NUPPRE
  • Ferramenta em fase de testes, disponível na internet e no WhatsApp, ajuda a identificar textos mentirosos

    Uma nova ferramenta pretende analisar características de textos para identificar se afirmações difundidas na internet ou por aplicativos de mensagens são verdadeiras ou falsas. O detector de fake news foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e está em fase de testes, mas já é possível consultá-lo. Para fazer a checagem de uma notícia, basta acessar o site ou o perfil do projeto no WhatsApp e inserir o conteúdo duvidoso. Em poucos segundos, o sistema indica se a notícia pode ser falsa ou se aparenta ser verdadeira.

    A iniciativa chega em bom momento: a disseminação de fake news pelas redes sociais e por aplicativos de troca de mensagens como o WhatsApp tornou-se uma das principais pautas do debate político no Brasil, especialmente no cenário eleitoral contaminado pela ágil propagação desse tipo de conteúdo. Na esfera acadêmica, especialistas de áreas distintas do conhecimento mobilizam esforços não apenas para compreender o fenômeno, mas também para encontrar formas de restringir o alcance das notícias falsas.

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  • Pela Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional

    Sem democracia não há Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional

    Francisco Menezes, Renato Maluf e Maria Emília Pacheco, que presidiram o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA) de 2004 a 2016 e fazem parte do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), assinam em conjunto uma carta alertando sobre os riscos  iminentes à democracia e endossam apoio ao candidato Fernando Haddad. Confira abaixo o documento:

    Amigos e Amigas de tantos anos de luta contra a fome e pela soberania e segurança alimentar e nutricional no Brasil,

    Dirigimos essa mensagem a vocês, conscientes da responsabilidade que recai sobre todos nós neste momento tão crítico que agora passamos diante das eleições para Presidente da República.  Precisamos considerar as conseqüências, não apenas para nossas vidas, mas também para as gerações que nos sucederão e que não podem perder o que, até aqui, foi duramente conquistado. Nem sequer podem deixar de sonhar com um país para todas e todos, com justiça e direitos assegurados.

    Nos últimos anos, o Brasil foi reconhecido como o país que mais avançou nas políticas voltadas para garantir o direito à alimentação. De fato, aconteceram conquistas importantes, que possibilitaram, inclusive, sair do Mapa da Fome das Nações Unidas. Isso nos encheu de orgulho, mesmo sabendo o quanto ainda precisamos continuar a avançar.

    Esses resultados puderam ocorrer porque restauramos a democracia. Uma democracia frágil e jovem em um Brasil que viveu 21 anos de autoritarismo. Democracia que ainda precisa se afirmar.

    Nós, lutadores/as pelo direito à alimentação, experimentamos muitos dos seus sentidos através dos Conselhos de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEAs), de nossas conferências, da incidência direta de nossos movimentos sobre as políticas públicas.

    No dia 28 será feita a escolha entre dois caminhos bastante diferentes.

    De um lado, apresenta-se um candidato que prega a violência, que afirma, ao recordar os tempos da ditadura, que se matou pouco; que recusa a humanidade dos negros e índios; que despreza as mulheres, tratando-as como inferiores; que não respeita as diferenças e diversidades e que promete acabar com todos os  “ativismos” no país.

    Em seu plano de governo, mostra total descaso com o quadro da fome e pobreza, da degradação ambiental e seus impactos na qualidade da alimentação. Ignora o papel da agricultura familiar, povos e comunidades tradicionais na produção de alimentos, pois a segurança alimentar é associada à defesa da agropecuária,  leia-se agronegócio, juntamente com a proposta de pasta ministerial unificada para o campo agrícola com a extinção do Ministério do Meio Ambiente.

    De outro lado, um candidato – Fernando Haddad – que caminha com a democracia, confiante de que as conquistas sociais e econômicas são a base para um país melhor. Propõe interromper a volta do Brasil ao Mapa da Fome e retomar o protagonismo de combate à fome. Seu plano pre­vê manter e ampliar a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e da Agroecologia para a produção de alimentos saudáveis com a implantação de programa  de redução de agrotó xicos; assegurar o Bolsa Família; fortalecer a agricultura familiar com a garantia de  programas como o Programa Nacional de Fortaleci­mento da Agricultura Familiar (Pronaf), Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE); reconhecer os direitos dos povos indígenas, comunidades quilombolas e outros povos e comunidades tradicionais e retomar e ampliar os projetos de convivência com o semiárido como  1 Milhão de Cisternas.

    Nós, que presidimos o CONSEA como representantes do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN), vivenciamos a atuação do atual candidato quando era Ministro da Educação. O CONSEA apresentou proposta de nova lei da Alimentação Escolar. Alguns pontos dessa lei, uma vez aprovada, tornaram-se referência em fóruns internacionais, como o que assegura que no mínimo 30% do fornecimento dos alimentos sejam feitos pelos agricultores familiares. Naquela ocasião, o então ministro da Educação, Fernando Haddad foi parceiro do objetivo do CONSEA, demonstrando a compreensão do que a participação social pode propiciar. Esse é apenas um exemplo entre tantos outros que tem pautado sua vida pública.

    Mais do que apelar para vocês sobre a responsabilidade dessa hora do voto, queremos incentivar que se dediquem nos próximos dias a convencer aqueles que ainda têm dúvidas sobre o caminho a seguir. Não há outra via senão a preservação e aprofundamento da democracia. Só assim poderemos retomar e seguir em nossas conquistas.

    Abraços e a melhor escolha no dia 28.

    Maria Emília Pacheco – presidenta do CONSEA (2012 a 2016) e integrante do FBSSAN

    Renato Maluf – presidente do CONSEA (2008 a 2011) e integrante do FBSSAN

    Francisco Menezes – presidente do CONSEA (2004 a 2007) e integrante do FBSSAN

    Rio de Janeiro, 22 de outubro de 2018

    Fonte: https://fbssan.org.br/2018/10/ssan/


  • Surto de ciclosporíase em rede de fast food nos EUA. Qual o impacto por lá e por aqui? | Food Safety Brazil

    O FDA está investigando mais um surto envolvendo segurança de alimentos nos EUA. Dessa vez é um surto de ciclosporíase, sendo que o agente causador foi o parasita Cyclospora cayetanensis encontrado em amostras de salada fresca, composta por alface romana e cenoura.

