-
A importância de estar presente
Estudo mostra que colaborações científicas no Brasil ainda são influenciadas pela proximidade entre pesquisadores.
O crescimento da colaboração entre pesquisadores brasileiros ainda é bastante influenciado pela proximidade geográfica dos parceiros. O
achado, obtido a partir da análise dos dados de mais de 1 milhão de currículos acadêmicos da Plataforma Lattes, sugere que os avanços em tecnologias de comunicação não foram fortes o bastante para derrubar os efeitos da distância na hora de semear parcerias em artigos científicos. O peso da proximidade continua muito importante, indica artigo publicado em janeiro por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal do ABC no Journal of the Association for Information Science and Technology. Segundo o estudo, uma distância de 100 quilômetros (km) entre dois pesquisadores brasileiros reduz a probabilidade de colaboração em 16,3% em média. Mas o efeito não é linear. Um aumento de 300 km na distância diminui a probabilidade de cooperação em 41,3%. Observou-se, ainda, que o fenômeno atinge de modo peculiar as colaborações em diferentes áreas do conhecimento (ver gráfico). Por exemplo: uma distância de 400 km entre dois pesquisadores reduz em 40% as chances de publicar um trabalho em colaboração se eles forem das áreas de linguística, letras e artes, enquanto o impacto chega a 65% caso eles pertençam ao campo das ciências agrárias, exatas e da Terra.Segundo o economista Eduardo Haddad, um dos autores do artigo, o contato pessoal e frequente entre pesquisadores facilita interações e amplifica a produtividade dos parceiros. “Veja o caso do nosso artigo. Envolveu grupos de unidades diferentes da USP, que se encontraram facilmente porque bastava atravessar a rua para conversar”, diz Haddad, que é professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e pesquisador do Núcleo de Economia Regional e Urbana da USP. “A produção científica brasileira cresceu nos últimos anos e esse crescimento envolveu um aumento notável do número de colaborações”, afirma o pesquisador.
Compreender a dinâmica das colaborações, dentro e fora do Brasil, e estimulá-las é importante para aumentar a visibilidade da pesquisa brasileira, afirma Samile Vanz, professora da Faculdade de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que se dedica ao estudo de colaborações científicas (ver Pesquisa FAPESP nº 169). “É sabido que artigos escritos por vários autores têm mais chance de ser citados do que os escritos por autores isolados. Ampliar a produção científica implica ampliar as colaborações”, diz ela.
A pesquisa que deu origem ao artigo foi feita durante o mestrado do economista Otávio Sidone, orientado por Haddad e concluído em 2013, que analisou a distribuição das redes de colaboração científica no Brasil entre 1990 e 2010. “Meu interesse inicial era estudar como o conhecimento produzido pela universidade transborda para a comunidade e tem impacto no desenvolvimento regional, mas no percurso resolvi me concentrar nos fluxos de conhecimento que ocorrem entre regiões brasileiras”, diz Sidone. A análise do efeito da proximidade nas colaborações tornou-se viável com a participação do pesquisador em ciência da computação Jesús Mena-Chalco, que à época fazia estágio de pós-doutorado no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP – hoje é professor da Federal do ABC. Mena-Chalco foi o autor de um estudo, publicado em 2014, que analisou o perfil das colaborações científicas brasileiras com base no cruzamento de dados de 1,1 milhão de currículos Lattes (ver Pesquisa FAPESPnº 218).“No primeiro trabalho, o foco era o pesquisador. Já nesse estudo buscamos compreender como a geolocalização influencia na colaboração. Eu imaginava que essa influência tinha perdido importância, mas não é o que mostrou a análise dos dados ao identificar as cidades onde trabalham os pesquisadores brasileiros que colaboraram entre si”, diz Mena-Chalco, que atualmente se dedica a criar uma plataforma com a genealogia dos pesquisadores do Brasil, a fim de mostrar a influência de líderes do passado na formação da geração atual. O projeto é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
As chances de cooperar variam segundo outros fatores. Em campos do conhecimento cuja pesquisa depende de investimentos vultosos em infraestrutura, como grandes laboratórios ou hospitais universitários, a proximidade tem peso maior. “Grandes instalações de pesquisa costumam concentrar-se em grandes cidades e os pesquisadores precisam se deslocar até elas para trabalhar juntos. É mais difícil cooperar a distância”, afirma Eduardo Haddad. “Já em áreas ligadas às humanidades e às ciências sociais, é mais viável fazer pesquisa colaborativa de forma não presencial. Eu, por exemplo, preciso apenas de uma boa conexão à internet e acesso a bancos de dados para trabalhar com colaboradores.”
O estudo mapeou quais são os pares de cidades brasileiras em que foram contabilizados os maiores índices de colaboração. Metrópoles que sediam grandes universidades aparecem nesse ranking ao lado de cidades vizinhas com tradição muito menor de pesquisa. Na lista mais recente, com dados de 2007 a 2009, São Paulo desponta na companhia de Santo André (que abriga a jovem Universidade Federal do ABC), o Rio de Janeiro aparece na companhia de Niterói (onde funciona a Federal Fluminense) e de Seropédica (sede da Federal Rural do Rio de Janeiro), assim como Porto Alegre com a cidade gaúcha de Santa Maria (também sede de uma federal). Mas há circunstâncias que superam o efeito da proximidade. Os dados mostram que metrópoles que concentram grande produção científica atraem naturalmente mais colaborações, dentro ou fora de sua área de influência.
A capital paulista está em seis das nove parcerias de municípios com colaborações mais frequentes entre 2007 e 2009. Sede do campus principal da USP, que responde por 25% da produção científica brasileira, e de instituições como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a capital paulista lidera a lista ao lado de Campinas (onde está a Universidade Estadual de Campinas, Unicamp); aparece em 3º lugar ao lado de Ribeirão Preto (em que fica outro campus da USP); em 4º, com o Rio de Janeiro; em 6º, com Porto Alegre; em 9º, com Santo André; e em 10º, com Curitiba. Dados obtidos para períodos anteriores destacaram parcerias entre São Paulo e cidades paulistas como São Carlos, sede de uma universidade federal e um campus da USP, e Botucatu, que abriga um dos campi da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “As parcerias entre municípios seguem uma espécie de modelo gravitacional e isso explica por que São Paulo e Rio de Janeiro são líderes naturais de colaborações, tanto com instituições de cidades próximas como distantes”, diz Haddad.O padrão espacial da cooperação pode variar entre as áreas de conhecimento. O artigo apresenta dois exemplos, que também ilustram esta reportagem (ver mapas acima): o fluxo de colaborações nos campos de ciências da saúde e ciências agrárias. No caso da pesquisa em saúde, o fluxo principal de colaborações ocorre dentro do estado de São Paulo, em torno de municípios como a capital paulista, Ribeirão Preto e Campinas. “A concentração nesse corredor é impressionante”, diz Otávio Sidone. Partindo da capital, há uma rede de parcerias com cidades nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
Já nas ciências agrárias, o perfil é mais descentralizado. Enxergam-se duas redes distintas. A que mais semeia colaborações parte de Viçosa, cidade mineira que abriga uma das mais importantes universidades dedicadas à agricultura do país, e se ramifica para diversos estados do Nordeste e do Centro-Oeste. Uma segunda rede envolve cidades paulistas onde existem campi da USP (São Paulo, Piracicaba e Ribeirão Preto), da Unicamp (Campinas) e da Unesp (Jaboticabal e Botucatu). “Há uma rede de colaborações partindo de Viçosa que se vincula a unidades da Embrapa espalhadas pelo país e outra rede de parcerias dentro de São Paulo com interesses regionais, como a produção de biocombustíveis”, diz Eduardo Haddad.
O pesquisador observa que as colaborações científicas crescem de acordo com um padrão e seguem uma hierarquia. “A grande maioria delas nasce da relação entre pesquisadores e seus orientadores, espalha-se por outras cidades à medida que filhos e netos acadêmicos de líderes de pesquisa vão trabalhar em instituições diferentes e cria novos elos por meio de doutorados sanduíche no exterior ou estágios de pós-doutorado”, diz. Segundo Haddad, as parcerias têm vários níveis de interação. A primeira delas envolve os grandes centros de excelência, que conseguem colaborar com instituições internacionais e se apropriam de conhecimento produzido fora do país. Esses grandes centros vão estabelecer colaborações no Brasil primeiro com grupos mais fortes e, em um segundo momento, com regiões menos desenvolvidas, graças, por exemplo, à conexão com filhos e netos acadêmicos ou a parcerias que envolvem coletas de dados.Especialista em geografia da inovação, Renato de Castro Garcia, professor do Instituto de Economia da Unicamp, observa que os resultados sobre as colaborações no ambiente acadêmico coincidem com o que se conhece sobre interações entre pesquisadores e empresas. “Nas relações entre universidades e setor privado, as interações frequentes e o contato face a face permitem que aconteça de modo mais fluente o compartilhamento de um tipo de conhecimento que não está em livros e manuais, mas depende da experiência profissional dos interlocutores”, diz. Mas a proximidade geográfica, afirma Garcia, não é o único fator envolvido em interações que produzem inovações. “Também tem peso o que se chama de proximidade cognitiva, que é uma profunda familiaridade compartilhada entre os interlocutores sobre o tema em questão, a proximidade temporária, que é a possibilidade de interagir com certa frequência, mas não o tempo todo, por meio de reuniões e visitas técnicas, e a proximidade social, que é o vínculo de confiança entre as duas partes que se estabelece ao longo do tempo e permite a troca constante de informações, mesmo a distância.” Segundo Garcia, esses tipos de proximidade são visíveis no ambiente acadêmico e frequentemente se mesclam. “Orientadores e seus alunos podem se afastar geograficamente, mas preservam as proximidades cognitiva, temporária e social”, afirma. Para Samile Vanz, embora as agências de fomento estimulem a pesquisa em colaboração, deveria haver mais ferramentas para disseminar as parcerias num território extenso como o do Brasil. “Participações em bancas de mestrado, doutorado e concursos públicos são momentos que possibilitam o contato entre pesquisadores e podem representar o início de um projeto de pesquisa em colaboração. No entanto, as diárias pagas pelos programas de pós-graduação estão defasadas, o que leva o pesquisador a arcar com parte de suas despesas de viagem.”
