doutorado, as mulheres hoje estão em pé de igualdade, no entanto, quando saem do doutorado e vão para o meio profissional tem uma decadência em todas as áreas, e por isso a palavra tesoura, pois as mulheres estão sendo literalmente picotadas para fora da carreira acadêmica”. E indagou: “se a mulheres somem do sistema, onde estão? e nisso há dois problemas: baixa entrada nas exatas e desaparecimento das mulheres em todos os segmentos.

    Como membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), a docente da UFRGS também pôde verificar essas questões da participação feminina na ciência e apontou que atualmente na entidade as mulheres somam 14%. Um fato curioso é que o Brasil mesmo apresentando este percentual, é campeão mundial. “A tesoura dentro da tesoura, (…) não acaba nunca”.

    Marcia afirmou que gosta, como física, de responder aos questionamentos feitos pelos colegas com estatísticas, e busca sempre subsídios em pesquisas feitas por institutos de renome, com a de uma consultoria internacional que avaliou as 500 maiores empresas do mundo. E um dado foi confirmado: “as que apresentavam mais diversidade, ganham mais dinheiro em qualquer recorte”. Isto gerou um boom nas empresas e um acréscimo de mulheres nos postos de liderança. Para ela, “empresa e ciência não operam diferente”, há a utilização de recursos, produção, resolução de problemas, portanto, “a ciência também precisa de diversidade, não no sentido de democracia, equidade, direito humano, o meu argumento é mais técnico. A ausência de mulheres em todos os postos resulta menor eficiência para o sistema. A adição de pessoas com experiências diferentes gera o que se chama de Inteligência Coletiva e significa que o saberes não se somam, se multiplicam, porque as pessoas têm diferentes visões de mundo”.

    Os rostos e trajetórias de mulheres pioneiras e atuantes na ciência também fizeram parte da exposição. Na sequência abordou os mitos existentes e os mais usados como “não existe preconceito”, “mulheres não têm ambição” e “mulheres não servem para ciência”. E com base em outro estudo com 400 crianças de 5 a 7 anos, “concluiu-se de que existe sim um preconceito socialmente construído”.

    Na segunda palestra, a cientista Rafaela Falaschi, da Universidade Estadual da Ponta Grossa, no Paraná, relatou sua experiência de criar uma comunidade para falar de ciência sem censura. Explicou que o site mulheresnaciencia.com.br é um espaço para elas contarem suas histórias e discutirem sua posição no mundo científico do ponto de vista feminino. Também serve para debate, desabafo, divulgação de pesquisas, solução de dúvidas e troca de experiências diversas. Hoje conta com mais de 2.200 participantes em todo o Brasil e de diversas áreas do conhecimento.

    Conceituou em sua apresentação o “Efeito Matilda”, fenômeno social que considera que a ciência foi construída historicamente como uma carreira masculina e “a definição é um viés contra um reconhecimento das conquistas e contribuições das mulheres cientistas em pesquisas, cujo trabalho é frequentemente atribuído aos seus colegas homens”, reiterou. Rafaela comentou que o nome do efeito foi dado em homenagem à sufragista e abolicionista do século 19, Matilda Joslyn Gage, que dizia que já nasceu com ódio à opressão. Explicou que ela possui vários escritos e ensaios e em um desses fala do papel da mulher na ciência em 1870. Infelizmente, ao longo da história, o fenômeno é ainda real e atual para as mulheres. E a este conceito, relacionou com outro que é o de “não-lugar”, o de não pertencimento. “A interrupção, a apropriação de ideias, assédio moral, sexual, tudo isso faz o ambiente acadêmico muito hostil para as mulheres”, destacou.

    Mulheres na Ciência-SC

    Os seminários são abertos à comunidade e têm como propósito criar um espaço de fala exclusivo para mulheres cientistas, que têm a liberdade de escolher o tema de suas palestras, desde sua experiência na academia até a comunicação de resultados de suas pesquisas.

    Mais informações neste link.

     

    Rosiani Bion de Almeida/Agecom/UFSC


  • Modificações na plataforma Lattes

    Publicado em 31/08/2018 às 22:06

    Plataforma Lattes, uma base de dados que reúne mais de 5 milhões de currículos de pesquisadores e estudantes do país, vai passar por um processo de modernização até o final do ano para corrigir falhas na atualização das informações. Também está programada a sua integração com o Orcid (sigla para Open Researcher and Contributor ID), uma assinatura digital de 16 números utilizada no meio acadêmico para identificar inequivocamente autores de trabalhos científicos (ver Pesquisa FAPESP nº 238). Um dos objetivos é aprimorar a qualidade das informações sobre a trajetória e a contribuição de cada pesquisador ao automatizar o preenchimento de dados sobre artigos científicos indexados em bases como Web of Science e Scopus, que já têm parceria com o Orcid. A reforma busca tornar a atualização dos currículos mais rápida e amigável do que é hoje, como informou Mario Neto Borges, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em entrevista concedida em junho ao site Direto da Ciência.