    O caso veio à tona em 13 de julho quando a própria rede de fast food McDonald’s decidiu parar a venda de saladas frescas em quinze estados americanos. O FDA já confirmou a contaminação de 511 pessoas que consumiram saladas contaminadas (última atualização em 12 de setembro). Não houve nenhum recall de produto envolvido nesse surto, uma vez que a venda foi interrompida nas lojas.

    O fornecedor de saladas prontas para consumo “Fresh Express”, fabricante do produto contaminado, informou que alface romana do mesmo lote foi enviada a outro cliente. Este por sua vez utilizou o lote em dois tipos de produtos: saladas frescas e wraps com frango, carne bovina e suína.

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  • Cortes em pesquisas científicas ameaçam alimentação no Brasil

    Em 2014, o Brasil comemorou pela primeira vez a saída do Mapa da Fome, mecanismo criado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) para apontar países onde a população ingere uma quantidade diária de calorias inferior ao recomendado. Há quatro anos, o índice brasileiro ficou abaixo dos 5% e, finalmente, o País foi excluído do Mapa. No entanto, alguns retrocessos já são visíveis e é possível que o cenário se agrave no quesito alimentação, a depender da visão do presidente eleito, Fernando Hadadd (PT) ou Jair Bolsonaro (PSL).

    Generalizada, a crise econômica, incrementada pela cenário político tenso e carregada de cortes nas mais diversas áreas, já impacta a nutrição, a agricultura familiar, o acesso ao alimento de qualidade pelos mais pobres e o combate à fome. No médio e longo prazos, o efeito pode ser ainda pior, graças aos cortes em pesquisa e ciência. Isso porque o desenho das políticas públicas alimentares, em grande medida, é orientado por evidências científicas.

    As pesquisas conduzidas principalmente pelas universidades públicas são base da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) desde a primeira edição, em 1999. Na última versão, de 2011, uma das diretrizes é justamente sobre pesquisa, inovação e conhecimento em alimentação e nutrição.

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  • Dia Mundial da Alimentação | Como adotar hábitos saudáveis aos poucos

    Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) lança E-book com 30 dicas para o consumidor ,”Proteção e Sustentabilidade”.

    O guia  contém informações úteis sobre como você pode se proteger de abusos das empresas e fazer escolhas mais confiáveis, saudáveis e ecológicas nas compras do dia a dia.

    Para ter o material acesse aqui.


  • Outubro Rosa: Médica Denuncia Relação Entre Agrotóxicos E Câncer De Mama | Brasil de Fato

    Estudo publicado em maio deste ano confirma o aumento na incidência de câncer após contato com os químicos

    As campanhas de prevenção ao câncer de mama, que formam o chamado “Outubro Rosa”, acontecem em todo o mundo desde a virada do mês. Para pesquisadores da área da saúde, no entanto, elas deveriam abranger mais do que o estímulo à realização da mamografia, envolvendo também a denúncia das causas de câncer de mama. Entre elas, a relação entre o consumo e exposição aos agrotóxicos.

    Segundo a médica Ada Cristina Pontes Aguiar, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Cariri (UFCA), o papel dos agrotóxicos como agentes causadores de câncer é bastante reconhecido na literatura científica.

    “Existe um reconhecimento na literatura científica de que os agrotóxicos são agentes causadores de câncer, atuando tanto causando mutações nos genes e cromossomos, quanto intensificando o processo de multiplicação das células e formação de tumores. Então, podem até não ser o agente causador inicial, porque o câncer é uma doença multifatorial, depende de alimentação genética. Mas os agrotóxicos podem atuar também como mediadores e facilitadores desse processo”, disse.

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  • Nota Pública da MPCON sobre necessidade de atualização das normas de rotulagem vigentes no Brasil

    Na semana do consumo consciente, celebrado no dia 15 de outubro, a Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCON) se manifestou sobre a necessidade de atualização das normas de rotulagem vigentes no Brasil.

    Segundo a nota pública, divulgada nesta terça-feira (16/10), o principal problema do consumidor brasileiro está na dificuldade de entender a rotulagem nutricional. Dessa forma, as normas deveriam ser aprimoradas para passar a informação de forma adequada ao consumidor, permitindo-o ajustar seus hábitos de consumo com base nessa informação.

    O documento foi assinado pela Presidente da MPCON, Sandra Lengruber da Silva, pela 1ª Vice-Presidente da MPCON, Christiane Cavassa Freire, pela Secretaria Secretaria do MPCON e do GT Segurança Alimentar, Promotora de Justiça de Santa Catarina Greicia Malheiros Rosa.

    Leia a nota na íntegra: https://www.mpsc.mp.br/noticias/mpcon-divulga-nota-publica-sobre-normas-de-rotulagem


  • #FomeZero para 2030 começa hoje

    Já parou para pensar em quantas pessoas poderiam ser alimentadas com os alimentos que você descartou no lixo nos últimos dias? Todos os anos, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçadas ou perdidas em todo o mundo. E neste mesmo mundo, segundo dados da ONU, 16 países convivem com sérios problemas de alimentação, dos quais oito enfrentam crise ou emergências que afetam um quarto ou mais da população. O caso mais preocupante é o do Iêmen, onde 60% dos habitantes (17 milhões de pessoas) sofrem fome severa, seguido do Sudão do Sul, com 45% da população (4,8 milhões) em situação semelhante.
    E o que você tem a ver com isso? Hoje (16), Dia Mundial da Alimentação, a FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura faz um convite à reflexão e à tomada de ações para combater o desperdício de alimentos. A entidade realiza em sua sede em Roma evento especial com o objetivo de chamar a atenção para o tema e somar esforços contra a fome e a desnutrição.
    Este ano a campanha tem o lema central ‘Nossas ações são nosso futuro. Um mundo #FomeZero para 2030 é possível’ e se inspira no princípio da FAO segundo o qual todas as instituições e pessoas desempenham um papel na meta de conseguir a Fome Zero, para a qual devem trabalhar juntas.

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  • Conselho Federal de Nutricionistas – Manifesto pela Democracia

    Em defesa da Nutrição, do SUS e do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável.