Artigo científico
SIDONE, O. J. G.; HADDAD, E. A.; MENA-CHALCO, J. P. Scholarly publication and collaboration in Brazil: The role of geography. Journal of the Association for Information Science and Technology. on-line, 11 jan. 2016.Fonte: Revista Pesquisa FAPESP
-
Gordura trans pode estar com os dias contados
Nesta quarta-feira (30/03), o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo ao projeto de lei (8.194/2014) oriundo do Senado que prevê a proibição do uso de gordura vegetal hidrogenada, conhecida também como gordura trans, em todo o país.
Para o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), a decisão é relevante, pois pode acelerar o processo de retirada da substância artificial em alimentos do mercado brasileiro, como em audiência pública da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), realizada na última segunda-feira (28/03), em Brasília. “São evidentes os efeitos negativos dessa substância para a saúde e também sabemos que as medidas adotadas até o momento são falhas e insuficientes”, comenta Ana Paula Bortoletto, nutricionista, pesquisadora do Idec e conselheira do Consea.
Após a audiência, a Anvisa abriu um canal para receber as contribuições da sociedade sobre a discussão da gordura trans. O formulário fica disponível para o público até 11 de abril. Agora, o texto da proposta volta para o Senado antes de virar lei. Segundo a conselheira, no entanto, ainda há ajustes a serem feitos na proposta atual que serão encaminhados em breve pelo Idec aos senadores.
Caso o projeto seja aprovado, até 2019 todos os alimentos produzidos e comercializados no país, ainda que importados, não poderão ter na sua composição a presença da gordura trans. Uma pesquisa online – feita pelo Idec com 1.624 consumidores – aponta que 95% dos participantes concordam com a proibição da gordura trans, considerando os riscos que o consumo traz à saúde.
O levantamento, inédito sobre o tema no país, também mostra que uma considerável fatia das pessoas (89,2%) busca se informar sobre a presença da substância nos alimentos industrializados por meio da tabela nutricional, lista de ingredientes e a parte frontal dos rótulos – que juntos somam 47% das respostas.
Apesar disso, os resultados indicam que 34% acreditam que os fabricantes omitem ou manipulam as informações nutricionais, e 30% acham que falta clareza nos rótulos. “Atualmente, a declaração de ausência não significa que o alimento seja livre de gordura trans, já que a atual regulação permite que um produto declare ter ‘zero’ gordura trans, mesmo que o teor seja igual ou menor que 0,2 g na quantia declarada”, comenta Ana Paula Bortoletto.
Clique aqui para enviar sua opinião.
Confira os resultados da pesquisa. -
Pulverização aérea para Aedes aegipty
Fumacês
Sobre o uso do fumacê: para que ele seja efetivo, já que é um aerossol e faz aquela nuvem de veneno, a gotícula desse aerossol tem que entrar em contato com a forma alada do mosquito para matá-lo. Veja como essa possibilidade é muito pequena na medida em que o mosquito é muito adaptado ao ecossistema urbano, pois não é à toa que conquistou as cidades e sabe se alojar em múltiplos esconderijos.
E o que é pior: com anos e décadas de usos intensivos dos fumacês, o mosquito foi ficando resistente ao veneno. Isso está obrigando o Ministério da Saúde a usar o Malathion , um organofosforado que atinge o sistema nervoso central e é considerado pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer – IARC um provável carcinógeno humano. E veja que, com tudo isso, o governo continua querendo matar o mosquito com bala de canhão e, agora, ainda quer banhar as grandes metrópoles brasileiras com um provável carcinógeno humano. Isso é muito grave! Essa substância está liberada para uso e é encontrada em todo o país. E ainda, para ajudar… Deputados Federais ligados ao agronegócio estão propondo o uso de aviões para pulverizar esse veneno sobre as cidades.
A respeito do pedido apresentado pelo Dep. Estadual Valdir Colatto (representando o SINDAG – Sindicato das Empresas de Aviação Agrícola) ao Ministério da Saúde para a utilização da ferramenta de pulverizações aéreas no combate ao Aedes aegipty, encaminhamos nota produzida pelo MS com apoio de vários setores com o posicionamento técnico do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2016/marco/30/Esclarecimentos-sobre-pulveriza—-o-a–rea-e-o-controle-de-endemias.pdf ) e também o posicionamento da ABRASCO com relação a pulverizações contra o Aedes aegipty (https://www.abrasco.org.br/site/2016/03/nem-fumace-nem-larvicida-quimico-coragem-e-saneamento-contra-o-mosquito-por-fernando-carneiro/ e http://abrasco.org.br/dossieagrotoxicos/)Sugerimos a discussão desse tema nas comissões.Atenciosamente,Adriana Cristina Pedroso FerrazAnalista do Ministério PúblicoCentro de Apoio Operacional do Consumidor
Tel.: (48) 3330-9523 www.mp.sc.gov.br -
Participação Nuppre: Consulta pública sobre uso de gordura trans industrial em alimentos no Brasil
O Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições da Universidade Federal de Santa Catarina (NUPPRE/UFSC) apresenta seu parecer sobre o uso da gordura trans industrial em alimentos com base em suas pesquisas com rotulagem e análise de alimentos, aliadas às extensas revisões de literatura científica elaboradas em seus relatórios de pesquisa, dissertações e teses. Segue parecer abaixo:
Parecer NUPPRE – UFSC – uso de gorduras trans industriais em alimentos no Brasil – abril 2016
-
Má conduta científica: Punição rigorosa e inovadora
A National Science Foundation (NSF), principal agência norte-americana de apoio à pesquisa básica, adotou uma medida rigorosa e incomum para encerrar uma investigação de má conduta científica. A fim de resolver um episódio que se arrastava havia 12 anos, a agência determinou que os autores de um artigo sobre um processo de síntese de nanopartículas, publicado na revistaScience em 2004, não poderiam voltar a pedir financiamento à NSF. Isso, apesar de considerar que os autores não eram culpados por má conduta. Uma investigação mostrou, contudo, que eles violaram uma regra da agência, que é a de reportar todos os achados significativos. E o artigo em questão não pode ser reproduzido por outros pesquisadores, segundo a NSF, porque os autores omitiram dados que permitiriam replicar os resultados.A NSF também inovou ao abrir uma brecha para os autores punidos, três pesquisadores da Universidade do Estado da Carolina do Norte (NCSU, em inglês). Eles poderiam voltar a pleitear financiamento desde que enviassem à Science uma carta relatand
o os problemas e complementando dados omitidos. Eles fizeram isso e se reabilitaram na NSF, mas a revista optou por retratar o paper, em vez de publicar a carta, por considerar que as omissões comprometiam a lisura do artigo. A decisão chamou a atenção porque, na maioria dos casos investigados pela NSF em que há comprovação de má conduta, os autores enfrentam a suspensão do financiamento federal por um período de tempo e o artigo é cancelado. Já em casos considerados menos graves, como esse, a punição tendia a ser branda.Em 2006, um pesquisador da NCSU tentou reproduzir um estudo sobre síntese de nanopartículas publicado dois anos antes por Lina Gugliotti, Daniel Feldheim e Bruce Eaton, na época vinculados à universidade. A tentativa fracassou e a hipótese de má conduta foi levantada. Em 2008, uma investigação da NCSU concluiu que os experimentos de microscopia eletrônica para estudar a formação de partículas não haviam sido realizados corretamente. Na mesma época, a Universidade do Colorado também se debruçou sobre o caso, mas considerou que nada de errado havia com a pesquisa. O impasse levou a NSF, que financiou o estudo, a investigar. A conclusão foi de que os autores haviam omitido dados importantes no artigo. Ao site Chemical & Engineering News, Bruce Eaton, coautor do paper, contestou a decisão da Science de retratar o artigo em vez de corrigi-lo. “Sei que as nanopartículas relatadas no trabalho são reproduzíveis”, afirmou.
-
Transgênicos e saúde são tema de conferência
O pesquisador francês Robin Mesnage, do Departamento de Genética Médica e Molecular da Kings College, de Londres, apresentará a conferênciaEfeitos potenciais na saúde humana de plantas transgênicas e de seus agrotóxicos associados, na quinta-feira, 7 de abril, às 9h no auditório da sede do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A conferência terá tradução simultânea e foram disponibilizadas 150 vagas, já esgotadas na quinta-feira, 31 de março. Robin Mesnage vem a Florianópolis a convite do professor da UFSC Rubens Onofre Nodari, do departamento de Fitotecnia e pesquisador da área de variabilidade genética.
Robin Mesnage estuda os efeitos causados pelos agrotóxicos e alimentos transgênicos na saúde humana. Um dos focos de sua pesquisa é o herbicida glifosato, número um em vendas e utilizado largamente na agricultura. O glifosato é comercializado como Roundup e usado para eliminar pragas das plantações de milho e soja, dentre outras culturas.
Em 2003, o Brasil liberou variedades de milho e soja transgênicos, devido à já existente produção ilegal de soja geneticamente modificada para resistir ao glifosato. Dessa forma, a palestra de Robin Mesnage proporcionará um debate nos âmbitos internacional e nacional sobre a transgenia na agricultura.
A conferência foi oganizada pelo Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (FCCIAT) juntamente com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público de Santa Catarina.
