De quem é essa assinatura?
Cientistas da computação criam novas estratégias para desfazer ambiguidades em referências bibliográficas.
Cientistas da computação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) propuseram uma nova abordagem para enfrentar o problema da ambiguidade de assinaturas de autores científicos em referências bibliográficas, que faz com que a produção de um pesquisador ora seja confundida com a de colegas que adotam abreviação idêntica, ora seja difícil de agrupar e avaliar, porque o mesmo pesquisador utiliza assinaturas diferentes. Em um artigo publicado em maio na revista Scientometrics, a cientista da computação Janaina Gomide e seu orientador de doutorado Daniel Ratton Figueiredo, professor do Programa de Engenharia de Sistemas e Computação da UFRJ, mostraram a existência de comportamentos que se repetem entre os autores que usam várias assinaturas.
Um deles é a mudança rara ou acidental da assinatura em algum dos paperspublicados, uma espécie de ponto fora da curva causado por um erro ou descuido do autor ou da revista. Outro padrão é o do pesquisador que assina de uma maneira no começo da carreira e, a partir de certo momento, passa a assinar de outra forma, caso, por exemplo, de mulheres que mudam de sobrenome quando casam ou se separam. E, por fim, há um padrão mais difícil de detectar, o do pesquisador que assina de várias formas sem se preocupar com uma normatização de sua assinatura.
Os pesquisadores avaliaram a incidência desses comportamentos em dois ambientes distintos. Um foi a base de dados do Digital Bibliographic Library Project (DBLP), que reúne a produção de cientistas da computação e é usada com frequência como referência em estudos sobre ambiguidade, porque já foram mapeados os casos em que há padrões de assinatura repetitivos. Também foram avaliados 881 pesquisadores brasileiros cujos perfis no Google Scholar exibiam mais de um tipo de assinatura, selecionados entre os bolsistas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
(more…)
no Castelo de Vajdahunyad, em Budapeste, Hungria, um monumento inaugurado na Rússia homenageou um personagem improvável: os revisores ad hoc, pesquisadores que avaliam artigos submetidos para publicação. Desvelado em 26 de maio durante cerimônia que contou com a presença de mais de 100 pessoas nas dependências da Escola Superior de Economia da Universidade Nacional de Pesquisa de Moscou, o monumento de 1,5 tonelada é resultado de uma campanha de financiamento coletivo que atraiu apoio de diversos pesquisadores. O bloco de pedra tem a forma de um dado, exibindo em cada lado os resultados possíveis de uma revisão por pares: aceito, alterações mínimas, mudanças importantes, revisto e reenviado e rejeitado. A ideia para o monumento surgiu em 2016, quando o diretor da instituição pediu sugestões do que fazer com um bloco de pedra próximo à entrada da escola. A proposta de se fazer um monumento em homenagem aos revisores partiu de Igor Chirikov, sociólogo da instituição. Além de estampar os resultados possíveis do processo de revisão por pares, as faces do bloco de pedra trazem impressos os títulos de artigos de pesquisadores que contribuíram para a campanha. “A revisão por pares na academia é uma história de amor e ódio, mas os revisores são heróis invisíveis no mundo da ciência”, disse Chirikov à revista Nature.
No Dia do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, será lançada a primeira etapa da campanha “Coleta Solidária na UFSC”. Nesta edição do UFSC Explica, às vésperas da comemoração desse dia de conscientização e de proposição de novos comportamentos, a engenheira sanitarista e ambiental da Prefeitura Universitária (
VIII Seminário Integração Serviço-Pesquisa-Políticas Públicas CREN-UNIFESP-IEA: Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional: Fortalecendo Redes e Discutindo Indicadores. 


