NUPPRE
  • Convite – Defesa de Dissertação de Mestrado

    Publicado em 08/10/2018 às 17:06


  • “Quando as mulheres têm também o poder de decidir – no campo, na vida e nos rumos políticos de uma democracia – toda a sociedade se beneficia”, diz Presidente da FAO, José Graziano da Silva

    Publicado em 08/10/2018 às 8:46

    Empoderar para conquistar

    No último fim de semana, as manifestações de milhares de mulheres por diversas cidades do Brasil e do exterior transmitiram, em uníssono, um recado impactante: o empoderamento delas é um caminho sem volta.

    A voz das brasileiras também ecoa no campo, em diversas frentes.

    De 1º a 15 de outubro, a FAO, em conjunto com a ONU-Mulheres e outras entidades governamentais, se engaja na campanha “pela autonomia total das mulheres rurais”, que pretende reconhecer o papel delas como agentes essenciais no desenvolvimento da sociedade.

    As mulheres rurais, além de vulneráveis à violência de gênero, têm dificuldades de acesso à terra para gerar sua própria renda e poucas oportunidades de participar na tomada de decisões que afetam suas vidas, suas famílias e suas comunidades.

    Para se ter ideia do comprometimento e dedicação da mulher rural, cerca de 90% do que elas lucram no campo é reinvestido na educação e no bem-estar da família. Além da justiça social, o empoderamento feminino pode representar um aumento de 30% na produção agrícola e garantir a segurança alimentar do planeta.

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  • Dia Nacional da Agroecologia “homenagem a Ana Primavesi”

    Publicado em 04/10/2018 às 8:16

    Hoje, 3 de outubro, comemoramos o 🌱Dia Nacional da Agroecologia 🌱

    ‼A data é em homenagem ao nascimento da engenheira agrônoma e escritora, Ana Maria Primavesi, referência nos avanços de pesquisas sobre o manejo do solo de maneira ecológica.
    Ana Primavesi completa hoje (3), Dia Nacional da Agroecologia, 98 anos de vida!

    🙅‍♀ Primavesi foi a primeira mulher, em um ambiente científico dominado por homens, a defender que o solo é um ser vivo e que a própria vida das pessoas, é propiciada pela vida do solo.

    Leia mais: https://bit.ly/2Rqjm1p

    🍃 Primavesi  é uma das principais pesquisadoras da agricultura orgânica, que compreende o solo como um organismo vivo.

    👩🏾‍🌾👨🏾‍🌾 Entendida como parte fundamental das relações humanas, a agroecologia é colocada em prática na produção de alimentos saudáveis, na construção de novas relações com o meio ambiente, mas também, na luta contra toda forma de exploração no campo.

    #AgroecologiaÉOCaminho


  • Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – AF e as compras institucionais

    Publicado em 03/10/2018 às 14:01

    Agricultores familiares de todas as regiões do país têm oportunidades de vender para órgãos públicos federais. Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí e do Rio Grande do Sul, além de unidades do Exército e da Aeronáutica em Rondônia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, estão com chamadas públicas abertas para a compra de alimentos produzidos por pequenos produtores e suas cooperativas.

    Saiba mais em: https://bit.ly/2Qqvk9E


  • Comer fora de casa, as práticas e as rotinas alimentares nos contextos da modernidade: uma leitura comparada entre Brasil, Reino Unido e Espanha

    Publicado em 02/10/2018 às 21:15

    A tese de Maycon Noremberg  Schubert, orientado por Sergio Schneider, ganhou o Prêmio Capes 2018, na área de Sociologia (PPGS – UFRGS).

    Leia a seguir o resumo do trabalho:

    A presente tese analisa comparativamente o tema ‘comer fora de casa’ em três países, Brasil, Reino Unido e Espanha, a partir da Teoria das Práticas Sociais e da Sociologia do Comer. O objetivo central desse trabalho é analisar as principais características e as diferenças das práticas sociais em torno do comer, especialmente o comer fora de casa, a partir dos dados e definições conceituais, das rotinas alimentares e dos contextos sociais. No que diz respeito aos dados oficiais de cada país os conceitos operacionais se apresentam de forma distinta, mostrando uma série de limitações para as análises e comparações desse fenômeno social. Ao se averiguar os dados empíricos, percebe-se que do ponto de vista conceitual, a prática do comer fora é então definida como não se configurando somente em uma única situação: quando se come em casa, o próprio menu na companhia do núcleo familiar mais próximo. Todos os outros momentos e situações em que se come há algum grau ou intensidade que corresponde à prática do comer fora. Diante dessa definição é discutida a formação das rotinas alimentares nos três países de forma relacional entre o dentro/fora, o prazer/obrigação e as constâncias/mudanças. Quanto as antinomias dentro/fora e prazer/obrigação, o que se destaca são: o cosmopolitismo britânico, o tradicionalismo espanhol, e uma ‘mescla’ entre o tradicionalismo e o cosmopolitismo no Brasil. No que corresponde as mudanças, a estrutura teleoafetiva das práticas sociais se mostrou diversa entre os países, sendo que os valores normativos que mais se destacaram em torno do comer foram: o ‘poupar’, o ‘cuidar’, o ‘prazer’, o ‘variar’ e o ‘adaptar’, incorrendo em mudanças na prática do comer por bifurcação, coalescência e hibridização. O entendimento compartilhado de que o almoço tem pouca importância para os britânicos e de que os espanhóis acreditam comer bem, por terem uma dieta mediterrânea, são os mais marcantes, refletindo diretamente nas práticas alimentares levadas adiante em cada país. As regras em torno do comer tendem a ser fracamente reguladas, sendo que os dados mostraram que a prática do comer fora apresenta-se cada vez mais informal nos três países, sendo predominantemente realizada em razão da sociabilidade, conveniência e experimentação. Ao se analisar a composição das práticas sociais em torno do comer, notou-se a presença de outras práticas socais ora se relacionando com ao ato de comer de forma co-dependente, ora co-existente. Quando essa relação ocorre de forma co-depende a prática do comer se configura em uma prática ‘composta’, que é ‘ancorada’ por outras práticas sociais, porém, quando essa relação for co-existente, a prática do comer se configura apenas como uma prática integrativa. Essa dinâmica foi percebida como situacional, ou seja, variando de acordo com os contextos sociais e as condicionantes presentes em cada país, bem como perante as dimensões analisadas, em relação aos eventos, os processos de incorporação e os menus. Como contribuição para Teoria das Práticas indica-se analisar os ‘nexus’ que conectam as práticas sociais e os arranjos, moldados pelas condicionantes dos contextos sociais, como a unidade suscetível às mudanças sociais.