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  • Especial Abrasco sobre o aumento da mortalidade infantil e materna no Brasil

    Publicado em 31/08/2018 às 22:02

    A Associação Brasileira de Saúde Coletiva manifesta publicamente sua preocupação diante do aumento da mortalidade infantil e materna no Brasil e faz um alterta, através deste Especial Abrasco, aos profissionais de saúde, gestores, pesquisadores e sociedade brasileira.

    Ouvimos a opinião dos especialistas Cesar Victora, Celia Landmann Szwarcwald, Paulo Germano de Frias, Maria do Carmo Leal e Sandra Valongueiro. A mortalidade materna está sofrendo os mesmos efeitos dos fatores associados ao aumento da mortalidade infantil, como a crise econômica, o ajuste fiscal e os cortes de investimentos em saúde.

    O Brasil está assistindo a estes aumentos e à queda nas coberturas de imunização e o risco do surgimento de epidemias de doenças já controladas no passado e é dever da Abrasco evidenciar a opinião de pesquisadores para o entendimentos destes números. Não devemos aceitar que depois de tantas conquistas estejamos caminhando para trás a passos largos. Acesse aqui o Especial Abrasco sobre o aumento da mortalidade infantil e materna no Brasil.

    Fonte: Associação Brasileira de Saúde Coletiva.


  • Announcement of PhD Course in Innovation Towards Plant-Based Consumption

    Publicado em 30/08/2018 às 12:28

    There is now a new emerging market for innovation: the market for healthy and sustainable foods and plant-based products. Consumers from different segments are interested in acquiring foods that make a difference. There is a new demand appearing, particularly for plant-based products. According to the most recent report by Supermarket chain COOP, in 2017 8.2% of Danes (about 465,000 people) halved their meat consumption, a growth from barely 3,8% in 2010, and about 20% of their customers practice at least one “meat-free” day every week . There is hence a growth in the demand for plant-based foods.

    The demand for Plant-Based foods has increased exponentially in the past few years. As Danone has done with Alpro, and Orkla with Naturli, large companies are acquiring or developing a “sustainable” branch. It is therefore possible to assume that e.g. Arla Foods would diversify into plant-based drinks within the coming 5 years. The ingredients sector will also have to consider diversification towards plant-based ingredients (e.g. proteins) due to the demand by emerging consumer groups like vegans and flexitarians. And last but not least, the huge Danish meat sector will have to address specifically the opposition and social media pressure of e.g. animal rights activists, and navigate in an environment of very low consumer trust (please refer to the MSc thesis by ME Hansen, 2017).

    According to FoodNavigator, the number of flexitarians is rising (those who choose to eat less meat mainly for sustainability reasons), calling for alternative proteins. Plant-based proteins (soy, pulses, etc.) and insects are now hot topics in product development. The same source suggests that according to www.visiongain.com the meat substitutes market reached a value of 3.57 billion Euros in 2016 . Even some former meat companies are making now vegetarian food.

    Therefore, this course is timely since it touches a hot topic, which is relevant to society, industry and consumers in general. It is relevant to the field of Food Science in that it brings forth the current commitments towards healthier and more sustainable food systems and will constitute a platform for discussion of the output of UCPH participation at the next version of World Food Summit 2018, and is inscribed in the strategy Gastronomy 2025 of Danish Ministry of Food & Environment.

    Mais informações: https://phdcourses.ku.dk/DetailKursus.aspx?id=104689&sitepath=NAT


  • Convites para Exame de Qualificação e Defesas de Mestrado e Doutorado

    Publicado em 28/08/2018 às 8:41


     

     


  • If you want to save the world, veganism isn’t the answer

    Publicado em 28/08/2018 às 8:25

    Veganism has rocketed in the UK over the past couple of years – from an estimated half a million people in 2016 to more than 3.5 million– 5% of our population – today. Influential documentaries such as Cowspiracy and What the Health have thrown a spotlight on the intensive meat and dairy industry, exposing the impacts on animal and human health and the wider environment.

    But calls for us all to switch entirely to plant-based foods ignore one of the most powerful tools we have to mitigate these ills: grazing and browsing animals.

    Rather than being seduced by exhortations to eat more products made from industrially grown soya, maize and grains, we should be encouraging sustainable forms of meat and dairy production based on traditional rotational systems, permanent pasture and conservation grazing. We should, at the very least, question the ethics of driving up demand for crops that require high inputs of fertiliser, fungicides, pesticides and herbicides, while demonising sustainable forms of livestock farming that can restore soils and biodiversity, and sequester carbon.

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  • Abrasco divulga nota sobre queda da cobertura vacinal no Brasil

    Publicado em 22/08/2018 às 16:49

    A Abrasco vem a público manifestar grande preocupação com a queda das coberturas vacinais no Brasil, especialmente a partir de 2016. A recente epidemia de sarampo já atinge sete estados, com registro de mais de 1.200 notificações, e ocorrência de 70 casos por dia desta grave doença imunoprevenível, que até agora levou a óbito 6 crianças, sendo 5 menores de um ano de idade.

    Também é elevado o risco de ressurgimento da poliomielite, a temida Paralisia Infantil, há mais de 30 anos sem registro de casos no país.