    É chegada a hora do povo brasileiro escolher o presidente que conduzirá os rumos da nação pelos próximos quatro anos. Não é uma tarefa fácil, devemos admitir. É uma decisão individual, mas com consequências coletivas que devem levar em conta, principalmente, as propostas que coadunam com as expectativas de cada um, independente da profissão, credo, cor, raça ou classe social.
    O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), órgão máximo de representação, orientação e disciplina do exercício profissional da Nutrição em todo o território nacional, chama a atenção dos mais de 120 mil nutricionistas registrados no Sistema CFN/CRN para que, nestas eleições, possamos exercer o nosso papel social como profissionais da área da saúde, conhecendo as propostas colocadas pelos candidatos e validando-as (ou não) na urna, onde o nosso direito de escolha é indevassável e inalienável.
    É a democracia que nos permite este momento sublime. Por isso, nossa missão, também, é defender este direito sem partidarismos, entendendo os projetos que propõem o avanço da sociedade e, no nosso mundo, as propostas que sinalizam para um futuro promissor da nossa profissão, independentemente da área de atuação que escolhemos.
    Vejamos que a Nutrição é uma profissão nova, mas fundamental para o desenvolvimento do país, ainda temos uma longa estrada a percorrer. E, para isso, precisamos superar desafios históricos, como as chagas da desigualdade social; o risco da volta ao mapa da fome; a epidemia da obesidade e o desmonte das políticas públicas relacionadas à alimentação e nutrição. Além disso, precisamos conter as novas ameaças à profissão, como o sucateamento do Sistema Único de Saúde; o EAD em graduações da área de saúde; a precarização das relações de trabalho; entre outras.
    É, sem dúvida, um ato de coerência com os princípios fundamentais da nossa profissão, descritos no Código de Ética e Conduta do Nutricionista, especialmente em três parágrafos:
    Art. 1º O nutricionista tem o compromisso de conhecer e pautar sua atuação nos princípios universais dos direitos humanos e da bioética, na Constituição Federal e nos preceitos éticos contidos neste Código.
    Art. 2º A atuação do nutricionista deve ser pautada na defesa do Direito à Saúde e do Direito Humano à Alimentação Adequada e da Segurança Alimentar e Nutricional de indivíduos e coletividades.
    Art. 3º O nutricionista deve desempenhar suas atribuições respeitando a vida, a singularidade e pluralidade, as dimensões culturais e religiosas, de gênero, de classe social, raça e etnia, a liberdade e diversidade das práticas alimentares, de forma dialógica, sem discriminação de qualquer natureza em suas relações profissionais.
    Pelo respeito às leis, a nossa profissão, a sociedade e a vida, vamos todos às urnas no dia 28 de outubro, cumprindo o nosso dever como cidadãos e exercendo o nosso papel como nutricionistas.

    Conselho Federal de Nutricionistas

    Fonte: http://www.cfn.org.br/index.php/manifesto-pela-democracia/


  • 10 Mitos e verdades sobre agrotóxicos

    Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) lança guia prático na forma de E-book para ampliar o debate e mostrar que algumas afirmações, já bem conhecidas, nem sempre são verdadeiras.

    Mais informações e download do material em https://idec.org.br/ferramenta/10-mitos-e-verdades-sobre-agrotoxicos?utm_source=Ebook-Agrotoxico_181016&utm_medium=email&utm_campaign=Ebook-Agrotoxico_181016&utm_term=email

     


  • Programação estande NUPPRE na 17ª SEPEX – UFSC

    Período: dias 18 e 19 de outubro (09:00 às 19:00) e dia 20 de outubro (09:00 às 12:00)

    Local: Praça da Cidadania, Campus Trindade, UFSC

     

    Atividades permanentes:

    –           Alimentação saudável para crianças

    –          Carrinho da rotulagem de alimentos

    –          Entendendo de processamento de alimentos

     

    Atividades específicas:

    Quinta-feira – 18/10

    Manhã (09:00 às 12:30)

    – Ambiente alimentar

    Tarde (12:30 às 16:00)

    – Alimentos orgânicos e agricultura familiar

    – Projeto Veg+: objetivos e atividades desenvolvidas

     

    Sexta-feira – 19/10

    Manhã (09:00 às 12:30)

    – Aproveitamento integral de alimentos: Parceria com Mesa Brasil (SESC)

    – Ambiente alimentar

    Tarde (12:30 às 16:00)

    – Ambiente alimentar

     

    Sábado – 20/10

    Manhã (9:00 às 12:30)

    – Programa Nutrição e Culinária na Cozinha (NCC): preparação de saladas


  • Índice global aponta aumento da fome no Brasil

    O Brasil caiu 13 colocações no Índice Global da Fome deste ano em comparação com dados divulgados em 2017, refletindo uma tendência na direção equivocada mundo afora, alerta a Ação Agrária Alemã (Welthungerhilfe), uma das organizações responsáveis pelo índice atualizado anualmente.

    Publicado nesta quinta-feira 11, o índice compilado também pela organização irlandesa Concern Worldwide e pelo Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês) coloca o Brasil em 31° lugar entre 119 países, com 8,5 pontos, um valor que ainda é considerado baixo.

    O Brasil obteve 5,4 pontos no índice de 2017, indicando que uma menor parcela da população passava fome. No ano passado, o país também figurava entre as nações que conseguiram diminuir a fome em mais de 50% a partir de 2000.

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  • McDonald’s X Multa publicidade infantil

    McDonald’s é multado em R$ 6 milhões por shows do Ronald em escolas

    O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), vinculado ao Ministério da Justiça, aplicou uma multa de 6 milhões de reais ao McDonald’s, representado no Brasil pela Arcos Dourados Comércio de Alimentos, por publicidade abusiva direcionada ao público infantil. Essa prática teria ocorrido por meio da realização de shows do Ronald McDonald em escolas.

    O caso teve início em 2013, depois de denúncia feita pelo programa Criança e Consumo, do Instituto Alana. Levantamento feito pela entidade à época constatou, em apenas dois meses, mais de 60 apresentações do palhaço em diversos estados do país, em escolas de educação infantil e creches.

    “Esse é o maior valor de multa já aplicada em um caso de publicidade infantil. É fundamental que as crianças sejam protegidas contra ações publicitárias ilegais, inclusive – e especialmente – dentro do ambiente escolar, um espaço de desenvolvimento que não deve sofrer interferência de marcas e produtos”, diz Ekaterine Karageorgiadis, coordenadora do programa Criança e Consumo.

    Na avaliação do DPDC, as apresentações do palhaço Ronald serviam de pretexto para a publicidade da marca, configurando prática abusiva vedada no mercado e nas relações de consumo.