    Fonte: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/179504


  • Governo e indústria vão anunciar redução de açúcar em alimentos, diz ministro

    Publicado em 02/10/2018 às 10:35

    O governo e a indústria vão anunciar metas de redução de açúcar em alimentos processados, como refrigerantes, biscoitos e achocolatados, de acordo com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

    O anúncio será feito, segundo ele, após o primeiro turno das eleições, que ocorre no próximo domingo (7).

    “Vamos estabelecer percentuais de redução do açúcar dos alimentos processados. Como exemplo, iogurte, achocolatados, sucos em caixinha, refrigerantes, bolos, biscoitos. Todos esse produtos terão percentual de redução de açúcar até 2021. Em 2021, sentamos novamente e estabelecemos novo patamar”, disse Occhi.

    O percentual de redução será diferente para cada tipo de produto, segundo o ministro.

    “Nós temos uma grande preocupação com redução do sódio, do açúcar e da gordura. Esse é o grande trabalho também da rotulagem dos alimentos. É alertar. Ninguém irá proibir o consumo de alimentos com alto teor de açúcar, sal e gordura, porém vamos alertar nossa população que esse alimento tem excesso desses produtos que fazem mal à saúde”, disse.

    O modelo, de acordo com o ministério, é semelhante a acordo firmado com a Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) para reduzir o teor de sódio nos alimentos, com objetivo de diminuir o risco de doenças associadas ao alto consumo de sal, como hipertensão.

    O ministro participou na manhã desta segunda-feira (1º) da divulgação de um estudo sobre perfil da população idosa no Brasil, feito em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

    Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/10/governo-e-industria-vao-anunciar-reducao-de-acucar-em-alimentos-diz-ministro.shtml


  • FAO lança campanha Fome Zero para erradicar a fome até 2030

    Publicado em 02/10/2018 às 10:33

    Em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, no próximo dia 16 de outubro, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou a campanha “Um mundo #fomezero para 2030 é possível”. O objetivo é sensibilizar a sociedade para a importância de ações do combate à fome e ao desperdício de alimentos e para a necessidade de desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável.

    Após um período de declínio, a fome no mundo está em ascensão novamente. Hoje, mais de 820 milhões de pessoas sofrem de desnutrição crônica, de acordo com o último relatório da FAO sobre segurança alimentar e nutrição. “Conflitos, eventos climáticos extremos ligados à mudança climática, desaceleração econômica e aumento rápido dos níveis de sobrepeso e obesidade estão revertendo o progresso alcançado na luta contra a fome e a desnutrição”, diz a organização.

    De acordo com a FAO, enquanto milhões passam fome outros 672 milhões sofrem de obesidade e 1,3 bilhão estão acima do peso. A cada ano, 3,4 milhões de pessoas morrem por causa do sobrepeso e obesidade. Por outro lado, 45% da mortalidade infantil está relacionada à desnutrição.


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  • Aliança critica declarações de presidente da Anvisa sobre rotulagem

    Publicado em 01/10/2018 às 21:14

    Declarações do novo presidente levantam suspeita de uma intervenção por pressão de representantes de indústrias de alimentos descompromissadas com os interesses da saúde pública

    Organizações da sociedade civil, como Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), ACT Promoção da Saúde, Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) e Asbran (Associação Brasileira de Nutricionistas), integrantes da Aliança, publicaram nesta sexta-feira (28) uma carta pública direcionada ao novo presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), William Dib, pedindo esclarecimentos sobre o processo de revisão de rotulagem nutricional.

    Em notícias veiculadas pelos jornais O Estado de São Paulo e Folha de S. Paulo, esta semana, Dib afirma ser favorável a advertências coloridas nas embalagens dos produtos, indo de encontro ao que o Relatório Preliminar da Análise de Impacto Regulatório sobre Rotulagem Nutricional, publicado pela agência, apresentou como conclusão.

    “Um consenso sobre o assunto nesses termos publicados na entrevista não parece partir da visão técnica oficial da Anvisa. É imprescindível que o presidente da agência recém empossado manifeste-se em nota oficial sobre o conteúdo das entrevistas concedidas ao jornal, na medida em que suas falas, se confirmadas, levantarão a inevitável suspeita de uma intervenção política no processo regulatório, por pressão de representantes de indústrias de alimentos descompromissadas com o objetivo e com a lisura neste processo regulatório”, diz um trecho da carta.

    Em maio deste ano, a Anvisa publicou o relatório preliminar sobre o assunto, afirmando que  modelos que utilizam alertas na frente das embalagens seriam os mais adequados, pois auxiliam os consumidores a fazer escolhas alimentares mais saudáveis e estimulam os fabricantes a reformular seus produtos.

    A carta enviada pela Aliança também destaca a ampla participação da sociedade, desde 2014, na revisão das normas de rotulagem, incluindo entidades da sociedade civil de defesa do consumidor e alimentação, entidades representativas do setor produtivo, academia e institutos de pesquisa.

    “Com um processo regulatório amadurecido, não podemos permitir que a regulação em defesa da saúde pública seja fragilizada ou ameaçada. Já temos estudos e análise de experiências bem sucedidas suficientes que comprovam a superioridade do modelo de rotulagem em formato de alertas”, destaca Ana Paula Bortoletto, líder do programa de alimentação saudável do Idec e do Comitê Gestor da Aliança.

    Essa não é a primeira vez que estratégias para atrapalhar o processo democrático acontecem. Este ano, após a Anvisa divulgar o relatório técnico e abrir a tomada pública de subsídios, a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), tendo conhecimento de prazos e datas há bastante tempo, conseguiu na Justiça a  extensão da consulta por mais 15 dias, numa clara tentativa de protelar o andamento do processo que irá trazer benefícios para a saúde do consumidor. A Aliança repudiou a decisão.

    Em outra ocasião, num claro desrespeito ao cumprimento do processo regulatório, o presidente da Abia se reuniu com o presidente Michel Temer para criticar o modelo de alertas, previamente aprovado pelo corpo técnico da Anvisa. Após o acontecimento, a Aliança tentou agendar uma reunião com Temer, mas não obteve resposta.