    O Programa Nacional de Imunizações – PNI, que integra o Sistema Único de Saúde – SUS, vinha garantindo elevadas e contínuas coberturas de 11 diferentes imunógenos. Com estrutura técnica e operacional construída ao longo das últimas três décadas o PNI atua em todo o país por meio das Secretarias Municipais de Saúde, que garantem a chegada da vacina até a população. Além de ser motivo de orgulho nacional o PNI é considerado um dos maiores e mais efetivos programas públicos de vacinação do mundo. Tudo isso está agora ameaçado.

    A redução das coberturas vacinais do calendário infantil, entre 2015 e 2017 dão a dimensão do problema. Segundo dados do Ministério da Saúde/PNI a vacinação contra a Poliomielite caiu de 98,3% para 79,5%; Rotavírus de 95,4% para 77,8%; Pentavalente de 96,3% para 79,2%; Hepatite B ao nascer (<1 mês de idade) de 90,9% para 82,5%; Meningococo C de 98,2% para 81,3%; Pneumocócica de 94,2% para 86,3% e; 1ª dose de tríplice viral de 96,1% para 86,7%.

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  • Médico dos EUA que lançou moda da vitamina D recebe dinheiro da indústria

    Publicado em 22/08/2018 às 16:45

    Estudos têm mostrado que a substância não traz os benefícios alardeados por Michael Holick

    Ele eleva seu nível da substância usando suplementos e leite fortificado. Quando sai de bicicleta, não usa protetor solar nos braços e pernas. Holick já escreveu livros inteiros de elogio à vitamina D e alertou em numerosos artigos acadêmicos sobre “a pandemia da deficiência de vitamina D“, que explicaria o estado insatisfatório da saúde mundial e a forte incidência de doenças.

    A fixação dele é tão intensa que se estende aos dinossauros. E se o verdadeiro problema do asteroide que se chocou com a Terra 65 milhões de anos atrás fosse não a escassez de comida que ele causou, mas os ossos fracos que resultam da falta de luz solar? “Eu às vezes imagino”, escreveu Holick, “se os dinossauros não morreram de raquitismo ou de osteomalacia”.

    Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/08/medico-dos-eua-que-lancou-moda-da-vitamina-d-recebe-dinheiro-da-industria.shtml


  • Vídeo sobre açúcares de adição, edulcorantes e alegações em rótulos de alimentos – Seminario de Iniciação Científica UFSC 2018

    Publicado em 22/08/2018 às 8:52

  • Associação Catarinense de Nutrição convida para o terceiro Gole de Nutrição em comemoração ao Dia do Nutricionista

    Publicado em 16/08/2018 às 16:03
    A ACAN (Associação Catarinense de Nutrição) convida para o terceiro Gole de Nutrição em comemoração ao Dia do Nutricionista
    Venha festejar, trocar ideias, brindar e debater conosco!
    Esse Gole de Nutrição terá a participação especial da Rayza Cortese e da Suellen Martinelli que vão enriquecer nossa conversa sobre  “Qual o peso do pacote do veneno?”
    O evento é aberto e gratuito. Só precisamos que você confirme a sua presença enviando um direct no nosso instagram (@acan_ntr) OU confirmando presença no evento no Facebook (https://www.facebook.com/events/2066287600068404/?active_tab=about).
    Local: Mercado São Jorge – Rua Brejauna, 43 – Itacorubi/ Florianópolis
    Dia: 30 de agosto de 2018 às 19h
    Além de confraternizarmos, teremos sorteio de uma cesta de orgânicos e de livros!!
    Sócios da ACAN tem desconto no jantar!

  • Informativo da Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição 13 a 17 de agosto

    Publicado em 16/08/2018 às 10:17

    Sistema de acompanhamento das condicionalidades de saúde de Programa de transferência de renda será modernizado

     Desde de 2004, o Sistema de Gestão do Programa de transferência de renda para população em situação de pobreza e extrema pobreza, disponível pelo site http://bolsafamilia.datasus.gov.br/, é o único instrumento disponível a todos os municípios brasileiros para registro das condicionalidades de saúde.

    O acompanhamento da saúde é realizado em duas vigências anuais, sendo o período correspondente à 1ª vigência de 1º de janeiro a 30 de junho e a 2ª de 1º de julho a 31 de dezembro. A cada vigência são acompanhadas em média 12 milhões de famílias.

    Desde sua criação, o sistema é mantido na plataforma ASP.NET da Microsoft e já não possui mais manutenção oficial, o que prejudica o sistema tanto na implantação de novas melhorias quanto na segurança da informação […].

    Para saber mais sobre essa matéria e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1825  ; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php)


  • Instituição canadense, referência na área ambiental, intensifica parceria com a UFSC

    Publicado em 15/08/2018 às 14:59

    O Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC vai proporcionar mais uma opção dentre as parcerias que a universidade dispõe para uma temporada fora do país. A nova oportunidade é com o Institute for Resources, Environment and Sustainability (IRES) da Universidade British Columbia com sede em Vancouver, no Canadá. Os três maiores rankings de classificação de universidades internacionais apontam o instituto entre os melhores do mundo na área da pesquisa em meio ambiente e sustentabilidade.