Mais informações aqui.
Fonte: Notícias da UFSC
-
Consulta pública: utilização de gordura trans industrial em alimentos
Está aberta uma consulta pública da ANVISA sobre a utilização de gordura trans industrial em alimentos. As contribuições serão aceitas pelo formulário online: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=25270
O Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições da UFSC, que trabalha com o tema há mais de 10 anos, pede a sua participação neste importante momento, registrando o pedido de eliminação da gordura trans industrial em alimentos produzidos/comercializados no Brasil.
Anexamos a nossa sugestão de preenchimento do formulário, solicitando a sua participação como pessoa física, bem como a divulgação para que outras pessoas também participem. -
Crescimento no número de casos de má conduta científica registrados no Brasil
Podcast: Renan Moritz
O professor Renan Moritz de Almeida, da UFRJ, comenta os resultados de uma pesquisa que analisou mais de 2 mil papers indexados na biblioteca virtual SciELO e também na latino-americana de informações em ciências da saúde (Lilacs), entre 2009 e 2014, e que constatou crescimento no número de casos de má conduta científica registrados no Brasil.
Apresentação: Fabrício Marques e Marcos Pivetta
Produção e roteiro: Biancamaria Binazzi
Gravação e montagem: Dagoberto Alves (Rádio USP)Pesquisa Brasil vai ao ar todas as sextas-feiras às 13:00, pela Rádio USP.
Assine Pesquisa Brasil como podcast!Baixar o MP3
Veja aqui o arquivo do Pesquisa BrasilFonte: Revista Pesquisa FAPESP
-
Boletim Rede @limenta – Dia Mundial da Água (22/03/2016)
Cisterna transforma rotina de colégio estadual em Conceição do Coité (BA)
Tecnologia de captação da água da chuva garante que escolas continuem funcionando normalmente, mesmo nos períodos de forte estiagem
“Já passamos aqui à deriva. Em uma certa época, não tinha nem aula porque não tinha água, nem pra fazer limpeza da escola nem pro alunado beber ou se limpar. Os caminhões-pipa não tinham como chegar para quem precisasse, para atender toda a demanda do município. Já aconteceu de a gente ficar sem água uma semana”, conta a professora das séries 1 e 2 do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Padre José Antônio dos Reis, em Conceição do Coité (BA), Clederley de Oliveira Carneiro e Silva.Leia mais »
Entrevista com Diretora de Fomento e Estruturação da Produção do MDS
Francisca Rocicleide da Silva fala sobre o Programa de Cisternas Ouça mais »
Vai até dia 25 de março, prazo de inscrição para a I Mostra Experiência Banco de Alimentos.Leia mais
Sem fome e sem miséria, crianças podem se desenvolver melhor
No Dia Mundial da Infância, país celebra a garantia de direitos para crianças por meio de políticas públicasLeia mais »
Mapa de Feiras Orgânicas já está disponível para sistema iOS
Aplicativo faz parte da campanha Brasil Saudável e Sustentável, que promove a alimentação saudávelLeia mais »
Campanha promove alimentação de qualidade e combate à obesidade
Ouça entrevista com o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Arnoldo de Campos, que explica o principal objetivo da campanha: chamar atenção da família brasileira sobre a escolha na hora de se alimentar.Leia mais »
Universidade de Pelotas vai adquirir alimentos orgânicos e da agricultura familiar
Organizações têm até 31 de março para apresentar propostas. Produtos vão compor 6,5 mil refeições diárias nos restaurantes universitáriosLeia mais »
Articulação Semiárido lança campanha nas redes sociais sobre produção de alimentos saudáveis
Hoje é o Dia Mundial da Água. Aproveitando a data, a ASA lança campanha que pretende comunicar a sociedade que o Semiárido é um lugar produtivo e cheio de vidaLeia mais »
Água: preservar para continuar produzindo
Considerada patrimônio do planeta, a água é imprescindível à vida e fundamental para o desenvolvimento humano. Sem ela, as sementes que são cultivadas no solo não germinam, não viram plantas, não dão fruto e, assim, não produz alimentos para o país.Leia mais »
Dia Mundial da água
A data foi criada pela Organização das Nações Unidas, em 1992, e é destinada à discussão da busca de soluções relacionadas ao uso e à conservação desse patrimônio mundial. A água é um bem natural indispensável à vida e o seu consumo está diretamente ligado à saúde da população.

-
Mapa e CNPq vão financiar pesquisa em agroecologia e produção orgânica
Estudantes, agricultores, produtores, professores e agentes de Ater podem se inscrever até dia 12 de maio
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriram chamada pública para conceder apoio financeiro a atividades de extensão, pesquisa e educação relacionadas à agroecologia e a sistemas orgânicos de produção. Os interessados devem enviar suas propostas até 12 de maio deste ano. Clique aqui para acessar o site do CNPq.A chamada pública tem como público-alvo estudantes do ensino básico, técnico e tecnológico; agricultores familiares; produtores em transição agroecológica ou envolvidos com a produção orgânica ou de base agroecológica; professores de instituições de ensino da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).
Os projetos inscritos devem integrar atividades de extensão tecnológica, pesquisa científica e educação profissional para construção e socialização de conhecimentos e técnicas relacionados à agroecologia e aos sistemas orgânicos de produção. O edital prevê também a implantação ou manutenção de núcleos de estudo em agroecologia e produção orgânica.
As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global de R$ 4,07 milhões, sendo R$ 2,6 milhões destinados ao pagamento de bolsas e R$ 1,4 milhão ao custeio das pesquisas. Cada projeto terá valor máximo de financiamento de R$ 100 mil.
O resultado da seleção deverá ser divulgado a partir de 12 de julho, no Diário Oficial da União e na página do CNPq na internet.
A última chamada pública do Mapa e do CNPq ocorreu em 2014, voltada para pesquisa em sementes, adubos verdes e boas práticas de extrativismo. Com investimento de R$ 6,8 milhões, o edital selecionou 23 projetos, que resultaram no apoio a 119 núcleos.
O Mapa estima que, até o momento, os estudos beneficiaram mais de 125 mil pessoas (técnicos, agricultores e estudantes) e viabilizaram mais de 1.700 produções acadêmicas.
-
Boletim Caisan (18/03/2016)
Agricultura familiar brasileira na África do SulAgricultores podem se inscrever até 3 de abril para levarem seus produtos para serem expostos na Feira Internacional da África do Sul – Saitex 2016 Saiba mais
Alimentos frescos e naturais são fundamentais para vida saudávelApós passar por uma cirurgia, o empresário Bruno Santos, de 31 anos, tomou consciência da importância da alimentação mais natural para uma vida saudável Saiba mais
Encontro discute aspectos da gestão da alimentação escolarRepresentantes dos Centros Colaboradores em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecanes) trocam experiências e discutir questões da alimentação escolar Saiba maisResolução amplia possibilidades de mercado da agricultura familiarMedida permite que governos estaduais e prefeituras priorizem a compra de alimentos para atividades de assistência social Saiba mais
Campanha lança aplicativo que localiza feiras orgânicasMapa de Feiras Orgânicas no Brasil tem mais de 500 pontos de comercialização cadastrados e integra Brasil Saudável e Sustentável Saiba mais
Participe da pesquisa do Idec sobre gordura trans!Os dados coletados serão apresentados em audiência da Anvisa que vai discutir riscos da gordura trans em alimentos industrializados Saiba mais -
Conheça o Fórum de Diálogos sobre epidemia de Zika e outras arboviroses
A recente epidemia de Zika e de outras arboviroses representa um desafio para a Saúde Coletiva.A Associação Brasileira de Saúde Coletiva – Abrasco, já divulgou Notas sobre o tema com grande repercussão entre cientistas, profissionais de saúde, mídia e sociedade.
Em decorrência da gravidade do contexto sanitário e da existência de aspectos ainda desconhecidos sobre o processo saúde/doença/intervenção, vários Grupos Temáticos e pesquisadores têm se pronunciado tanto sobre a natureza destes agravos, quanto sobre estratégias para seu controle.
Neste sentido, resolvemos publicar esse material ressaltando que representam a visão de grupos e de pesquisadores singulares e não do coletivo de associados da Abrasco.
Comente, participe: este FÓRUM de DIÁLOGOS tem com o objetivo ampliar a comunicação entre nós, divulgando as várias abordagens sobre esse fenômeno, visando construir-se consensos a serem utilizados pelas autoridades sanitárias e pela população em geral.

Gastão Wagner de Sousa Campos
Presidente da Abrasco -
Incertezas sobre a microcefalia
Foi preciso atravessar meio mundo para o vírus zika deixar o anonimato. Por quase 60 anos o vírus circulou pela África e pela Ásia praticamente sem ser notado. Ao aportar no Brasil, porém, encontrou condições favoráveis para se espalhar rapidamente e atraiu a atenção internacional ao se tornar o principal suspeito do aumento nos casos de microcefalia, um tipo de má-formação congênita da qual pouco se ouvia falar no país.