    Conheça o histórico de aprimoramento da rotulagem nutricional de alimentos no Brasil:

    Fevereiro de 2014 – Instituto participa de reunião sobre a regulamentação da rotulagem de alimentos no Mercosul
    Junho de 2014 – Idec passa integrar grupo de trabalho da Anvisa que discute rotulagem nutricional
    Setembro 2017 – Idec apresenta modelo de rotulagem nutricional à Anvisa
    Maio 2018 – Anvisa afirma que modelo de alerta é opção mais eficiente de rotulagem
    Junho 2018 – Anvisa abre consulta pública técnica sobre Rotulagem Nutricional
    Julho 2018 –  Aliança repudia prorrogação da consulta pública técnica da Anvisa
    Agosto 2018 – Aliança pede reunião com presidente Michel Temer


  • UFSC se mantém no ranking das mil universidades mais bem-conceituadas do mundo

    Publicado em 28/09/2018 às 12:24

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mantém sua posição no ranking recém-divulgado da publicação britânica Times Higher Education (THE), referência na avaliação do ensino superior. A UFSC está entre as 15 instituições brasileiras que aparecem na edição deste ano. Em 2017 eram 21 e, em 2016, 27. A avaliação do THE considera fatores como o número de citações, a internacionalização, a titulação dos professores e a transferência de conhecimento para a sociedade. A lista completa está disponível aqui.

    Para o reitor Ubaldo César Balthazar, a continuidade da UFSC no ranking reflete o esforço da comunidade acadêmica nas ações de internacionalização, além da imensa dedicação à pesquisa, ensino e extensão, mesmo em um contexto de escassez de recursos. “Espero que esse esforço seja considerado e que a importância da ciência e da educação para o desenvolvimento da sociedade e do país sejam cada vez mais valorizados, cessando assim os contínuos cortes de orçamento destinados às universidades públicas brasileiras.”

    Mais informações sobre o ranking THE aqui.


  • Centro Latino-Americano de Ciência e Tecnologia em Soberania, Segurança e Educação Alimentar e Nutricional da Região Sul

    Publicado em 28/09/2018 às 12:20

    Está aberto com inscrições até o dia 15 de outubro o Edital para uma bolsa de pós-doutorado junto ao Centro Latino-Americano de Ciência e Tecnologia em Soberania, Segurança e Educação Alimentar e Nutricional da Região Sul (CeLASSAN) da UNILA. O texto encontra-se entre as páginas 4 e 7 do Boletim de Serviço da nossa Universidade. A bolsa destina-se a doutores de qualquer área de formação desde que em suas teses de doutorado tenham desenvolvido temas de culturas alimentares, soberania e segurança alimentar e nutricional (SSAN) e Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA).

    Visualizar o anexo Edital n 5_Celassan_Unila_pág 4 a 5_Boletim de serviços.pdf

    Edital n 5_Celassan_Unila_pág 4 a 5_Boletim de serviços.pdf
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  • Inauguração do Armazém do Campo reúne centenas de pessoas no Rio de Janeiro

    Publicado em 28/09/2018 às 12:18

    Centenas de pessoas estiveram reunidas neste sábado (15) para a inauguração do Armazém do Campo no Rio de Janeiro. Localizado em um casarão tradicional, no bairro da Lapa, na região central da cidade, o espaço de comercialização organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vende produtos de assentamentos da reforma agrária, cultivados por pequenos agricultores ou produzidos por empresas parceiras, de forma orgânica e agroecológica.

    A festa de inauguração teve programação durante todo o dia. A principal delas foi o almoço, no cardápio: arroz carreteiro feito pelo dirigente do MST, João Pedro Stedile. A receita foi ensinada pelo seu avô, um carreteiro que fazia o trecho Antônio Prado (RS) até Sorocaba (SP) transportando carnes e mercadorias. O prato foi sucesso de público, que lotou o espaço para esperar as diversas paneladas servidas no início da tarde.

    “Minha tarefa na inauguração foi preparar o almoço. Trouxe essa receita que no Rio Grande do Sul é tradicional. Nosso almoço é uma forma de confraternização com todos que vieram. A esquerda tem que recuperar formas mais alegres e culturais de fazer política. O povo quer música, teatro, trabalho, comida, renda. E para colocar em prática essa visão de fazer política estamos inaugurando essa unidade do Armazém no Rio com muita alegria”, explica João Pedro Stedile.

    Durante a inauguração, as prateleiras lotadas colocaram em evidência a diversidade da produção do MST e empresas parceiras. Entre as opções, legumes, frutas e verduras frescas até mel, leite, arroz, feijão e achocolatados. Já as paredes exibiram pinturas de artistas populares para lembrar que além da comercialização de produtos da reforma agrária, o Armazém do Campo também é espaço de promoção cultural.

    “Essa loja é fruto da luta pela terra que o MST faz. Com ela, os trabalhadores urbanos tem contato a produção, feita a partir da luta no campo. O Armazém cumpre o objetivo de proporcionar o acesso à produção dos assentamentos da reforma agrária, também de fazer o diálogo em torno da alimentação saudável, além de ser espaço das manifestações culturais. Com as diversas atrações que teremos, as pessoas podem se encontrar aqui e ocupar esse ambiente. É uma loja de nós trabalhadores. Queremos que seja construída no dia a dia”, acrescentou Ademar Paulo Ludwig Suptitz, coordenador do Armazém do Campo.

    A loja do Rio de Janeiro é a terceira da rede do Armazém do Campo, que já tem unidades em São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. Na avaliação da pesquisadora Maureen Santos, coordenadora de projetos socioambientais da Fundação Henrich Böll Brasil, o Armazém do Campo mostra a potência da agroecologia e da agricultura familiar e camponesa.

    “Para mim é um grande prazer presenciar a abertura dessa loja. Que a gente possa estar cada vez mais fortalecendo espaços de resistência como esse que traz comida de verdade para a população, fortalece os laços entre produtor e consumidor e mostra que a agroecologia é, sim, um modelo que a gente quer para o futuro”, afirmou.

    Já a assistente social Renata Oliveira dos Santos conta que a movimentação no número 135 da avenida Mem de Sá chamou a sua atenção para entrar na loja e conhecer um pouco mais sobre o Armazém do Campo. “Fiquei muito feliz quando soube que agora a gente tem um espaço de venda de alimentos da agricultura familiar, sem agrotóxicos, vindos dos assentamentos. Um lugar acessível. Entrei aqui, comprei um suco, com mesmo preço do mercado e encontrei outros produtos mais baratos que na feira”, contou.