    Com a nova parceria, os estudantes da graduação e da pós-graduação do CCA que desenvolvem pesquisas na área ambiental, terão a chance de entrar para um seleto grupo de pesquisadores. Na verdade, a parceria entre a UFSC e o IRES existe desde o início da década passada e foi se intensificando com o passar do tempo.

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  • XV Conferência Internacional AMNET: doenças crônicas no marco da saúde global

    Publicado em 15/08/2018 às 14:55

    Maiores informações em : https://www.redamnet.org/


  • Você sabe como é o dia-a-dia de um bolsista?

    Publicado em 15/08/2018 às 8:52

    Mini documentário traz um recorte da rotina dos bolsistas, em especial os bolsistas da pós-graduação. O vídeo é produzido pela Secretaria Regional da SBPC no Rio de Janeiro e pelo site “A Ciência Explica”

    Produzido pela Secretaria Regional do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC/RJ) e pelo site A Ciência Explica, esse mini documentário traz um recorte sobre a rotina dos bolsistas, em especial os bolsistas da Pós-Graduação, em suas atividades de pesquisa.

    A produção visitou o Centro de Ciências da Saúde na Universidade Federal do Rio de Janeiro (CCS/UFRJ) e entrevistou alguns bolsistas.

    O documentário aborda a percepção que a sociedade e o Governo brasileiro tem dos bolsistas de Pós-Graduação e as dificuldades enfrentadas pelos bolsistas que combinam estudo com o desenvolvimento da ciência e tecnologia brasileira.

    Assista ao vídeo: A Ciência Explica

    Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/10-voce-sabe-como-e-o-dia-a-dia-de-um-bolsista/


  • Agrotóxico alvo de decisão inédita da Justiça dos EUA é o mais usado no Brasil

    Publicado em 15/08/2018 às 8:51

    Pesquisadores apontam riscos do composto, que, segundo alguns estudos, pode causar câncer

    Possíveis riscos para a saúde humana estão colocando em xeque um dos agrotóxicos mais populares do mundo. Em decisão inédita, a Justiça americana condenou a Monsanto a indenizar o jardineiro Dewayne Johnson em US$ 289 milhões pelo aparecimento de um câncer, que estaria relacionado ao uso do herbicida Roundup, que tem como princípio ativo o controverso glifosato. A empresa, adquirida recentemente pela gigante Bayer por US$ 63 bilhões, é alvo de mais de 5 mil processos semelhantes. No Brasil, uma decisão da 7ª Vara da Justiça Federal em Brasília determinou a suspensão do registro de todos os produtos com o ingrediente até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua os procedimentos de reavaliação toxicológica.

    Os números do glifosato são impressionantes. De acordo com a Zion Market Research, o herbicida gerou receitas de US$ 7,24 bilhões apenas no ano passado. Ontem, primeiro dia de pregão após o veredito em favor de Johnson, as ações da Bayer fecharam em queda de 9,63% na Bolsa de Frankfurt. No Brasil, dados sobre o mercado de agrotóxicos variam de acordo com a fonte, mas todos apontam o glifosato como o mais utilizado. O “Relatório Nacional de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos”, publicado este ano pelo Ministério da Saúde, informa que em 2014 (última estimativa disponível) foram comercializadas 488,4 mil toneladas de glifosato, o que representa 31,45% do mercado total de defensivos agrícolas. O Ibama também coloca o glifosato como o agrotóxico mais vendido no país, com volumes mais de três vezes maiores que o segundo da lista, o herbicida 2,4-D, segundo dados referentes a 2016.

    Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/4-agrotoxico-alvo-de-decisao-inedita-da-justica-dos-eua-e-o-mais-usado-no-brasil/


  • Lançado edital para seleção de universidades públicas em todo o país para apoiarem o Ministério da Saúde nas ações de formação para Prevenção e Controle da Obesidade no Âmbito do SUS

    Publicado em 13/08/2018 às 17:05

    Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição do Departamento de Atenção Básica/SAS do Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, tornam pública a Chamada CNPq/MS/SAS/DAB/CGAN Nº 26/2018 – Enfrentamento e Controle da Obesidade no Âmbito do SUS e convida os interessados a apresentarem propostas. O objeto é apoiar projetos que integrem atividades de pesquisa, extensão e formação de trabalhadores da Atenção Básica de Saúde, com priorização daqueles que atuam nos Núcleos Ampliados de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) na temática de prevenção, diagnóstico e tratamento da obesidade no âmbito do SUS. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global de R$10.000.000,00, sendo R$4.082.400,00 em bolsa e R$ 5.917.600,00 em custeio. Para saber detalhes sobre as regras, o cronograma e a distribuição dos recursos, acesse http://www.cnpq.br .

    Fonte: Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição, Departamento de Atenção Básica, Secretaria de Atenção à Saúde, Ministério da Saúde.