    No relatório que acompanha a condenação, a área jurídica do DPDC considerou que “com as apresentações do palhaço Ronald McDonald, as crianças criavam vínculos afetivos com a marca. Existia, assim, a identificação da criança com a marca McDonald, representada pela sua mascote infantil, o Ronald McDonald”.

    Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/mcdonalds-e-multado-em-r-6-milhoes-por-shows-do-ronald-em-escolas/amp/


  • Como introduzir alimentos orgânicos nas escolas? | Guia gratuito

    O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor lançou o livro “Alimentos Orgânicos nas Escolas – Guia Para Gestores”, cujo conteúdo apresenta experiências de sucesso em escolas de diferentes partes do Brasil que priorizam a aquisição de alimentos orgânicos e com base na agricultura familiar.

    O objetivo da publicação é promover a saúde e o bem-estar por meio de práticas sustentáveis e da inserção de alimentos orgânicos e agroecológicos nas instituições de ensino.

    Essa é a segunda publicação da Coleção Escolas Saudáveis. Por ser um espaço de formação, o ambiente escolar é um dos locais mais importantes para a promoção da alimentação adequada e saudável. A coleção visa proteger este ambiente e estimular a adoção de hábitos igualmente saudáveis também fora da escola.

    Saiba mais sobre a coleção por aqui.


  • Minicurso de introdução à análise temática de dados qualitativos na 17º SEPEX


  • Nobel da Paz reconhece luta contra a violência de gênero

    Ex-escrava do grupo jihadista Estado Islâmico na Síria, a ativista yazidi iraquiana Nadia Murad, de 25 anos, e o ginecologista Denis Mukwege, de 63 anos, que atende vítimas de estupro na República Democrática do Congo (RDC), são os vencedores do Nobel da Paz deste ano. Responsável pela premiação, o Comitê Norueguês destacou que a trajetória de ambos dá visibilidade à forma como a violência sexual é utilizada em guerras e conflitos armados e permite combatê-la. Nadia e Mukwege já tinham sido reconhecidos com o Prêmio Sakharov de Direitos Humanos, concedido pelo Parlamento europeu, em 2016 e 2014, respectivamente. Os dois dividiram o prêmio de 9 milhões de coroas suecas, cerca de US$ 1 milhão.

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  • Edital busca iniciativas contra desperdício

    O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lança Chamada Pública para a seleção de boas práticas no combate à perda e ao desperdício de alimentos. A ideia é identificar, chancelar e divulgar iniciativas que promovam maior aproveitamento de comida no Brasil. As melhores ações serão divulgadas nas mídias eletrônicas do MMA, receberão certificado de reconhecimento e comporão a base de dados do Ministério. As inscrições começam hoje (4) e vão até 23 de outubro, às 18 horas.

    As três iniciativas vencedoras em cada uma das cinco categorias (produção, pós-colheita, processamento, comercialização e consumo) vão participar de um seminário em Brasília, durante a Semana Nacional de Conscientização da Perda e Desperdício de Alimentos 2018 (Semana PDA 2018), de 5 a 11 de novembro. Os interessados devem preencher o formulário de inscrição online que está no edital.

     

    Edital busca iniciativas contra desperdício

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  • “Quando as mulheres têm também o poder de decidir – no campo, na vida e nos rumos políticos de uma democracia – toda a sociedade se beneficia”, diz Presidente da FAO, José Graziano da Silva

    Empoderar para conquistar

    No último fim de semana, as manifestações de milhares de mulheres por diversas cidades do Brasil e do exterior transmitiram, em uníssono, um recado impactante: o empoderamento delas é um caminho sem volta.

    A voz das brasileiras também ecoa no campo, em diversas frentes.

    De 1º a 15 de outubro, a FAO, em conjunto com a ONU-Mulheres e outras entidades governamentais, se engaja na campanha “pela autonomia total das mulheres rurais”, que pretende reconhecer o papel delas como agentes essenciais no desenvolvimento da sociedade.

    As mulheres rurais, além de vulneráveis à violência de gênero, têm dificuldades de acesso à terra para gerar sua própria renda e poucas oportunidades de participar na tomada de decisões que afetam suas vidas, suas famílias e suas comunidades.

    Para se ter ideia do comprometimento e dedicação da mulher rural, cerca de 90% do que elas lucram no campo é reinvestido na educação e no bem-estar da família. Além da justiça social, o empoderamento feminino pode representar um aumento de 30% na produção agrícola e garantir a segurança alimentar do planeta.

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  • Dia Nacional da Agroecologia “homenagem a Ana Primavesi”

    Hoje, 3 de outubro, comemoramos o 🌱Dia Nacional da Agroecologia 🌱

    ‼A data é em homenagem ao nascimento da engenheira agrônoma e escritora, Ana Maria Primavesi, referência nos avanços de pesquisas sobre o manejo do solo de maneira ecológica.
    Ana Primavesi completa hoje (3), Dia Nacional da Agroecologia, 98 anos de vida!

    🙅‍♀ Primavesi foi a primeira mulher, em um ambiente científico dominado por homens, a defender que o solo é um ser vivo e que a própria vida das pessoas, é propiciada pela vida do solo.

    Leia mais: https://bit.ly/2Rqjm1p

    🍃 Primavesi  é uma das principais pesquisadoras da agricultura orgânica, que compreende o solo como um organismo vivo.

    👩🏾‍🌾👨🏾‍🌾 Entendida como parte fundamental das relações humanas, a agroecologia é colocada em prática na produção de alimentos saudáveis, na construção de novas relações com o meio ambiente, mas também, na luta contra toda forma de exploração no campo.

    #AgroecologiaÉOCaminho


  • Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – AF e as compras institucionais

    Agricultores familiares de todas as regiões do país têm oportunidades de vender para órgãos públicos federais. Os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí e do Rio Grande do Sul, além de unidades do Exército e da Aeronáutica em Rondônia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina, estão com chamadas públicas abertas para a compra de alimentos produzidos por pequenos produtores e suas cooperativas.

    Saiba mais em: https://bit.ly/2Qqvk9E


  • Comer fora de casa, as práticas e as rotinas alimentares nos contextos da modernidade: uma leitura comparada entre Brasil, Reino Unido e Espanha

    A tese de Maycon Noremberg  Schubert, orientado por Sergio Schneider, ganhou o Prêmio Capes 2018, na área de Sociologia (PPGS – UFRGS).