    Marielle presente

    A festa de inauguração teve início com um ato político, que aconteceu a partir das 11h da manhã. Entre os convidados estiveram diversos representantes de movimentos, partidos e organizações populares, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Consulta Popular, o Levante Popular da Juventude, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação Única dos Petroleiros (FUP), Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindpetro-NF), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), o Movimento Humanos Direitos (MHUD), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido Socialismo e Liberdade (PSol), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Sindicato dos Engenheiros (Senge) e a Frente Brasil Popular.

    Em meio às falas sobre a importância política da inauguração do Armazém do Campo, foram relembradas a memória e a luta da vereadora Marielle Franco (PSol), assassinada em março deste ano. O crime, que tirou sua vida e do motorista Anderson Gomes, completou seis meses na última sexta-feira (14) e ainda aguarda resolução.

    Durante o ato, a mãe de Marielle, Marinete Silva, agradeceu publicamente que o nome de sua filha estava sendo lembrado com carinho e bravura. “Estamos vendo aqui hoje que é possível fazer uma política séria igual a que a Marielle fazia”, acrescentou.

    Serviço

    O Armazém do Campo no Rio de Janeiro fica na rua Mem de Sá, 135, na Lapa. O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 9h às 19h. Mais informações na página do Facebook Armazém do Campo RJ e pelo Instagram @armazemdocampo.rio.

    Edição: Katarine Flor


  • International Conference on Culinary Arts and Sciences (ICCAS) 2019, Cardiff, Wales

    Publicado em 10/09/2018 às 14:10

    ICCAS2019

    The 11th International Conference on Culinary Arts and Sciences is being hosted by Cardiff Metropolitan University, specifically the Welsh Centre for Tourism Research (WCTR) in conjunction with the ZERO2FIVE Food Industry Centre. The conference theme, Food and Society, reflects the key role the food and drink industries play in society.

     

    Registration and payment

    Early bird registration is now open until 15th March 2019:

    Full conference package – £495

    Student package – £310

    Social packages for companions – from £25

    Mais informações: https://www.cardiffmet.ac.uk


  • Sistemas alimentares, desigualdades sociais e saúde

    Publicado em 10/09/2018 às 14:05


  • Artigo sobre rotulagem de açúcar de adição no Brasil é selecionado para revista virtual de Cambridge

    Publicado em 10/09/2018 às 14:01

    O artigo sobre “Açúcar de adição no rótulo de alimentos comercializados no Brasil” derivado da dissertação da doutoranda em Nutrição do Programa de Pós-graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e membro do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE), foi aceito para publicação na revista Public Health Nutrition e selecionado para receber destaque no Cambridge Journals Blog, da Universidade de Cambridge. A notícia sobre o artigo ficará disponível por duas semanas e será compartilhada por meio das redes sociais da editora.

    Sobre o artigo

    Açúcares de adição são açúcares adicionados em alimentos durante o processamento ou preparação. Esses açúcares são utilizados para melhorar a palatabilidade dos alimentos, mas não possuem valor nutricional. A alta ingestão deste componente está associada com o aumento de diversas doenças, especificamente obesidade, doenças cardiovasculares e cáries dentárias.

    Alimentos industrializados são a principal fonte dos açúcares de adição na dieta da população mundial. Neste sentido, os rótulos dos produtos comercializados funcionam como uma ferramenta na escolha consciente da ingestão de produtos com esse ingrediente.   Na maior parte dos países, a informação nutricional dos rótulos não sinaliza sobre os açúcares, sendo a única maneira dos consumidores identificar a existência ou não desses ingredientes.

    A pesquisa foi realizada com a investigação de 4,539 rótulos de alimentos industrializados disponíveis para compra em um grande supermercado brasileiro, e 71% desses produtos possuíam, pelo menos, um tipo de açúcar de adição. Os açúcares foram o ingrediente mais encontrado dentre os alimentos analisados. Produtos como bolos, geleias, chocolate em pó, sucos, néctares e sucos de fruta, água de coco, barras de cereal, pães, bebidas lácteas, leite fermentado e iogurte. Mas também em alimentos salgados, como salsicha, hambúrgueres, presunto e muitos outros.

    As pesquisadoras sinalizam a importância da rotulação dos alimentos, permitindo aos consumidores realizarem escolhas conscientes em relação aos ingredientes contidos nos alimentos e evitar o consumo excessivo destes açúcares de adição.

    Public Health Nutrition

    A Public Health Nutrition realiza a publicação e disseminação de pesquisas e estudos acadêmicos focados no entendimento de causas, abordagens e soluções relacionadas à nutrição e realizações públicas, situações e problemas em âmbito mundial. O jornal publica artigos originais e autorizados por terceiros, comentários e documentos  para discussão e debate. A revista está disponível através da Cambridge Core, uma plataforma para disposição de conteúdo acadêmico da editora Cambridge University Press.

    O artigo pode ser lido no link ou no arquivo pdf.


  • Como (não) falar de comida quando a fome está de volta?

    Publicado em 10/09/2018 às 13:58

    O título desse artigo reproduz o tema do 8.º Encontro Nacional do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional que ocorrerá em novembro próximo, no Rio de Janeiro, por ocasião dos 20 anos de existência do Fórum. O título é quase auto-explicativo, dada a relevância da questão a que se refere – acentuada pela grave situação em que se encontra o Brasil. À crescente mobilização social para fazer frente aos problemas associados à má alimentação e aos danos dos sistemas alimentares predominantes, estamos novamente às voltas com o risco do retorno da fome como mazela social que imaginávamos superada.

    Pois é, voltamos a falar do risco da fome – isso mesmo, aquela associada à carência absoluta de alimentos – pois é provável que ela esteja novamente afetando parcela significativa da população brasileira. O agravamento da crise econômica iniciada em 2011 e, principalmente, a condução do governo saído do golpe institucional de 2016, jogaram o país num quadro de crescimento acelerado do desemprego e precarização das condições de trabalho, acompanhado da ofensiva desavergonhada contra direitos sociais praticada por elites insaciáveis. Chegamos a trombetear, em 2014, a saída do Brasil do Mapa da Fome – lançado todos os anos pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

    A comemoração era, sem dúvida, justíssima já que se tratava de conquista fruto de muita mobilização social e políticas públicas postas em prática a partir de 2003. Contudo, cá entre nós, é no mínimo constrangedor celebrar a saída de uma condição vergonhosa que perdurava em pleno século XXI, num país grande produtor de alimentos que chegou a ser a sexta maior economia do mundo. Seja como for, é urgente reconstruir as dinâmicas sociais e de políticas públicas, democráticas e participativas em sua essência, que permitiram aquele e outros notáveis avanços, com as revisões naturais de caminhos e procedimentos.