  • Rastreabilidade de frutas e verduras começa a ser fiscalizada no Estado

    Publicado em 10/08/2018 às 12:52

    A fiscalização dos produtos será feita pela Vigilância Sanitária e a Cidasc realizará a fiscalização dos produtores em relação ao cadastro e caderno de campo. Segundo a Normativa, se torna obrigatória a rastreabilidade a partir de 6 de agosto de 2018 de citrus, maça, uva, batata, alface, repolho, tomate e pepino. Outras frutas, hortaliças, ervas e raízes terão a obrigatoriedade de rastreabilidade a partir de 2 de fevereiro de 2019.

    Gratuitamente, o sistema gera o cadastro do produtor primário e da produção. Um código específico é gerado para a rastreabilidade de seus produtos de forma prática e simples. A plataforma também possibilita imprimir o caderno de campo e oferece exemplos de etiquetas e do cartaz para expositor.

    O agricultor deverá apresentar o número da nota fiscal de produtor rural e CPF para gerar login e senha. Em seguida, são necessárias informações básicas do agricultor como nome, data de nascimento, dados da propriedade e da produção como cultura, sistema de cultivo, área, estimativa da produção e período previsto para comercialização. A atualização dos dados deverá ser feita uma vez por ano.

    Toda a cadeia de comercialização deverá ter seus próprios controles sobre a origem dos vegetais comercializados. O comerciante deverá ter registros cada item comprado e revendido. Já o produtor rural deverá registrar no caderno de campo as informações sobre como produziu seus alimentos e sobre os compradores da sua produção. As notas fiscais dos insumos e das vendas da produção deverão ficar disponíveis para a fiscalização por dois anos.

    Um dos benefícios é que o consumidor poderá consultar em smartphone ou computador quem produziu o alimento e onde foi produzido. No site da Cidasc, o consumidor poderá conhecer a produção catarinense, épocas e locais em que são produzidos e, a partir daí, avaliar se é possível a compra local, recebendo produtos frescos e que valorizem o produtor de Santa Catarina.

    O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca, lançou o Programa e-Origem no dia 18 de outubro do ano passado, nas Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa/SC), em São José.

    Leia mais: http://www.fetaesc.com/canais/noticias/details.asp?idcanal=276&idcat=6#.W2rQgmyKCO0.facebook

    Fonte: Notícias FETAESC


  • Informe Semanal da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição – 30 de julho a 3 de agosto

    Publicado em 08/08/2018 às 15:52

    Ministério da Saúde lança Campanha de Amamentação

    Com o slogan Amamentação é a Base da Vida, a nova campanha de aleitamento, lançada na sexta-feira (27), em alusão à Semana Mundial da Amamentação (1° a 7 de agosto), reforça a importância do leite materno para o desenvolvimento das crianças até dois anos e exclusivo até os seis meses de vida, orientação preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Além de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos, a amamentação materna também reduz casos de diarreia, infecções respiratórias, hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade […].

    Para saber mais sobre essa matéria e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1822; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).

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  • Seleção de bolsista PIBIC/CNPq para projeto

    Publicado em 07/08/2018 às 10:09


  • Metas educacionais não cumpridas

    Publicado em 06/08/2018 às 18:44

    Balanço realizado pela organização não governamental Campanha Nacional pelo Direito à Educação e pelo Laboratório de Dados Educacionais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostra que apenas 30% das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) previstas para ser cumpridas entre 2014 e 2017 foram concretizadas. Instituído pela Lei nº 13.005, de 2014, o PNE estipula diretrizes e estratégias para a política educacional brasileira até 2024. Segundo o balanço, o único objetivo atingido foi a publicação pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de estudos que permitem medir a evolução das metas. Uma ação importante não cumprida é a implementação progressiva de dois instrumentos – o Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi) e do Custo Aluno Qualidade (CAQ) –  que devem ajudar a definir o investimento mínimo necessário por aluno ao ano para financiar educação de qualidade. “O não cumprimento desses primeiros propósitos estruturantes do PNE afeta a adoção dos objetivos previstos para um segundo momento, que tratam do acesso e da qualidade na educação básica e no ensino superior”, explica Andressa Pellanda, coordenadora de políticas educacionais da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Nos últimos anos, porém, houve progresso em metas que devem ser alcançadas mais adiante, como o acesso à educação infantil. A proporção de crianças de 0 a 3 anos matriculadas em creches subiu de 24,5%, em 2011, para 31,9%, em 2016 – o PNE prevê que metade delas estejam matriculadas até 2024. “É preciso garantir o acesso de crianças e adolescentes à educação, pois, hoje, eles representam a base da pirâmide populacional do Brasil. No longo prazo, a falta de escolas para essa população causará impactos no desenvolvimento do país”, avalia Andressa.

    Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2018/07/19/metas-educacionais-nao-cumpridas/


  • Abrasco pronuncia-se sobre nota da Capes

    Publicado em 03/08/2018 às 21:11

    O Conselho Superior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) emitiu uma nota ao Ministro da Educação, Rossieli Soares, na última quarta-feira (01/08), sobre o risco de cortes de bolsas para pós-graduação e programas de professores – considerando o orçamento previsto para o órgão em 2019. A Associação Brasileira de Saúde Coletiva pronuncia-se em solidariedade aos bolsistas e denuncia a situação como “consequência da proposta de impor um insano teto de gastos por 20 anos, conforme previsto na Emenda Constitucional 95”.