Microcefalia é um termo de origem grega usado pelos médicos para designar uma condição em que as crianças nascem com a cabeça pequena
demais para o tempo de gestação. A maioria delas, segundo especialistas, é saudável. Apenas uma pequena parte nasce com microcefalia em decorrência de problemas de desenvolvimento que deixam o cérebro menor. Nesses casos, não há cura. Um bebê pode nascer com o cérebro pequeno demais por causa de uma série de defeitos genéticos – há ao menos 16 genes conhecidos associados ao problema. Mas também pode ter microcefalia em consequência de razões ambientais, como o consumo de álcool ou exposição a produtos tóxicos na gestação, ou de uma série de infecções, como as causadas pelo vírus da rubéola e do herpes, pelo parasita da toxoplasmose ou pela bactéria da sífilis. -
Boletim Rede @limenta – Brasil Saudável e Sustentável (16/03/2016)
Uma alimentação melhor desde a escola 
Campanha Brasil Saudável e Sustentável vai reforçar que crianças consumam produtos saudáveis e estimulem pais a melhorarem hábitosUma das principais ações da campanha Brasil Saudável e Sustentável será melhorar a alimentação escolar. Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, que participou do lançamento da iniciativa nesta terça-feira (15), no Rio de Janeiro, as crianças aprendem na escola a comer melhor e leva esse aprendizado para toda a família. “Queremos que a criança fale: ‘não compre isso, pai’. Estamos em uma grande disputa para ganhar as crianças dentro da escola, para que eles possam nos ajudar a ganhar também os adultos.”

Campanha lança aplicativo que localiza feiras orgânicas em todo o país
Mapa de Feiras Orgânicas no Brasil tem mais de 500 pontos de comercialização

Acesse o site Brasil Saudável e Sustentável
A campanha é uma iniciativa do MDS e parceiros, com objetivo de promover a alimentação saudável e alertar quanto aos riscos decorrentes da má alimentação. O site traz notícias sobre as ações da campanha, informações sobre os parceiros e até dicas de alimentação.

Quer saber mais sobre a campanha?A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) lançou nesta terça-feira (15) um vídeo em apoio à campanha “Brasil Saudável e Sustentável” 
Secretaria de Educação participa da Campanha Brasil Saudável e SustentávelA secretária municipal de Educação, Helena Bomeny, participou, ao lado da ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, do lançamento da campanha Brasil Saudável e Sustentável, nesta terça-feira (dia 15), na Firjan, no Centro do Rio. Governo e sociedade lançam campanha pela alimentação saudávelO INCA é parceiro da campanha, pois defende que todo brasileiro tenha acesso à alimentação saudável, fundamental na promoção da saúde. 
Rio sedia lançamento da campanha Brasil Saudável e Sustentável
O Rio foi palco, na manhã do dia 15, do lançamento da campanha Brasil Saudável e Sustentável. Coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Prefeitura do Rio e organizações da sociedade civil, a campanha tem como objetivo promover a alimentação saudável e alertar para os riscos da má alimentação entre os brasileiros.

Bela Gil na Campanha Brasil Saudável e Sustentável
A chef de cozinha natural Bela Gil fala sobre a importância da Campanha Brasil Saudável e Sustentável.

Combate a obesidade é desafio da Campanha Brasil Saudável e Sustentável
Entrevista com ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campelo e Fabiano Horta, secretário de Desenvolvimento Econômico e Solidário do município do Rio de Janeiro.

-
Mulheres na ciência
A contribuição das mulheres em diversas áreas do conhecimento e os desafios a serem superados para aumentar a participação feminina na pesquisa científica brasileira foram temas de reportagens e entrevistas publicadas nos últimos anos.
Política:
- As chances das mulheres na universidade – Estudo sugere que disciplinas com alta presença feminina não garantem às pesquisadoras vantagem para chegar ao topo da carreira [Dezembro/2015]
- Trabalho recompensado – Prêmios para pesquisadores se multiplicam no Brasil e no exterior [Dezembro/2015]
- A força dos estereótipos – Estudos apresentam novas hipóteses para explicar diferenças nas trajetórias de homens e mulheres na ciência [Abril/2015]
- Territórios femininos – Pesquisa mostra que mulheres já publicam mais artigos, mas avanço é lento em algumas áreas e em posições de prestígio [Outubro/2013]
- Limites da diferença – Mulheres ampliam espaço na ciência e enfrentam o desafio de equiparar-se aos homens no topo da carreira [Junho/2012]
- Guerra ao estereótipo – Alunas da Unicamp se articulam para ampliar presença feminina na engenharia [Julho/2011]
- Poder feminino – Recorde de laureadas mostra como cresce a presença das mulheres no topo da ciência [Novembro/2009]
- O céu é o limite – Brasileira ganha prêmio concedido pelo presidente dos EUA a futuros líderes de pesquisa [Janeiro/2009]
- Procuram-se mulheres – Prêmio concedido a pesquisadora da Unicamp chama a atenção para a queda do interesse feminino na computação [Fevereiro/2007]
Entrevistas:
- Magda Becker Soares: O poder da linguagem – Educadora da UFMG fala dos desafios da alfabetização e do letramento no país e da importância da pesquisa direcionada à prática [Julho/2015]
- Nanuza Luiza de Menezes: Uma apaixonada em meio às plantas – Pioneira nas pesquisas sobre as plantas da serra do Cipó ajudou a estabelecer a anatomia vegetal como área de estudo no país [Maio/2015]
- Vanderlan da Silva Bolzani: A química dos produtos naturais – Pesquisadora busca cooperação internacional e investiga moléculas [Agosto/2014]
- Ecléa Bosi: Narrativas sensíveis sobre grupos fragilizados – Professora emérita da USP fala de psicologia social [Abril/2014]
- Luciana Vanni Gatti: Na trilha do carbono – Química explica estudo sobre o balanço de carbono na Amazônia [Março/2014]
- Magda Carneiro Sampaio: Em defesa das crianças – Pediatra fala de suas pesquisas sobre imunologia [Dezembro/2013]
- Silvia Regina Brandalise: Inconformismo no sangue – Ela mudou o panorama do câncer infantil no país [Setembro/2013]
- Helena Bonciani Nader: Ela briga pela ciência – Presidente da SBPC pede mais verbas e menos burocracia para a
ciência [Julho/2013] - Beatriz Barbuy: No rastro das primeiras estrelas – Astrofísica fala sobre a formação das primeiras estrelas da Via Láctea [Abril/2013]
- Maria José Soares Mendes Giannini: A arte de queimar etapas – Pró-reitora de Pesquisa explica as iniciativas tomadas para
melhorar a Unesp [Março/2013] - Cora Marrett: Laços mais estreitos – National Science Foundation quer ampliar a cooperação com o Brasil [Dezembro/2011]
- Marta Rovira: Um lugar ao sol para a ciência – Agência argentina de apoio à pesquisa quer recuperar a capacidade científica [Novembro/2011]
- Laura de Mello e Souza: Um país chamado passado – Faltam pesquisas inovadoras que atinjam o grande público [Maio/2011]
- Regina Silveira: A mágica das sombras – Artista plástica revela poder da arte pública cobrindo Masp de azul [Dezembro/2010]
- Nélida Piñon: Um coração andarilho – Para romancista, a imaginação impulsiona a história humana [Setembro/2010]
- Nicole Moreau: A química de olho na biologia – O desafio de coordenar um grande evento internacional [Fevereiro/2010]
- Manuela Carneiro da Cunha: Antropóloga militante – Ex-professora da Universidade de Chicago lança coletânea de texto [Dezembro/2009]
- Walnice Nogueira Galvão: A donzela guerreira – Ela mantém sua ousadia em falar sobre a realidade e a cultura [Abril/2009]
- Maria Immacolata Vassallo de Lopes: Telenovela, a narrativa brasileira – Professora examina por que a telenovela é uma privilegiada narrativa popular [Janeiro/2009]
- Maria Luiza Tucci Carneiro: A raça “indesejável” – Preocupação com racismo esconde anti-semitismo histórico [Abril/2008]
- Léa Velho: Por um olhar brasileiro na ciência – Pesquisadora expõe os desafios da produção acadêmica do país [Janeiro/2008]
- Claudia Bauzer Medeiros: Visões do futuro da computação – Pesquisadora da Unicamp fala sobre os desafios da tecnologia da informação no Brasil [Maio/2007]
- Lilia Schwarcz: Quase pretos, quase brancos – A antropóloga discute a ligação entre ciência e racismo no Brasil do século passado e de como essas teorias ainda permanecem entre nós [Abril/2007]
- Angelita Habr-Gama: Vitória em campo minado – A cirurgiã, pioneira em muitas frentes, fala sobre o desenvolvimento e os avanços da coloproctologia no Brasil [Agosto/2006]
- Mayana Zatz: Um olho na razão, outro no coração – Geneticista fala da vida de cientista, das conquistas da pesquisa genética e de seu engajamento na batalha das células-tronco [Abril/2005]
- Ruth e Victor Nussenzweig: Uma química que deu certo – Casal fala sobre os avanços na busca de vacinas contra a malária e a vida de cientista, aqui e nos Estados Unidos [Dezembro/2004]
- Bertha Koiffmann Becker: Amazônia sem extremismo – Geógrafa propõe uma revolução científica e tecnológica na
Amazônia [Agosto/2004] - Carmen Martin: De volta à vida – Diretora do Centro de Medicina Legal de Ribeirão Preto fala de sua luta pela valorização da especialidade [Junho/2003]
- Chana Malogolowkin: Pesquisadora itinerante – Geneticista radicada em Tel-Aviv conta sua trajetória por países como Brasil, Estados Unidos e Israel [Novembro/2011]
- Ana Birulés i Bertran: Incentivo fiscal para a inovação – Ministra espanhola fala sobre a ampliação de investimentos em Ciência, Tecnologia e Inovação na Europa [Maio/2002]
- Anne McLaren: Mais dúvidas do que certezas no domínio da técnica – Falhas de reprogramação do núcleo somático podem ser barreira intransponível para a clonagem humana [Março/2002]
Ciência:
- Ciência, palavra (pouco) feminina – Um século depois de premiada, Marie Curie ainda é uma das poucas na lista do Nobel na área [Dezembro/2011]
- No universo da física – Belita Koiller recebe o Prêmio Mulheres na Ciência por estudos sobre comportamento dos electrons [Março/2005]
- Disfarce revelado – Estudos sobre parasita causador da doença de Chagas conferem a brasileira o prêmio L’Oréal-Unesco 2004 [Março/2004]