    Indo além da emergência, precisamos falar sobre o lugar central ocupado pelos alimentos e pela alimentação nas nossas vidas e na própria organização das sociedades. O que comemos ou deixamos de comer, as maneiras como nos alimentamos e os modos como os alimentos são produzidos e distribuídos estão entre os determinantes principais de uma vida digna e saudável, do bem estar e convívio social, e do respeito para com a natureza. O Fórum, assim como o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), têm mobilizado a sociedade brasileira pela “comida de verdade, no campo e na cidade”.

    Não sem razão, já que são muitos os problemas e malefícios associados à produção, distribuição e consumo de alimentos, dos quais o Brasil, lamentavelmente, oferece numerosos exemplos. Caminhamos aceleradamente para apresentar indicadores de sobrepeso e obesidade próximos aos dos campeões mundiais nessa matéria (Estados Unidos e México). Maus hábitos alimentares e ausência de atividades físicas aparecem como explicações. Porém, ressalte-se o crescente consumo de ultra-processados sob indução das grandes corporações e dos meios de comunicação, sempre resistentes à regulamentação da propaganda de alimentos que é parte substantiva do seu faturamento.

    Fala-se menos sobre a dieta nutricionalmente pobre, assentada em um pequeno número de bens primários e seus derivados, produzidos em larga escala por sistemas alimentares tidos como eficientes garantidores de nossa segurança alimentar e do mundo. O Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de produtos agroalimentares. A realidade, no entanto, é bem outra. Como se comprova facilmente, “comer mal custa mais barato”, sendo este o verdadeiro grande feito dos sistemas dominados pelas corporações, redes de supermercado e o incensado agronegócio. Isto acompanhado dos danos sociais e ambientais da expansão da monocultura e da pecuária de larga escala, e dos alimentos cheios de veneno que nos fornecem com farto apoio estatal na forma de crédito, infra-estrutura e pesquisa. Veneno são os agrotóxicos que recebem o nome higiênico de defensivos fitossanitários.

    O contraponto está em promover a disponibilidade de alimentos diversificados, acessíveis e respeitadores das culturas alimentares, começando por uma agricultura diversificada de base familiar que valorize a biodiversidade e adote métodos agroecológicos, e incluindo formas de comercialização que tornem esse tipo de alimentação acessível a todos os segmentos da população. Há tempos que o abastecimento alimentar da população brasileira está sob quase exclusiva regulação privada, com os governos federal, estaduais e municipais retraídos em sua função por excelência que é a regulação pública de atividades vitais.

    Os problemas mencionados e outros mais não incidem igualmente sobre todos os setores sociais. Como é característico da sociedade brasileira, a alimentação também expressa as iniquidades que faz do Brasil uma das sociedades mais desiguais do mundo. Alimentação de má qualidade e carências nutricionais incidem desigualmente nos mais pobres, nas mulheres, nas populações negras e indígenas, nas crianças e em territórios determinados, quase sempre na forma de uma combinação desses fatores revelando que a má alimentação tem sexo, cor/etnia, idade e residência.

    No contexto pré-eleitoral em que nos encontramos, é decepcionante, mas não surpreendente, constatar que questões como as aqui ressaltadas estejam quase ausentes do debate eleitoral. Cabe resistir ao retrocesso e investir nesse debate. Longe de mim subestimar a gravidade da violência física que grassa no país e a complexidade de seu enfrentamento, porém, em lugar do porte de armas, polícias e magistrados ocuparem o centro das atenções, a segurança que eu gostaria de ver também debatida, com o mesmo destaque, é a de uma vida digna e saudável, com emprego, valorizadora da diversidade cultural e socioambiental. Estou certo de que a questão alimentar desempenha papel de relevo nessa direção, mas ela não admite baboseiras, platitudes e demagogias.

     

    Renato Maluf é professor do CPDA/UFRRJ.

    4 de Setembro de 2018


  • Mulheres na ciência: a diversidade torna o sistema mais eficiente

    Publicado em 10/09/2018 às 13:51

    O evento “Mulheres na Ciência-SC” realizado nesta terça-feira, 28 de agosto, no Centro Tecnológico (CTC) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), abriu o ciclo de seminários e no final deixou um convite para o próximo encontro que será no dia 3 de setembro, na Biblioteca Universitária (BU). Este, mesmo sendo aberto a todas e todos, as mulheres foram a maioria no auditório Teixeirão para as apresentações de dois nomes da academia  – Marcia Cristina Bernardes Barbosa, do Departamento de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que discorreu sobre “Mulheres na Ciência: uma verdade inconveniente” e Rafaela Falaschi, do Departamento de Biologia Estrutural, Molecular e Genética da Universidade Estadual da Ponta Grossa (UEPG), sobre “Quem são as mulheres na ciência?”.

    Marcia, já de início, falou do motivo que a trouxe a Santa Catarina, mostrar evidências sobre a importância de se ter mulheres atuando na ciência. Para incitar a discussão, mostrou duas fotos da Conferência de Solvay, a de 1927 e a de 2011. Os dois momentos, mesmo tão distantes no tempo, aproximam-se por um detalhe bem sutil, a baixa participação feminina.

    No retrato mais antigo, tirado em Bruxelas, na Bélgica, posaram alguns dos maiores gênios da ciência do século 20, como Albert Einstein, Niels Bohr, Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg, Paul Langevin, Wolfgang Pauli, Paul Dirac, Max Born, Hendrik Lorentz, Paul Ehrenfest e Max Planck, e apenas uma única mulher, Marie Curie. A cientista polonesa, naturalizada francesa, produziu trabalhos na área de radioatividade, também se destacou em meio aos homens, por ter sido a única da fotografia a receber dois prêmios Nobel.

    Na edição de 2011, mais de 90 anos depois, mesmo tendo a participação de “duas mulheres” não chegou a ser um diferencial. Para Marcia, o tempo acentuou o padrão estabelecido e evidenciou um problema muito sério nas ciências exatas. Anos antes este fato já havia sido percebido e, em 2000, na União Internacional de Física, os representantes começaram a questionar o baixo índice de mulheres na ciência. A partir daí, um comitê internacional foi criado para analisar o contexto. Marcia, integrante deste grupo, representou o Brasil na “1ª Conferência Internacional de Mulheres na Física”, realizada em Paris, em 2002. O evento reuniu mulheres de 75 países para discutir a problemática e o que poderia ser feito para mudar aquela situação.

