Cidades sustentáveis e saudáveis: microcefalia, perigos do controle químico e o desafio do saneamento universal

02/02/2016 18:03

Abrasco emite Nota oficial onde diz não às mesmas medidas ineficazes e perigosas e sim às ações socioambientais transformadoras

A Abrasco manifesta-se através da atuação dos Grupos Temáticos de Saúde e Ambiente; Saúde do Trabalhador; Vigilância Sanitária; Promoção da Saúde e Desenvolvimento Sustentável e ainda Educação Popular em Saúde, sobre a epidemia de microcefalia. O documento pretende aprofundar reflexões, questionamentos e fazer proposições que possam orientar as políticas públicas na intervenção preventiva frente ao surto.

O crescimento exponencial da epidemia de dengue (em 2015, o Ministério da Saúde registrou 1,649,008 casos prováveis desta virose no país e houve um aumento de 82,5% dos óbitos em relação ao ano anterior). A expansão territorial da infestação pelo Aedes aegypti atestam o fracasso da estratégia nacional de controle. Com o surgimento da epidemia do zika vírus, com repercussões ainda mais danosas ao ser humano, urge a revisão de nossa política e do programa de controle da infestação dos Aedes visando impedir a ocorrência de epidemias por arbovírus.

Vários fatores estão envolvidos na causa dessa tragédia sanitária. Trata-se de um fenômeno complexo. Para a Abrasco, a degradação das condições de vida nas cidades, saneamento básico inadequado, particularmente no que se refere à dificuldade de acesso contínuo a água, coleta de lixo precária, esgotamento sanitário, descuido com higiene de espaços públicos e particulares – são os principais responsáveis por esse desastre.

Observa-se que a distribuição espacial por local de moradia das mães dos recém-nascidos com microcefalia (ou suspeitos) é maior nas áreas mais pobres, com urbanização precária e  saneamento ambiental inadequado. Nestas áreas, o provimento de água de forma irregular ou intermitente leva essas populações ao armazenamento domiciliar de água de modo inadequado, condição muito favorável para a reprodução do Aedes aegypti.

Associa-se a isto a debilidade do Sistema Único de Saúde – SUS e do Estado brasileiro para enfrentar este problema. Não há integração entre municípios, estados e União, o que impede a implementação de ações sincronizadas. Defendemos a constituição de estruturas de Vigilância à Saúde, em cada uma das 400 Regiões de Saúde, com unificação de recursos visando planejamento e gestão das ações tanto dos municípios quanto de estados e União.

O enfrentamento destas epidemias necessita de ações que atuem em curto e médio prazo: – Apoio e articulação de pesquisas voltadas para produção de vacinas, com prioridade para o zika vírus; estudos para produzir  conhecimentos da epidemia desta doença, definindo cientificamente seu modo(s) de transmissão, danos ao sistema nervoso, desenvolvimento em escala de testes clínicos, dentre outras inciativas . – Controle da infestação de Aedes, por meio do desenvolvimento de ações imediatas em larga escala de destruição de criadouros e  melhoria das condições sócio-ambientais de nossas cidades. É importante assinalar que estas intervenções urbanas precisam ser realizadas de forma contínua e sistemática, e não como campanhas sanitárias pontuais. O terceiro tipo de ação se refere ao cuidado preventivo e atenção à saúde das pessoas expostas ao risco e infectadas.
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Livro: Alimentação Escolar, construindo interfaces entre saúde, educação e desenvolvimento

02/02/2016 12:21

1_Alimentacao-escolar--construindo-interfaces-entre-saude--educacao-e-desenvolvimento_29Lançamento da obra: Alimentação escolar, construindo interfaces entre saúde, educação e desenvolvimento.

Esta obra é o resultado das aproximações empreendidas por diferentes atores com a alimentação escolar, cada um abordando-a a partir de suas experiências e trajetórias, teóricas e práticas, o que contribui para compor um panorama ampliado da temática. Neste sentido, este esforço coletivo resulta interdisciplinar, visto que o produto que se apresenta é a síntese de um processo de convergência de saberes diversos que possibilitou, em alguma medida, superar as fronteiras que desafiam a compreensão de temas complexos, como o que dá eixo a esta obra.
A alimentação escolar tem um importante papel interdisciplinar e intersetorial, dialogando com várias perspectivas e dimensões. É nessa direção que esta obra é apresentada, buscando explicitar as interfaces que vêm sendo construídas e as que podem ser configuradas e fortalecidas a partir da alimentação escolar, especialmente com os campos da saúde, da educação e do desenvolvimento.