- Saindo das sombras – Professora de matemática Margarida Mendonça faz apresentação durante congresso [Agosto/2008]
Humanidades:
- Poética de resíduos – Pesquisas vão além dos aspectos testemunhais da obra de Carolina Maria de Jesus e buscam definir seu estilo e seus parentescos culturais [Maio/2015]
- A paixão pela liberdade – Centro de estudos revela atualidade das reflexões de Hannah Arendt sobre a responsabilidade do pensar [Setembro/2013]
- Cinco décadas de consciência ecológica – Primavera silenciosa, de Rachel Carson, faz 50 anos e permanece um clássico da literatura ambiental [Dezembro/2012]
- Não tão longe de Nova York – Elizabeth Bishop escreveu e rejeitou obra sobre Brasil [Março/2010]
- A criação da mãe moderna – Revistas femininas da década de 1920 foram usadas na difusão de um novo papel da maternidade [Setembro/2009]
- Trabalhadoras do Brasil – Doutorado traça perfil de Darcy Vargas, mulher de Getúlio, precursora das políticas sociais na Presidência[Agosto/2008]
- Mais notável do que pequena – Estudo analisa trajetória de Carmen Miranda no Brasil e nos Estados Unidos [Janeiro/2005]
- Hilda Hilst morreu. Viva Hilda Hilst! – Perda da escritora é bom momento para refletir sobre a densidade de sua obra poética [Março/2004]
- De corpo inteiro – Textos da revista oferecem um rico panorama da situação das mulheres no Brasil hoje [Dezembro/2003]
- Uma Sherazade às avessas – Premiada com o Érico Vannucci de 2002, a pesquisadora Betty Mindlin há anos vem recolhendo mitos indígenas e os transcreveu em forma de livros [Setembro/2002]
- As Marias da fumaça – Estudo refaz a difícil trajetória das primeiras mulheres que trabalharam na estrada de ferro Noroeste do Brasil, em Bauru [Fevereiro/2002]
- As “chicas da silva” desconhecidas – Pesquisa revela que, como a escrava que virou filme, muitas libertas conseguiram ascender economicamente no Brasil colonial [Outubro/2001]
- Magda Tagliaferro – Nos 15 anos da morte da pianista, livro narra a história e a carreira da artista [Setembro/2001]
- As armadilhas para o real – Estudos analisam como são relações sociais nas obras de Clarice Lispector [Março/2001]
- Estratégias para manter o casamento – Estudo mostra como mulheres lidam com o cotidiano do matrimônio [Novembro/2000]
- Corpos femininos vestidos de tintas – Estudo analisa como artistas brasileiros pintaram as mulheres [Julho/2000]
Artes:
- Sob o manto da invisibilidade – Exposição na Pinacoteca mostra as mulheres pioneiras no campo das artes entre os séculos XIX e XX[Julho/2015]
- Equilíbrio e rigor – Especialista em Shakespeare, Barbara Heliodora era reconhecida pela dureza controversa no ofício da crítica teatral e dedicação ao ato de ensinar [Maio/2015]
- A criação do espaço – Vera Hamburger procura a essência da direção de arte [Abril/2015]
- Tomie Ohtake – Artista ajudou a definir o caráter da produção brasileira de artes plásticas da segunda metade do século XX[Março/2015]
- Quebra de silêncio – Mira Schendel, figura única do modernismo brasileiro, ainda influencia a produção nacional e ganha exposição em São Paulo[Setembro/2014]
- A relevância de Lygia Clark – Exposição no MoMA situa a artista brasileira no centro do processo de reflexão sobre os desdobramentos, limites e superações da arte moderna e contemporânea [Julho/2014]
- Figurações orgânicas – Anita Colli transforma peças de laboratório de pesquisa em esculturas [Julho/2012]
Vídeos:
- Poética da diáspora – Historiadora Elena Pajaro Peres fala sobre a obra de Carolina Maria de Jesus [Julho/2015]
- Marie Curie e as mulheres cientistas – Mulheres que se destacaram na ciência [Novembro/2011]
- Prêmio FCW de medicina – A coloproctologista Angelita Habr-Gama alia cirurgia à prevenção do câncer [Julho/2011]
Rádio:
- Podcast: Marília Moschkovich – Socióloga fala sobre chances de mulheres e homens chegarem ao topo da carreira na Unicamp[Fevereiro/2016]
Fonte: Revista Pesquisa FAPESP
-
Gestores federais planejam ações de segurança alimentar e nutricional até 2019
Representantes de 21 ministérios participam da elaboração da segunda edição do Plano Nacional para enfrentar novos desafios da alimentação dos brasileiros.
Cerca de 100 gestores e técnicos de 21 ministérios do governo federal participam, nesta quarta (9) e quinta-feira (10), de seminário para planejar as ações de segurança alimentar e nutricional até 2019. Eles discutem a segunda edição do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PlanSan), previsto para ser publicado em maio deste ano.
Na abertura do encontro, o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos, ressaltou os desafios para o Estado brasileiro. “Agora temos um novo ciclo, com novos problemas relacionados à má-alimentação, ao sobrepeso e à obesidade que se espalha pelo país. Temos que atualizar a nossa estratégia a partir do diálogo e da construção conjunta.”
Na primeira edição, elaborada em 2012, o combate à fome era um dos temas principais. Os objetivos foram incorporados pelas políticas públicas e apoiaram o país na saída, em 2014, do Mapa Mundial da Fome da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
A presidenta do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Maria Emília Pacheco, avaliou que as metas e diretrizes para o período 2016-2019 serão bem desenhadas. “A presença de vários ministérios já nos sinaliza que o plano será mais robusto, na medida em que conseguirmos garantir a interação e a conexão com outros planos e ações.”
Ela lembrou que o Plano também será analisado pela sociedade civil, no âmbito do Consea. E reforçou que o plano não pode deixar de ressaltar as questões de fortalecimento da agricultura familiar e das populações tradicionais, além do reconhecimento dos direitos das mulheres.
A insegurança alimentar e nutricional de povos e comunidades tradicionais foi ressaltada pela secretária de Políticas para Comunidades Tradicionais do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial, Juventude e Direitos Humanos, Givânia Maria da Silva. “Temos a consciência da importância dessas políticas para o nosso público, que são os principais beneficiários.”
Givânia também destacou os avanços conquistados nos últimos anos. “Uma coisa é sair com uma cesta de alimentos para doar a um pobre. Outra é estruturar ações que corrijam as distorções históricas que causaram a exclusão de uma parcela da sociedade.”
De acordo com o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, o Plano Nacional será uma referência para o planejamento da entidade para os próximos quatro anos. Bojanic afirmou que o modo brasileiro de construir políticas públicas é observado por todo o mundo e que as discussões sobre o documento devem ter como pano de fundo as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). “É um plano que vai muito além dos limites geográficos. É um exemplo global pela maneira que é feito. Não é um plano somente para um único ministério.”
O deputado federal Padre João, da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar e Nutricional, participou do encontro e apontou os desafios para os parlamentares que atuam nesta agenda. “Temos que avançar, mesmo com muitas ameaças de retrocesso, no acesso à terra e à água, na questão das sementes crioulas e na assistência técnica”, disse. Para ele, quando se olha para trás em relação às políticas de segurança alimentar, “vemos uma grande transformação de empoderamento dos mais pobres”.
Plansan – Entre as principais demandas que farão parte do documento com estratégias e metas está o enfrentamento à obesidade, o combate à insegurança alimentar e nutricional de grupos populacionais específicos, como quilombolas e indígenas, e a ampliação da produção, do abastecimento e do consumo de alimentos saudáveis.
A redução da pobreza e a ampliação do acesso à água, além da consolidação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) e a promoção de um maior diálogo internacional, também estão na pauta do documento. Os desafios foram apontados a partir das demandas apresentadas durante a 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em 2015, e do Plano Plurianual (PPA) 2016-2019.
Fonte: MDS
-
Summer School on Global Studies
O Departamento de História e Cultura da Universidade de Bolonha, Duke University e University of Virginia oferecem bolsas para estudantes brasileiros que tenha interesse em ingressar na Summer School on Global Studies and Critical Theory Global Humanities and the Global South History, Politics, and Critical Theory. Este ano ocorrerá em Bolonha no período de 27 de junho a 08 de julho de 2016.
Prazo de inscrição: até 15 de março de 2016
Serão oferecidas:
- 10 bolsas que cobrem taxas e acomodações.
- 3 bolsas que cobrem taxas, alojamento e despesas de viagem para os estudantes provenientes de países do Sul Global (Ásia, África, América Latina).
- 2 bolsas patrocinados pela FIBRA para pagamento de despesas, despesas de alojamento e viagem para estudantes brasileiros.
Visite http://www.irtbrasil.unibo.it/en/partnerships/fibra-1 para mais informações.
Os selecionados serão convidados a participar em todas as conferências plenárias e dois campos de manhã. Eles também terão de comparecer a pelo menos uma aula a tarde por semana. Por favor, note que a turma é de 20 alunos por classe e os alunos selecionados devem listar suas escolhas em ordem de preferência quando eles se inscrever para as aulas da tarde.
Maiores informações: www.globalstudiesandcriticaltheory.wordpress.com


Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras (GCUB)Setor Comercial Sul (SCS) – Quadra 2 – Bloco ‘B’ – Lote 20 – Ed. Palácio do Comércio – sobrelojas 8/16
Asa Sul – 70318-900 – Brasília/DF – Brasil
+ 55 (61) 3321-2330 |secretaria@grupocoimbra.org.br | www.grupocoimbra.org.br -
Divulgação de Bolsas de Estudos de Pós-Graduação do Governo da Nova Zelândia
Bolsas de Estudos de Pós-Graduação do Governo da Nova Zelândia estão com inscrições abertas. As bolsas são direcionadas a candidatos de países da América Latina que queiram contribuir para o desenvolvimento de seus países. As inscrições são todas online e estão abertas no período de 1º de Fevereiro a 30 de Abril de 2016.