    Leia a seguir o resumo do trabalho:

    A presente tese analisa comparativamente o tema ‘comer fora de casa’ em três países, Brasil, Reino Unido e Espanha, a partir da Teoria das Práticas Sociais e da Sociologia do Comer. O objetivo central desse trabalho é analisar as principais características e as diferenças das práticas sociais em torno do comer, especialmente o comer fora de casa, a partir dos dados e definições conceituais, das rotinas alimentares e dos contextos sociais. No que diz respeito aos dados oficiais de cada país os conceitos operacionais se apresentam de forma distinta, mostrando uma série de limitações para as análises e comparações desse fenômeno social. Ao se averiguar os dados empíricos, percebe-se que do ponto de vista conceitual, a prática do comer fora é então definida como não se configurando somente em uma única situação: quando se come em casa, o próprio menu na companhia do núcleo familiar mais próximo. Todos os outros momentos e situações em que se come há algum grau ou intensidade que corresponde à prática do comer fora. Diante dessa definição é discutida a formação das rotinas alimentares nos três países de forma relacional entre o dentro/fora, o prazer/obrigação e as constâncias/mudanças. Quanto as antinomias dentro/fora e prazer/obrigação, o que se destaca são: o cosmopolitismo britânico, o tradicionalismo espanhol, e uma ‘mescla’ entre o tradicionalismo e o cosmopolitismo no Brasil. No que corresponde as mudanças, a estrutura teleoafetiva das práticas sociais se mostrou diversa entre os países, sendo que os valores normativos que mais se destacaram em torno do comer foram: o ‘poupar’, o ‘cuidar’, o ‘prazer’, o ‘variar’ e o ‘adaptar’, incorrendo em mudanças na prática do comer por bifurcação, coalescência e hibridização. O entendimento compartilhado de que o almoço tem pouca importância para os britânicos e de que os espanhóis acreditam comer bem, por terem uma dieta mediterrânea, são os mais marcantes, refletindo diretamente nas práticas alimentares levadas adiante em cada país. As regras em torno do comer tendem a ser fracamente reguladas, sendo que os dados mostraram que a prática do comer fora apresenta-se cada vez mais informal nos três países, sendo predominantemente realizada em razão da sociabilidade, conveniência e experimentação. Ao se analisar a composição das práticas sociais em torno do comer, notou-se a presença de outras práticas socais ora se relacionando com ao ato de comer de forma co-dependente, ora co-existente. Quando essa relação ocorre de forma co-depende a prática do comer se configura em uma prática ‘composta’, que é ‘ancorada’ por outras práticas sociais, porém, quando essa relação for co-existente, a prática do comer se configura apenas como uma prática integrativa. Essa dinâmica foi percebida como situacional, ou seja, variando de acordo com os contextos sociais e as condicionantes presentes em cada país, bem como perante as dimensões analisadas, em relação aos eventos, os processos de incorporação e os menus. Como contribuição para Teoria das Práticas indica-se analisar os ‘nexus’ que conectam as práticas sociais e os arranjos, moldados pelas condicionantes dos contextos sociais, como a unidade suscetível às mudanças sociais.

    Fonte: https://lume.ufrgs.br/handle/10183/179504


  • Governo e indústria vão anunciar redução de açúcar em alimentos, diz ministro

    O governo e a indústria vão anunciar metas de redução de açúcar em alimentos processados, como refrigerantes, biscoitos e achocolatados, de acordo com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

    O anúncio será feito, segundo ele, após o primeiro turno das eleições, que ocorre no próximo domingo (7).

    “Vamos estabelecer percentuais de redução do açúcar dos alimentos processados. Como exemplo, iogurte, achocolatados, sucos em caixinha, refrigerantes, bolos, biscoitos. Todos esse produtos terão percentual de redução de açúcar até 2021. Em 2021, sentamos novamente e estabelecemos novo patamar”, disse Occhi.

    O percentual de redução será diferente para cada tipo de produto, segundo o ministro.

    “Nós temos uma grande preocupação com redução do sódio, do açúcar e da gordura. Esse é o grande trabalho também da rotulagem dos alimentos. É alertar. Ninguém irá proibir o consumo de alimentos com alto teor de açúcar, sal e gordura, porém vamos alertar nossa população que esse alimento tem excesso desses produtos que fazem mal à saúde”, disse.

    O modelo, de acordo com o ministério, é semelhante a acordo firmado com a Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) para reduzir o teor de sódio nos alimentos, com objetivo de diminuir o risco de doenças associadas ao alto consumo de sal, como hipertensão.

    O ministro participou na manhã desta segunda-feira (1º) da divulgação de um estudo sobre perfil da população idosa no Brasil, feito em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

    Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/10/governo-e-industria-vao-anunciar-reducao-de-acucar-em-alimentos-diz-ministro.shtml


  • FAO lança campanha Fome Zero para erradicar a fome até 2030

    Em comemoração ao Dia Mundial da Alimentação, no próximo dia 16 de outubro, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou a campanha “Um mundo #fomezero para 2030 é possível”. O objetivo é sensibilizar a sociedade para a importância de ações do combate à fome e ao desperdício de alimentos e para a necessidade de desenvolvimento de uma agricultura mais sustentável.

    Após um período de declínio, a fome no mundo está em ascensão novamente. Hoje, mais de 820 milhões de pessoas sofrem de desnutrição crônica, de acordo com o último relatório da FAO sobre segurança alimentar e nutrição. “Conflitos, eventos climáticos extremos ligados à mudança climática, desaceleração econômica e aumento rápido dos níveis de sobrepeso e obesidade estão revertendo o progresso alcançado na luta contra a fome e a desnutrição”, diz a organização.

    De acordo com a FAO, enquanto milhões passam fome outros 672 milhões sofrem de obesidade e 1,3 bilhão estão acima do peso. A cada ano, 3,4 milhões de pessoas morrem por causa do sobrepeso e obesidade. Por outro lado, 45% da mortalidade infantil está relacionada à desnutrição.


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  • Aliança critica declarações de presidente da Anvisa sobre rotulagem

    Declarações do novo presidente levantam suspeita de uma intervenção por pressão de representantes de indústrias de alimentos descompromissadas com os interesses da saúde pública

    Organizações da sociedade civil, como Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), ACT Promoção da Saúde, Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) e Asbran (Associação Brasileira de Nutricionistas), integrantes da Aliança, publicaram nesta sexta-feira (28) uma carta pública direcionada ao novo presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), William Dib, pedindo esclarecimentos sobre o processo de revisão de rotulagem nutricional.