    Leia na íntegra

     


  • Informativo da Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição 16 a 20 jul 2018

    Publicado em 19/07/2018 às 19:50

    Notícia de Capa: CONSULTA PÚBLICA Nº 4

    Guia alimentar para crianças menores de 2 anos

     

    Chega a suas mãos a versão preliminar do Guia Alimentar para crianças menores de 2 anos. Essa nova versão está alinhada ao Guia Alimentar para a População Brasileira e está em Consulta Pública até o dia 25 de agosto.

    A nova edição do Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 Anos traz recomendações e informações sobre como alimentar crianças nos dois primeiros anos de vida para promover saúde, crescimento e desenvolvimento.

    Pretende ser um apoio à família no cuidado cotidiano à criança, tanto nos momentos de dúvida durante o aleitamento materno como no enfrentamento aos desafios cotidianos, no estímulo ao desenvolvimento de habilidades culinárias e do comer juntos […].

    Para saber mais sobre essa matéria e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1820 ; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php).

     

    Nesta edição:

    • CONSULTA PÚBLICA Nº 4 – Guia alimentar para crianças menores de 2 anos
    • Reunião sobre redução do consumo de nutrientes críticos e prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT)
    • Saiba como atleta de fim de semana pode evitar lesões
    • Centro da ONU discute parcerias com a União Africana sobre alimentação escolar
    • Venda de bebida industrializada que contenha açúcar poderá ser proibida em escolas
    • Espaço dos Estados e Municípios
    • De Olho na Evidência
    • Implementando o Guia Alimentar para a População Brasileira: Férias Escolares – Atenção à Alimentação das Crianças
    • Monitoramento dos Programas
    • Saiu na Mídia

     

    A Segundeira da CGAN é o informativo semanal da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, na qual são apresentadas as principais notícias da semana, agendas previstas da Coordenação, além de trazer atualizações sobre evidências científicas, textos de apoio para a implementação das recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira e atividades realizadas nos municípios e estados relacionados à agenda de alimentação e nutrição no SUS e monitoramento de alguns programas.

     

    Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição

    Departamento de Atenção Básica

    Secretaria de Atenção à Saúde

    Ministério da Saúde

     

     

    Portal do Departamento de Atenção Básica: http://dab.saude.gov.br/portaldab/

    Comunidade de Práticas: https://www.facebook.com/comunidadedepraticas

    RedeNutri: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php


  • Assunto indigesto: produção com agrotóxicos.

    Publicado em 19/07/2018 às 19:48

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Foto: Felipe Carneiro/Diário Catarinense

    O Caderno Nós, publicado no Diário Catarinense no dia 15 de Julho destaca assuntos relacionados ao uso de agrotóxicos , como a contaminação das águas, o Brasil como um dos principais consumidores de veneno e o novo e polêmico projeto de lei. O caderno pode ser acessado pelo link: http://dc.clicrbs.com.br/sc/ultimas-noticias/tag/caderno-nos/

     


  • Abusivo Tudo Isso – Criança e Consumo

    Publicado em 19/07/2018 às 19:40

    Denuncie a publicidade abusiva do McLanche Feliz

    Diante do incentivo ao consumismo infantil e hábitos alimentares não saudáveis, é hora de dizer: #AbusivoTudoIsso

     

    Aconteceu em Brasília! Um cidadão, cansado de ver o McDonald’s desrespeitar a lei e a infância ao anunciar e vender sanduíches com brinquedos, denunciou a empresa ao Ministério Público.

    Inspirado por essa atitude, o Criança e Consumo convida você a também exigir o fim dessa prática. Mobilize-se com a gente enviando um e-mail para a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), com cópia para o McDonald’s. E, claro, chame mais gente para participar, usando a #AbusivoTudoIsso em suas redes.

     

    Por que ainda existe publicidade infantil?

    Apesar de a publicidade direcionada a crianças ser considerada abusiva e, portanto, ilegal pelo Código de Defesa do Consumidor, entendimento reforçado pela Resolução 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), algumas empresas simplesmente se colocam acima da lei e encontram subterfúgios para não cumpri-la, em claro desrespeito à infância. Essas condutas têm que ser denunciadas para que as empresas sejam responsabilizadas!

     

    Por que comida com brinquedo é um problema?

    A oferta de brinquedos para estimular o consumo excessivo e habitual de produtos alimentícios com altos teores de sódio, açúcar e gorduras é extremamente prejudicial à saúde das crianças. A obesidade infantil e as doenças crônicas associadas se tornaram um dos maiores problemas de saúde pública no país. Sem uma mudança de hábitos e práticas de mercado, em menos de uma década, a obesidade pode atingir 11,3 milhões de crianças no Brasil.

    Além disso, o fato de esses brinquedos serem exclusivos, efêmeros e colecionáveis faz com que a criança seja incentivada a consumir uma grande quantidade de “promoções” no curto espaço de tempo. Depois de conseguir o primeiro brinquedo da série, em geral, a criança quer completar a coleção. E depois a seguinte. E outra. A criança, assim, passa a ser uma promotora de venda da marca. E o apelo para que mãe, pai ou responsável compre os demais itens pode gerar estresse familiar.