As bolsas estão disponíveis para os seguintes cursos: mestrado (1 a 2 anos), especialização (1 ano) e certificado de pós-graduação (6 meses). Os candidatos precisam atender a todos os critérios estabelecidos pela bolsa, e a preferência será dada àqueles que pretendem desenvolver seus estudos acadêmicos nas áreas de agricultura e energias renováveis.
Mais informações em: Bolsas de Estudos de Pós-Graduação da Nova Zelândia
O MEC informa que a oferta de Bolsas de Estudos de Pós‐Graduação na Nova Zelândia é uma oferta do Governo da Nova Zelândia, e não se vincula a programas do Ministério da Educação do Brasil. Portanto, o candidato deve estar ciente que a participação não gera expectativa de validação de títulos.
Mais informações em: Ofício Circular SEI nº 16.2016 MEC
-
Mecanismos de correção
Houve crescimento no número de casos de má conduta científica detectados no Brasil nos últimos anos, sugere artigo publicado na revista Science and Engineering Ethics por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O estudo analisou mais de 2 milpapers indexados na biblioteca virtual brasileira SciELO (sigla de Scientific Eletronic Library On Line) e à base de dados latino-americana de informações em ciências da saúde (Lilacs) entre 2009 e 2014. Foram identificados 31 artigos que sofreram retratação, que é o cancelamento de sua publicação devido a fraudes ou erros graves. Desse total, 25 trabalhos eram de autores brasileiros.
O plágio foi a principal razão para as retratações dos artigos brasileiros, responsável por 46% dos casos. O estudo mostra que as retratações estão em ascensão nas duas bases de dados: entre 2004 e 2009, foram identificadas de uma a duas retratações por ano; já entre 2011 e 2012, a média subiu para sete. De acordo com Renan Moritz Almeida, professor da UFRJ e autor principal da pesquisa, uma hipótese que explica o aumento dos casos de plágio detectados no país é a introdução de softwares que mapeiam a repetição de trechos em mais de um texto sem o devido crédito ao autor.
Nos últimos anos, universidades, institutos de pesquisa, agências de fomento e editoras científicas vêm utilizando programas como esse para coibir abusos. “Hoje há uma maior atenção ao fenômeno, principalmente por parte dos editores”, diz Almeida, que reconhece que o número de casos é pequeno. “No entanto, é interessante ressaltar que a primeira retratação nas revistas que estão na SciELO deu-se em 2008, menos de 10 anos atrás.” Sonia Vasconcelos, coautora do estudo, chama a atenção para o fato de os resultados apontarem para uma maior participação de periódicos científicos indexados em bases menos tradicionais no processo de correção da literatura. “Essa participação de alguma forma reflete comprometimento maior de editores com mecanismos de correção, o que, a longo prazo, pode ter um impacto positivo na qualidade das publicações”, afirma.
Sonia Vasconcelos explica que, nos últimos anos, o Brasil assumiu posição de liderança na pesquisa e iniciativas educacionais em ética na pesquisa na América Latina. Ela cita algumas experiências na promoção de uma cultura de integridade científica no país, como o Código de boas práticas científicas, produzido e lançado pela FAPESP em 2011, que contém diretrizes éticas para a atividade profissional dos pesquisadores que recebem bolsas e auxílios da Fundação. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) também criaram suas próprias normas de conduta.
Fonte: Revista Pesquisa FAPESP
-
Abrasco e a crise política no Brasil
Nesse momento de grave crise política, o silêncio e a omissão são inadmissíveis.
A política no Brasil está marcada, há décadas, pela relação promíscua entre partidos, lideranças, congressistas e governantes com empresas e grupos de interesse privado. Esta forma de atuar, infelizmente, não é atributo deste ou daquele partido, ou deste ou daquele governo mas, infelizmente é o modus operandi predominante na tradição do país.
Esse padrão degradado de negócios com a coisa pública tem gerado corrupção, mas também tem permitido a apropriação privada do orçamento público, supostamente destinado a assegurar políticas públicas e o bem-estar. Essa forma de operar termina privilegiando as elites econômicas e políticas, perpetuando a desigualdade, produzindo degradação urbana, enfraquecimento da regulação do setor imobiliário, automotivo, químico, da indústria farmacêutica, e ainda enfraquecendo o SUS – Sistema Único de Saúde, a Educação e Pesquisa Públicas, reduzindo direitos das mulheres, de povos indígenas, afrodescendentes, assalariados e pequenos produtores urbanos e rurais.
Este modo perverso de funcionamento do Estado e da Sociedade brasileira somente será superado pelo engajamento de diversos segmentos da sociedade.
O poder judiciário, com certeza, tem papel importante nessa mudança. A Operação Lava-Jato, de início, pareceu fazer parte deste esforço nacional. No entanto, há sinais de que vem preponderando em sua atuação perspectiva enviesada pelo partidarismo estreito e ações de legalidade duvidosa; isto a ponto, de um ministro do STF vir a público declarar-se preocupado com os desdobramentos da Operação, que a continuar nesse caminho caracterizaria “um retrocesso e não um avanço”.
Para agravar o desatino, grande parte da mídia, editores, âncoras e comentaristas perderam todo pudor com a objetividade do jornalismo profissional e ético, passando a açular o ódio e a intolerância.
Nesse sentido, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, representativa de sanitaristas e pesquisadores, sempre comprometida historicamente com a defesa da saúde e da democracia, manifesta seu veemente repúdio aos episódios recentes que colocam em risco a legalidade democrática e o Estado de Direito no Brasil. Rechaçamos enfaticamente atos seletivos, medidas arbitrárias e manobras irresponsáveis que podem vir a configurar um verdadeiro Estado de exceção não declarado.
A coerção e a intimidação impõem retrocessos ao árduo processo de consolidação da democracia, da garantia das liberdades e dos direitos fundamentais. Neste momento de crise nacional, o respeito às instituições que apuram desvios e corrupção deve ser acompanhado de especial vigilância e mobilização, diante das aspirações de forças conservadoras da política, da mídia e de parte da sociedade, orquestradas em tomar o poder a qualquer custo.
A Abrasco junta-se às entidades e movimentos sociais comprometidos com a inadiável coesão nacional para a superação da crise política que ameaça a democracia, da crise econômica que destrói empregos e aniquila as políticas sociais inclusivas, e da crise sanitária causada pelo desfinanciamento do SUS e pelos desafios atuais de saúde pública, dentre eles a epidemia de zika.
Os valores de democracia, justiça e solidariedade, que nos movem na defesa intransigente de um sistema de saúde universal, devem continuar a inspirar nossas ações e nossas escolhas, hoje e sempre.
Rio de Janeiro, 7 de março de 2016.
Fonte: Abrasco
-
Boletim Rede Alimenta: Brasil Saudável e Sustentável, Compras Institucionais e Cestas de Alimentos
Edital da campanha Brasil Saudável e Sustentável é prorrogado Empreendimentos da agricultura familiar têm até 9 de março para se inscrever para participar de praças durante as Olimpíadas. Foi prorrogado até a próxima quarta-feira (9) o prazo para as organizações da agricultura familiar se inscreverem para participar das praças da Campanha Brasil Saudável e Sustentável. Elas serão montadas no Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 5 e 14 de agosto, durante as Olímpiadas. Os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA) selecionam até 45 empreendimentos da agricultura familiar por meio de chamada pública. Leia mais
I Mostra de Experiências da Rede Brasileira de Bancos de Alimentos Até 29 de março, pessoas ligadas a instituições e sociedade civil que desenvolvam trabalhos em Bancos de Alimentos podem inscrever seus relatos para participar da I Mostra de Experiências da Rede Brasileira de Bancos de Alimentos. O evento será realizado nos dias 5 e 6 de maio, em Brasília. Participe
Encontros discutem ações da campanha Brasil Saudável e Sustentável Serão montadas quatro praças com produtos da agricultura familiar entre os dias 5 e 14 de agosto, durante as Olimpíadas. Leia mais
Assistência Social vai priorizar aquisição de alimentos da agricultura familiar Comissão Intergestores Tripartite aprova resolução que incentiva rede socioassistencial a adquirir produtos por meio da modalidade Compras Institucionais do PAA. Leia mais
Famílias atingidas pela estiagem em Roraima recebem alimentos Cestas com 124 toneladas de alimentos beneficiam 13 municípios do estado em situação de emergência. Leia mais
Bahia discute combate ao Aedes aegypti em tecnologias de acesso à água Governo do estado reúne 49 entidades da sociedade civil executoras do Programa Cisternas para definir cronograma. Leia mais
Assistência para alimentos mais saudáveis Há mais de 60 anos, o serviço brasileiro de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) contribui para mudar a realidade das famílias de agricultores brasileiros. O trabalho estimula o uso de novas tecnologias e processos produtivos, além de ampliar o acesso às políticas públicas oferecidas pelo Governo Federal. Leia mais
-
Participe da pesquisa do Idec sobre gordura trans!
Os dados coletados serão apresentados em audiência da Anvisa que vai discutir riscos da gordura trans em alimentos industrializados .
O Idec quer saber a opinião e conhecimento dos consumidores sobre o uso de gordura trans em alimentos. Para isso, desenvolveu um formulário de pesquisa online para coletar dados, já que não existem estudos desse tipo no Brasil. A pesquisa, disponível neste link, fica aberta até 22 de março.