    Em notícias veiculadas pelos jornais O Estado de São Paulo e Folha de S. Paulo, esta semana, Dib afirma ser favorável a advertências coloridas nas embalagens dos produtos, indo de encontro ao que o Relatório Preliminar da Análise de Impacto Regulatório sobre Rotulagem Nutricional, publicado pela agência, apresentou como conclusão.

    “Um consenso sobre o assunto nesses termos publicados na entrevista não parece partir da visão técnica oficial da Anvisa. É imprescindível que o presidente da agência recém empossado manifeste-se em nota oficial sobre o conteúdo das entrevistas concedidas ao jornal, na medida em que suas falas, se confirmadas, levantarão a inevitável suspeita de uma intervenção política no processo regulatório, por pressão de representantes de indústrias de alimentos descompromissadas com o objetivo e com a lisura neste processo regulatório”, diz um trecho da carta.

    Em maio deste ano, a Anvisa publicou o relatório preliminar sobre o assunto, afirmando que  modelos que utilizam alertas na frente das embalagens seriam os mais adequados, pois auxiliam os consumidores a fazer escolhas alimentares mais saudáveis e estimulam os fabricantes a reformular seus produtos.

    A carta enviada pela Aliança também destaca a ampla participação da sociedade, desde 2014, na revisão das normas de rotulagem, incluindo entidades da sociedade civil de defesa do consumidor e alimentação, entidades representativas do setor produtivo, academia e institutos de pesquisa.

    “Com um processo regulatório amadurecido, não podemos permitir que a regulação em defesa da saúde pública seja fragilizada ou ameaçada. Já temos estudos e análise de experiências bem sucedidas suficientes que comprovam a superioridade do modelo de rotulagem em formato de alertas”, destaca Ana Paula Bortoletto, líder do programa de alimentação saudável do Idec e do Comitê Gestor da Aliança.

    Essa não é a primeira vez que estratégias para atrapalhar o processo democrático acontecem. Este ano, após a Anvisa divulgar o relatório técnico e abrir a tomada pública de subsídios, a Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação), tendo conhecimento de prazos e datas há bastante tempo, conseguiu na Justiça a  extensão da consulta por mais 15 dias, numa clara tentativa de protelar o andamento do processo que irá trazer benefícios para a saúde do consumidor. A Aliança repudiou a decisão.

    Em outra ocasião, num claro desrespeito ao cumprimento do processo regulatório, o presidente da Abia se reuniu com o presidente Michel Temer para criticar o modelo de alertas, previamente aprovado pelo corpo técnico da Anvisa. Após o acontecimento, a Aliança tentou agendar uma reunião com Temer, mas não obteve resposta.

    Conheça o histórico de aprimoramento da rotulagem nutricional de alimentos no Brasil:

    Fevereiro de 2014 – Instituto participa de reunião sobre a regulamentação da rotulagem de alimentos no Mercosul
    Junho de 2014 – Idec passa integrar grupo de trabalho da Anvisa que discute rotulagem nutricional
    Setembro 2017 – Idec apresenta modelo de rotulagem nutricional à Anvisa
    Maio 2018 – Anvisa afirma que modelo de alerta é opção mais eficiente de rotulagem
    Junho 2018 – Anvisa abre consulta pública técnica sobre Rotulagem Nutricional
    Julho 2018 –  Aliança repudia prorrogação da consulta pública técnica da Anvisa
    Agosto 2018 – Aliança pede reunião com presidente Michel Temer


  • UFSC se mantém no ranking das mil universidades mais bem-conceituadas do mundo

    A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mantém sua posição no ranking recém-divulgado da publicação britânica Times Higher Education (THE), referência na avaliação do ensino superior. A UFSC está entre as 15 instituições brasileiras que aparecem na edição deste ano. Em 2017 eram 21 e, em 2016, 27. A avaliação do THE considera fatores como o número de citações, a internacionalização, a titulação dos professores e a transferência de conhecimento para a sociedade. A lista completa está disponível aqui.

    Para o reitor Ubaldo César Balthazar, a continuidade da UFSC no ranking reflete o esforço da comunidade acadêmica nas ações de internacionalização, além da imensa dedicação à pesquisa, ensino e extensão, mesmo em um contexto de escassez de recursos. “Espero que esse esforço seja considerado e que a importância da ciência e da educação para o desenvolvimento da sociedade e do país sejam cada vez mais valorizados, cessando assim os contínuos cortes de orçamento destinados às universidades públicas brasileiras.”

    Mais informações sobre o ranking THE aqui.


  • Centro Latino-Americano de Ciência e Tecnologia em Soberania, Segurança e Educação Alimentar e Nutricional da Região Sul

    Está aberto com inscrições até o dia 15 de outubro o Edital para uma bolsa de pós-doutorado junto ao Centro Latino-Americano de Ciência e Tecnologia em Soberania, Segurança e Educação Alimentar e Nutricional da Região Sul (CeLASSAN) da UNILA. O texto encontra-se entre as páginas 4 e 7 do Boletim de Serviço da nossa Universidade. A bolsa destina-se a doutores de qualquer área de formação desde que em suas teses de doutorado tenham desenvolvido temas de culturas alimentares, soberania e segurança alimentar e nutricional (SSAN) e Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA).

    Visualizar o anexo Edital n 5_Celassan_Unila_pág 4 a 5_Boletim de serviços.pdf

    Edital n 5_Celassan_Unila_pág 4 a 5_Boletim de serviços.pdf
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  • Inauguração do Armazém do Campo reúne centenas de pessoas no Rio de Janeiro

    Centenas de pessoas estiveram reunidas neste sábado (15) para a inauguração do Armazém do Campo no Rio de Janeiro. Localizado em um casarão tradicional, no bairro da Lapa, na região central da cidade, o espaço de comercialização organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) vende produtos de assentamentos da reforma agrária, cultivados por pequenos agricultores ou produzidos por empresas parceiras, de forma orgânica e agroecológica.