     

    Da análise mundial, a professora explicou que “na graduação em Física, as mulheres são um pouco mais de 20%, no mestrado e doutorado este percentual diminui, e quando chega no meio profissional sofre mais uma queda”. A diminuição do número de mulheres nos níveis mais elevados da carreira é denominada “efeito tesoura”. Nas demais áreas, o panorama é semelhante: “na graduação, mestrado e doutorado, as mulheres hoje estão em pé de igualdade, no entanto, quando saem do doutorado e vão para o meio profissional tem uma decadência em todas as áreas, e por isso a palavra tesoura, pois as mulheres estão sendo literalmente picotadas para fora da carreira acadêmica”. E indagou: “se a mulheres somem do sistema, onde estão? e nisso há dois problemas: baixa entrada nas exatas e desaparecimento das mulheres em todos os segmentos.

    Como membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), a docente da UFRGS também pôde verificar essas questões da participação feminina na ciência e apontou que atualmente na entidade as mulheres somam 14%. Um fato curioso é que o Brasil mesmo apresentando este percentual, é campeão mundial. “A tesoura dentro da tesoura, (…) não acaba nunca”.

    Marcia afirmou que gosta, como física, de responder aos questionamentos feitos pelos colegas com estatísticas, e busca sempre subsídios em pesquisas feitas por institutos de renome, com a de uma consultoria internacional que avaliou as 500 maiores empresas do mundo. E um dado foi confirmado: “as que apresentavam mais diversidade, ganham mais dinheiro em qualquer recorte”. Isto gerou um boom nas empresas e um acréscimo de mulheres nos postos de liderança. Para ela, “empresa e ciência não operam diferente”, há a utilização de recursos, produção, resolução de problemas, portanto, “a ciência também precisa de diversidade, não no sentido de democracia, equidade, direito humano, o meu argumento é mais técnico. A ausência de mulheres em todos os postos resulta menor eficiência para o sistema. A adição de pessoas com experiências diferentes gera o que se chama de Inteligência Coletiva e significa que o saberes não se somam, se multiplicam, porque as pessoas têm diferentes visões de mundo”.

    Os rostos e trajetórias de mulheres pioneiras e atuantes na ciência também fizeram parte da exposição. Na sequência abordou os mitos existentes e os mais usados como “não existe preconceito”, “mulheres não têm ambição” e “mulheres não servem para ciência”. E com base em outro estudo com 400 crianças de 5 a 7 anos, “concluiu-se de que existe sim um preconceito socialmente construído”.

    Na segunda palestra, a cientista Rafaela Falaschi, da Universidade Estadual da Ponta Grossa, no Paraná, relatou sua experiência de criar uma comunidade para falar de ciência sem censura. Explicou que o site mulheresnaciencia.com.br é um espaço para elas contarem suas histórias e discutirem sua posição no mundo científico do ponto de vista feminino. Também serve para debate, desabafo, divulgação de pesquisas, solução de dúvidas e troca de experiências diversas. Hoje conta com mais de 2.200 participantes em todo o Brasil e de diversas áreas do conhecimento.

    Conceituou em sua apresentação o “Efeito Matilda”, fenômeno social que considera que a ciência foi construída historicamente como uma carreira masculina e “a definição é um viés contra um reconhecimento das conquistas e contribuições das mulheres cientistas em pesquisas, cujo trabalho é frequentemente atribuído aos seus colegas homens”, reiterou. Rafaela comentou que o nome do efeito foi dado em homenagem à sufragista e abolicionista do século 19, Matilda Joslyn Gage, que dizia que já nasceu com ódio à opressão. Explicou que ela possui vários escritos e ensaios e em um desses fala do papel da mulher na ciência em 1870. Infelizmente, ao longo da história, o fenômeno é ainda real e atual para as mulheres. E a este conceito, relacionou com outro que é o de “não-lugar”, o de não pertencimento. “A interrupção, a apropriação de ideias, assédio moral, sexual, tudo isso faz o ambiente acadêmico muito hostil para as mulheres”, destacou.

    Mulheres na Ciência-SC

    Os seminários são abertos à comunidade e têm como propósito criar um espaço de fala exclusivo para mulheres cientistas, que têm a liberdade de escolher o tema de suas palestras, desde sua experiência na academia até a comunicação de resultados de suas pesquisas.

    Mais informações neste link.

     

    Rosiani Bion de Almeida/Agecom/UFSC


  • Modificações na plataforma Lattes

    Publicado em 31/08/2018 às 22:06

    Plataforma Lattes, uma base de dados que reúne mais de 5 milhões de currículos de pesquisadores e estudantes do país, vai passar por um processo de modernização até o final do ano para corrigir falhas na atualização das informações. Também está programada a sua integração com o Orcid (sigla para Open Researcher and Contributor ID), uma assinatura digital de 16 números utilizada no meio acadêmico para identificar inequivocamente autores de trabalhos científicos (ver Pesquisa FAPESP nº 238). Um dos objetivos é aprimorar a qualidade das informações sobre a trajetória e a contribuição de cada pesquisador ao automatizar o preenchimento de dados sobre artigos científicos indexados em bases como Web of Science e Scopus, que já têm parceria com o Orcid. A reforma busca tornar a atualização dos currículos mais rápida e amigável do que é hoje, como informou Mario Neto Borges, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em entrevista concedida em junho ao site Direto da Ciência.

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  • Especial Abrasco sobre o aumento da mortalidade infantil e materna no Brasil

    Publicado em 31/08/2018 às 22:02

    A Associação Brasileira de Saúde Coletiva manifesta publicamente sua preocupação diante do aumento da mortalidade infantil e materna no Brasil e faz um alterta, através deste Especial Abrasco, aos profissionais de saúde, gestores, pesquisadores e sociedade brasileira.

    Ouvimos a opinião dos especialistas Cesar Victora, Celia Landmann Szwarcwald, Paulo Germano de Frias, Maria do Carmo Leal e Sandra Valongueiro. A mortalidade materna está sofrendo os mesmos efeitos dos fatores associados ao aumento da mortalidade infantil, como a crise econômica, o ajuste fiscal e os cortes de investimentos em saúde.

    O Brasil está assistindo a estes aumentos e à queda nas coberturas de imunização e o risco do surgimento de epidemias de doenças já controladas no passado e é dever da Abrasco evidenciar a opinião de pesquisadores para o entendimentos destes números. Não devemos aceitar que depois de tantas conquistas estejamos caminhando para trás a passos largos. Acesse aqui o Especial Abrasco sobre o aumento da mortalidade infantil e materna no Brasil.

    Fonte: Associação Brasileira de Saúde Coletiva.