    Não à toa, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, (STJ), Herman Benjamin, em julgamento de caso sobre publicidade direcionada a crianças, afirmou que: “a autoridade para decidir sobre a dieta dos filhos é dos pais. E nenhuma empresa comercial e nem mesmo outras que não tenham interesse comercial direto, têm o direito constitucional ou legal assegurado de tolher a autoridade e bom senso dos pais”.

     

    O que eu posso fazer?

    As famílias brasileiras são majoritariamente contra a publicidade direcionada a crianças, como mostrou essa pesquisa. Então, temos nas mãos a possibilidade de atuar em conjunto, para exigir que o McDonald’s pare de associar brinquedos a produtos alimentícios.

    Para isso, peça para a Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça, atuar em defesa dos direitos das crianças!

    Preencha o formulário ao lado e encaminhe um e-mail  para a Senacon e para o McDonald’s!


  • FAO realiza concurso de receitas e negócios sustentáveis para mulheres rurais – ONU Brasil

    Publicado em 19/07/2018 às 19:37

    Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos reconhece contribuições das agricultoras para a produção sustentável de alimentos. Foto: FAO

    Estão abertas até 1º de agosto as inscrições para o concurso Saberes e Sabores: as Mulheres Rurais no resgate da alimentação tradicional saudável e na proteção à biodiversidade. É possível concorrer em duas categorias: receitas e saberes gastronômicos ou empreendimentos agrícolas. A iniciativa é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da ONU Mulheres.

    A premiação busca valorizar o papel das mulheres rurais na produção sustentável de alimentos saudáveis e nutritivos. Outro objetivo é reconhecer seus conhecimentos ancestrais e atividades de empreendedorismo que protegem a diversidade biológica. O prêmio é parte da campanha #MulheresRurais, Mulheres com Direitos, implementada pelas duas agências da ONU e parceiros do governo brasileiro.

    A inscrição na competição deve ser feita pelo blog Saberes e Sabores: http://www.saberesysabores.org/. Não existe limite de materiais enviados por pessoa ou organização.

    A convocatória terá dois resultados principais — a documentação multimídia de saberes gastronômicos e um catálogo de produtos e serviços desenvolvidos por mulheres rurais. O portal Saberes e Sabores divulgará as receitas e os negócios concorrentes, a fim de estimular a participação de mais mulheres.

    Sobre a iniciativa #MulheresRurais, Mulheres com Direitos

    #MulheresRurais, Mulheres com Direitos é uma campanha regional que a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário do Brasil (SEAD) organiza junto com a Reunião Especializada da Agricultura Familiar do Mercosul (REAF), a FAO, a ONU Mulheres, o Conselho Agropecuário Centro-Americano do Sistema de Integração Centro-Americano (CAC-SICA), bem como com a Diretoria Geral de Desenvolvimento Rural do Ministério de Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai (DGDR/MGAP).


  • A revista DEMETRA: Alimentação, Nutrição & Saúde publica nova edição

    Publicado em 19/07/2018 às 19:34

    SEÇÃO TEMÁTICA: “IMAGENS E DISCURSOS SOBRE CORPOS, FAMÍLIAS E SUBJETIVIDADES”
    ——–
    EXPERIÊNCIAS E ARRANJOS FAMILIARES NO CUIDADO E PRÁTICAS CORPORAIS EM CORONARIOPATAS (325-340) – Mayara Cassimira Souza, Jaqueline Teresinha Ferreira

    CONSTRUCCIÓN DEL MODELO DE ALIMENTACIÓN SALUDABLE Y SU IMPLICANCIA EN LA CONFIGURACIÓN DE LA SUBJETIVIDAD DE LA INFANCIA Y LA FAMILIA (341-361) – Pablo Gerardo Pereira Álvarez

    INTERFACES ENTRE A GORDOFOBIA E A FORMAÇÃO ACADÊMICA EM NUTRIÇÃO: UM DEBATE NECESSÁRIO (363-380) – Barbara Leone Silva,    Jacobina Rivas Cantisani

    IMAGEM CORPORAL NO CÁRCERE: PERCEPÇÕES DE MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE
    (381-393) – Ana Luísa Canário Carlos de Andrade,    Ana Paula Dias Inocêncio Barbosa,        Ursula Viana Bagni

    CONSTRUÇÃO IMAGÉTICO-DISCURSIVA DA BELEZA CORPORAL EM MÍDIAS SOCIAIS: REPERCUSSÕES NA PERCEPÇÃO SOBRE O CORPO E O COMER DOS SEGUIDORES (395-411) – Ana Flávia de Sousa Silva, Letícia dos Santos Neves, Camila Cremonezi Japur,  Thaís Rodrigues Penaforte, Fernanda Rodrigues Penaforte

    ARTIGOS DE TEMA LIVRE
    ——–
    ROTULAGEM E PROMOÇÃO COMERCIAL DE FÓRMULAS INFANTIS COMERCIALIZADAS NO BRASIL (413-425)- Mariana Morais Baldani, Grazieli Benedetti Pascoal, Ana Elisa Madalena Rinaldi