    A festa de inauguração teve programação durante todo o dia. A principal delas foi o almoço, no cardápio: arroz carreteiro feito pelo dirigente do MST, João Pedro Stedile. A receita foi ensinada pelo seu avô, um carreteiro que fazia o trecho Antônio Prado (RS) até Sorocaba (SP) transportando carnes e mercadorias. O prato foi sucesso de público, que lotou o espaço para esperar as diversas paneladas servidas no início da tarde.

    “Minha tarefa na inauguração foi preparar o almoço. Trouxe essa receita que no Rio Grande do Sul é tradicional. Nosso almoço é uma forma de confraternização com todos que vieram. A esquerda tem que recuperar formas mais alegres e culturais de fazer política. O povo quer música, teatro, trabalho, comida, renda. E para colocar em prática essa visão de fazer política estamos inaugurando essa unidade do Armazém no Rio com muita alegria”, explica João Pedro Stedile.

    Durante a inauguração, as prateleiras lotadas colocaram em evidência a diversidade da produção do MST e empresas parceiras. Entre as opções, legumes, frutas e verduras frescas até mel, leite, arroz, feijão e achocolatados. Já as paredes exibiram pinturas de artistas populares para lembrar que além da comercialização de produtos da reforma agrária, o Armazém do Campo também é espaço de promoção cultural.

    “Essa loja é fruto da luta pela terra que o MST faz. Com ela, os trabalhadores urbanos tem contato a produção, feita a partir da luta no campo. O Armazém cumpre o objetivo de proporcionar o acesso à produção dos assentamentos da reforma agrária, também de fazer o diálogo em torno da alimentação saudável, além de ser espaço das manifestações culturais. Com as diversas atrações que teremos, as pessoas podem se encontrar aqui e ocupar esse ambiente. É uma loja de nós trabalhadores. Queremos que seja construída no dia a dia”, acrescentou Ademar Paulo Ludwig Suptitz, coordenador do Armazém do Campo.

    A loja do Rio de Janeiro é a terceira da rede do Armazém do Campo, que já tem unidades em São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. Na avaliação da pesquisadora Maureen Santos, coordenadora de projetos socioambientais da Fundação Henrich Böll Brasil, o Armazém do Campo mostra a potência da agroecologia e da agricultura familiar e camponesa.

    “Para mim é um grande prazer presenciar a abertura dessa loja. Que a gente possa estar cada vez mais fortalecendo espaços de resistência como esse que traz comida de verdade para a população, fortalece os laços entre produtor e consumidor e mostra que a agroecologia é, sim, um modelo que a gente quer para o futuro”, afirmou.

    Já a assistente social Renata Oliveira dos Santos conta que a movimentação no número 135 da avenida Mem de Sá chamou a sua atenção para entrar na loja e conhecer um pouco mais sobre o Armazém do Campo. “Fiquei muito feliz quando soube que agora a gente tem um espaço de venda de alimentos da agricultura familiar, sem agrotóxicos, vindos dos assentamentos. Um lugar acessível. Entrei aqui, comprei um suco, com mesmo preço do mercado e encontrei outros produtos mais baratos que na feira”, contou.

    Marielle presente

    A festa de inauguração teve início com um ato político, que aconteceu a partir das 11h da manhã. Entre os convidados estiveram diversos representantes de movimentos, partidos e organizações populares, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Consulta Popular, o Levante Popular da Juventude, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação Única dos Petroleiros (FUP), Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindpetro-NF), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), o Movimento Humanos Direitos (MHUD), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido Socialismo e Liberdade (PSol), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Sindicato dos Engenheiros (Senge) e a Frente Brasil Popular.

    Em meio às falas sobre a importância política da inauguração do Armazém do Campo, foram relembradas a memória e a luta da vereadora Marielle Franco (PSol), assassinada em março deste ano. O crime, que tirou sua vida e do motorista Anderson Gomes, completou seis meses na última sexta-feira (14) e ainda aguarda resolução.

    Durante o ato, a mãe de Marielle, Marinete Silva, agradeceu publicamente que o nome de sua filha estava sendo lembrado com carinho e bravura. “Estamos vendo aqui hoje que é possível fazer uma política séria igual a que a Marielle fazia”, acrescentou.

    Serviço

    O Armazém do Campo no Rio de Janeiro fica na rua Mem de Sá, 135, na Lapa. O horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 9h às 19h. Mais informações na página do Facebook Armazém do Campo RJ e pelo Instagram @armazemdocampo.rio.

    Edição: Katarine Flor


  • Sistemas alimentares, desigualdades sociais e saúde


  • Artigo sobre rotulagem de açúcar de adição no Brasil é selecionado para revista virtual de Cambridge

    O artigo sobre “Açúcar de adição no rótulo de alimentos comercializados no Brasil” derivado da dissertação da doutoranda em Nutrição do Programa de Pós-graduação em Nutrição (PPGN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e membro do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE), foi aceito para publicação na revista Public Health Nutrition e selecionado para receber destaque no Cambridge Journals Blog, da Universidade de Cambridge. A notícia sobre o artigo ficará disponível por duas semanas e será compartilhada por meio das redes sociais da editora.

    Sobre o artigo

    Açúcares de adição são açúcares adicionados em alimentos durante o processamento ou preparação. Esses açúcares são utilizados para melhorar a palatabilidade dos alimentos, mas não possuem valor nutricional. A alta ingestão deste componente está associada com o aumento de diversas doenças, especificamente obesidade, doenças cardiovasculares e cáries dentárias.

    Alimentos industrializados são a principal fonte dos açúcares de adição na dieta da população mundial. Neste sentido, os rótulos dos produtos comercializados funcionam como uma ferramenta na escolha consciente da ingestão de produtos com esse ingrediente.   Na maior parte dos países, a informação nutricional dos rótulos não sinaliza sobre os açúcares, sendo a única maneira dos consumidores identificar a existência ou não desses ingredientes.

    A pesquisa foi realizada com a investigação de 4,539 rótulos de alimentos industrializados disponíveis para compra em um grande supermercado brasileiro, e 71% desses produtos possuíam, pelo menos, um tipo de açúcar de adição. Os açúcares foram o ingrediente mais encontrado dentre os alimentos analisados. Produtos como bolos, geleias, chocolate em pó, sucos, néctares e sucos de fruta, água de coco, barras de cereal, pães, bebidas lácteas, leite fermentado e iogurte. Mas também em alimentos salgados, como salsicha, hambúrgueres, presunto e muitos outros.