Os resultados serão apresentados no dia 28 de março em uma audiência pública da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que vai discutir o impacto do consumo da gordura trans em produtos industriais e alternativas regulatórias disponíveis.
Em 2014, a agência de segurança alimentar dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), decidiu banir a gordura trans artificial do país, por considerar que ela não é segura para consumo.
No Brasil, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) já se manisfestou apoiando a decisão norte-americana e defendendo que o Brasil siga o mesmo exemplo.
Fonte: Idec
-
A luta pela visibilidade
Divulgar um artigo científico é tão importante quanto publicá-lo.

A possibilidade de aumentar a ressonância das produções científicas de modo a alcançar um público mais amplo tem feito com que muitos pesquisadores adotem as mídias sociais como ferramenta de divulgação de seus estudos. Não por acaso, a integração dessas plataformas à rotina do trabalho em laboratório é crescente, em parte porque elas permitem identificar o alcance e a influência dos artigos por meio da análise de menções em sites, redes sociais, número de downloads e de compartilhamentos no Twitter e Facebook. Hoje, 13% dos cientistas do mundo usam o Twitter como plataforma para a divulgação e discussão de estudos científicos, segundo um artigo publicado pela revista científica PLoS One (verPesquisa FAPESP nº 221).
“Diferentemente dos Estados Unidos, a maioria dos cientistas brasileiros ainda não entende por que deve divulgar seus trabalhos e, por isso, não se preocupa em atrair leitores para seus artigos, que acabam se perdendo em meio a milhares de outros publicados todos os dias”, diz o biólogo Átila Iamarino, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e um dos criadores da rede de blogs científicos ScienceBlogs Brasil.“Outros veem com desconfiança aqueles que usam ferramentas digitais para promover suas produções; contentam-se com a publicação em revistas especializadas, sem enviá-las a bibliotecas, jornalistas ou até mesmo a colegas de outros departamentos.” Ao notar essa dificuldade, o site de difusão de informações científicas SciDev.Net, da Inglaterra, publicou uma lista com conselhos para ajudar os pesquisadores a ampliar a visibilidade de seus artigos (ver recomendações).
Um dos critérios mais importantes de avaliação da produtividade acadêmica hoje é a quantidade de papers publicados. Quanto mais artigos o cientista produz — e quanto mais forem citados por outros pesquisadores —, melhor. Uma estratégia para aumentar o impacto das publicações científicas é publicá-las em revistas de acesso aberto, removendo as barreiras financeiras e tornando-as disponíveis para qualquer pessoa tão logo estejam disponíveis on-line. “Artigos publicados em revistas abertas costumam alcançar públicos diversos mais rapidamente que os publicados em revistas de acesso fechado”, diz Iamarino. “Na América Latina, 25% dos downloads de artigos em revistas de acesso aberto são de fora das universidades”, ressalta.
Ele sugere que os pesquisadores aumentem o impacto e a abrangência de suas produções colocando-as em portais de acesso aberto, como o ResearchGate e o Academia.edu. “Tão importante quanto facilitar o acesso às produções científicas é identificar o tipo de público que se interessa por elas,os lugares onde os artigos são compartilhados, discutidos e citados”, diz Iamarino.
Manter-se ativo na internet por meio de redes sociais, blogs ou plataformas como a Mendeley pode ajudar os pesquisadores a ampliar a rede de contatos dentro e fora da academia, segundo o biólogo brasileiro Alysson Muotri, na Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. “As redes sociais têm papel muito forte na divulgação científica porque permitem uma maior interação com públicos diversos”, diz.
Em sua coluna Espiral no portal G1, ele divulga os trabalhos dele e de outros pesquisadores. “Costumo enviar meus artigos científicos para alguns cientistas e associações da mesma área e para as agências financiadoras.” Falar do próprio estudo, porém, exige muito cuidado. A divulgação deve ser feita de modo criterioso, a partir de trabalhos mais abrangentes e com conclusões bem definidas, sugere Muotri.
Fonte: Revista Pesquisa FAPESP
-
Embrapa lança manual de rotulagem de alimentos
Quais são as informações obrigatórias e facultativas a serem apresentadas nos rótulos de alimentos?
Para esclarecer essas dúvidas a Embrapa acaba de lançar o Manual de Rotulagem de Alimentos. A publicação é uma ferramenta fundamental a técnicos e agroindústrias familiares. “As leis e regulamentos técnicos sobre rotulagem de alimentos são, de certa forma, de difícil leitura e interpretação. A ideia foi reunir e fazer uma adequação da linguagem da legislação brasileira sobre o assunto”, informa o autor Roberto Machado, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ).O Manual de Rotulagem de Alimentos orienta quanto às informações obrigatórias e complementares a serem apresentadas nos rótulos, porções de alimentos para fins de rotulagem nutricional e elaboração de rótulos de alimentos e bebidas. Contempla também as regras vigentes para a rotulagem de produtos orgânicos à venda no mercado interno ou comercializados diretamente aos consumidores em feiras livres.
A rotulagem dos alimentos é obrigatória e está regulamentada por leis e regulamentos técnicos de órgãos como o Ministério da Agricultura, Anvisa e Inmetro. Segundo a legislação brasileira, rótulo é toda inscrição apresentada na embalagem de um alimento, de forma visual ou textual, aplicando-se a todo alimento embalado na ausência do cliente, destinado ao comércio nacional ou internacional. “A principal premissa da rotulagem de alimentos é assegurar a saúde do consumidor”, aponta Roberto Machado, analista da área de transferência de tecnologia da Embrapa Agroindústria de Alimentos. Portanto, é direito do consumidor receber informações corretas, claras e precisas sobre o produto, escritas em língua portuguesa, apresentando suas características, quantidade, composição, garantia, prazo de validade e origem, além dos riscos que possa representar à saúde. Vale a leitura!
A publicação é um dos resultados do projeto Caravana Tecnológica para a Agricultura Familiar, cofinanciado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. Está disponível para download no Portal da Embrapa, para acessá-la clique aqui.
Aline Bastos (MTB 31.779/RJ)
Embrapa Agroindústria de Alimentos
agroindustria-de-alimentos.imprensa@embrapa.br
Telefone: 21 3622-9739Fonte: Embrapa
-
Boletim Rede Alimenta: Cúpula da FAO, Banco de Alimentos e PAA
América Latina e Caribe cumpre compromisso de reduzir a fome pela metade, afirma FAO Nações Unidas lançam panorama sobre insegurança Alimentar da região durante conferência no México. Os países da América Latina e do Caribe cumpriram a meta dos Objetivos do Milênio e reduziram pela metade a fome na região. Este é o resultado apresentado no relatório Panorama da Insegurança Alimentar na América Latina e Caribe 2015, lançado durante a 34ª Conferência Regional para América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO). Leia mais
O PAA Sementes distribuiu 61 toneladas de sementes em Goiás. Incentivo do governo federal valoriza quem produz os grãos crioulos e garante maior produtividade à agricultura familiar. Leia mais
Combate ao desperdício de alimentos promove segurança alimentar em Ubá (MG) Experiências bem sucedidas de bancos de alimentos serão conhecidas por todo país na 1ª Mostra Nacional de Banco de Alimentos, que será realizada em maio. Leia mais
Compra Institucional é apresentada em reunião da CIT MDS apresenta modalidade do Programa de Aquisição de Alimentos para que gestores da assistência social beneficiem os agricultores familiares em suas compras públicas. Leia mais
Governo federal debate desafios da segurança alimentar e nutricional Plano Nacional para a área, com vigência até 2019, foi tema de reunião da Caisan, em Brasília. Leia mais
Caroço não é Lixo, é Semente! Plante! Campanha do Instituto Iacitatá sensibiliza a população sobre desperdício de possibilidades de plantio de árvores frutíferas e acesso ao alimento de qualidade e baixo custo. Leia mais
-
OMS divulga nota sobre microcefalia, vacina, larvicida e mosquito transgênico
Apenas Brasil e Polinésia Francesa relataram aumento de casos de microcefalia e outras malformações neonatais, embora dois casos de pessoas que estiveram no país sul-americano tenham sido detectados nos EUA e Eslovênia.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, nesta segunda-feira, 29 de fevereiro, uma nota informativa que esclarece rumores sobre o vírus Zika e a microcefalia, destaca o Ministério da Saúde. Entre os boatos citados estão a possível relação da malformação em decorrência do uso de vacinas, larvicidas, mosquitos geneticamente modificados, entre outros. A organização é taxativa em afirmar que não há evidências científicas que possam relacionar os casos de Zika e de microcefalia com o uso desses produtos.
Confira abaixo a nota traduzida:
Entenda rumores sobre Zika e microcefalia
Não há evidências de que vacinas causam microcefalias em bebês
Não existe evidência relacionando qualquer vacina ao aumento de casos de microcefalia, identificados primeiramente na Polinésia Francesa, na epidemia de 2013-2014, e mais recentemente no Nordeste brasileiro. Não há evidência de que vacinas causam microcefalia em bebês.
Uma extensa análise dos documentos publicados em 2014 não encontrou prova de que nenhuma vacina aplicada durante a gravidez resultou em má-formação nos recém-nascidos. O Comitê Global de Aconselhamento em Segurança de Vacinas, que oferece aconselhamento científico independente à Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre questões de segurança das vacinas, chegou à conclusão similar em 2014.
Adicionalmente, agências reguladoras nacionais são responsáveis por garantir que produtos distribuídos para uso da população, como vacinas, sejam devidamente avaliados de maneira a obterem padrões internacionais de qualidade e segurança. A OMS auxilia os países no fortalecimento dos seus sistemas nacionais de regulamentação.
Não há evidência de que o inseticida pyriproxyfen causa microcefalia
O pyriproxyfen é um dos 12 inseticidas que a OMS recomenda para reduzir as populações dos mosquitos. Larvicidas são inseticidas que matam o mosquito no estágio larval.