  • Announcement of PhD Course in Innovation Towards Plant-Based Consumption

    Publicado em 30/08/2018 às 12:28

    There is now a new emerging market for innovation: the market for healthy and sustainable foods and plant-based products. Consumers from different segments are interested in acquiring foods that make a difference. There is a new demand appearing, particularly for plant-based products. According to the most recent report by Supermarket chain COOP, in 2017 8.2% of Danes (about 465,000 people) halved their meat consumption, a growth from barely 3,8% in 2010, and about 20% of their customers practice at least one “meat-free” day every week . There is hence a growth in the demand for plant-based foods.

    The demand for Plant-Based foods has increased exponentially in the past few years. As Danone has done with Alpro, and Orkla with Naturli, large companies are acquiring or developing a “sustainable” branch. It is therefore possible to assume that e.g. Arla Foods would diversify into plant-based drinks within the coming 5 years. The ingredients sector will also have to consider diversification towards plant-based ingredients (e.g. proteins) due to the demand by emerging consumer groups like vegans and flexitarians. And last but not least, the huge Danish meat sector will have to address specifically the opposition and social media pressure of e.g. animal rights activists, and navigate in an environment of very low consumer trust (please refer to the MSc thesis by ME Hansen, 2017).

    According to FoodNavigator, the number of flexitarians is rising (those who choose to eat less meat mainly for sustainability reasons), calling for alternative proteins. Plant-based proteins (soy, pulses, etc.) and insects are now hot topics in product development. The same source suggests that according to www.visiongain.com the meat substitutes market reached a value of 3.57 billion Euros in 2016 . Even some former meat companies are making now vegetarian food.

    Therefore, this course is timely since it touches a hot topic, which is relevant to society, industry and consumers in general. It is relevant to the field of Food Science in that it brings forth the current commitments towards healthier and more sustainable food systems and will constitute a platform for discussion of the output of UCPH participation at the next version of World Food Summit 2018, and is inscribed in the strategy Gastronomy 2025 of Danish Ministry of Food & Environment.

    Mais informações: https://phdcourses.ku.dk/DetailKursus.aspx?id=104689&sitepath=NAT


  • Convites para Exame de Qualificação e Defesas de Mestrado e Doutorado

    Publicado em 28/08/2018 às 8:41


     

     


  • If you want to save the world, veganism isn’t the answer

    Publicado em 28/08/2018 às 8:25

    Veganism has rocketed in the UK over the past couple of years – from an estimated half a million people in 2016 to more than 3.5 million– 5% of our population – today. Influential documentaries such as Cowspiracy and What the Health have thrown a spotlight on the intensive meat and dairy industry, exposing the impacts on animal and human health and the wider environment.

    But calls for us all to switch entirely to plant-based foods ignore one of the most powerful tools we have to mitigate these ills: grazing and browsing animals.

    Rather than being seduced by exhortations to eat more products made from industrially grown soya, maize and grains, we should be encouraging sustainable forms of meat and dairy production based on traditional rotational systems, permanent pasture and conservation grazing. We should, at the very least, question the ethics of driving up demand for crops that require high inputs of fertiliser, fungicides, pesticides and herbicides, while demonising sustainable forms of livestock farming that can restore soils and biodiversity, and sequester carbon.

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  • Abrasco divulga nota sobre queda da cobertura vacinal no Brasil

    Publicado em 22/08/2018 às 16:49

    A Abrasco vem a público manifestar grande preocupação com a queda das coberturas vacinais no Brasil, especialmente a partir de 2016. A recente epidemia de sarampo já atinge sete estados, com registro de mais de 1.200 notificações, e ocorrência de 70 casos por dia desta grave doença imunoprevenível, que até agora levou a óbito 6 crianças, sendo 5 menores de um ano de idade.

    Também é elevado o risco de ressurgimento da poliomielite, a temida Paralisia Infantil, há mais de 30 anos sem registro de casos no país.

    O Programa Nacional de Imunizações – PNI, que integra o Sistema Único de Saúde – SUS, vinha garantindo elevadas e contínuas coberturas de 11 diferentes imunógenos. Com estrutura técnica e operacional construída ao longo das últimas três décadas o PNI atua em todo o país por meio das Secretarias Municipais de Saúde, que garantem a chegada da vacina até a população. Além de ser motivo de orgulho nacional o PNI é considerado um dos maiores e mais efetivos programas públicos de vacinação do mundo. Tudo isso está agora ameaçado.

    A redução das coberturas vacinais do calendário infantil, entre 2015 e 2017 dão a dimensão do problema. Segundo dados do Ministério da Saúde/PNI a vacinação contra a Poliomielite caiu de 98,3% para 79,5%; Rotavírus de 95,4% para 77,8%; Pentavalente de 96,3% para 79,2%; Hepatite B ao nascer (<1 mês de idade) de 90,9% para 82,5%; Meningococo C de 98,2% para 81,3%; Pneumocócica de 94,2% para 86,3% e; 1ª dose de tríplice viral de 96,1% para 86,7%.

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  • Médico dos EUA que lançou moda da vitamina D recebe dinheiro da indústria

    Publicado em 22/08/2018 às 16:45

    Estudos têm mostrado que a substância não traz os benefícios alardeados por Michael Holick

    Ele eleva seu nível da substância usando suplementos e leite fortificado. Quando sai de bicicleta, não usa protetor solar nos braços e pernas. Holick já escreveu livros inteiros de elogio à vitamina D e alertou em numerosos artigos acadêmicos sobre “a pandemia da deficiência de vitamina D“, que explicaria o estado insatisfatório da saúde mundial e a forte incidência de doenças.

    A fixação dele é tão intensa que se estende aos dinossauros. E se o verdadeiro problema do asteroide que se chocou com a Terra 65 milhões de anos atrás fosse não a escassez de comida que ele causou, mas os ossos fracos que resultam da falta de luz solar? “Eu às vezes imagino”, escreveu Holick, “se os dinossauros não morreram de raquitismo ou de osteomalacia”.

    Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/08/medico-dos-eua-que-lancou-moda-da-vitamina-d-recebe-dinheiro-da-industria.shtml


  • Vídeo sobre açúcares de adição, edulcorantes e alegações em rótulos de alimentos – Seminario de Iniciação Científica UFSC 2018

    Publicado em 22/08/2018 às 8:52

  • Associação Catarinense de Nutrição convida para o terceiro Gole de Nutrição em comemoração ao Dia do Nutricionista

    Publicado em 16/08/2018 às 16:03
    A ACAN (Associação Catarinense de Nutrição) convida para o terceiro Gole de Nutrição em comemoração ao Dia do Nutricionista
    Venha festejar, trocar ideias, brindar e debater conosco!
    Esse Gole de Nutrição terá a participação especial da Rayza Cortese e da Suellen Martinelli que vão enriquecer nossa conversa sobre  “Qual o peso do pacote do veneno?”
    O evento é aberto e gratuito. Só precisamos que você confirme a sua presença enviando um direct no nosso instagram (@acan_ntr) OU confirmando presença no evento no Facebook (https://www.facebook.com/events/2066287600068404/?active_tab=about).
    Local: Mercado São Jorge – Rua Brejauna, 43 – Itacorubi/ Florianópolis
    Dia: 30 de agosto de 2018 às 19h
    Além de confraternizarmos, teremos sorteio de uma cesta de orgânicos e de livros!!
    Sócios da ACAN tem desconto no jantar!

  • Informativo da Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição 13 a 17 de agosto

    Publicado em 16/08/2018 às 10:17

    Sistema de acompanhamento das condicionalidades de saúde de Programa de transferência de renda será modernizado

     Desde de 2004, o Sistema de Gestão do Programa de transferência de renda para população em situação de pobreza e extrema pobreza, disponível pelo site http://bolsafamilia.datasus.gov.br/, é o único instrumento disponível a todos os municípios brasileiros para registro das condicionalidades de saúde.

    O acompanhamento da saúde é realizado em duas vigências anuais, sendo o período correspondente à 1ª vigência de 1º de janeiro a 30 de junho e a 2ª de 1º de julho a 31 de dezembro. A cada vigência são acompanhadas em média 12 milhões de famílias.

    Desde sua criação, o sistema é mantido na plataforma ASP.NET da Microsoft e já não possui mais manutenção oficial, o que prejudica o sistema tanto na implantação de novas melhorias quanto na segurança da informação […].

    Para saber mais sobre essa matéria e acessar as demais notícias relacionadas à agenda de alimentação e nutrição no SUS:

    – Baixe a Segundeira da CGAN desta semana no link: http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-download_file.php?fileId=1825  ; ou

    – Acesse o Blog da CGAN da RedeNutri (http://ecos-redenutri.bvs.br/tiki-view_articles.php)


  • Instituição canadense, referência na área ambiental, intensifica parceria com a UFSC

    Publicado em 15/08/2018 às 14:59

    O Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UFSC vai proporcionar mais uma opção dentre as parcerias que a universidade dispõe para uma temporada fora do país. A nova oportunidade é com o Institute for Resources, Environment and Sustainability (IRES) da Universidade British Columbia com sede em Vancouver, no Canadá. Os três maiores rankings de classificação de universidades internacionais apontam o instituto entre os melhores do mundo na área da pesquisa em meio ambiente e sustentabilidade.

    Com a nova parceria, os estudantes da graduação e da pós-graduação do CCA que desenvolvem pesquisas na área ambiental, terão a chance de entrar para um seleto grupo de pesquisadores. Na verdade, a parceria entre a UFSC e o IRES existe desde o início da década passada e foi se intensificando com o passar do tempo.

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  • XV Conferência Internacional AMNET: doenças crônicas no marco da saúde global

    Publicado em 15/08/2018 às 14:55

    Maiores informações em : https://www.redamnet.org/


  • Você sabe como é o dia-a-dia de um bolsista?

    Publicado em 15/08/2018 às 8:52

    Mini documentário traz um recorte da rotina dos bolsistas, em especial os bolsistas da pós-graduação. O vídeo é produzido pela Secretaria Regional da SBPC no Rio de Janeiro e pelo site “A Ciência Explica”

    Produzido pela Secretaria Regional do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC/RJ) e pelo site A Ciência Explica, esse mini documentário traz um recorte sobre a rotina dos bolsistas, em especial os bolsistas da Pós-Graduação, em suas atividades de pesquisa.

    A produção visitou o Centro de Ciências da Saúde na Universidade Federal do Rio de Janeiro (CCS/UFRJ) e entrevistou alguns bolsistas.

    O documentário aborda a percepção que a sociedade e o Governo brasileiro tem dos bolsistas de Pós-Graduação e as dificuldades enfrentadas pelos bolsistas que combinam estudo com o desenvolvimento da ciência e tecnologia brasileira.

    Assista ao vídeo: A Ciência Explica

    Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/10-voce-sabe-como-e-o-dia-a-dia-de-um-bolsista/


  • Agrotóxico alvo de decisão inédita da Justiça dos EUA é o mais usado no Brasil

    Publicado em 15/08/2018 às 8:51

    Pesquisadores apontam riscos do composto, que, segundo alguns estudos, pode causar câncer

    Possíveis riscos para a saúde humana estão colocando em xeque um dos agrotóxicos mais populares do mundo. Em decisão inédita, a Justiça americana condenou a Monsanto a indenizar o jardineiro Dewayne Johnson em US$ 289 milhões pelo aparecimento de um câncer, que estaria relacionado ao uso do herbicida Roundup, que tem como princípio ativo o controverso glifosato. A empresa, adquirida recentemente pela gigante Bayer por US$ 63 bilhões, é alvo de mais de 5 mil processos semelhantes. No Brasil, uma decisão da 7ª Vara da Justiça Federal em Brasília determinou a suspensão do registro de todos os produtos com o ingrediente até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) conclua os procedimentos de reavaliação toxicológica.

    Os números do glifosato são impressionantes. De acordo com a Zion Market Research, o herbicida gerou receitas de US$ 7,24 bilhões apenas no ano passado. Ontem, primeiro dia de pregão após o veredito em favor de Johnson, as ações da Bayer fecharam em queda de 9,63% na Bolsa de Frankfurt. No Brasil, dados sobre o mercado de agrotóxicos variam de acordo com a fonte, mas todos apontam o glifosato como o mais utilizado. O “Relatório Nacional de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Agrotóxicos”, publicado este ano pelo Ministério da Saúde, informa que em 2014 (última estimativa disponível) foram comercializadas 488,4 mil toneladas de glifosato, o que representa 31,45% do mercado total de defensivos agrícolas. O Ibama também coloca o glifosato como o agrotóxico mais vendido no país, com volumes mais de três vezes maiores que o segundo da lista, o herbicida 2,4-D, segundo dados referentes a 2016.

    Fonte: http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/4-agrotoxico-alvo-de-decisao-inedita-da-justica-dos-eua-e-o-mais-usado-no-brasil/