    ACESSO À FRUTAS E HORTALIÇAS EM ÁREAS PERIFÉRICAS DA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO (427-446) – Mariana Tarricone Garcia,       Jessica Vaz Franco,     Christiane Gasparini Araújo Costa,  Cláudia Maria Bógus

    INFLUÊNCIA DA MÍDIA SOBRE A APARÊNCIA DE PROFESSORAS DE SÃO PAULO (447-462) – Mariana Gori,   Renata Furlan Viebig

    COLOSTROTERAPIA: UMA REVISÃO DA LITERATURA (463-476) – Jéssica Blatt Lopes, Luciana Dias de Oliveira, Betina Soldateli

    DETERMINAÇÃO DO TEOR DE CAFEÍNA EM DIFERENTES TIPOS DE CAFÉS (477-484) – Cicero Jordan Rodrigues Sobreira da Silva,  Cicero Jonas Rodrigues Benjamim, Luana Barreto Carvalho, Elida Mara Braga Rocha, Edna Mori

    TRIAGEM NUTRICIONAL E RISCOS CARDIOMETABÓLICOS NOS FUNCIONÁRIOS DE UM RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO (485-502) – Ana Karina Furtado Mendes, Anne Karollyne Cavalcante Carvalho, Monalyza Guerra Justino, Lucia Helena Almeida Gratão,    Renata Junqueira Pereira

    DESENVOLVIMENTO E ACEITAÇÃO SENSORIAL DE KEFIR COM GELEIA DE GOIABA E AVALIAÇÃO DE COMPOSTOS BIOATIVOS (503-515) – Carollyne dos Santos Cavararo,  Jorge Pinho Silva Jr, Josiane Roberto Domingues, Claudete Corrêa de Jesus Chiappini

    ____________________________________
    Universidade do Estado do Rio de Janeiro
    Instituto de Nutrição
    http://www.demetra.uerj.br/
    demetra@uerj.br


  • Consulta Pública

    Publicado em 13/07/2018 às 14:38

    O Ministério da Saúde abriu para consulta pública o Guia alimentar para crianças menores de 2 anos.

     

    O guia disponível para consulta pode ser acesso pelo link: http://portalms.saude.gov.br/audiencias-e-consultas-publicas/43839-consulta-publica-n-4-guia-alimentar-para-criancas-menores-de-2-anos


  • Doutoranda em Nutrição pesquisa a presença de ingredientes transgênicos nos alimentos

    Publicado em 05/07/2018 às 14:40

    A doutoranda em Nutrição da UFSC, Rayza Dal Molin Cortese, publicou o artigo A label survey to identify ingredients potentially containing GM organisms to estimate intake exposure in Brazil no periódico científico Public Health Nutrition. Sob orientação da professora Suzi Barletto Cavalli, o artigo analisa a presença de ingredientes transgênicos (derivados de soja, milho e algodão) nos alimentos mais consumidos pela população brasileira.

    Segundo a autora, o Brasil é o segundo país que mais planta alimentos transgênicos no mundo, ficando atrás apenas dos EUA. Do total de soja, milho e algodão cultivados no país, 96,5% da soja, 88,4% do milho e 78,3% do algodão são transgênicos, o que nos permite inferir que os produtos derivados de soja, milho ou algodão presentes nos alimentos comercializados no Brasil provém de culturas transgênicas.

    Foram identificamos 28 produtos derivados de soja, milho e algodão e uma levedura transgênica que podem estar presentes como ingredientes nos alimentos. Tais produtos podem aparecer nos rótulos com 101 nomenclaturas distintas como, por exemplo, maltodextrina (derivada do milho), gordura vegetal (pode ser derivada de soja, milho ou algodão) e ácido cítrico (pode ser derivado do milho) e 64,5% dos alimentos consumidos pelos brasileiros (segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares) podem conter algum desses ingredientes.

    A conclusão do trabalho identificou a presença de, pelo menos, um ingrediente possivelmente transgênico observado em mais da metade dos alimentos mais consumidos pela população brasileira.

    Mais informações pelo e-mail


  • Novo site da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e SAN

    Publicado em 04/07/2018 às 10:25

    Qual a importância da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional?

    A criação da RBPSSAN em 2016 e o seu fortalecimento em 2017 com seu encontro nacional constituem um importantíssimo reconhecimento da produção de conhecimento dessa temática no país, que ganha maior apoio a partir de 2003, quando a SAN enquanto política pública ganha prioridade na agenda nacional… Leia mais

    Silvia RigonProfessora do Departamento de Nutrição na Área de Nutrição em Saúde Coletiva e colaboradora do Programa de Pós-graduação em Alimentação e Nutricão da Universidade Federal do Paraná

    A Soberania e a Segurança Alimentar e Nutricional  são campos complexos de pesquisa e prática. Suas muitas dimensões proporcionam que profissionais de diferentes especialidades se envolvam… Leia mais

    Elisabetta RecinePresidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional

    Acesse o site aqui