Com base nas avaliações da OMS, não há indício de que o pyriproxyfen causa efeitos de desenvolvimento que podem resultar em microcefalia. A OMS continuará a avaliar evidências complementares sempre que disponíveis. A Agência Norte-Americana de Proteção Ambiental e investigadores da União Europeia chegaram à conclusão semelhante quando fizeram uma avaliação em separado do produto.
Larvicidas são armas importantes no arsenal da saúde pública. Especificamente em cidades e municípios nos quais não há água encanada, as pessoas tendem a beber água em recipientes dentro e fora de casa. Essas fontes de água, da mesma forma que espaços que acumulam água no lixo, calçada, vasos de plantas e pneus, servem como criadouros ideais para os mosquitos.
Larvicidas, como o pyriproxyfen, são usados em recipientes nos quais as pessoas armazenam água para impedir que as larvas se tornem mosquitos. Quando as pessoas bebem água de recipientes que foram tratados com pyriproxyfen, elas são expostas ao larvicida – mas em quantidades pequenas que não causam dano à saúde. Ainda, 90%-95% de qualquer larvicida são expelidos pela urina em até 48 horas. Esse produto vem sendo usado desde o final dos anos 1990, sem qualquer relação com efeitos colaterais de saúde.
Não há evidência de que a epidemia de zika e os aumentos incomuns de casos de microcefalia no Brasil estejam relacionados ao mosquitos geneticamente modificados no Brasil
Não existem evidências de que o vírus zika ou a microcefalia no Brasil sejam causados por mosquitos geneticamente modificados. Nos mosquitos geneticamente modificados, os genes dos machos são alterados. Por conta das mudanças, quando eles acasalam com as fêmeas, as larvas não sobrevivem. Essa prática busca controlar e reduzir significantemente as populações de mosquitos.
A OMS incentiva países afetados, bem como seus parceiros, a ampliar o uso das atuais ações de intervenção e controle como a forma mais imediata de reação, e a testar judiciosamente novas abordagens que possam ser utilizadas no futuro.
Não há evidência de que mosquitos esterilizados contribuam para o aumento do Zika
Uma técnica que vem sendo desenvolvida para impedir o zika é o lançamento em massa de mosquitos esterilizados com baixas doses de radiação. Quando um macho estéril acasala, os ovos da fêmea não sobrevivem. A técnica vem sendo usada de forma bem sucedida e em larga escala para controlar pragas que ameaçam a agricultura e pecuária. Não há prova de que a técnica tem sido associada com o aumento de casos de microcefalia ou qualquer anomalia ou má formação.
A OMS incentiva países afetados, bem como seus parceiros, a ampliar o uso das atuais ações de intervenção e controle como a forma mais imediata de reação, e a testar judiciosamente novas abordagens que possam ser utilizadas no futuro.
Bactérias usadas para controlar a população masculina dos mosquitos não estão expandindo o zika
Bactérias, como a Wolbachia, são usadas para controlar populações de mosquitos; elas não afetam seres humanos ou outros animais. A Wolbachia é encontrada em 60% dos insetos comuns, como moscas e borboletas. Mosquitos portadores da bactéria Wolbachia foram soltos em vários lugares, como Austrália, Brasil, Indonésia e Vietnã, de maneira a controlar a dengue (que é transmitida pelo mesmo mosquito do zika). Quando as fêmeas acasalam com machos portadores da bactéria, os ovos não eclodem, reduzindo as populações.
Peixes podem ajudar a acabar com o Zika
Alguns países afetados por zika e dengue estão usando métodos biológicos como parte de uma abordagem integrada de controle dos mosquitos. El Salvador, por exemplo, com grande apoio das comunidades de pescadores, está introduzindo peixes que se alimentam de larvas em recipientes de armazenamento de água.
Fonte: ABRASCO
-
Boletim Rede Alimenta: PAA Sementes, PAA Familiar, Compra Institucional
PAA Sementes: garantia de alimentação e renda para famílias pobres do campo
Por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, governo federal compra 61 toneladas de sementes e distribui a agricultores familiares de Goiás. Mais de 61 toneladas de sementes crioulas de milho, feijão e de arroz estão sendo adquiridas pelo governo federal por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). São grãos que saíram das propriedades de agricultores familiares em Goiás e que irão beneficiar outras famílias de 60 municípios do estado que vivem no campo e fazem parte do Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal. Foram investidos R$ 500 mil na aquisição das sementes. Leia maisMinas Gerais fortalece agricultura familiar
PAA Familiar determina compra de no mínimo 30% de produtos da agricultura familiar pela administração estadual. Leia maisItália quer parceria com Brasil para programa de combate à pobreza. Leia mais Universidade do RS lança edital para a compra de carne de frango da agricultura familiar
Serão adquiridas 196 toneladas de frango para compor a refeição em seis restaurantes da UFRGS. Leia maisMDS repassa R$ 203 milhões para investimento em creches
Prefeituras podem aplicar recursos em manutenção e desenvolvimento da educação infantil para garantir cuidado integral e segurança alimentar das crianças. Leia maisMostra abre inscrição para experiências de Bancos de Alimentos
Trabalhadores, gestores, docentes e estudantes de todas as regiões têm até 29 de março para apresentar iniciativas de promoção da alimentação saudável e de gestão, monitoramento e interface do equipamento de segurança alimentar com outras políticas públicas. Leia maisArtigo releva impacto de ações de programa de educação alimentar e nutricional
Estudo conclui que estratégias de educação alimentar e nutricional melhoram padrão alimentar dos adolescentes. Leia maisDica de cinema que Alimenta
Estreou na última sexta-feira (19), a série “Cooked” no Netflix, serviço de streaming de vídeo com milhões de assinantes em centenas de países pelo mundo. A série é inspirada no livro “Cozinhar, Uma História Natural da Transformação”, de Michael Pollan, jornalista americano e ativista da boa alimentação, que é também o protagonista. Dividida em quatro capítulos: água, terra, fogo e ar, vem com a proposta de discutir a nossa relação com os alimentos e de onde eles vem. Uma ótima dica para aprender mais sobre segurança alimentar. Confira -
OPAS/OMS apresenta novo modelo do perfil nutricional
Documento foi lançado na última quinta-feira, 18, em Washington, EUA, e contou com pesquisadores brasileiros.
Aprovado em 2014 pela Organização Pan-Americana da Saúde ( OPAS/OMS), o Plano de Ação para a prevenção da obesidade na infância e adolescência reformulou um de seus instrumentos para a efetivação de políticas públicas que apontem para o desenvolvimento de políticas, regulamentos e diretrizes regionais para alimentos e bebidas no continente. O modelo de recomendação do perfil nutricional de alimentos e bebidas é uma importante ferramenta para a classificação de alimentos de acordo com a sua composição nutricional e foi apresentado nesta quinta-feira, 18 de fevereiro, em uma conferência virtual, realizada na sede da Organização, em Washington, EUA.
Acesse o novo Modelo de Perfil Nutricional em português

Evento acontecerá na sede da OPAS/OMS e terá transmissão online – Foto: OPAS/OMS
O documento serve de orientação para estudos e políticas para a promoção de uma alimentação adequada e saudável e pesquisas sobre obesidade e doenças não transmissíveis, bem como para demais áreas da saúde pública e coletiva. Para Fabio Gomes, pesquisador do Inca e presidente da Associação Mundial de Nutrição em Saúde Pública (WPHNA), a nova tabela é uma ótima referência não só para a comunidade científica, mas também para juízes e legisladores. “Ele confere objetividade às definições em medidas regulatórias e decisões judiciais, o que facilita também o monitoramento, a caracterização de descumprimento e aplicação de sanções”.
A sessão de lançamento será aberta por Francisco Becerra, diretor adjunto da OPAS/OMS e contará com a participação de Carlos Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), na apresentação das evidências e do processo de desenvolvimento que justificou a revisão. O documento será também disponibilizado na seção de Nutrição e Obesidade do site do OPAS/OMS, que já oferece um conjunto de documentos tanto das organizações internacionais como dos países-membros, dentre eles, o Guia Alimentar para a População Brasileira, lançado em novembro de 2014.
Fonte: ABRASCO
-
A agrofloresta na produção de alimentos
Agenda Gotsch lançou na COP21 em Paris o curta “Vida em Sintropia”.
“Vida em Sintropia” é uma edição com um compilado de experiências expressivas em Agricultura Sintrópica, com imagens e entrevistas inéditas.
Assista o curta em alta resolução aqui.
-
Concurso cultural oferece curso na Sorbonne
Já imaginou passar um mês em Paris, estudando na Sorbonne? Para concorrer a este prêmio, é muito simples: basta enviar uma fotografia com o tema “A França no Brasil” e pedir para seus amigos votarem na sua imagem!
O concurso cultural “Quero estudar na França” é realizado pelo Campus France Brasil, a agência do governo francês para promover o ensino superior. As fotos devem ser enviadas por meio do site da agência até 9 de março de 2016. A votação vai acontecer entre 10 e 14 de março. O primeiro colocado ganha um curso de “Civilisation Française” na Sorbonne (Paris), com duração de um mês, com hospedagem e passagem aérea cedida pela Air France – KLM. O segundo lugar vai receber um curso de francês com duração de um mês na alpha.b (Nice), com hospedagem. E o terceiro, brinde cedido pela Livraria Francesa.
Entre os critérios de votação, estão criatividade e quantidade de votos recebidos do público. As grandes vencedoras serão anunciadas em 17 de março, em um grande evento simultâneo, a Soirée Campus France Brasil, que acontecerá em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
O regulamento está disponível no site Campus France Brasil.