Organização de Carla Rosane Paz Arruda Teo e Rozane Marcia Triches.

Capítulos com participação de membros do NUPPRE:

MARTINELLI, Suellen Secchi; SOARES, Panmela; FABRI, Rafaela Karen; VEIROS, Marcela Boro; CAVALLI, Suzi Barletto. Qualidade da alimentação escolar: método para avaliação da Aquisição de Gêneros Alimentícios (AGA). In: TEO, Carla Rosane Paz Arruda; TRICHES, Rozane Marcia (Org.). Alimentação escolar: construindo interfaces entre saúde, educação e desenvolvimento. Chapecó: Argos, 2016. p. 345-378

ROSSI, Camila Elizandra Rossi; TASCA, Cassiani Gotâma. Adesão e aceitabilidade da alimentação escolar. In: TEO, Carla Rosane Paz Arruda; TRICHES, Rozane Marcia (Org.). Alimentação escolar: construindo interfaces entre saúde, educação e desenvolvimento. Chapecó: Argos, 2016. p. 379-404

Vendas no site da editora ARGOS: www.editoraargos.com.br

Santa Catarina decreta obrigatoriedade da informação de ingredientes para alimentos entregues em domicílio

30/01/2016 00:37

O Governador do Estado de Santa Catarina publicou em dezembro o Decreto nº487 de 01 de dezembro de 2015. Esse regulamenta a Lei nº15.447 de 2011, que dispõe sobre a obrigatoriedade de informar aos consumidores os ingredientes utilizados no preparo dos alimentos entregues em domicílio por restaurantes, bares, lanchonetes, confeitarias, padarias, rotisserias e congêneres. O documento incumbe ainda aos órgãos de proteção e defesa do consumidor estadual ou municipais a fiscalização no seu cumprimento.

Acesse o decreto na integra: https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=310894

Qualidade de carne orgânica em relação à convencional

04/10/2015 21:13

VALORES NUTRICIONAIS E QUALITATIVOS DE CARNES BOVINAS (LONGISSIMUS THORACIS) PROVENIENTES DE SISTEMAS DE PRODUÇÃO ORGÂNICA E CONVENCIONAL

Ana Paula Costa Rodrigues Ferraz, Jessica Moraes Malheiros, Renata Maria Galvão de Campos Cintra, Luis Artur Loyola Chardulo

Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da produção de animais sob o sistema de manejo orgânico e convencional em relação à qualidade da carne de bovinos machos Nelore (Bos indicus). Foram utilizados oito animais provenientes do sistema de produção orgânica e 15 animais produzidos sob o sistema convencional terminados em confinamento por 90 dias. Após o abate, as carcaças foram resfriadas no período de 24 a 48 horas, e duas amostras do músculo Longissimus thoracis foram coletadas com aproximadamente 2,54 cm de espessura entre a 12a-13a costelas da meia carcaça esquerda de cada bovino. Foram avaliadas características químicas, como lipídeos totais (LT) e índice de fragmentação miofibrilar (MFI). De modo suplementar, avaliaram-se características como força de cisalhamento (FC), área de olho de lombo (AOL), índice de marmorização (IM), espessura de gordura subcutânea (EGS), composição centesimal, perdas totais (PT) e coloração instrumental. Constatou-se que as amostras de procedência orgânica apresentaram melhores características de coloração instrumental, considerada o principal atrativo no momento da compra. O valor médio de força de cisalhamento foi menor para a carne orgânica, sendo positivamente relacionado com a maciez. Diferenças significativas entre os dois grupos também podem ser observadas nas análises de lipídeos totais, espessura de gordura e teor de umidade, que apresentaram valores superiores em relação aos animais terminados em confinamento.