    As pesquisadoras sinalizam a importância da rotulação dos alimentos, permitindo aos consumidores realizarem escolhas conscientes em relação aos ingredientes contidos nos alimentos e evitar o consumo excessivo destes açúcares de adição.

    Public Health Nutrition

    A Public Health Nutrition realiza a publicação e disseminação de pesquisas e estudos acadêmicos focados no entendimento de causas, abordagens e soluções relacionadas à nutrição e realizações públicas, situações e problemas em âmbito mundial. O jornal publica artigos originais e autorizados por terceiros, comentários e documentos  para discussão e debate. A revista está disponível através da Cambridge Core, uma plataforma para disposição de conteúdo acadêmico da editora Cambridge University Press.

    O artigo pode ser lido no link ou no arquivo pdf.


  • Como (não) falar de comida quando a fome está de volta?

    O título desse artigo reproduz o tema do 8.º Encontro Nacional do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional que ocorrerá em novembro próximo, no Rio de Janeiro, por ocasião dos 20 anos de existência do Fórum. O título é quase auto-explicativo, dada a relevância da questão a que se refere – acentuada pela grave situação em que se encontra o Brasil. À crescente mobilização social para fazer frente aos problemas associados à má alimentação e aos danos dos sistemas alimentares predominantes, estamos novamente às voltas com o risco do retorno da fome como mazela social que imaginávamos superada.

    Pois é, voltamos a falar do risco da fome – isso mesmo, aquela associada à carência absoluta de alimentos – pois é provável que ela esteja novamente afetando parcela significativa da população brasileira. O agravamento da crise econômica iniciada em 2011 e, principalmente, a condução do governo saído do golpe institucional de 2016, jogaram o país num quadro de crescimento acelerado do desemprego e precarização das condições de trabalho, acompanhado da ofensiva desavergonhada contra direitos sociais praticada por elites insaciáveis. Chegamos a trombetear, em 2014, a saída do Brasil do Mapa da Fome – lançado todos os anos pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

    A comemoração era, sem dúvida, justíssima já que se tratava de conquista fruto de muita mobilização social e políticas públicas postas em prática a partir de 2003. Contudo, cá entre nós, é no mínimo constrangedor celebrar a saída de uma condição vergonhosa que perdurava em pleno século XXI, num país grande produtor de alimentos que chegou a ser a sexta maior economia do mundo. Seja como for, é urgente reconstruir as dinâmicas sociais e de políticas públicas, democráticas e participativas em sua essência, que permitiram aquele e outros notáveis avanços, com as revisões naturais de caminhos e procedimentos.

    Indo além da emergência, precisamos falar sobre o lugar central ocupado pelos alimentos e pela alimentação nas nossas vidas e na própria organização das sociedades. O que comemos ou deixamos de comer, as maneiras como nos alimentamos e os modos como os alimentos são produzidos e distribuídos estão entre os determinantes principais de uma vida digna e saudável, do bem estar e convívio social, e do respeito para com a natureza. O Fórum, assim como o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), têm mobilizado a sociedade brasileira pela “comida de verdade, no campo e na cidade”.

    Não sem razão, já que são muitos os problemas e malefícios associados à produção, distribuição e consumo de alimentos, dos quais o Brasil, lamentavelmente, oferece numerosos exemplos. Caminhamos aceleradamente para apresentar indicadores de sobrepeso e obesidade próximos aos dos campeões mundiais nessa matéria (Estados Unidos e México). Maus hábitos alimentares e ausência de atividades físicas aparecem como explicações. Porém, ressalte-se o crescente consumo de ultra-processados sob indução das grandes corporações e dos meios de comunicação, sempre resistentes à regulamentação da propaganda de alimentos que é parte substantiva do seu faturamento.

    Fala-se menos sobre a dieta nutricionalmente pobre, assentada em um pequeno número de bens primários e seus derivados, produzidos em larga escala por sistemas alimentares tidos como eficientes garantidores de nossa segurança alimentar e do mundo. O Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de produtos agroalimentares. A realidade, no entanto, é bem outra. Como se comprova facilmente, “comer mal custa mais barato”, sendo este o verdadeiro grande feito dos sistemas dominados pelas corporações, redes de supermercado e o incensado agronegócio. Isto acompanhado dos danos sociais e ambientais da expansão da monocultura e da pecuária de larga escala, e dos alimentos cheios de veneno que nos fornecem com farto apoio estatal na forma de crédito, infra-estrutura e pesquisa. Veneno são os agrotóxicos que recebem o nome higiênico de defensivos fitossanitários.

    O contraponto está em promover a disponibilidade de alimentos diversificados, acessíveis e respeitadores das culturas alimentares, começando por uma agricultura diversificada de base familiar que valorize a biodiversidade e adote métodos agroecológicos, e incluindo formas de comercialização que tornem esse tipo de alimentação acessível a todos os segmentos da população. Há tempos que o abastecimento alimentar da população brasileira está sob quase exclusiva regulação privada, com os governos federal, estaduais e municipais retraídos em sua função por excelência que é a regulação pública de atividades vitais.

    Os problemas mencionados e outros mais não incidem igualmente sobre todos os setores sociais. Como é característico da sociedade brasileira, a alimentação também expressa as iniquidades que faz do Brasil uma das sociedades mais desiguais do mundo. Alimentação de má qualidade e carências nutricionais incidem desigualmente nos mais pobres, nas mulheres, nas populações negras e indígenas, nas crianças e em territórios determinados, quase sempre na forma de uma combinação desses fatores revelando que a má alimentação tem sexo, cor/etnia, idade e residência.

    No contexto pré-eleitoral em que nos encontramos, é decepcionante, mas não surpreendente, constatar que questões como as aqui ressaltadas estejam quase ausentes do debate eleitoral. Cabe resistir ao retrocesso e investir nesse debate. Longe de mim subestimar a gravidade da violência física que grassa no país e a complexidade de seu enfrentamento, porém, em lugar do porte de armas, polícias e magistrados ocuparem o centro das atenções, a segurança que eu gostaria de ver também debatida, com o mesmo destaque, é a de uma vida digna e saudável, com emprego, valorizadora da diversidade cultural e socioambiental. Estou certo de que a questão alimentar desempenha papel de relevo nessa direção, mas ela não admite baboseiras, platitudes e demagogias.

     

    Renato Maluf é professor do CPDA/UFRRJ.

    4 de Setembro de 2018