 

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Abertas as inscrições para Reunião do Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos na próxima semana

23/06/2015 08:50

O Intituto de Pesquisa em Risco e Sustentabilidade (Iris/UFSC) realiza na próxima segunda-feira, a partir das 13h, a reunião do Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos (FCCIAT), no auditório do Centro Socioeconômico (CSE). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até domingo pelo formulário disponível no site do evento. O FCCIAT é um espaço permanente, plural e aberto de discussão e formulação de propostas de interesse coletivo, formado por entidades da sociedade civil organizada, Ministério Público e órgãos dos poderes do Estado de Santa Catarina. Tem como objetivo geral proporcionar, em âmbito estadual, o debate das questões relacionadas aos agrotóxicos, produtos afins e transgênicos, de modo a fomentar ações integradas de tutela à saúde do trabalhador, do consumidor, da população e do ambiente ante os males causados pelo uso indevido de ingredientes químicos e da transgenia.
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ABERTAS INSCRICOES DO PREMIO INCENTIVO EM CIENCIA PARA O SUS

19/06/2015 20:32

Estão abertas até três de julho as inscrições para o Premio Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS (Sistema Único de Saúde). O premio visa reconhecer e promover trabalhos tecnico-cientificos desenvolvidos por pesquisadores e profissionais de saúde com temas que atendam as necessidades de saúde no âmbito do SUS e a produção de inovações tecnológicas com potencial de Incorporação em sistemas e serviços de saúde.
A premiação possui quatro categorias: Tese de Doutorado, cujo premio corresponde a R$ 50 mil; Dissertação de Mestrado, que dará R$ 30 mil ao vencedor; Trabalho Cientifica Publicado, R$50 mil; Monografia de Especialização/ Residência, R$ 15 mil.
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Agroecologia apresenta respostas concretas para os desafios contemporâneos

26/03/2015 21:56

Por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia? Essa foi a pergunta que norteou o terceiro Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), realizado em maio, na cidade de Juazeiro, Bahia. A questão foi debatida com trabalhadores do campo, técnicos, professores, pesquisadores, extensionistas, estudantes e gestores públicos. O encontro resultou numa Carta Política com reflexões e proposições para implementar uma nova maneira de produzir, distribuir, divulgar e consumir alimentos. O atual sistema alimentar, baseado no princípio do alimento como mercadoria, não considera o território, a cultura e as pessoas do lugar, reforçando desigualdades e injustiça, tanto no campo e na cidade. Com isso, as escolhas alimentares ficam restritas à produção agrícola comercial e industrializada.

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Alimentos regionais brasileiros / Ministério da Saúde

04/03/2015 20:58

Esta nova edição apresenta-se com o propósito de favorecer o conhecimento acerca das mais variadas espécies de frutas, hortaliças, leguminosas, tubérculos, cereais, ervas, entre outros existentes em nosso país, além de estimular o desenvolvimento e a troca de habilidades culinárias, resgatando e valorizando o ato de cozinhar e apreciar os alimentos, seus sabores, aromas e suas apresentações, tornando o ato de comer mais prazeroso.
O material traz – além dos alimentos por região – receitas culinárias, dicas de como cozinhar com mais saúde e uma lista de possíveis substituições para as preparações desenvolvidas, ressaltando nossa diversidade cultural. O resgate, o reconhecimento e a incorporação desses alimentos no cotidiano das práticas alimentares representam importante iniciativa de melhoria do padrão alimentar e nutricional, contribuindo para a garantia do direito humano à alimentação adequada e saudável e da segurança alimentar e nutricional da população brasileira.
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CONSEA divulga relatório sobre transgênicos

11/02/2015 11:04

Visando debater uma das ameaças que afetam a produção e o consumo de alimentos, o Consea Organizou, em Brasília, a Mesa de Controvérsias sobre Transgênicos, em dois momentos distintos,
11 e 12 de julho de 2013, e 3 de dezembro de 2013.

Com esta publicação, O Consea espera contribuir com a ação cidadã daqueles e daquelas que assumem o compromisso de trabalhar por um modelo de produção e de consumo de alimentos saudáveis e sustentáveis, pela soberania e segurança alimentar e nutricional e pelo Direito Humano
à Alimentação Adequada.

Relatorio_CONSEA

Fraude na ciência

03/02/2015 10:37

Quatro anos depois de revelado o maior caso de fraude já documentado envolvendo cientistas brasileiros, vêm à tona novas acusações de má conduta dirigidas a químicos do país, inclusive um professor que participara do episódio anterior. Pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), no Paraná, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) são acusados de reaproveitar as mesmas imagens em várias publicações, fazendo-as passar por resultados de experimentos feitos com substâncias químicas diferentes. Dois artigos de autoria do grupo já foram anulados pelas revistas em que haviam sido publicados, e outros dois sofreram correções.

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